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Capítulo 32:

last update Fecha de publicación: 2026-03-09 20:15:16

Ao entrar na mansão, Selena percebeu que algo estava diferente.

A empregada que a recebeu a observou com um olhar superior e falou com a voz seca.

— Senhorita. A senhora a espera na sala.

Selena a encarou por um instante antes de responder.

— Certo. Se arrumaram meu quarto, pode levar minha bolsa.

A empregada pegou a bolsa com uma expressão quase de nojo, como se aquilo fosse um incômodo, e seguiu em direção às escadas.

Selena acompanhou o movimento com o olhar por um segundo antes de caminhar
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Último capítulo

  • A Herança do Sangue Caleste   Capítulo 52

    Selena deixou escapar um pequeno sorriso, mais pela ironia da situação do que por alegria.— Paulo, muitas coisas eu já consigo entender agora — disse com calma. — Mas ainda falta informação para que tudo fique realmente claro.Paulo balançou a cabeça devagar, demonstrando certo pesar.— Infelizmente não posso ajudar muito mais. Como eu disse… ficamos sem sinal por muito tempo.Selena apoiou levemente os cotovelos sobre a mesa, pensando por um instante antes de continuar.— Me diga uma coisa. Eu descobri que desbloqueei todos os caminhos… mas preciso ativar a chave do sistema. Você sabe como faço isso?Paulo ergueu os olhos para ela e, por um instante, sua expressão mudou completamente. Uma surpresa genuína surgiu em seu rosto.— Verdade? — perguntou, impressionado. — Eu não esperava por isso…Selena assentiu.— Sim… mas ainda não sei o que fazer com essa informação. Então… e a chave?Paulo passou a mão pelo rosto, pensativo.— Isso eu realmente não sei — admitiu. — Apenas quem possui

  • A Herança do Sangue Caleste   Capítulo 51

    Selena chegou ao encontro com Paulo mais calma do que imaginava que estaria. Durante o caminho, sua mente havia organizado boa parte do que acontecera no dia anterior. A confusão ainda existia, mas já não era um caos. Agora restavam perguntas — poucas, porém importantes. E, se alguém poderia ajudá-la a respondê-las, talvez fosse ele.Paulo a viu assim que ela entrou e acenou com um sorriso tranquilo, daqueles que pareciam sempre carregar um pouco de compreensão silenciosa. Selena se aproximou devagar. Quando se sentou à mesa, observou por um instante o rosto bondoso dele, tentando medir o quanto daquele homem ainda era apenas o Paulo que ela conhecia… e o quanto fazia parte de algo maior.— Como está? — ele perguntou com simpatia.Selena mexeu lentamente o café que acabara de ser servido. O som da colher tocando a xícara era suave, mas dentro dela os pensamentos se moviam com muito mais força. Depois de alguns segundos, levantou o olhar e o encarou com firmeza.— Paulo… me diga. Qual

  • A Herança do Sangue Caleste   Capítulo 50:

    Pela primeira vez, a armadura de Selena rachou. O controle que ela sustentou com tanto esforço desapareceu, e seus olhos começaram a arder. Antes que pudesse evitar, uma lágrima solitária escapou e correu pelo seu rosto. Ela a enxugou rapidamente, num gesto brusco, mas o mundo ao seu redor pareceu girar. Uma tontura forte a atingiu, obrigando-a a se segurar no encosto da cadeira para não cair.Respirando fundo, ela encarou Souza e Irene com um olhar vazio. — Preciso sair — disse ela, a voz falhando levemente. — Continuem a conversa de vocês.Sem esperar por uma resposta ou pelos protestos do pai, Selena saiu do escritório. Suas pernas pareciam pesadas; ela precisou se apoiar nos móveis do corredor até alcançar o quarto. Assim que fechou a porta atrás de si, encostou a mão no rosto, sentindo o coração disparado. — O que está acontecendo comigo? — sussurrou para a penumbra.O silêncio ali dentro era diferente. Não era o silêncio pesado do escritório, mas algo leve, quase artificial. De

  • A Herança do Sangue Caleste   Capítulo 49:

    O peso do dia finalmente pareceu atingir Selena. Seus ombros cederam levemente e, mudando a expressão de desafio para uma exaustão profunda, ela se sentou.— Souza, vamos deixar esse papo furado de lado — disse ela, a voz mais baixa, mas carregada de autoridade. — Responda-me uma coisa. Vamos esclarecer tudo hoje. Se você responder às minhas perguntas com honestidade, eu prometo te ouvir.Os olhos de Souza brilharam com uma centelha de má intenção. Ele se inclinou para frente, vendo ali uma oportunidade. — Jura? Vai realmente me ouvir, Selena?— Sim. Mas eu saberei se estiver mentindo — avisou ela, desarmada pela própria fadiga, mas com o olhar atento como o de um falcão.Souza ajeitou-se na cadeira, sentindo que tinha o controle novamente. — Certo. Diga... o que deseja saber?Selena respirou fundo, lançando a pergunta que queimava em seu peito há anos: — Por que você se casou com a minha mãe se já tinha a Irene? Ela engravidou na mesma época que a minha mãe, não estou certa?O silênc

  • A Herança do Sangue Caleste   Capítulo 48:

    O clima no escritório tornou-se sufocante após as últimas palavras de Selena. A provocação dela pairava no ar como um desafio invisível, e foi Alana quem perdeu o controle primeiro. Endireitando-se na cadeira, ela deixou transparecer uma irritação que já não conseguia mais mascarar.— Isso é ridículo! — disparou Alana, a voz subindo um tom. — Meu casamento não tem nada a ver com os negócios do meu pai.Selena voltou o olhar para a meia-irmã com uma calma que beirava o insulto. Ela a observou por longos segundos, como se estivesse dissecando cada reação nervosa da outra.— Não? — respondeu Selena, com uma tranquilidade cortante. — Achei que todos aqui estivessem desesperados para salvar a família.Souza limpou a garganta, visivelmente acuado. Seus dedos começaram a batucar de forma rítmica sobre a mesa de mogno, um som seco que denunciava a inquietação que ele tentava, sem sucesso, esconder.— A Alana já tem a vida dela, os projetos dela — justificou ele depressa, as palavras saindo atr

  • A Herança do Sangue Caleste   Capítulo 47:

    Souza olhou de escanteio para Irene, um comando silencioso que ela captou no mesmo instante. Irene ajeitou a postura, suavizando a voz para tentar retomar as rédeas da situação.— Selena, podemos manter uma conversa tranquila, sem essas provocações? — pediu Irene, com uma calma estudada. — Afinal, você é filha do Souza. Pode não ter sido criada aqui, mas tem o mesmo sangue.Selena soltou um riso curto, carregado de desprezo.— Irene, eu não tenho nada com essa família. E sangue? — Ela arqueou uma sobrancelha. — Se for por isso, os pernilongos também são meus parentes. Olha só, o que eu queria descobrir nesta casa, não descobri no lugar certo. Então, já não tenho mais motivo para ficar aqui.A menção de Selena sobre ir embora fez o ar no escritório gelar. Souza percebeu que o tempo estava acabando e resolveu abrir o jogo, a voz soando quase desesperada.— Selena! Eu realmente preciso falar com você. Nossa família... ela depende da sua ajuda — confessou ele, entregando a vulnerabilidade

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