INICIAR SESIÓN*Jace POV*
“Como é que ela se atreve.”
Nunca me senti tão desafiado. Ela esteve aqui. No meu edifício, na minha empresa, perto… demasiado perto, e mesmo assim escapou-me por entre os dedos como se nada fosse. Isto não vai ficar assim.
“Quero as imagens das câmaras já,” disse a Lucas enquanto entrávamos no elevador em direção ao escritório, mantendo a voz controlada, mas sem esconder a tensão que ainda me percorria o corpo. Ainda sentia a ten
* Jace POV *Ela acabou de ordenar um dos meus homens para ir buscar os sapatos dela? Mantive-me impassível e não comentei nada. Apenas sinalizei discretamente ao Alex para lhe obedecer. Quando ele lhe entregou os sapatos, por momentos pensei que também fosse ordenar-lhe que a ajudasse a calçá-los — ou a mim. Mas não. Apoiou-se em mim ligeiramente, deixando que a minha mão nas costas dela a equilibrasse enquanto calçava com a mão boa. Senti uma ligeira pausa no movimento dela, provavelmente a recompor-se de alguma pontada no ombro. Mas não pediu ajuda.Bianchi acompanhou-nos com o olhar. Quando saímos do restaurante, ele ficou parado na entrada — não nos seguiu, não disse nada. Apenas observava. Atravessámos o átrio com o peso do olhar dele nas nossas costas, calculado e frio, como quem não precisa de se mover para fazer sentir a sua presença. O olhar dele sobre nós apenas terminou com as portas do elevador a separarem-nos. Frio. Calculista. Preso nela muito mais tempo do que eu estav
Jace POV“Rowan. A boca dessa mulher vai fazer de ti um homem morto.” O meu olhar seguiu instintivamente para a boca dela. E imaginei várias maneiras daquela boca me matar, mas provavelmente nenhuma da forma que Bianchi se referia. Não consegui evitar o meu membro endurecer, não consegui evitar imaginar a boca dela nele.E o olhar dela não ajudou era como se estivesse a ler os meus pensamentos. E quando a vi passar a língua pelos lábios dei por mim a encerrar os dentes e os punhos. Era hora de pôr fim a isto de a tirar daqui da frente de Bianchi. Ele não tirava os olhos dela de uma forma predadora que eu não estava a gostar.Apeteceu-me puxá-la para mim. Tapa-la completamente dos olhos deles. Enfrentei o olhar dele. Fiz-lhe ver sem palavras que eu era quem mandava aqui.Uma parte de mim ainda estava irritado com ela, muito irritado. Ela colocou-se em perigo, colocou-me a mim e todos os meus homens em perigo. Sobre a mira de um homem perigoso.Lucas ao meu lado e todos os meus homens n
Sophia POVE os homens que me tapavam a visão pareciam ter sido movidos por alguma força invisível e agora tinha sobre mim aqueles olhos frios, tão desconhecidos como familiares. Dei um passo atrás, como se tivesse sido empurrada por um fantasma do passado.Hesitei apenas por um segundo antes de erguer o queixo e enfrentar o olhar dele.Aquele olhar cinzento e frio.A parte racional de mim sabia que não era ele. Mesmo a voz era parecida, mas não era a dele. No entanto, a semelhança entre pai e filho era incrível. As feições. O olhar.No entanto, este homem à minha frente era mais alto, mais corpulento do que o pai dele era há vinte anos. Ainda me lembro da dor que aquele homem me causou. Da dor que poderia ter-me causado.Sim, o meu superpoder de não sentir medo, de ser corajosa para além da lógica, não me tira a dor física. O meu cérebro captura a dor, mas não o medo que devia vir acompanhado da dor. Nada se ativa em mim para me fazer recuar. Antes pelo contrário, é como se fosse imp
Sophia POVCostuma-se dizer que a curiosidade matou o gato.Devia ter ido direita ao elevador. Devia ter subido, jantado no quarto e dormido. Era isso que a parte racional de mim dizia. O problema é que essa parte parecia ter saído de férias — porque a outra, a irracional, a que claramente estava a comandar as tropas naquele momento, queria saber.Queria perceber o que era tão urgente, tão importante, que o fez deixar-me no hospital sem uma palavra. Depois de um dos seus homens me ter magoado, ele simplesmente foi embora depois de me ver acordada. E mandou esse mesmo homem — o Alex — ficar comigo. Desta vez com ordens para não me tocar. Eu não compreendia isso. Não o compreendia a ele. E definitivamente não compreendia o que estava a sentir em relação a tudo isto.Assim que entrei naquele hotel novamente, apercebi-me de que não era por causa do tio de Jace que Alex não queria que eu viesse para ali. Claramente não morriam de amores um pelo outro, pelo que vi horas atrás. Mas não. Era e
Jace POVIa responder quando um barulho do lado da entrada do restaurante me fez virar a cabeça de imediato, a mão a ir instintivamente para a arma. Vi Bianchi e os homens ao nosso redor, meus e dele, a reagirem da mesma forma — um segundo de tensão absoluta onde ninguém respirou.E segundos depois senti o meu coração apertar antes mesmo de o cérebro ter tempo de processar o que os olhos estavam a ver.Não. F@da-se.Era ela. Sophia Hale. O que ela está a fazer aqui?Mal a conseguia ver por entre um dos meus homens e outro de Bianchi que ficaram à entrada — não confiávamos um no outro nem neste ponto — ambos a impediam de entrar.Via apenas partes dela e ouvia a voz, mas não conseguia perceber bem o que dizia — embora a reconhecesse mesmo assim. Vi o vislumbre do ombro dela ligado, o que me deu a certeza de que era ela, não que eu precisasse de certezas — eu sabia.Não precisei de fazer sinal ao Lucas para ele avançar para resolver a situação. À nossa volta os homens continuavam cautel
Sophia POV"Algum idiota que atravessou a estrada fora da passadeira." O meu olhar voltou para a origem do barulho. Havia outra coisa que me chamara a atenção da primeira vez que olhara para trás. Foi então que reparei num homem, a poucos metros de mim. Reconheci-o de imediato. "Tenho de desligar, preciso de chamar um uber para ir jantar."Despedimo-nos e eu desliguei o telemóvel sem desviar os olhos do homem que claramente estava a seguir-me. Grande. Fato escuro. Sério. Um dos homens do Jace. O gorila que me tinha atirado para o chão e me deixado naquela situação com o ombro tinha ficado para trás. Apeteceu-me rir.Qualquer pessoa sensata teria virado costas e seguido na direção oposta. Afinal, ele era pelo menos vinte centímetros mais alto do que eu, com ombros largos o suficiente para bloquear a luz de um candeeiro e aquela expressão fechada de quem passara anos a fazer pessoas desaparecerem sem deixar rasto. Intimidante por def