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Cap 90 Vou devorar tudo...

Autor: Ela Ferreira
last update Data de publicação: 2025-06-18 18:59:28

EULALIA

— Ué. Não vai me responder? — a encarei.

— Seu rosto já está quase curado de novo. O que te impede de responder?

Mirella cuspiu sangue quase no meu rosto, mas consegui desviar, deixando sua cara bater no chão quando a soltei, empurrando seu corpo de novo.

— Que ingrata! — apertei os olhos de pé, com as mãos na cintura.

Ela levantou os olhos com uma expressão sinistra. Agora tinha um nariz quebrado também. Como ele não havia quebrado antes, eu não fazia ideia.

— Como você vem na minha ca
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Último capítulo

  • A Fugitiva Reclamada pelo Alfa Supremo   Cap 122 O fim um dia chegará.

    EULÁLIA Não havia como reclamar, apesar de ter sido uma surpresa inesperada. — Eles nem são de maior. — reclamei. Como poderia a minha bebê já encontrar seu par logo assim que nasce? Bati na testa. Mas então pensei no que mais importava. A segurança de ambos era o que mais deveria ter peso. E não era como se Isolde e seu companheiro fossem se casar amanhã. — Tudo bem! Eu consigo lidar com isso! — digo, soltando um suspiro, vendo a fascinação na cara do jovem lobo. Wulfric caminhou até ele e respondeu a mim: — Mas eu ainda não quero lidar com isso! — pediu a bebê. Raphaelio não teve como negar, mas não saiu do cômodo, permaneceu maravilhado com minha filha. — Não deixe o queixo cair agora. Venha ver o outro lobo. Quem sabe não goste dele também! — Ronan voltou ao seu habitual mau humor, praticamente ameaçando Raphaelio. — Ronan. — murmurei. Ele me encarou por um momento. Então voltou-se para o jovem e ameaçou: — Você terá que cuidar dela o tempo todo. Mas eu fica

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    EULALIA Enquanto tinha meu descanso, depois de amamentar os bebês, pude observar os dois dormindo nos braços dos padrinhos. Ronan, que demorou para segurar sua afilhada com certo receio de “quebrá-la”, segundo ele, estava sereno, sempre olhando para o rostinho da bebê enquanto ela dormia. Eu assistia à cena do sofá mais próximo, na sala de desjejum. Reymond e Muriel pareciam fascinados com Leofric, seu afilhado. Eles pareciam já serem casados. O que me fez pensar que talvez eles já tivessem feito a ligação deles. Não estranharia — o poder dos companheiros vence até mesmo a timidez. Sorri, os observando. Ronan ainda estava de pé, praticamente balançando de um lado a outro, temendo que Isolde acordasse quando ele parasse de se mover. Pelo menos era a sensação que ele passava. Wulfric observava a cena de longe, pretendendo me auxiliar com uma boa refeição, mas que eu recusei por enquanto. Era bonito observar como novas vidas traziam grandes mudanças. Naquele momento, Leofric era

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    EULÁLIA— Está se sentindo mal? — Wulfric me analisou com preocupação.— Não, acho que não. — digo com um meio sorriso.— Tem certeza? — perguntou.Na realidade, havia sido apenas mais pressão na parte baixa da barriga. Aquilo, por um momento, me deixou assustada.— Amanhã o médico virá vê-la! — proferiu ele.Eu não negaria, afinal, havia sido minha culpa tê-lo deixado preocupado. E, para variar, era muito bom se sentir protegida por alguém como Wulfric.O tempo foi passando, e um dia, quando estava conversando com Muriel, que recentemente tinha ficado sozinha no castelo, sem sua amiga que vinha com ela de sua alcateia antiga, estávamos arrumando o quarto dos bebês para distrair minha mente — especialmente sobre a ansiedade de ter meus filhos nos braços. Olhando as roupinhas, os brinquedos e os seus berços temporários (já que bebês lupinos cresciam rápido), meu coração se mantinha acelerado, cheio de expectativa por tê-los sob meus olhos a qualquer hora.Então algo aconteceu… Tudo vir

  • A Fugitiva Reclamada pelo Alfa Supremo   Cap 119 Uma Luna pode repudiar atitudes ruins.

    EULÁLIA Não permiti que Ronan pensasse daquela forma, então prometi que faria algo. — Não precisa se esforçar mais do que faz para o povo. E quanto à loba que se presta a tentar seduzi-lo mesmo não vendo interesse da sua parte, eu a repudio. Ronan apertou os dedos com um leve sorriso. — E a Luna pode fazer isso com alguém que faz parte do seu povo? — Estou sendo sincera, Alfa Ronan! — ele sorriu pequeno e concordou. — Que bom que não sou o único a repudiá-la agora. Em outro momento, eu poderia rir disso, mas não foi esse em particular. Pois era notório o desconforto do alfa. Talvez não fosse apenas pela loba intrometida e insistente, mas pela presença de Wulfric, apesar de ele ter ficado quieto o tempo todo. Mas todos os alfas sabiam que ele tinha poder para ler as mentes. Eu jamais saberia o que se passava na cabeça de alguém, só poderia supor, como fazia agora. Porém, o supremo, mesmo atento a tudo enquanto fingia que era indiferente, estava ouvindo os nossos pensamentos.

  • A Fugitiva Reclamada pelo Alfa Supremo   Cap 118 Última responsabilidade?

    EULÁLIA Eu sabia o quanto aquele assunto era delicado e não poderia permitir que alguém se aproveitasse de seus pesadelos para ter um benefício próprio. Eu não permitiria que fizessem isso com o Ronan. “Ele está acreditando que temos algo a ver com isso, principalmente porque falei sobre?” Era um receio esperado, pois eu havia tocado no assunto primeiro e agora alguém se atrevia a querer obrigá-lo a isso. Esperei apenas que a reunião acabasse, recolhendo mais informações sobre seu caso. Logo caminhei pelos corredores em busca do supremo. O encontrei no escritório, junto com Reymond. Ambos me cumprimentaram. Sem muitos rodeios, falei sobre o assunto que me levou até eles. — Quero fazer uma visita à alcateia do Alfa Ronan! Reymond olhou para minha barriga, assim como Wulfric. — Isso não me impede de sair do castelo para visitar as alcateias. — reclamei. — Eu entendo o que você está pensando em fazer. Mas não pode andar sozinha, Eulália. — Wulfric foi direto. — Então venha co

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    EULALIA — Você quer adotar uma criança ou procurar sua segunda companheira? Poderia parecer cruel a primeiro momento, mas ele devia reconhecer que era melhor não permanecer sozinho com a dor que carregava. E talvez ele quisesse isso, só não tivesse coragem. Ele não pareceu gostar de forma alguma e, por isso, eu já tinha uma terceira opção. — Sinto muito, Luna… mas devo recusar ambas! — foi rápido. Apertei os lábios e sorri. — Mas temos uma terceira opção, que não pode ser recusada. — Então não é uma opção. É uma ordem! — ele reclamou, apertou os braços cruzados e não se mostrou animado. Apenas fiz bico de desinteresse, na verdade, estava interessada em sua reação. — Seja padrinho do meu segundo filho! — seus olhos saltaram e seus braços caíram. — A água era pura mesmo. Tem certeza? — me fez gargalhar. — Acho que a água benta faria mais efeito. — comentou, me fazendo rir com sua piada automática, pois ele não ficou empolgado com ela. — Não é, de fato, uma opção. — digo.

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