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Capitulo 5 – Você?

Autor: ynnanerak
last update Fecha de publicación: 2025-10-16 19:53:14

O coração de Skyla se apertou, apesar da palpitação, ao se lembrar dos rumores sobre ele.

— Não, ele nunca seria o meu companheiro, porque ele já tem uma companheira.

— Ele tinha...

Contou Leona e Drika concluiu, com um tom de medo na voz.

— Falaram que ele cometeu o pior crime dos licans. Ele matou a sua própria companheira.

O estomago de Skyla se revirou.

- Dizem que é por isso que o filho dele, que já é um adolescente, é um rebelde sem causa.

 Conclui Leona preocupada.

Skyla sorri nervosa.

- Ainda é impossível que ele seja o meu companheiro.

O sorriso de Skyla se torna preocupação.

- Afinal, a Deusa da Lua, não seria tão cruel assim comigo, seria?

O silencio as engoliu por alguns minutos.

Cansada, Skyla resolveu ir para casa depois de tomar um banho demorado.

A água quente conseguiu lavar a sujeira da festa e, superficialmente, a vergonha, mas não o aroma teimoso que parecia estar impregnado em seus ossos.

Ao se vestir, ela parou em frente ao espelho.

Com o corretivo emprestado de Leona, tentou cobrir a marca no pescoço.

No entanto, era uma camuflagem ridícula, mas era tudo o que tinha.

Enquanto terminava de se arrumar, ela se lembrou do nome, Blaine.

Ela era o Beta dos Lobos da Lua Vermelha, e só o seu nome emanava perigo.

E a lealdade em Cedric Belmont, o Alfa misterioso que supostamente matara a companheira, era lendária.

Assim que Skyla saiu, ela pediu para ir sozinha.

Precisava caminhar e absorver o peso de sua nova realidade.

Afinal, era só algumas quadras até sua casa, mas havia muito o que pensar, por isso, sua mente fervilhava com todo o ocorrido nas últimas horas.

No entanto, ela não esperava encontrar Cillion no caminho.

A visão dele a fez parar bruscamente, e seu coração tremeu, numa mistura de culpa e medo.

Cillion sorriu confiante, se aproximando e a abraçando com força.

— Aonde você estava?

Ele a repreendeu, a irritação velada por trás do tom de companheiro preocupado.

Ele a afastou, inspecionando-a, antes que seu sorriso retornasse.

— Estava preocupado com você, meu amor.

Skyla se afastou sem jeito.

O toque dele não lhe causava mais nada, exceto a dor latente de sua mentira.

Ela o traíra, e ainda fora marcada por outro.

Ela sorriu suavemente, mas seu sorriso não chegava aos olhos azuis.

Suas amigas haviam implorado para que não contasse a ele sobre o que fizera, a pedindo para dar tempo, ao tempo.

— O que faz aqui?

Ela perguntou, tentando soar casual.

— Achei que gostaria de companhia para casa, soube que estava com suas amigas.

Ela sorriu de novo, um sorriso verdadeiro de gratidão desta vez, pois ele sempre era tão bom para ela.

Era por isso que ela acreditava nele sobre serem companheiros, ele representava a única bondade em sua vida, a única salvação de sua família cruel.

Eles caminharam de mãos dadas pela rua principal da cidade.

Como de costume, ela percebia olhares maliciosos e fofocas sussurradas.

Ser uma lican sem lobo, a fazia ser o alvo constante de sua alcateia.

Ela sentia a humilhação do escrutínio, sentindo seu coração se apertar com a vergonha de não poder trabalhar ou treinar, pois seu Alfa não permitia.

Eles passavam na frente da Casa do Alfa, próximos ao gazebo da cidade, quando ela percebeu uma figura robusta saindo com o Alfa Viper, de sua casa.

Seu coração saltou uma batida, e ela em pânico largou a mão de Cillion na hora.

No exato momento, ela reconheceu o homem, era Blaine, o Beta dos Lua Vermelha.

O Beta Blaine era um belo homem de 1,90 metros, forte e imponente, e estava sempre de terno e óculos que lhe davam uma aura ainda mais perigosamente taciturna e calculista.

Ao caminhar para o carro, Blaine a avistou.

Seus olhos se cravaram nos dela, e Skyla sentiu seu coração palpitar de nervoso.

O olhar dele a observava, frio e sem emoção, mas havia um sorriso sutil e satisfeito curvando seus lábios.

Parecia uma espécie de reconhecimento.

Ele a cumprimentou suavemente, e entrou no carro, partindo.

Angustiada, Skyla se despediu às pressas e acelerou o passo para casa.

A presença de Blaine era um lembrete do provável homem que a marcou na festa.

— Preciso ir, Cillion. Estou com dor de barriga.

Ela mentiu, louca para fugir dali.

Era angustiante estar na presença desse Beta.

Cansada e à beira de um colapso, ela correu para dentro de sua casa, ignorando a sala e os cômodos de seus pais, antes que eles pudessem abordá-la novamente.

Ela correu para seu quarto, fechando a porta com um estrondo.

Mas, ao terminar de trancar a porta, seu coração acelerou e suas pernas ficaram fracas, ao mesmo tempo que seu corpo esquentou.

Uma onda de vertigem a atingiu e ela sentiu o aroma avassalador que, inconscientemente, ansiou reencontrar.

Skyla se virou surpresa, com os olhos azuis arregalados, só para ver seu companheiro desconhecido sentado, calmo, bem na sua cama, a observá-la.

Ele usava uma blusa verde básica e calça jeans, mas sua presença era quase sufocante.

— Aonde você estava?

Perguntou ele com a voz monótona, mas carregada de uma autoridade que a fez tremer.

Mas ao vê-lo, ela se sentiu no cio novamente.

O calor que ele irradiava era uma resposta direta à marca que ele havia feito e isso a deixou quente e fraca.

Ela cambaleou, recostando-se na porta, com a respiração pesada.

— Como?

Ela balbuciou, corada, o medo e a atração lutando em seu rosto.

Ele sorriu malicioso, percebendo facilmente o cheiro de sua excitação.

— Você me quer novamente, não é?

Incapaz de responder racionalmente, Skyla se limitou a concordar com a cabeça.

Ele suspirou e bateu na cama com a mão.

— Venha aqui.

O olhar dele estava preso nela, penetrante e faminto.

Skyla se arrepia, em submissão.

Ela obedeceu, com seus pés a levando até ele passo após passo, enquanto sentia sua calcinha instantaneamente encharcada.

Ela havia acabado de condenar seu futuro, mas ela mal podia esperar para ceder a essa perigosa atração novamente.

Ela caminha cautelosa até ele, cada passo uma traição ao seu noivo.

Seu coração estava acelerado, martelando no peito, enquanto o calor da marca se intensificava com a proximidade dele.

Tentando ignorar a fraqueza em suas pernas, Skyla tentou balbuciar, forçando a voz a sair.

— Quem?

Ele a observou com seus olhos fixos nela.

Não eram apenas olhos bonitos, mas eles pareciam perfurá-la, como se a atravessassem e enxergassem todos os seus segredos.

— Quem? Eu é que pergunto quem?

A voz dele era grave e o som gutural a fez sentir como se um raio a atravessasse, atiçando seu cio a um nível insuportável.

Nervosa, e tentando desesperadamente manter a cabeça no lugar, ela cruzou as pernas, pressionando-as juntas na tentativa inútil de conter a umidade e a necessidade.

Ele sorriu ao ver sua hesitação e seu desespero físico.

— Quem... Quem é... Você?

Ela conseguiu formar as palavras com a voz rouca.

Ele se recostou nos travesseiros, desfrutando do poder que tinha sobre ela.

— Seu companheiro. Mas você fede a outro macho. E não é um cheiro fraco. É um rastro de possessão.

O choque a atingiu com força.

Ele não apenas sabia que ela tinha estado com outro, e a estava acusando do crime de trai-lo.

Ela o observou, nervosa, tentando assimilar o que ele acabava de falar, mas seus joelhos começaram a se tornar moles como gelatina, dando a impressão de o chão afundar.

“— Maldito cio. Ele está me consumindo, sem chance para lutar! Mas nem loba eu tenho!”

Tentando se conter, mas não conseguindo evitar um arfado alto por estar no limite da resistência, ela balbuciou.

— Im... Impossível...

A vendo trêmula, fraca e à beira do colapso, ele se levantou.

O movimento foi calmo e perigosamente lento.

Com seu olhar âmbar fixo nela, ele caminhou monotonamente até ela, diminuindo a distância entre eles.

— O que é impossível?

Ele parou a apenas alguns centímetros.

— Eu ser o seu companheiro? Ou você me contar sobre esse macho?

Ele tocou seu rosto, com seus dedos grandes e quentes, descendo pela pele macia.

Skyla gemeu sem querer.

Cedric sorriu implacável, quando Blaine sussurrou mentalmente para ele.

— "Cillion, o filho do Alfa Viper, a levou para casa."

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