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Capitulo 21

last update Data de publicação: 2026-06-12 01:08:26

“Então me diga para parar.” Sua voz era um desafio, seus lábios a centímetros dos meus. “Diga que você não sente o mesmo, e eu paro.”

Olhei para ele, minha mente lutando contra meu corpo, mas não consegui dizer nada. O silêncio que se seguiu foi suficiente para que ele se inclinasse, seus lábios encontrando os meus em um beijo que não pedia permissão.

O fogo que eu tentara sufocar por semanas irrompeu. Minhas mãos agarraram sua camisa, puxando-o para mais perto com o mesmo desespero com que ele
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  • A princesa da mafia   Capítulo 30

    Depois que Piotr saiu, a atmosfera em La Fortaleza ficou carregada de incerteza. Meu pai se retirou para o escritório com Vicente, deixando Alonzo e eu na sala de estar. Por um instante, nenhum de nós falou. Ele me observava com aquela mistura de curiosidade e desafio que sempre conseguia me colocar na defensiva."O que você acha do que ele disse?", perguntei finalmente, quebrando o silêncio."Que eu não confio em uma única palavra que aquele desgraçado diz", respondeu ele, cruzando os braços. "Os poloneses não se dão ao trabalho de vir até aqui para nos oferecer tréguas. Isso é uma jogada calculada.""Então você acha que eles estão trabalhando com os Corvos?""É possível." Seu tom ficou mais sério. "Se o que dizem sobre o Cartel for verdade, eles não estariam sozinhos. Nenhum grupo se arriscaria a se expandir para a Europa sem o apoio de uma aliança maior." Assenti lentamente, deixando suas palavras penetrarem em minha mente."Então precisamos confirmar isso.""E rápido." — acrescent

  • A princesa da mafia   Capítulo 26

    O amanhecer chegou como um lembrete cruel de que o tempo não para. Acordei cedo, sem conseguir voltar a dormir, sabendo que meu retorno à Fortaleza tinha sido apenas um breve alívio. Os poloneses haviam cruzado uma linha, e eu não ficaria parada esperando pelo próximo movimento deles.Dirigi-me à sala de mapas, onde Vicente já organizava os homens. Sua postura firme e expressão concentrada me lembravam por que meu pai confiava tanto nele. Quando me viu entrar, ergueu os olhos e me cumprimentou com um leve aceno de cabeça."Senhorita Volkova.""Já têm um plano definido?", perguntei, aproximando-me da mesa.Vicente apontou para um ponto no mapa."Identificamos um armazém perto do porto. Acreditamos que seja um dos locais-chave onde os poloneses armazenam seus recursos. É bem guardado, mas não impenetrável." Estudei o mapa, memorizando os detalhes que ele me dava. A ideia de um ataque rápido e decisivo começou a tomar forma em minha mente.“Quero que você monte uma equipe para se infiltr

  • A princesa da mafia   Capítulo 25

    A reunião estratégica na sala principal começou cedo pela manhã. Alexey estava sentado em seu lugar de sempre, com Vicente à sua direita e vários dos principais comandantes da Bratva reunidos ao redor da mesa."Os poloneses cruzaram uma linha", disse meu pai, com a voz carregada de autoridade. "Este ataque não foi apenas contra Dominika; foi contra todos nós." Assenti, embora seu tom condescendente me fizesse ranger os dentes."Identificamos duas rotas de suprimentos que eles usam para transportar armas e drogas para o oeste", interrompi, apontando para o mapa. "Se conseguirmos interceptá-las, não só enfraqueceremos a operação deles, como também enviaremos uma mensagem clara de que não toleraremos mais provocações.""E qual é o seu plano para isso?", perguntou Alexey, cruzando os braços."Um ataque coordenado", respondi, delineando as áreas-chave no mapa. "Dividiremos nossos homens em duas equipes. Alonzo liderará uma e eu liderarei a outra.""Não." — disse meu pai, com um tom cortant

  • A princesa da mafia   Capítulo 24

    A tênue luz da manhã começava a filtrar-se pelas janelas da Fortaleza, mas o cansaço me impedia de desfrutar da calma que o novo dia prometia. Meu corpo doía, não só pelo sequestro e resgate, mas também pela tensão que ainda me apertava o peito.Apesar de tudo, eu não conseguia parar de pensar em como minhas decisões sempre pareciam arrastar consigo aqueles ao meu redor. Eu havia voltado para casa, sim, mas a sensação de perigo não me abandonava.Caminhei pelo longo corredor em direção aos apóstolos da minha mãe. Amaranta Volkova não era uma mulher que demonstrava medo facilmente, mas eu sabia que meu desaparecimento a havia afetado profundamente.Quando cheguei à porta, não precisei bater. Ela se abriu abruptamente, e lá estava ela, vestida com um elegante quimono de seda, os cabelos prateados presos em um coque simples. Seus olhos, tão parecidos com os meus, estavam vermelhos, como se ela tivesse passado a noite chorando."Dominika." Sua voz, geralmente composta, falhou ao pronuncia

  • A princesa da mafia   Capitulo 23

    ALONZOA fábrica se erguia diante de nós como uma sombra ameaçadora ao luar. O lugar parecia deserto, mas eu sabia que não devia confiar nas aparências. Os poloneses não eram amadores; se haviam escolhido aquele lugar, era por algum motivo."Fique alerta", sussurrei enquanto avançávamos, meus sentidos aguçados pela urgência de encontrá-la.O primeiro tiro estilhaçou o silêncio, e o caos se instaurou.Os homens da Bratva reagiram com precisão, posicionando-se e revidando o fogo. Vicente estava ao meu lado, me protegendo enquanto eu me embrenhava na fábrica.Cada passo era um lembrete do que estava em jogo. Ela. Dominika estava ali, em algum lugar naquele inferno, e eu não pararia até encontrá-la.Uma rajada de tiros passou zunindo, e me abriguei atrás de uma coluna enquanto avaliava a situação."Alonzo!", gritou Vicente de trás de um contêiner. "Achamos que ela está na ala leste."Assenti com a cabeça e comecei a me mover, eliminando qualquer um que cruzasse meu caminho. O barulho ensu

  • A princesa da mafia   Capitulo 22

    O calor seco do México me envolveu assim que desembarquei do avião, mas desta vez não me incomodou. Eu já havia percorrido essa mesma pista antes, incerta, questionando se estava realmente pronta para encarar este mundo. Agora, meus passos ecoavam com confiança, o som dos meus calcanhares no asfalto me lembrando o quanto eu havia mudado desde então.Ao meu lado, Alonzo caminhava com aquela atitude relaxada que parecia me irritar mais do que me tranquilizar. Seu olhar percorria o horizonte, mas eu sabia que ele não estava admirando a paisagem, e sim calculando possíveis ameaças."Ainda não entendo por que viemos pessoalmente", sua voz quebrou o silêncio com uma mistura de sarcasmo e preocupação."Porque os cartéis não respeitam distância", respondi sem olhar para ele, concentrando-me nos carros blindados que aguardavam no final da pista. "Eles preferem ver as pessoas cara a cara antes de decidir se confiam nelas.""Ou matá-las?", retrucou ele, num tom mais leve do que a situação permit

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