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Capítulo 20

作者: Rafa Cabral
last update publish date: 2023-09-09 22:27:40

Louise

Desde que conheci o Mathieu, eu sabia que ele era a pessoa errada para se apaixonar e pretendia me manter longe, não acho que eu estava errada por odiá-lo inicialmente, ele não demonstrou o mínimo de simpatia ou gentileza, pelo contrário, só me fez criar desafetos por ele e parecia não se importar.

Olhando para ele, concentrado na estrada, visivelmente cansado, mas claramente feliz, eu sabia que me enganei sobre muitas coisas, mas também sabia que se a vida não tivesse nos colocado sob o
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    LouiseQuando cheguei em Minnesota, descobri que Alyssa mandou um motorista para me levar até o endereço. Agora além de esposa de um CEO riquíssimo, ela também era uma Advogada com A maiúsculo, abriu seu próprio escritório e só atuava em casos importantes sobre crimes envolvendo mulheres. Tinha orgulho de quem minha melhor amiga se tornou, era um exemplo de força. O carro entrou num condomínio repleto de casas luxuosas e mansões. O bairro era bem arborizado o que limitava a visão das mansões ali, mas deixava claro que não era qualquer bairro. O motorista se identificou na portaria de uma delas e logo a passagem foi liberada, seguimos por um caminho de pedras e ele parou junto dos outros carros de luxo dos participantes do evento. Eu não ia participar, mas me preocupei se estava bem vestida, era início do outono e eu usava um vestido longo cor de rosa, com um casaco leve. Alyssa me deu a direção, pediu que eu esperasse no jardim ao lado do casarão. Segui sua orientação e logo me depa

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    LouiseControlando o desejo de chorar, me voltei para a penteadeira, para colocar os brincos. Marcely entrou no quarto e segurou minha mão me puxando para a cama, não protestei, não tinha força nenhuma para isso. — Lou, seja sincera, você ama o Pedro? — era nítido que não, minhas mãos ainda tremiam e meus olhos estavam vermelhos graças ás lágrimas que eu segurava. Balancei a cabeça confirmando hesitante. — O que você sente é culpa, não é? — olhei para ela. — Se sente culpada por tê-lo usado esse tempo todo, acha que deve se casar, porque ele te fez feliz e não parece justo entregar algo diferente. Era exatamente isso. — Olha, eu não ia te contar, não ia porque você estava feliz com ele e eu não queria atrapalhar isso, mas Lou, uma semana antes de você aparecer o Pedro tinha se declarado para mim, mas eu e o Gabriel já estávamos juntos. Era nítido para mim e a vó que ele estava te usando para me atingir, eu fiquei com medo que ele te magoasse então falei com o Gabriel, para fingir q

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    MathieuCerca de três meses depois que recebi alta, voltei ao hospital para mais alguns exames e retirar os pinos das perna. Estava ansioso por um único motivo, em menos de uma semana eu finalmente poderia ir até a Louise. Já estava até sonhando com o dia que a veria, mesmo sem ter certeza de como seria esse encontro. Saí do hospital sem o gesso no braço, mas com uma tipóia para ajudar na recuperação, as pernas precisaram ser enfaixadas após a retirada dos pinos e eu precisava de pelo menos uma semana sem fazer esforço, era esse o tempo que eu precisava para conseguir o endereço da casa do pai da Louise e lá conseguir o endereço da família dela no Brasil, era minha melhor chance, já que Louise trocou o número do telefone dela e nem mesmo Alyssa tinha notícias dela. Alyssa me aconselhou a seguir minha vida, me recuperar e cuidar da minha filha, mas minha história com a Louise não teve um ponto final e eu precisava encontrá-la mesmo que fosse para isso, por um fim em tudo. No fundo eu

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    MathieuDias depois, Debra invadiu meu escritório furiosa, com uma folha em mãos. Pelo seu estado, eu sabia do que se tratava. — O que é isso, Mathieu?! Está pedindo um exame de DNA e me acusando de falsidade ideológica? — perguntou gritando. — Não sabe ler? — ironizei, a deixando ainda mais irritada. — Você está fodido, Mathieu! Eu vou acabar com você! — disse apontando o dedo para mim. — Suas ameaças não me assustam, Debra. Eu já descobri a verdade, Emma é a mãe da Sarah, você falsificou um atestado de óbito e me fez de idiota. — falei me levantando, já cansado dos joguinhos dela e de ser paciente. Ela riu. — Você é um idiota Mathieu! — gritou e ficou completamente fora de si, começou a derrubar as coisas do meu escritório, os móveis, os papéis em cima da mesa, objetos enquanto gritava insultos contra mim. Precisei usar a força segurá-la e ainda assim ela se debatia para se soltar, arranhando meus braços.Até que por cansaço ela parou de se debater e começou a chorar, dizendo q

  • A Proposta do Meu Inimigo - livro 2   Capítulo 33

    Mathieu— Espera, espera, espera!… — Rob pediu. — Debra é a mãe da Sarah?! — perguntou surpreso. E confirmei com a cabeça. — E a Emma? Emma… a outra enfermeira que trabalhava lá, eu era fissurado nela, com seu jeito doce e sorriso sincero. Ela parecia uma flor no deserto e foi com ela que passei a última noite na enfermaria, a única noite que eu me lembrava com clareza. Quando me falaram que eu tive uma filha, imaginei que fosse dela, mas quando cheguei, o nome no atestado de óbito e na carta deixada para mim, era de Debra. Por isso nunca tive certeza se Sarah era realmente minha, mas não questionei, pois quando peguei Sarah a primeira vez, logo me apeguei a ela. E também tinha as outras noites, que não eram claras para mim e desde essa época eu não prestava quando o assunto era mulher. — O que tem ela? — Porra Mathieu! Você é muito idiota cara! — esbravejou. — Cara, estou realmente bravo com o quanto você foi trouxa e mereceu por ser tão babaca. Nunca procurou a Emma? — estranhei

  • A Proposta do Meu Inimigo - livro 2   Capítulo 32

    Louise Mais de um ano se passou desde que pisei os pés no Brasil. Eu não imaginava que ficaria tanto tempo, nem que eu mudaria tanto ou que uma pandemia aconteceria. Num belo dia no outono brasileiro, que basicamente era apenas um pouco menos quente, Pedro me chamou para um piquenique, preparei algumas comidas e fomos cavalgando até uma árvore, quase nos limites entre nós e os vizinhos. Pedro estendeu uma toalha na grama macia e coloquei a mochila com as frutas e lanches que levei. — Você gosta daqui, Lou? Do sítio? — ele perguntou. — Sim, mas sinceramente, consigo entender porque minha mãe sonhava em ir para outro lugar. — afirmei, pensando na história que quando pequena eu amava ouvir. — Então você voltaria para os Estados Unidos? — aquela era uma pergunta difícil, eu gostava da vida simples no sítio, mas sentia falta da cidade, das festas e ser modelo. Sentia falta do Mathieu e da Sarah.— Eu não sei… tenho vontade de voltar algum dia, não sei se para ficar, mas sinto saudades.

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