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Capítulo 2015: Noah Calahan

Autor: Laura Ricci
last update Data de publicação: 2025-09-03 20:07:37

As palavras daquela ligação não saíam da minha cabeça. Dormi pouco naquela noite, entre sonhos confusos e o som metálico da voz repetindo frases como um mantra de terror. Quando finalmente o dia clareou, já sabia que não poderia continuar ignorando a desconfiança que tinha surgido dentro de mim.

Miguel sempre foi mais do que o pai de Giulia. Para mim, desde que me aproximei dessa família, ele se tornou um pilar de confiança. Diferente do meu próprio pai, ele olhava para mim como quem enxerga um
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  • A Nova babá do Ceo Viúvo   Capítulo 315: Serena Calahan

    O reflexo no espelho me encara com olhos marejados e um sorriso que ainda não aprendi a conter. O tecido branco cai suave sobre a pele, simples, delicado — como tudo o que escolhemos para esse dia. Não há luxo, nem exageros. Só flores brancas, o perfume leve do jasmim e o som distante da música que ecoa do jardim da casa do meu avô, Miguel, em Madrid.Clara entra no quarto tropeçando no próprio vestido de daminha, os cachos dourados caindo sobre o rosto.— Mamãe! A Lourdes disse que todo mundo já tá esperando! — ela grita, animada, com o buquê de flores quase maior que ela.Sorrio, tentando conter as lágrimas.— Já vou, meu amor. Onde está a sua irmã?Ela aponta para a porta com a mesma empolgação de sempre.— Com a Lourdes! Ela não quis dormir, sabia? Tá lá fora vendo as flo

  • A Nova babá do Ceo Viúvo   Capítulo 314: Rodolfo Montenegro

    O tempo tem um jeito curioso de correr quando a vida finalmente encontra o rumo certo.Seis meses.Seis meses desde aquele dia em que o chão pareceu desaparecer sob meus pés e, ao mesmo tempo, o mundo se iluminou.Agora, enquanto observo meu reflexo no espelho do quarto — a barriga redonda e firme, denunciando os movimentos da pequena que cresce dentro de mim — percebo o quanto tudo mudou. Não sou mais a babá assustada que chegou aqui tentando apenas juntar dinheiro para pagar a faculdade. Não sou mais a garota que se escondia atrás da timidez e dos medos.Sou Serena. Noiva de Rodolfo Montenegro. Mãe da filha dele.Sorrio ao ouvir o som da risada de Clara vindo da sala. Ela e Rodolfo brincam enquanto esperam eu terminar de me arrumar para buscá-la na escola. Sim, ainda que ele insista em dirigir sempre, eu me recuso a abrir mão do ritual de ir com eles. Gosto de ver o jeito co

  • A Nova babá do Ceo Viúvo   Capítulo 313: Serena Calahan

    O tempo tem um jeito curioso de correr quando a vida finalmente encontra o rumo certo.Seis meses.Seis meses desde aquele dia em que o chão pareceu desaparecer sob meus pés e, ao mesmo tempo, o mundo se iluminou.Agora, enquanto observo meu reflexo no espelho do quarto — a barriga redonda e firme, denunciando os movimentos da pequena que cresce dentro de mim — percebo o quanto tudo mudou. Não sou mais a babá assustada que chegou aqui tentando apenas juntar dinheiro para pagar a faculdade. Não sou mais a garota que se escondia atrás da timidez e dos medos.Sou Serena. Noiva de Rodolfo Montenegro. Mãe da filha dele.Sorrio ao ouvir o som da risada de Clara vindo da sala. Ela e Rodolfo brincam enquanto esperam eu terminar de me arrumar para buscá-la na escola. Sim, ainda que ele insista em dirigir sempre, eu me recuso a abrir mão do ritual de ir com eles. Gosto de ver o jeito co

  • A Nova babá do Ceo Viúvo   Capítulo 312: Rodolfo Montenegro

    O som da porta se fechando atrás de mim foi o sinal de que o dia finalmente tinha acabado. A audiência tinha me drenado de corpo e alma, mas, pela primeira vez em muito tempo, eu me sentia leve. Clara era oficialmente minha. E essa era a única vitória que realmente importava.Quando entrei na sala, o cheiro de café fresco me recebeu, seguido pelos passos apressados de Lourdes.— Doutor Rodolfo! — ela surgiu com o avental ainda amarrado na cintura e um sorriso tão grande que quase me fez rir. — Como foi?Eu larguei a pasta sobre o sofá e soltei um suspiro demorado.— Ganhamos, Lourdes.Ela bateu palmas, emocionada.— Eu sabia! A justiça tarda, mas não falha.— Dessa vez, não falhou mesmo. — respondi, deixando o peso do casaco sobre o encosto.Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, Serena apareceu na porta da cozinha. O olhar dela me encontrou — calmo, hesitante — e bastou isso para o cansaço do dia inteiro desaparecer.— Parabéns, doutor. — ela disse, a voz baixa, com um sorriso

  • A Nova babá do Ceo Viúvo   Capítulo 311: Serena Calahan

    Fazia dias que eu estava estranha. Enjoada, tonta, o estômago revirando sem motivo. No começo, achei que fosse o café da cantina — aquele horror que chamavam de expresso —, ou talvez o nervosismo com as provas finais. Mas, naquela manhã, enquanto tentava prestar atenção na aula de Direito Penal, o simples cheiro da caneta da professora me fez querer sair correndo da sala.Quando o sinal tocou, eu fui direto para o pátio respirar um pouco. O ar fresco não ajudou muito, mas pelo menos o enjoo diminuiu. Sentei num dos bancos de cimento e fechei os olhos. O som dos alunos conversando ao redor parecia distante, abafado, como se o mundo inteiro tivesse se tornado um zumbido.— Serena? — a voz de Ana me puxou de volta.Abri os olhos devagar. Ela estava parada na minha frente, segurando dois cafés e me olhando com aquele ar de quem já sabia a resposta pra tudo.— Você está péssima — disse, sentando ao meu lado.Suspirei.— Obrigada pela gentileza.— Não estou brincando, olha pra você. Tá páli

  • A Nova babá do Ceo Viúvo   Capítulo 310: Rodolfo Montenegro

    O fórum tinha aquele cheiro de papel e nervosismo que sempre me incomodou. Gente andando apressada pelos corredores, advogados de terno escuro, o som dos saltos ecoando no piso frio. Parecia um campo de batalha silencioso, e naquele dia, era exatamente isso.Daniel me esperava perto da porta da sala de audiência, folheando algumas páginas da pasta que trazia sob o braço. Quando me viu, ergueu o olhar e me cumprimentou com um leve aceno.— Pronto? — perguntou, com o tom calmo de quem já venceu essa guerra antes.Assenti.— Pronto.Ele sorriu de canto. — Hoje é o dia em que você volta a respirar, Rodolfo.A porta da sala se abriu, e o oficial anunciou o início da audiência. Entramos. Lá dentro, o juiz já estava sentado, ajustando os óculos. Do outro lado da mesa, Marina, impecável como sempre — o cabelo preso, o semblante frio, as unhas vermelhas. E ao lado dela, o advogado que eu já sabia ser uma cobra disfarçada de terno.Sentei ao lado de Daniel. Ele colocou os documentos sobre a mes

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