INICIAR SESIÓN"A Ordem do Don e o Sangue do Traidor"
O sol ainda nem tinha rompido o céu quando Enzo Balestra, primo de Don Vitório, recebeu a ordem.— Pegue dois SUVs, leve quatro soldados com você. Vá até a casa de Terenzi e confirme o que Sara me disse. Se ele for mesmo vender a filha, traga todas para cá. Se ele se opuser... você sabe o que fazer. — ordenou Vitório, a voz gélida como mármore.Enzo assentiu com um leve movimento de cabeça. Não havia hesitação nos olhos do seguO Destino da Pequena Carmen e o Pakan Yuri Cinco anos haviam se passado desde que Sara e Dom Vitório haviam unido suas vidas diante de Deus, da família e dos ciganos. Os vinhedos da Sicília floresciam, as crianças cresciam fortes e a casa de Vitório estava sempre cheia de risadas, músicas e o calor das fogueiras. Mas o destino, guiado por Santa Sara, ainda tinha muito a escrever.Longe dali, no frio cortante da Sibéria, a neve cobria as terras infinitas como um manto branco. Ali vivia Yuri, o Pacan, agora respeitado não apenas pelos russos, mas também temido por todos os que conheciam a sua linhagem. Ele, porém, carregava no peito um peso silencioso: ainda não havia encontrado sua verdadeira companheira.Naquela manhã, Yuri montava a cavalo, inspecionando as fronteiras de suas terras, quando um de seus homens veio correndo:— Senhor, há uma caravana de ciganos pedindo permissão para acampar.Yuri franziu a testa.— Ciganos… aqui? Na
O Destino de Dom Vitório e sua Cigana Vitório sorriu — aquele sorriso raro, reservado apenas para os dois pequenos que agora corriam pela sala e para a mulher que mudara o rumo de sua vida. Ele se abaixou, pegou os gêmeos no colo ao mesmo tempo, um em cada braço, exibindo a força que sempre impressionava.— Meus bambinos — murmurou, depositando um beijo na cabeça de cada um.Sara, com o ventre arredondado pelo novo filho que carregava, observava a cena com os olhos marejados.— Em breve teremos mais um — disse ela, acariciando a barriga. — Dentro de trinta dias, ele vai nascer. E já sinto que será gigante como o pai.Vitório arqueou a sobrancelha, divertido.— Se for como eu, vai ser um guerreiro desde o berço.Sara sorriu, balançando a cabeça.— Se bem que o nosso Giorgio já herdou muito de você. Forte, destemido, sempre tentando proteger a irmã.— E a nossa Samara — completou Vitório, olhando para a menina que sorr
O Protetor dos CiganosDois anos haviam se passado desde o casamento que uniu para sempre o destino de uma cigana e de um Dom siciliano.Naquele dia, as portas da mansão estavam abertas, o sol brilhava alto e a vida corria com mais força do que nunca. Sara, com o ventre arredondado, caminhava lentamente pelos corredores, acariciando a barriga. Dentro dela crescia o terceiro filho — o pequeno Luigi Luchero, que já era chamado carinhosamente de Luchero pelos irmãos gêmeos. Eles corriam pela casa, risonhos, tentando entender como alguém tão pequeno ainda cabia na barriga da mãe.Vittorio os observava de longe. Imponente como sempre, de terno impecável, mas com uma doçura nos olhos que só aparecia quando fitava sua família. Ele já não era apenas o capo implacável da Sicília. Tornara-se o protetor dos ciganos.A cada caravana que passava pela região, havia hospitalidade, havia amparo. Os soldados, sob ordens diretas de Vittorio, eram instruídos a vigia
Dois anos haviam passado desde que a vida mudara de vez na Sicília.A mansão, que outrora fora marcada por estratégias, planos de guerra e conversas em voz baixa no salão de reuniões, agora ecoava gargalhadas de crianças correndo pelos corredores.Os gêmeos de Sara e Dom Vitório completaram dois anos: um menino de olhos verdes faiscantes e uma menina de traços delicados, cópia da mãe. Cada passo deles era celebrado, cada palavra nova, motivo de festa. Até os soldados mais carrancudos eram vistos se ajoelhando para brincar com as crianças, esquecendo por instantes a rigidez de suas posturas militares.Sara, no entanto, trazia uma nova vida em seu ventre. Dessa vez, não eram dois, mas um só filho. O corpo dela já mostrava a gravidez avançada, e sua mão acariciava a barriga de forma instintiva, como se conversasse em silêncio com o pequeno que crescia ali.Enquanto isso, a vida dos outros também seguia em expansão.Irina e Baran haviam ofici
A Casa Cheia de HerdeirosA Sicília parecia respirar outro ar depois que os gêmeos de Sara nasceram. O pátio da mansão, antes tão pesado com os ecos das guerras e das vinganças, agora ecoava gargalhadas, choro de crianças e o tilintar de berços balançando.Não demorou para que a vida trouxesse mais sinais de abundância: logo depois vieram os filhos de Enzo e Paola, dois pequenos que nasceram fortes, berrando como se quisessem avisar ao mundo que eram herdeiros de sangue cigano e siciliano ao mesmo tempo.O Dom Vitório andava de um lado para o outro da casa, olhos atentos, peito erguido, e por trás da seriedade sempre escapava um sorriso contido quando alguém lhe punha uma criança no colo. Os soldados, que estavam acostumados a ver o chefe em trajes de guerra, agora o viam tentando ninar bebês, atrapalhado mas determinado.Dois meses depois, chegou a vez de Irina e Baran. O parto foi em casa, como o de Sara, cercado de rezas ciganas e cuidados. A p
— Bençãos, promessas e dois corações por vezO sol mal havia tocado os telhados quando os portões da propriedade se abriram. Enzo chegou cedo, impecável, mas com a ansiedade de quem traz um mundo dentro do peito. Ao seu lado, de vestido simples e mãos entrelaçadas na barriga já arredondada, vinha Paola — olhos atentos, passos firmes, delicadeza de quem conhece a própria força.No átrio, Don Vitório os aguardava com Sara. Havia no ar o perfume da manhã e o rumor distante das caravanas, como se a terra inteira respirasse em compasso com aquela casa.— Don — Enzo começou, com respeito e brilho nos olhos. — Esta é Paola, minha noiva. Vim pedir sua benção. — Olhou para a jovem e sorriu. — Nós… queremos um casamento cigano. Ela me confessou que tem sangue cigano. Depois, faremos o nosso no civil e religioso.Vitório fitou Paola com atenção silenciosa. Havia firmeza naquela moça. Voltou-se a Sara, buscando nela a bússola que não falhava. A cigana pousou







