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Capitulo 19

Autor: Dreeh Lopes
last update Fecha de publicación: 2025-10-15 08:34:23

MATTEO MANCIN

— Você mora com seus irmãos e o Bento, é justo eu ter alguém também — ela rebateu, os olhos faiscando, deixando claro que não abriria mão da companhia de Eduardo. — E o Dudu é meu amigo e cabeleireiro oficial, sem ele não existe Lexie. — A lógica dela era certa, e eu não tinha argumentos para contestar, eu estava em desvantagem, acuado, sem saída.

— Tudo bem, mas que ele saiba manter sigilo — cedi, relutantemente, vendo que era uma batalha perdida e que a companhia de Eduardo er
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  • Matteo Mancini - A Modelo Amnésica do CEO    Capítulo 88

    MATTEO MANCINI Um ano havia se passado. Doze meses não apenas no calendário, mas na tapeçaria de nossas vidas, doze meses de descobertas emocionantes, de reaproximação cuidadosa, de um amor familiar que florescia resiliente, em meio às cicatrizes ainda visíveis do passado. Hoje, nossa casa não era apenas um lar; era um epicentro de alegria vibrante, um santuário adornado com balões coloridos que dançavam ao vento suave, fitas reluzentes que espalhavam brilhos pelo ambiente e o irresistível, doce aroma de bolo de aniversário que pairava no ar. Hoje, celebramos o primeiro ano de vida do meu pequeno sol, Pietro. A sala era um mosaico de sorrisos genuínos e vozes animadas, um coro de felicidade que aquecia a alma. Minha mãe, Suzana, irradiava uma felicidade contagiante, seus olhos marejados de uma emoção profunda enquanto segurava Pietro no colo. Ela o embalava suavemente ao som de um "Parabéns pra você" desafinado, cantado por todos, que o fazia soltar gargalhadas gostosas, um som que

  • Matteo Mancini - A Modelo Amnésica do CEO    Capítulo 87

    MATTEO MANCINI O burburinho do restaurante, um mosaico de risadas, o tilintar de talheres e o murmúrio de conversas, era uma melodia familiar e reconfortante em meio ao nosso domingo em família. Robert ria abertamente de uma das histórias de Suzana sobre a minha infância. Pietro, em sua cadeirinha alta, batucava animadamente na bandeja com um pedaço de pão, seus olhos brilhando de curiosidade para tudo ao redor. Alexia e eu trocamos sorrisos cúmplices e olhares carregados de significado, apreciando a leveza, a felicidade e a quase irreal normalidade daquele momento. Era um retrato da vida que tanto lutamos para reconstruir, um mural de paz erguido sobre as ruínas de um passado tempestuoso. De repente, um silêncio sutil, quase imperceptível para a maioria, pareceu se instalar à nossa volta, embora o barulho constante do restaurante permanecesse inalterado para os outros. Uma estranha sensação me invadiu, como uma corrente de ar frio em um dia quente. Senti um olhar fixo em nós, e in

  • Matteo Mancini - A Modelo Amnésica do CEO    Capítulo 86

    MATTEO MANCINI O brilho do anel no dedo de Alexia era uma constante lembrança da promessa que fizemos sob o céu de Milão. Meu coração ainda acelerava ao pensar no momento do pedido. No entanto, a euforia do noivado logo deu lugar a uma nova realidade: os preparativos do casamento. Descobri que planejar um casamento, com uma família como a nossa, era uma orquestra caótica, porém maravilhosa, com um toque extra de amor e alegria. Minha mãe, Suzana, mergulhou de cabeça nos preparativos com um entusiasmo que só ela possuía, agora duplicado pela presença do neto. Parecia que ela havia esperado a vida inteira por esse momento. As discussões sobre listas de convidados, tipos de flores e cores de decoração transformaram a sala de estar do meu apartamento em um verdadeiro quartel-general de eventos, com Pietro muitas vezes no colo de alguém, alheio à agitação. Era lindo ver a energia dela, e mais lindo ainda era observar a interação com Robert. A cada dia, eu percebia o quanto eles estavam

  • Matteo Mancini - A Modelo Amnésica do CEO    Capítulo 85

    MATTEO MANCINI O ar estava fresco, carregado com o cheiro suave da relva recém-cortada e o aroma distante das flores do Parco Sempione. O sol começava a se despedir, pintando o céu em tons de laranja que refletiam nas antigas muralhas do Castello Sforzesco. Meu coração batia em um ritmo descompassado, um tamborilar que rivalizava com a grandeza daquele momento. O anel, pesado e real em meu bolso, parecia queimar minha pele. Eu havia pensado em mil lugares, mas os jardins do castelo, com seus caminhos silenciosos e a imponente presença da história, pareciam o cenário perfeito. Era um lugar de fundações sólidas, como o futuro que eu queria construir com Alexia. Ela, alheia à minha tormenta interna, caminhava ao meu lado, os olhos fixos na beleza do crepúsculo. Seus cabelos soltos dançavam com a brisa, e seu sorriso iluminava o parque mais do que o próprio sol poente. — Este lugar é mágico, Matteo — ela suspirou, virando-se para mim. — É como se cada pedra contasse uma história.

  • Matteo Mancini - A Modelo Amnésica do CEO    Capítulo 84

    MATTEO MANCINI Marcamos um encontro simples, íntimo, em nossa casa. Era o nosso santuário, o lugar onde havíamos construído nosso amor, celebrado nossa união e acolhido nosso filho. A manhã do dia marcado amanheceu com uma tensão quase palpável, uma eletricidade silenciosa percorrendo o ar de nosso lar, sufocando cada respiração enquanto esperávamos a chegada de Robert. Quando a campainha tocou, um arrepio percorreu minha espinha, e meu coração deu um salto hesitante, quase doloroso. Abri a porta e Robert estava parado na soleira, mais magro do que eu me lembrava, a pele ligeiramente pálida, o rosto marcado por noites mal dormidas e pela recente turbulência em sua vida, o divórcio amargo, a solidão que ele agora confessava, o peso de seus próprios segredos finalmente expostos. Suas mãos inquietas apertavam um pequeno presente embrulhado em papel azul-claro, quase amarrotado, como se estivesse segurando um pedaço frágil de sua própria esperança ou um pedido silencioso de redenção. S

  • Matteo Mancini - A Modelo Amnésica do CEO    Capítulo 83

    MATTEO MANCINI — Eu sei, meu filho. Eu errei terrivelmente, eu te peço perdão por isso, do fundo do meu coração. — Ela pausou, buscando ar. — Eu comecei a trabalhar na casa da família de Robert quando eu era muito jovem, mal tinha dezoito anos. Eu tinha acabado de chegar do interior, sozinha, em busca de uma vida melhor. Eles eram muito ricos, poderosos. — Ela engoliu em seco, os olhos perdidos em alguma memória distante. — Robert não era como os pais. Ele era gentil, educado, sempre me tratava com respeito, diferente da mãe dele, que era muito fria e distante. Nós começamos a conversar. Pequenos momentos, na cozinha, no jardim. Ele era um homem bom, e eu era uma menina sozinha, ingênua, carente de afeto. Eu me apaixonei. — Minha garganta se apertou. Nunca imaginei minha mãe, tão forte e reservada, falando sobre paixão e vulnerabilidade. — Mas ele estava noivo, mãe. — Ela assentiu, as lágrimas escorrendo mais rápido. — Eu sabia que era errado, mas o coração da gente não escolhe,

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