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CAPÍTULO 38

Autor: Joss Austen
last update Data de publicação: 2026-01-14 08:21:07
ANGELINE HARRINGTON

Eu estava desesperada, esperando a resposta dele, já me preparando para o pior. Se Nikolai decidisse jogar aquele serzinho frágil no frio, eu nada poderia fazer. Não conseguia nem me proteger da fúria dele, que dirá a um animal. Eu sabia da monstruosidade que habitava nele, quando ele permitia.

Mas sua atitude seguinte me deixou totalmente atordoada.

Ele se aproximou novamente, queria recuar um pouco mais. Mas a parede atrás de mim impediu qualquer fuga.

— Calma, Ange
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  • A Noiva Odiada do Mafioso    CAPÍTULO 170

    NIKOLAI VOLKOV Dois anos se passaram. Os gêmeos já estavam com quase três anos — uma idade cheia de energia, descobertas, birras repentinas e abraços que derretem qualquer homem. Ângelo era mais calado, observador, com os mesmos olhos azuis escuros e aquela mesma intensidade silenciosa de quem analisa o mundo antes de agir que Angeline definia. Yelena, por outro lado, era pura tagarelice e fogo: corria pela casa dando ordens, ria alto e já demonstrava uma independência que me enchia de orgulho e preocupação ao mesmo tempo, ela era muito parecida com a mãe. Eu mudei. Não me tornei um santo — a fera ainda vive dentro de mim, sempre alerta, pronta para destruir qualquer um que ameace o que é meu. Mas a fúria cega, o ciúme doentio que quase destruiu tudo… isso ficou para trás. Aprendemos a confiar. A conversar antes que a raiva decidisse por nós. A respeitar os limites um do outro. Angeline havia se tornado uma força imparável. Seu projeto cresceu além de todas as expectativas. A fund

  • A Noiva Odiada do Mafioso    CAPÍTULO 169

    NIKOLAI VOLKOV Os meses que se passaram, foram os mesmos mais felizes da minha vida. Ser finalmente perdoado por Angeline ver ela rasgar e jogar no fogo aquele maldito papel de divorcio acendeu em meu peito um calor incrível. Mas como sempre em nossas vidas a felicidade nunca vem completamente limpa e ela sempre cobra custos. Pois nos meses que se seguiu as ameaças não pararam ao contrário intensificaram. Mesmo com a aliança fortalecida ao lado de Elizaveta, o trabalho de Angeline continuava a incomodar os velhos clãs. Homens que por décadas trataram mulheres como mercadorias viam na fundação dela e em sua voz uma ameaça direta ao seu poder. Relatórios chegavam quase todas as semanas: conversas sussurradas, reuniões secretas, planos para “calá-la”. — Eles querem te silenciar — disse a ela certa noite, após ler mais um relatório. Estávamos no escritório, a luz baixa iluminando seu rosto determinado. — E não vão hesitar. — Então não vamos dar a eles essa chance — respondeu Angeli

  • A Noiva Odiada do Mafioso    CAPÍTULO 168

    lANGELINE HARRINGTON Naquela noite, depois que Ângelo e Yelena finalmente dormiram, Nikolai avisou que não voltaria para o jantar. “Negócios”, disse apenas, com aquele tom que eu já conhecia tão bem. Pedi desculpas a Mila e fiquei sozinha com meus pensamentos. Eu sempre soube o que aqueles “negócios” significavam. Nikolai era o Pakhan. Isso nunca mudaria. E, por mais que doesse, eu precisava aceitar que, para manter nossa família viva e segura, ele teria que continuar sendo o monstro que o mundo temia. Horas mais tarde, pela grande janela da sala, vi os faróis cortando a escuridão. Dimitri saiu primeiro do carro, seguido por Nikolai. Mesmo de longe, pude ver as manchas escuras em suas camisas. Sangue. Meu peito apertou, mas respirei fundo. Não era a primeira vez. Nem seria a última. Subi para o quarto antes que ele entrasse na casa. Não queria encará-lo ainda. Alguns minutos depois, desci para o jardim. Era verão, e a noite trazia um frio agradável. O perfume das flores silvestres

  • A Noiva Odiada do Mafioso    CAPÍTULO 167

    ANGELINE HARRINGTON Daquele momento em diante, eu não lembro de muita coisa. Senti aquele momento, como aqueles em que a mente apaga. E tudo passa num borrão para nos pouparmos da dor. O que lembro foi o que veio depois. O velório do meu pai foi lindo. Todo organizado por Nikolai e pelo braço direito do meu pai que era mais que um funcionário, era um amigo. Eu não conseguia entender ou fazer mais nada — era apenas um autômato. Lembro apenas das flores brancas por toda parte, da música suave, das pessoas que admiravam Nathan Rothschild vindo prestar suas homenagens. Eu mal via. Mal ouvia. O mundo parecia distante, embaçado, irreal. Nikolai não saiu do meu lado. Segurou minha mão durante as condolências, apertou meu ombro quando as pernas fraquejaram, beijou minha testa quando o choro veio sem controle. Foi então que comecei a perceber. Uma a uma, elas chegavam. Mulheres que eu nunca imaginei ver em um velório. Mulheres que eu havia ajudado nos últimos meses — algumas com lágrimas

  • A Noiva Odiada do Mafioso    CAPÍTULO 166

    ANGELINE HARRINGTONOs dois dias que se passaram foram um verdadeiro tormento.Viver ali com ele mexia com tudo que vivemos e me deixava totalmente vulnerável aos sentimentos que eu nunca esqueci. Não durante as manhãs, pois nesses horários não nos víamos. Do amanhecer até o anoitecer, passava o dia trabalhando na empresa do meu pai, e ele em seus negócios.Mas as noites… toda a saudade que eu já sentia há meses do corpo de Nikolai, do desejo, da vontade dele em mim, agora era mais forte. Meu corpo queimava por ele. E sentia que ele também sentia a mesma coisa por mim.E senti isso logo na primeira noite que cheguei ali, após beijar meus filhos antes de dormir, ele também entrou e fez o mesmo. Brincando com os cabelos delicados de Yelena e com o rostinho de Ângelo enquanto ambos dormiam. Então saímos juntos do quarto dos bebês em silêncio.Mas assim que saímos, ele disse:— Você não faz ideia de quantas noites desejei isso ardentemente — ele falou com um olhar intenso.— Poder dar boa

  • A Noiva Odiada do Mafioso    CAPÍTULO 165

    ANGELINE HARRINGTONVoltei para o carro com o coração mais leve, mas a apreensão ainda pesava. As ameaças continuavam. A aliança com Elizaveta era um passo, mas não uma solução.Quando cheguei à mansão de Nikolai — que um dia foi nossa — me senti estranha. Deixei tudo aquilo para trás há quase dez meses, mas ainda me sentia pertencer àquele lugar, mesmo não sendo mais a mulher dele, embora oficialmente ainda fosse Angeline Volkov.Ainda estava pensando pesadamente nisso quando coloquei a bolsa sobre o sofá.Foi então que Yulia apareceu no corredor, o rosto pálido.— Senhora, o pequeno Ângelo está com febre. Muito quente.Meu coração parou.— Chame o médico. Agora. — Corri para o quarto dos gêmeos. Ângelo estava vermelho, ofegante, os olhos vidrados. Yelena olhava para o irmãozinho, confusa, os lábios tremendo como se fosse chorar. Eles eram muito bebês ainda — apenas onze meses — mas eram muito ligados, assim como todo irmão gêmeo.Liguei para Nikolai. Ele não estava em casa ainda — s

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