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batismo de aço ( Helena)

last update Data de publicação: 2026-01-13 07:24:55

Tomei um longo banho, deixando a água quente levar o rastro de humilhação daquela tarde, mas não a determinação que se cristalizava em meu peito. Me arrumei com esmero, escolhendo um vestido que se ajustava ao meu corpo como uma armadura e uma maquiagem que endurecia minhas feições. Quando me olhei no espelho, eu me desconhecia. A mulher doce que acreditava em promessas de amor havia ficado para trás; em seu lugar, estava alguém que eu ainda estava aprendendo a nomear.

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Último capítulo

  • A prometida do mafioso    vivo em nós ( FINAL)

    Já faz cinco anos. Cinco anos que ele não está mais aqui, mas às vezes sinto como se fosse ontem , como se ainda ouvisse sua voz ecoando pelo corredor de casa, como se ainda sentisse o seu braço ao redor dos meus ombros, o sabor de seu beijo seu cheiro. Eu nunca consegui superar. Continuo vestindo preto todos os dias, como se o luto fosse uma segunda pele que não consigo tirar. As pessoas dizem que o tempo cura todas as feridas, mas eu acho que só aprendi a viver com a dor que bate em meu peito todas as manhãs quando acordo e não vejo o seu rosto ao meu lado. Meu filho ,Salvatore, nome dado em homenagem ao pai completa cinco anos neste mês. Ele é esperto, brincalhão, e tem a cara do pai até nos mínimos detalhes: o mesmo sorriso malicioso quando quer alguma coisa, os mesmos olhos escuros que parecem enxergar fundo na alma das pessoas, até a forma como ronrona quando está com sono é igual. Ele é o único motivo pelo qual eu continuo em pé, pelo qual respiro todos os dias. Eu poderia

  • A prometida do mafioso    Último sacrifício ( Salvatore)

    De manhã cedo, saio de casa antes do sol nascer. Lorenzo e Dimitri já estão prontos , ele vai liderar a invasão pelo fundo do galpão, enquanto eu me apresentava como refém do acordo. Chego ao local às 9h55. Paro o carro e desço, sentindo a mão tremer na alça da jaqueta onde carrego minha arma. A porta do galpão está entreaberta; entro devagar, encontrando Lívia no centro do espaço, com quatro homens armados à sua frente. Helena está amarrada em uma cadeira no canto , vejo os hematomas no rosto dela e sinto a raiva subir, mas me controlo.— Você veio só, como pedi. Lívia sorri triunfalmente, mas vejo a desconfiança em seus olhos. Bom. Agora vamos conversar sobre o nosso futuro em Florença.— Primeiro deixe ela ir. Digo, aproximando-me devagar, mandando um sinal discreto para Dimitri e Lorenzo que devia estar ouvindo de trás. Depois conversamos de tudo.— Não é assim que funciona, meu amor. Ela segura uma arma na mão, apontando para Helena. Primeiro você promete que vai vir comigo

  • A prometida do mafioso    Entre a cruz e a espada ( Salvatore)

    Após aquela ligação de Lívia, não sabia como reagir diante disso. Jamais imaginei que ela chegasse a esse ponto – sempre soube que era teimosa, mas nunca pensei que faria algo assim.— Lívia está com Helena... digo, sentindo a voz falhar no final da frase.Lorenzo e Dimitri me olham espantados, também surpresos. Eles estavam ali ao meu lado desde que souberam que Helena tinha sumido.— Nossa, irmão... Achei que ela tinha te superado já... Lorenzo diz, passando a mão pela cabeça com ar preocupado.— Pelo jeito não, e está mais perigosa do que imaginei. Respondo, sentindo a raiva e o medo se misturando no meu peito.— Ela já fez pedidos para libertar Helena? Dimitri pergunta, se inclinando para frente na cadeira.— Ainda não, desligou na minha cara. Sinto a mão tremer ao pegar o copo de água da mesa.— Acha que é dinheiro? Lorenzo indaga, já pensando em soluções práticas.— Antes fosse, daria quanto quisesse... Mas temo que não seja isso. Lívia quer vingança. Digo, e consigo ver n

  • A prometida do mafioso    No cativeiro ( Helena)

    Não consigo sentir mais minhas mãos. Elas estão amarradas atrás da cadeira de madeira fria, e o cordão já faz marcas avermelhadas na pele. O galpão cheira a mofo e óleo diesel, e a luz só entra por uma fresta na porta de ferro ,.é quase impossível distinguir as horas, mas sinto que já passou o dia todo desde que fui trazida aqui.Lívia anda de um lado para o outro como uma leoa presa na jaula. Seus passos ressoam no chão de concreto, e a cada vez que ela passa em minha frente, vejo a ansiedade borbulhando em seus olhos . Eu tentei falar com ela, pedir para que pensasse duas vezes, mas ela não ouve mais nada que não seja o som de sua própria voz na cabeça.— Ele tem que atender ! sussurra ela, olhando para o celular na mão como se a tela fosse capaz de dar as respostas que ela quer. Hoje ele vai entender que somos feitos um para o outro.Ela finalmente acerta a chamada e coloca o aparelho no alto-falante. Eu ouço a voz dele ecoando pelo espaço vazio do galpão, e meu coração dá um sal

  • A prometida do mafioso    " recuperando o que é meu ? " ( Salvatore)

    Estava em uma reunião com os assessores, enquanto meu pai definia novas rotas de distribuição para a empresa. Já sentia a pulsação da ansiedade no peito só queria voltar para casa e encontrar minha doce Helena. Provavelmente, quando a reunião acabasse, ela já teria chegado do shopping com Sofia. Nesse exato instante, o celular tocou em volume máximo. Ignorei na primeira vez, mas o toque repetiu-se insistentemente, e o nome Sofia brilhava em azul na tela. — Com licença, senhores. Preciso atender esta ligação. Levantei-me e saí para o corredor, atrelando o telefone ao ouvido. — O que há, Sofia? Estou em meio a uma reunião crucial. A voz dela veio trêmula, cortada por soluços suprimidos: — Helena... ela desapareceu. A sensação foi de desmoronamento, como se o chão descesse por baixo dos meus pés. — Como assim? Vocês não estavam juntas no shopping? — Sim, mas ela foi ao banheiro e não voltou mais. Fui procurá-la lá e só encontrei sua bolsa jogada no chão, aberta. — Que

  • A prometida do mafioso    sequestrada ( Helena )

    Sofia me convenceu a ir para o shopping com ela. Salvatore permitiu, mas mandou dois seguranças ir conosco para nos proteger. Compramos produtos íntimos, roupas novas, assistimos a um filme de comédia que nos fez rir bastante e, por fim, fomos lanchar em um restaurante que eu adorava.— Preciso ir ao banheiro, Sofia... Ultimamente tenho feito xixi toda hora... murmurei, sentindo uma leve preocupação no peito, mas tentando não demonstrar.— Vai lá que eu pago aqui, amiga! — disse ela, sorrindo enquanto folheava o cardápio para escolher uma sobremesa.Entrei no banheiro, fiz minhas necessidades e, sem pensar duas vezes, aproveitei para retirar da bolsa o exame de gravidez que tinha comprado há semanas e não tinha testado por medo do resultado. Com mãos trêmulas, segurei o aparelho pequeno e branco, segui as instruções e esperei os segundos que pareceram horas. Quando olhei novamente, o resultado estava lá nítido: duas linhas vermelhas : grávida. Escorei na pia e fiquei ali de cabeça ba

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