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Capítulo 68:O Despertar

Autor: Marise S.M
last update Fecha de publicación: 2026-07-22 20:00:05

Bruna Marques

A luz suave da manhã começava a se infiltrar pelas frestas da cortina do quarto, desenhando linhas douradas sobre o lençol bagunçado. Pisquei os olhos lentamente, sentindo um peso reconfortante sobre o meu corpo. À medida que a minha mente despertava do sono profundo, as lembranças da noite anterior inundaram meus pensamentos, fazendo meu rosto arder e meu coração acelerar em uma mistura de incredulidade e puro êxtase. Eu realmente tinha me entregado aos tr
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  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 108: Fogo Cruzado

    Bruna MarquesEnquanto mastigava um pedaço do pão com geleia, a voz de Caio ecoava sem parar ao meu lado. Ele andava de um lado para o outro na cozinha, falando sem descansar, tentando arrumar justificativas e pedir desculpas. Não conseguia absorver uma única palavra do que ele dizia. Mantive meus olhos fixos em uma parte qualquer da parede de azulejos claros, em absoluto silêncio. A dor no meu peito ainda era gigante, sufocante. A descoberta de mais cedo simplesmente não saía da minha cabeça: eles realmente planejavam me levar à força para aquela cabana isolada se eu não tivesse aceitado me entregar e viver com os três. A ideia de que o amor que construímos tinha nascido sob a sombra de um sequestro planejado me dava náuseas.O som de passos no corredor anunciou a chegada dos outros dois. Patrick e Luan entraram na cozinha. Luan vestia apenas um calção de dormir, com o peitoral largo e descalço. Já Patrick estava inteiramente arrumado, vestindo calça jeans e uma camisa social escura,

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 107: O Silêncio da Coelhinha

    Luan Silva RochaA noite já tinha tomado conta da mansão, e nós três continuávamos ali, enfileirados no corredor como sentinelas derrotados em frente à porta do quarto onde Bruna havia se trancado.Patrick estava sentado no chão, encostado na parede de um lado da porta. Caio ocupava o outro lado, com o terno todo amassado e a gravata frouxa no pescoço. Eu estava ajoelhado bem no centro, com a testa colada na madeira escura da porta, sussurrando apelos baixos para que a nossa mulher nos desse uma chance de explicar.— Coelhinha... Por favor, meu amor. Abre essa porta... — pedi mais uma vez, a voz rouca de tanto insistir. — Deixa a gente conversar com você.Nenhuma resposta. Nem o som de um passo, nem um fungado. O silêncio que vinha de dentro daquele quarto era pior do que qualquer grito ou discussão.Patrick foi o primeiro a perder a paciência com aquela agonia. Ele se levantou devagar, bufando pesado e passando as duas mãos pelos cabelos desgrenhados.— Para mim já chega — declarou,

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 106: A Tempestade na Mansão

    Caio Silva RochaEram cerca de quatro horas da tarde quando Luan e eu cruzamos a porta principal da mansão. O dia na Empresa tinha sido exaustivo, cheio de reuniões. Tudo o que eu queria era tirar o terno, tomar um banho e encontrar Bruna tranquila para me desligar dos problemas da empresa.Porém, no instante em que pisamos no hall de entrada, o ar da casa pareceu pesado, carregado de uma tensão quase sufocante.Caminhei até a sala de estar e dei de cara com Patrick. Ele estava sozinho, descalço, vestindo apenas a calça de ginástica, andando de um lado para o outro sobre o tapete com as duas mãos cravadas nos cabelos, visivelmente perturbado. Ele arfava pesado, com o olhar fixo no chão, parecendo um bicho enjaulado.— O que aconteceu, Patrick? — perguntei no mesmo segundo, desabotoando o paletó e franzindo o cenho.Luan veio logo atrás de mim, ajeitando o relógio no pulso e parando ao meu lado.— Cadê a Bruna? — questionou, o tom de voz subindo imediatamente em alerta. — Aconteceu alg

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 105: Escombros do Passado

    Patrick Silva Rocha Enquanto segurava Bruna contra o meu peito no meio daquela rua, senti uma pontada cortante no coração. Ver a minha mulher desmoronar, banhada em lágrimas por ter a sua honra atacada por pessoas medíocres, me destruía por dentro. O único erro dela foi nos amar, aceitar três homens, só por isso o mundo insistia em lhe condenar. Beijei o topo da sua cabeça com carinho, sentindo o perfume doce dos seus cabelos, e murmurei: — Fica calma, minha coelhinha... Por favor, não chore. Eu vou resolver isso, juro que vou. Bruna desfez o abraço devagar. Ela deu dois passos para trás, limpando as bochechas com as costas das mãos tremendo, e olhou para mim com os olhos azuis marejados e cheios de dor. — Resolver como, Patrick? — perguntou, a voz falhando pelo choro. — Como você vai fazer essas pessoas pararem de me olhar como se eu fosse uma vagabunda? Ajustei a postura, buscando uma solução rápida para arrancar aquela angústia do peito dela. — Talvez a gente deva ir embora

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 104: O Preço do Julgamento

    Bruna Marques Caminhar ao lado de Patrick sob a brisa suave da manhã parecia a cena perfeita de uma vida tranquila. No entanto, bastou cruzarmos as portas de vidro da academia do condomínio para que o peso do mundo real desabasse sobre as minhas costas novamente. Assim que pisamos no recinto, o burburinho habitual de halteres batendo e esteiras funcionando pareceu perder o volume. Sentia o olhar de várias pessoas cravando-se em nós no mesmo segundo. O falatório baixo e os cochichos disfarçados pelos cantos não eram imaginação minha, a notícia sobre o meu relacionamento com os três irmãos Silva Rocha já tinha se espalhado por todo o condomínio como um rastro de pólvora. — Não liga para eles, coelhinha — murmurou Patrick perto do meu ouvido, apertando minha mão com um pouco mais de força para me transmitir segurança. — Foca no seu treino. Respirei fundo e inclinei a cabeça, tentando ignorar os rostos curiosos e os julgamentos estampados nos olhares das vizinhas e dos frequentadores.

  • A coelhinha dos três irmãos bilionários    Capítulo 103: Mais Gostoso que Malhar

    Patrick Silva Rocha Estava sentado no sofá da sala, olhando para a escada, esperando Bruna terminar de se trocar para irmos à academia do condomínio. Um mês havia se passado desde que descobrimos toda aquela sujeira. Um mês em que os dias se misturaram entre reuniões intermináveis, papéis empilhados e telefonemas a qualquer hora. A casa estava silenciosa, Bruna e eu estávamos sozinhos na casa aquela manhã. Caio e Luan já tinham saído cedo para a empresa, desde aquele escândalo de fraude, decidimos que iríamos todos os dias, ficávamos de três a quatro horas lá, acompanhando de perto os relatórios, as auditorias e as movimentações financeiras. Era nosso dever defender o nosso império; não íamos deixar nenhum filho da puta nos passar a perna de novo. Enquanto aguardava no silêncio da sala, o som vibrante do meu celular sobre a mesa de centro cortou meus pensamentos. Estiquei o braço, peguei o aparelho e vi na tela a notificação de uma mensagem vinda de um número desconhecido. Franzi

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