LOGINUma voz fria ecoou não muito longe dali, assustando Berta, que parou abruptamente. Os olhos dela brilharam de surpresa ao questionar Alessandro:— Por que você está aqui?— Então, eu não posso vir? — O tom de Alessandro era gélido, carregado de desaprovação.Nesse instante, Vanessa olhou para ele e exclamou, reconhecendo-o:— Presidente.Berta lançou um olhar avaliador para Vanessa. Ela fora derrubada antes que pudesse enxergar a rival com clareza, mas agora, vendo o rosto de Vanessa sob a luz, ficou atordoada, demorando a recobrar os sentidos."É você...", pensou Berta, antes de descartar a ideia rapidamente. Aquela mulher parecia jovem demais; não podia ser a pessoa em quem estava pensando. Se "ela" ainda estivesse viva, teria mais ou menos a sua idade. Por mais que alguém se cuidasse, seria impossível parecer tão jovem quanto a mulher à sua frente.Embora tentasse se recuperar do choque, Berta continuou a observar Vanessa obsessivamente. Quanto mais olhava, mais o alarme soava em s
Durante todo o trajeto até o hospital, desde o registro até a consulta com o médico, Alessandro carregou Luana nas costas.Ela queria que ele a colocasse no chão, mas ele se recusou. Com medo de ser encarada, Luana enterrou o rosto nos braços de Alessandro para evitar todos os olhares."A situação não é grave. Você pode optar por tomar medicamentos ou fazer uma pequena cirurgia para liberar os coágulos sanguíneos e se sentirá melhor", disse o médico.Luana perguntou ao médico qual método a curaria mais rápido, pois estava tão atormentada que não conseguia ficar sentada ou em pé e só queria uma solução rápida. O médico disse que definitivamente era a segunda opção, mas achou que ela, por ser mulher, poderia ter medo da dor, então explicou: "Primeiro vou inserir agulhas de acupuntura na área afetada e depois usar ventosas para drenar o sangue estagnado, e então tudo ficará bem."Luana respirou aliviada ao ouvir que se tratava apenas de acupuntura. Mesmo que ela seja picada por uma agulh
Quando Luana acordou, sentiu como se sua cabeça fosse explodir, toda a sua força havia sido drenada e sua garganta estava tão seca quanto o Deserto do Saara, como se pudesse cuspir fogo.Eu me sinto tão mal, por que isso está acontecendo?Luana mudou de posição bruscamente e, de repente, sentiu que algo estava errado. Ela abriu os olhos subitamente e, no instante em que sua visão se ajustou, viu um rosto bonito surgir diante dela.Os cabelos de Alessandro haviam crescido bastante, chegando até as sobrancelhas, mas isso não conseguia esconder o traço marcante de suas feições. Felizmente, seus olhos estavam fechados naquele momento.De repente, ela viu as pálpebras de Alessandro tremerem, como um par de borboletas batendo as asas, prontas para alçar voo. Luana ficou tão assustada que não ousou respirar e rapidamente fingiu estar dormindo, fechando os olhos novamente.Na verdade, Alessandro já havia acordado, mas estava fingindo. Inesperadamente, Luana disse algo tão inexplicável que ele
Após voltar para casa, Luana colocou as crianças para dormi, é tambem foi descansar.Acordou sentindo muita sede.Ao tentar levantar-se para buscar água, uma vertigem avassaladora a atingiu, como se estivesse em uma montanha-russa descontrolada ou em um barco à deriva em mar revolto. No instante em que ficou de pé, perdeu totalmente a sensibilidade nos membros inferiores; suas pernas cederam como se tivessem sido amputadas, e ela desabou pesadamente no chão.O pânico a invadiu enquanto tentava processar aquela paralisia repentina. O teto girava freneticamente acima de sua cabeça, intensificando o enjoo. Foi então que um baque seco vindo da varanda quebrou o silêncio do quarto, seguido por uma sequência de batidas rítmicas que ecoavam em seus ouvidos como tambores ensurdecedores. Movida pelo susto, sentiu o vigor retornar às pernas e conseguiu se recompor.Ao olhar em direção ao terraço, viu uma figura silhuetada contra a penumbra, batendo insistentemente no vidro. No quarto, restava a
Lucca e seus irmãos ficaram parados à porta do banheiro, mal ousando respirar. Ao verem o homem se afastar por não conseguir abrir a porta, o grupo se entreolhou em silêncio; nenhum deles tinha coragem de bater. Matteo sussurrou para Lucca, com a voz trêmula:— Lucca, o que a gente faz? A mamãe vai ficar bem?Lucca franziu os lábios e balançou a cabeça com uma expressão séria.— Eu também não sei — admitiu. Se soubesse que o papai ficaria tão furioso, jamais teria levado a brincadeira adiante. Ele colou o rosto na porta, tentando decifrar o que acontecia lá dentro. Se a situação saísse do controle, ele teria que buscar ajuda imediatamente.Seguindo o exemplo de Lucca, os pequenos também se amontoaram contra a porta. Quando Henrique chegou, deparou-se com aquela fileira de crianças agarradas à entrada do banheiro masculino, parecendo uma ninhada de patinhos adoráveis. Ele quase riu e teve vontade de dar um tapinha brincalhão em cada um, mas parou ao ver o gesto de silêncio de Lucca.Cu
Luana estava totalmente imersa em sua atuação ao lado de Henrique e não percebeu o rugido furioso de Alessandro do outro lado da linha.No entanto, mesmo sem usar fones de ouvido, Lucca conseguia ouvir perfeitamente a fúria de Alessandro ecoando pelo aparelho que segurava. Ele sentiu como se seus tímpanos fossem estourar e, de repente, foi atingido por uma percepção preocupante: ele havia ido longe demais. Olhou para Luana com um misto de culpa e preocupação, sussurrando para si mesmo: "Mamãe, me desculpe, eu não queria causar isso."— Vocês dizem que são namorados? Como podem provar? — desafiou a mulher, observando os movimentos rígidos de Luana e Henrique com total ceticismo.Ela se lembrou das palavras do velho sobre a rebeldia de Henrique; era óbvio que ele tentaria sabotar o encontro. Para ela, Luana era apenas uma atriz contratada para encenar um papel.Provas? Como Luana poderia provar aquilo?Subitamente, ela se lembrou das fotos que Matteo acabara de tirar e pensou que o meni







