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Capítulo 8: A Réplica do Jogo

last update Fecha de publicación: 2026-07-14 06:13:18

POV EVELYN

Eu já estava pronta para dar as costas e voltar para o meu quarto com a satisfação de ter explodido os miolos de Damien. Mas, quando me virei, o destino resolveu me entregar uma jogada ainda mais perversa.

Bem no final do corredor da ala oeste, segurando uma prancheta de manutenção e uma caixa de ferramentas, estava Julian. Ele usava a mesma camisa de flanela, com os primeiros botões abertos, exibindo o peito forte. O cabelo castanho estava bagunçado e os olhos verdes dele se arregal
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    (POV EVELYN)O sol da manhã nas Ilhas Turcas e Caicos era de um dourado reluzente, aquecendo a areia branca de Grace Bay e fazendo a água do Caribe brilhar como uma imensidão de diamantes líquidos. Da varanda privativa da nossa casa de praia, o barulho suave das ondas quebrando na areia parecia a melodia perfeita para abafar o passado e celebrar o presente que construímos a quatro mãos.Dois anos se passaram desde a noite em que queimamos os papéis do divórcio e assinamos a fusão da Blackwood Enterprises. Vinte e quatro meses desde que a terra molhada do cemitério cobriu o caixão do velho Richard, levando embora os segredos e as disputas que quase destruíram as nossas vidas.Muita coisa mudou desde então. A "Alaska" deixou de existir em definitivo no escuro de Montreal. Tornei-me a sócia-majoritária oculta do Le Mirage, transformando a boate em um negócio ainda mais lucrativo sob a minha gestão discreta. Noah formou-se em Toronto com honras e já caminhava firmemente com as próprias pe

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    (POV EVELYN)O ruído distante das turbinas do jato executivo foi gradativamente substituído pelo som ritmo e compassado das ondas do mar do Caribe quebrando contra as rochas de coral.O trajeto de Montreal até as Ilhas Turcas e Caicos pareceu uma travessia entre duas realidades completamente opostas. Deixamos para trás a neve cinzenta e espessa que começava a cobrir a Província do Quebec, a fachada corporativa da Blackwood Enterprises e o mito da Alaska que ainda pairava sobre os camarotes da boate Le Mirage. A transição do cinza-chumbo da alfaiataria para o linho leve e os tecidos fluidos era quase libertadora, mas a intensidade do homem ao meu lado continuava exatamente a mesma.A nossa propriedade privada em Grace Bay erguia-se em uma colina suave sobre a areia branca. Era uma construção moderna de pedra calcária e paredes de vidro de fora a fora, projetada para que a luz do sol inundasse cada cômodo ao longo do dia.Assim que a equipe de recepção e os funcionários da mansão termin

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    (POV EVELYN)Um ano. Doze meses inteiros se passaram desde que a terra molhada do cemitério de Westmount cobriu o caixão de Richard Blackwood e, com ele, enterrou os segredos e as disputas que quase destruíram a Blackwood Enterprises.Muita coisa mudou em Montreal desde aquela tarde cinzenta. Adrian foi exilado definitivamente do conselho, enviado para gerenciar uma filial sem expressão na Europa, longe o suficiente para nunca mais tentar cruzar o nosso caminho. Noah estava bem em Toronto, caminhando com as próprias pernas, completamente saudável. E eu... bom, eu finalmente assinei o contrato mais importante da minha vida, mas este não tinha cláusulas de rescisão ou prazos de validade. Era o pacto silencioso que Damien e eu renovávamos a cada amanhecer.Mas a maior mudança de todas aconteceu no escuro da noite de Montreal.A "Alaska" deixou de existir exatamente na madrugada em que o velho Richard morreu. Naquela mesma semana, usei parte dos meus rendimentos para comprar a cota de Mad

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    POV EVELYNEle não desceu as escadas. Não esperou a passagem. Ele simplesmente saltou os três metros de altura, caindo no chão do salão como um predador que finalmente abandonou a emboscada.As pessoas se afastaram, abrindo caminho para ele.Eu ainda estava de joelhos no palco, o peito ofegante, o batom levemente borrado, o olhar fixo nele.Ele subiu os degraus do palco como um homem possuído. Sua mão agarrou meu braço com força, puxando-me para cima, e antes que eu pudesse respirar, seus lábios estavam nos meus.O beijo era feroz. Castigador. Uma punição por tê-lo provocado daquela forma, por tê-lo feito perder o controle na frente de todo o clube. Mas também era adoração — uma devoção selvagem que me fez gemer contra sua boca.— Você não tem ideia do que fez comigo — ele rosnou contra meus lábios, a voz rouca, trêmula. — Você vai pagar por cada movimento, Evelyn. Cada olhar. Cada respiração que você roubou de mim.— Me faça pagar, então — respondi, mordendo o lábio inferior dele. —

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