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93. Lua

last update Data de publicação: 2026-03-22 22:44:15

Elise Quinn

Silêncio.

Isso era tudo que eu pedi a Deus em um bom tempo.

A casa estava calma de um jeito estranho, como se ainda não tivesse entendido que a gente tinha voltado vivo de tudo aquilo.

Eu entrei devagar, sentindo cada passo pesar mais do que deveria, não por dor física, mas por aquele tipo de cansaço que fica quando o corpo finalmente entende que não precisa mais lutar para sobreviver naquele segundo. A porta fechou atrás de nós com um som baixo, e mesmo assim eu me virei automat
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Último capítulo

  • A Viúva do mafioso: Desejada pelo meu cunhado   115. Epílogo

    Elise Quinn A primeira vez que eu caminhei em direção a um altar…eu saí dele como viúva.A lembrança nunca foi embora.Ela não vinha como dor constante, nem como um peso impossível de carregar, mas estava sempre ali, escondida em algum lugar dentro de mim, esperando momentos como aquele pra reaparecer.E, por mais que tudo fosse diferente agora…meu corpo lembrava.Minhas mãos estavam frias.O coração acelerado demais.A respiração um pouco irregular, mesmo que eu tentasse manter o controle.Olhei meu reflexo no espelho mais uma vez.O vestido era completamente diferente do primeiro.Não havia exagero, nem intenção de impressionar quem estava ao redor. Era elegante, ajustado ao corpo na medida certa, com detalhes delicados que não chamavam mais atenção do que o necessário. Era bonito… mas, acima de tudo, era meu.Escolhido por mim.Não imposto.Não parte de um acordo.Não um símbolo de um contrato.Passei a mão pelo tecido com cuidado, sentindo a textura entre os dedos como se preci

  • A Viúva do mafioso: Desejada pelo meu cunhado   114. Finais felizes às vezes existem

    Elise Quinn Eu nunca imaginei — e, sendo honesta, nunca acreditei — em finais felizes.Não daqueles que as pessoas descrevem como completos, estáveis, seguros. Sempre me pareceu uma ideia bonita demais pra existir de verdade. A vida que eu conhecia não funcionava assim. Sempre havia uma perda, uma consequência, um preço escondido esperando o momento certo pra ser cobrado.Por muito tempo, eu achei que felicidade era só um intervalo.Um respiro entre tragédias.Algo que você aproveita sabendo que vai acabar.Mas, naquela noite…Parada no meio de uma sala cheia de gente que, de alguma forma improvável, tinha se tornado minha família…Eu comecei a questionar isso.A casa estava cheia, mas não caótica. Tudo ali tinha sido pensado nos mínimos detalhes, como tudo que envolvia Atlas. Luzes quentes refletiam nos vidros, na madeira escura, nos detalhes dourados espalhados com um tipo de elegância que não precisava chamar atenção pra ser notada.Era uma festa grande.Do jeito que só eles sabia

  • A Viúva do mafioso: Desejada pelo meu cunhado   113. A vida após o caos

    Elise Quinn Quando acordei, foi como emergir de um lugar profundo demais, onde não existia dor, nem medo, nem memória. Por alguns segundos, fiquei ali, apenas respirando, tentando entender o próprio corpo, tentando reconhecer onde eu estava.O silêncio foi a primeira coisa que me chamou atenção.Não era vazio. Era calmo.Um tipo de silêncio que não machuca, que não ameaça, que não carrega nada escondido atrás dele. Depois de tudo o que tinha acontecido, aquilo parecia quase irreal.Minha respiração ainda era lenta, pesada, como se cada movimento exigisse um pouco mais de esforço do que deveria, mas eu estava ali. Presente. Inteira.E então a memória voltou.Veio de uma vez.O tiro. O sangue. O desespero. A dor que parecia não ter fim.Minha mão se moveu instintivamente até a barriga, mas antes mesmo que o pânico pudesse crescer, outra coisa me atravessou.— O bebê… — minha voz saiu baixa, rouca, carregada de urgência.— Calma.A voz de Atlas veio imediatamente, firme e ao mesmo tempo

  • A Viúva do mafioso: Desejada pelo meu cunhado   112. Homenagem.

    Atlas Cross— Atlas — a voz dela veio fraca, arrastada, como se cada palavra custasse mais do que devia — eu… levei um tiro.Por um segundo, eu não entendi.Não porque não ouvi.Mas porque meu cérebro simplesmente recusou aceitar.Só que meus olhos desceram.E viram.O sangue.Escorrendo pela lateral do corpo dela, manchando o vestido, espalhando rápido demais, num ritmo que não dava espaço pra dúvida.Meu peito travou com força.— Não… — a palavra saiu automática, baixa, inútil.Eu já estava na frente dela, ajoelhado, minhas mãos indo direto pro corpo dela sem cuidado, sem técnica, só pressão, só desespero, tentando estancar alguma coisa que eu nem sabia direito onde começava.Quente.Molhado.Sangue demais.— Ei — segurei o rosto dela com força, obrigando ela a me olhar — fica comigo. Elise, olha pra mim.Os olhos dela estavam abertos, mas não totalmente presentes.Errado.Muito errado.— Tá… doendo — ela murmurou, a respiração falhando no meio das palavras.Minha mão apertou mais c

  • A Viúva do mafioso: Desejada pelo meu cunhado   111. Por Damien.

    Atlas CrossA linha não caiu.Ele ficou ali.Respirando do outro lado.Como se estivesse apreciando o silêncio que tinha deixado.Como se soubesse exatamente o que aquilo causava.— Eu vi você morrer — falei, baixo, cada palavra saindo controlada demais pra não virar outra coisa.A risada dele veio de novo.Mais baixa.Mais satisfeita.— Viu o que eu quis que você visse.Meu maxilar travou com força suficiente pra doer.— Onde você tá?— Ansioso assim? — ele provocou, arrastando cada palavra — achei que você ia demorar mais pra entender.Comecei a andar sem perceber, já indo em direção ao carro, cada passo pesado, decidido.— Você encostou na mulher errada.— Não — ele corrigiu, com calma — eu encostei exatamente na mulher certa.Meu corpo inteiro ficou rígido.Perigoso.— Você quer me atingir — falei — então fala comigo.— Eu estou falando com você.Silêncio.Pesado.— Mas não é sobre isso, Atlas — ele continuou, a voz mais baixa agora — nunca foi.Abri a porta do carro com força.—

  • A Viúva do mafioso: Desejada pelo meu cunhado   110. A decisão.

    EliseO carro parou devagar demais para alguém que estava com pressa, e isso foi a primeira coisa que me fez entender que aquilo não era um sequestro comum, porque quem age no impulso não desacelera, não calcula, não transforma cada segundo em controle.Minhas mãos estavam presas atrás das costas, a corda áspera queimando minha pele a cada pequeno movimento, e ainda assim mantive a cabeça erguida quando a porta foi aberta. O ar frio da noite bateu no meu rosto com força, trazendo um cheiro úmido e metálico, como ferrugem misturada com abandono, aquele tipo de lugar onde nada cresce e ninguém volta.— Desce.A voz veio distorcida, artificial demais para ser natural. Não era só para esconder identidade. Era para tirar humanidade.Obedeci sem discutir. Não por submissão, mas porque eu precisava ver, entender, ganhar tempo.Meus pés tocaram o chão com cuidado, sentindo o concreto irregular sob o sapato, pequenas pedras pressionando a sola enquanto eu demorava um segundo a mais do que o ne

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