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Capitulo 2

last update Data de publicação: 2021-03-20 22:45:22

Sem dúvida era a voz de Eduardo elogiando um bom trabalho, tudo estaria bem se o macho em questão não tivesse agradecido, acrescentando que Olson não tinha percebido de onde o golpe tinha surgido, depois do veneno o ter limitado.

Oh Meu Deus !!!! Levo a mão a boca quando os soluços começam , junto com as lágrimas correndo em meu rosto, me deixo cair de joelhos em choque , meu corpo paralisa , mesmo quando percebo que o silencio se instala no ar e a porta se abre ainda mais. Queria correr , fugir para longe ,mas meu corpo não obedecia aos meus comandos, uma sombra se aproxima, sabia quem poderia ser e não queria encara-lo, não agora , não tinha forças para isso. Eduardo se ajoelha na minha frente , levantando meu queixo coloca um dedo nos meus lábios para que permanecesse em silencio e as ameaças surgiram logo depois. Na verdade , a quem podia falar?Alguem acreditaria em mim?

Uma simples mestiça , aceite por pena, sem qualquer estatuto dentro do clã. Seria a minha palavra contra a dele e pior... eu era seu maldito álibi. Seu odor ainda permanecia em meu corpo, uma prova que ele necessitava para que todos os vampiros não duvidassem de sua defesa . Tinha sido um peão num jogo macabro , onde ele planeara me usar, me deixar presa as suas vontades e suas ordens.

Mas eu não lhe pertencia , nem mesmo pertencia ao clã Camarilla, e fora dali poderia tentar provar que ele era um assassino cruel.

Enquanto faziam o luto por meu Mestre, observei que era impossível continuar a viver nessa casa. Eduardo não me dava tréguas , me assediando como se lhe pertencesse, me ameaçando e isso tinha que acabar. Minhas lágrimas teriam que cessar, minha atitude de zombie caminhando pelos corredores daquela mansão sem saber que lugar ocupava, cumprindo ordens de alguém que eu abominada , tinha que terminar. Eduardo tinha conhecido a moça ingénua e burra naquela noite , ele pensava que podia me forçar em sua cama sempre que quisesse , mas estava enganado ,agora lhe daria a conhecer a mulher determinada e capaz de vingar a morte de seu mestre. Sem qualquer dúvida , ele iria pagar , não importava como, mas ia.

E o começo da minha jornada começava aqui, uma manhã onde o sol brilhava intensamente , aquecendo minha pele gelada. Pois é, sou uma Damphir, metade humana, metade vampiro. Ando á luz do dia, preciso de comida, não tenho presas e não bebo sangue. Mas tenho força de vampiro e mais alguns extras que meu sangue misto me proporciona. A vantagem de andar á luz do dia enquanto eles tinham que se proteger era uma boa margem para fazer o que devia ter feito logo após aquela noite. Meu luto se sobrepôs á vontade de agir mas agora estava pronta para seguir em frente. Mesmo que significasse estar longe de alguns dos meus amigos e todos aqueles que considerava família por causa de um vampiro traidor com a mania da grandeza.

Pego a mochila e corro em direção a uma vasta floresta, algo que escondia nossa localização dos olhares humanos, depois de uma hora sem parar , dou com a visão da cidade. Finalmente poderia relaxar, mas não muito, apesar da esperança de encontrar a morada Independentes antes do anoitecer, devia continuar alerta.

Os Independentes, vampiros com uma forte lealdade para com os de sua raça, entre eles havia uma busca pela liberdade individual. Todas as actividades dos Independentes se centravam na lealdade e cumprimento da lei entre eles. Existiam para estragar os planos de alguns antigos, ou mesmo impedir líderes recentes de espalhar sua dominação sobre os outros.

Assim foi criado um clã, vampiros suficientemente fortes para se defenderem deles e defenderem aqueles que não conseguiam lutar contra a opressão. Um clã formado para aplicar as leis, e as fazerem cumprir. Vampiros sem clãs se juntavam ou pediam asilo quando a razão era válida e justificável devido a crimes ou abusos.

Respirando fundo várias vezes ajeito o cabelo depois da correria, tentando passar despercebida entre os pedestres que enchiam as calçadas. Humanos concentrados nas suas rotinas diárias , não se preocupando com uma ameaça latente entre eles , apesar das regras que proibiam os vampiros de se alimentarem sem consentimento, ainda existiam renegados que não respeitavam a vida humana, apesar do castigo ser a morte , muitos arriscavam pelo prazer da caça. No fundo estar sob a proteção desses defensores da lei era um meio eficaz de afastar Eduardo até poder ter provas para o acusar e o fazer pagar por seu crime.

Olhando ao redor procuro a marca que indica os estabelecimentos geridos por simpatizantes de vampiros , conseguindo uma informação válida sobre os defensores dos mais fracos, depois de várias que não deram frutos e somente me fizeram perder um tempo precioso . Para meu alivio ainda tinha algumas horas até ao anoitecer , talvez Eduardo dentro da sua própria insanidade me esquecesse por um tempo, afinal ele pensava que eu seria uma menina obediente aos seus desejos, assim estaria relaxado , não imaginando que eu desaparecera nessa noite .

Bastardo! Que vontade de arrancar suas presas uma a uma enquanto o observava se engasgar em seu próprio sangue.

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Último capítulo

  • 4 - Vampiro Dos Meus Sonhos   Capitulo 41- Final

    A dor era atroz, uma queimação que começava de dentro para fora, meu corpo todo se convulsionava , minha garganta doía dos gritos que saíam da minha boca. Não sabia o que se passava comigo , mas que estava no Inferno, isso estava. Minhas palpebras se abrem com esforço, sentia algo fresco deslizando por meu rosto, por meu cabelo, mas somente enxergava um vulto. Olhando ao redor vejo um quarto escuro, não havia nada nele que eu reconhecesse, além disso não havia nem uma janela , nem uma luz. Cerrandos os dentes quando uma fisgada de dor retorna sem aviso, agarro meu estomago, gritando alto quando o ardor se instala de novo, parecia que em meu sangue corria fogo liquido e nada o fazia parar.__ Por favor ... - Suplicante balbuciono as palavras sem saber se teriam algum efeito. __ Me ajudem ...

  • 4 - Vampiro Dos Meus Sonhos   Capitulo 40

    Nicholas estava acompanhado por Mateus que estava tão furioso quanto ele. Quando eles entraram no quarto de Christine depararam-se com aquilo que eles mais temiam que pudesse ter acontecido. Ela tinha sido apanhada por Eduardo e mais, Beatriz jazia no chão, viva mas sangrando o que fez Mateus rugir de raiva. Sem hesitar ele a pega no colo a colocando na cama com cuidado. Ela abre os olhos, os arregalando quando vê Mateus alisando seu rosto com carinho . __ O que aconteceu? - Nicholas rapidamente questiona, seu corpo tenso, seu coração apertado. __Me desculpem... - Ela geme entre palavras ,seu corpo dolorido da pancada contra a parede. A frustração era latente ao encarar Nicholas. __ Tentei atrasa-lo...mas...

  • 4 - Vampiro Dos Meus Sonhos   Capitulo 39

    Acordei atordoada, me arrepiando quando me lembrei do que se tinha passado. A imagem de um quarto que eu bem conhecia estava perante os meus olhos, o que me deixou completamente aterrorizada. O quarto de Eduardo! Só isso já mostrava claramente os seus planos distorcidos, se ele me tocasse seria Nicholas capaz de me querer de novo ?__Acordaste! - Eduardo aproximou-se como um predador perante a presa que desejava. __ Estava a começar a ficar inquieto.__ Era preferivel não acordar mais. - Respondi com uma voz seca, fria , distante. Seu cabelo longo estava amarrado, como habitualmente, ele era bem apessoado, porque não me deixava em paz. Qualquer mulher o podia amar como eu amava Nicholas.__ Sabes o que eu passei en

  • 4 - Vampiro Dos Meus Sonhos   Capitulo 38

    Achava estranho todo o alarido perto dos muros que rodeavam a casa. Meu nervosismo era evidente apesar de não conseguir ver onde estava Nicholas no meio da confusão. Aquela era a tentativa de Eduardo para debilitar o Clã dos Independentes, mas ele não se mostrava no meio de todos aqueles invasores. Foi tudo muito rápido para conseguir perceber como ele entrara naquela casa, no meu quarto. Ele deu um rápido empurrão e estava dentro antes mesmo que eu pudesse fazer algo. Com um sorriso convencido, fechou repente a porta atrás dele.__ Eduardo! - minha voz falhou um tom devido ao choque de o ver a passos de distância .__Ol&aacu

  • 4 - Vampiro Dos Meus Sonhos   Capitulo 37

    Eduardo já esperava há três horas por notícias e nada. As coisas só podiam ter corrido mal, Tattoo já teria voltado se assim não fosse. Afinal sempre tinha sido uma armadilha. Ele enviou mais dois homens para verificar o que se tinha passado e quando as notícias chegaram ele não ficou minimamente satisfeito .__ Não acredito. - Gritou raivoso. __ Mas será que ninguém sabe fazer nada de jeito.Eduardo não conseguia entender como é que era possível ter perdido os seus guardas num armazém abandonado na cidade. Aquela mulher ia pagar por o ter enganado.__ André! Preciso que convoques uma reunião com o grupo da zona leste .

  • 4 - Vampiro Dos Meus Sonhos   Capitulo 36

    Quando entrámos na mansão, suspirei. Finalmente em Casa. Sim era ali que pertencia, naquela casa, com Nicholas não tinha nenhuma dúvida. Mateus nos esperava tenso. __ Ana está morta. - Nicholas disse secamente.__ Já esperava. -Mateus respirou fundo resignado, olhando Christine preocupado.__ Estás bem? __ Sim estou bem, obrigada. - Mordi o lábio. Ana merecia que a defendessem. Pelo menos mostrou-se fiel no final. __ Ela acabou por se juntar a nós na luta, mas acabou por ser morta por um dos homens de Eduardo.__ Fico feliz por não teres sido obrigado a castigá-la. - Mateus disse finalmente olhando para Nicholas. __ Mas i

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