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CAPÍTULO 42 — O CIÚME DE ROSE

Autor: Gell Pereira
last update Data de publicação: 2026-08-24 20:43:05

O quarto do Centro de Saúde tinha a atmosfera pesada, sufocada pela angústia e pelo medo do futuro, o clima era de pura consternação.

Lucian andava de um lado para o outro pelo espaço reduzido, com as mãos na cabeça e o rosto tomado por um pavor incontido.

— Eu simplesmente não posso permitir que a Suzy passe por uma atrocidade dessas... Quebrar a costela dela?! Meu Deus, isso é terrível! Tem de haver outro jeito! — desabafava o rapaz, a voz trêmula de desespero. — Fazer esse procedimento, perd
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  • A Loba Branca Rejeitada da Matilha Sem Lei   CAPÍTULO 56 — BEIJO DE BOM DIA

    A luz suave e dourada da manhã despistava a penumbra da madrugada, filtrando-se delicadamente pelas frestas da cortina do quarto.Henry despertou primeiro, sentindo o corpo perfeitamente relaxado. Ao virar o rosto com cuidado, percebeu que Annaluz dormia profundamente aninhada ao seu lado, com a cabeça repousada diretamente sobre o seu ombro e uma das pernas jogada frouxamente por cima da dele, num abraço possessivo e inconsciente.Ele permaneceu imóvel por longos minutos, apenas olhando para ela com uma ternura avassaladora a brilhando em seus olhos verdes.— Tão linda... — pensou ele consigo mesmo, e um sorriso bobo brotando sem permissão. Sentindo o peito aquecer-se de uma forma que nunca experimentou antes.Com movimentos de uma extrema e cuidadosa cautela para não acordá-la, Henry foi se desvencilhando devagar do peso gostoso da perna e dos braços dela. Ajeitou o edredom sobre o corpo de Annaluz, deixando-a aconchegada, levantou-se na ponta dos pés, tomou um banho rápido e desceu

  • A Loba Branca Rejeitada da Matilha Sem Lei   CAPÍTULO 55 — O PRIMEIRO BEIJO

    Annaluz ergueu a mão lentamente, os dedos roçando com uma suavidade quase irreal a linha da mandíbula de Henry. O toque leve enviou um arrepio imediato pela espinha dele. Na penumbra do quarto, iluminada apenas pelo brilho dourado e suave que emanava sutilmente da aura de Luke, Henry era incapaz de desviar os olhos dela. Estavam deitados de lado, muito próximos, encarando-se na penumbra, enquanto ele mantinha o braço firme ao redor da cintura dela, num abraço protetor e cheio de carinho, com os dedos fazendo círculos preguiçosos nas costas dela.Com a respiração um pouco mais calma, mas ainda carregada de expectativa, Annaluz quebrou o silêncio com um fio de voz……— Henry... Posso te fazer outra pergunta?Ele sorriu de canto, a voz saindo num murmúrio rouco e acolhedor.— Claro que pode. O que quiser.— Se você me acha bonita desse jeito... — ela hesitou por uma fração de segundo, os olhos brilhando de coragem no escuro — ...se você me vê assim, você me beijaria?Henry parou de respir

  • A Loba Branca Rejeitada da Matilha Sem Lei   CAPÍTULO 54 — O ABRAÇO DA MADRUGADA

    O relógio marcava exatamente duas horas da manhã. A madrugada estendia-se fria e silenciosa por toda a casa quando, de repente, Annaluz sobressaltou-se no escuro, acordando de um novo pesadelo com Valentin. O coração disparado, a respiração sufocada e o corpo inteiro tomado por tremores descontrolados não lhe deram margem para hesitar.Sem pensar duas vezes, ela levantou-se da cama às pressas, saiu do quarto na ponta dos pés e caminhou pelo corredor escuro até a porta do quarto de Henry. Girando a maçaneta com extrema suavidade para não fazer ruído, ela entrou. A luz prateada da lua cheia entrava pelas frestas da janela, desenhando sombras suaves no aposento. Henry dormia de bruços. Sem fazer alarde, Annaluz deitou-se na cama atrás dele, envolvendo a cintura firme do rapaz com os braços em um abraço trêmulo e desesperado.Henry despertou instantaneamente ao sentir o toque do corpo dela encostado nas suas costas. Ele tensionou por uma fração de segundo, mas logo reconheceu o cheiro doc

  • A Loba Branca Rejeitada da Matilha Sem Lei   CAPÍTULO 53 — LUA CHEIA

    Annaluz vestia apenas a camisa de Henry a mesma peça masculina que usou pela manhã tendo por baixo apenas uma calcinha de renda delicada. Silenciosa, ela desceu as escadas descalça em direção à cozinha para beber um copo d'água, imaginando que Henry ainda não tivesse retornado para casa devido ao horário avançado.Enquanto a água fresca descia por sua garganta, uma lembrança repentina e vívida do café da manhã invadiu sua mente, o instante exato em que virou o corpo e o encontrou parado ali, descalço e sem camisa, exibindo o tronco perfeitamente esculpido.— Ele estava tão... tão... — Annaluz pensou— Gostoso, Annaluz. Diga a verdade — completou Mia de imediato em sua mente, com um tom de puro divertimento.Annaluz arregalou os olhos, balançando a cabeça em negação com veemência.— Mia, o que é isso?! Onde foi buscar essa ousadia toda?Annaluz sobressaltou-se, corando na penumbra da cozinha— Ah, faça-me o favor, Annaluz, não se faça de boba! Você não é cega e muito menos de ferro. O

  • A Loba Branca Rejeitada da Matilha Sem Lei   CAPÍTULO 52 — O INICIO DA QUEIMAÇÃO

    Annaluz colocou a mão sobre o ombro, exatamente em cima da marca, e sentiu um calor agudo, quase elétrico, correndo pela pele. O coração acelerou na hora. Ela depressa foi até o espelho, puxando a gola da blusa pra examinar melhor. A marca estava lá, mais avermelhada do que antes, um brilho fraco pulsando nas bordas o início inconfundível da queima. A marca de parteira estava indo diretamente para a sua corrente sanguínea.— Droga... Está queimando muito rápido. Muito mais rápido do que o normal — sibilou ela entre os dentes, sentindo o suor frio brotar em sua testa.A voz de Mia invadiu sua mente de imediato, tensa e cortante.— Mas é claro, Annaluz. Você está usando seus dons como se estivesse no maior potencial. Você sabe o que significa se essa marca queimar toda. Lembra da Kassandra.Annaluz sentiu o peito apertar com a lembrança da prima.— Eu sei, Mia. Ela quase perdeu a vida e a sanidade por causa da queima total da marca.A loba resmungou mentalmente, com um amargor profundo

  • A Loba Branca Rejeitada da Matilha Sem Lei   CAPÍTULO 51 — A CONVERSA COM MIA

    A casa estava envolvida em um silêncio pesado e sufocante, cortado apenas pelo crepitar distante do vento lá fora. Annaluz encontrava-se sozinha no quarto, sentada na beirada da cama, com os braços cruzados contra o peito e o olhar perdido fixo em um ponto qualquer da parede. A mente dela era um turbilhão de pensamentos desconexos, uma confusão exaustiva que parecia esmagá-la por dentro.Foi então que a voz suave e perspicaz de sua loba ecoou diretamente em sua consciência, cortando o nevoeiro mental.— O que foi, Annaluz...? — questionou Mia, com um tom de preocupação e curiosidade cuidadosa. — Você está extremamente estranha e distante desde a hora em que vimos aquela cena do Henry com a Rose na recepção... O que se passa na sua cabeça?Annaluz soltou um suspiro frustrado, fechando os olhos com força, como se quisesse apagar a imagem que teimava em repetir-se em sua mente. Ela respondeu em pensamento, debatendo-se com os próprios sentimentos.— Eu não sei explicar direito, Mia... Po

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