Inicio / Máfia / A prometida do mafioso / lua de mel ( Helena)

Compartir

lua de mel ( Helena)

last update Fecha de publicación: 2025-11-30 04:40:12

Sofia me apresentou a Alex, que estava à mesa com outros homens. Um "oi" tímido foi minha saudação. Alex lembrava Salvatore, mas mais baixo, sem tatuagens e com um corte militar. Seu rosto, menos severo, oferecia um vislumbre de simpatia. Beijou minha mão, convidando-me a sentar. Dispensando os amigos, fixou seus olhos em mim.

__"Então você é a famosa Helena", disse ele. "__Famosa?", questionei.

Antes que Alex pudesse responder, Salvatore surgiu, segurando meu braço com força.

__ "Só estávamos conversando, irmão", Sofia tentou amenizar.

Ignorando-a, Salvatore lançou um olhar gélido a Alex:

__"Nem pense em tocá-la. Ela é minha."

Alex, com um sorriso enigmático, assistiu enquanto Salvatore me arrastava para longe.

__"Já mostrando suas asinhas, seduzindo meu irmão não é mesmo Helena?", acusou Salvatore. Atônita, tentei me defender de suas acusações infundadas.

__"Sua irmã só queria me apresentar sua família." Ele me ignorou.

__"Quero você longe de Alex, entendeu?"

Logo, fomos chamados para a dança dos noivos. Salvatore me arrastou para a pista, apertando-me contra si com uma possessividade dolorosa. Seus dedos cravavam em meu quadril enquanto nos movíamos pelo salão, e eu me sentia como uma prisioneira em seus braços.

O alívio que senti ao fim da dança foi momentâneo, como um suspiro antes da tempestade. Meus pais vieram me abraçar, mas o aperto de minha mãe carregava o peso de sua tristeza, um espelho da minha própria angústia. A lua de mel, outrora um sonho, agora era um pesadelo iminente, um arrepio gélido que me percorria a espinha só de pensar.

Sofia se despediu com um abraço caloroso e sincero.

___"Até logo, cunhada! Vou adorar ter você morando conosco."

__ "Igualmente", respondi, agarrando-me à ideia de que Sofia seria um farol em meio à escuridão daquele casamento arranjado.

Richard apertou a mão do filho, um gesto frio e formal, mas seus olhos... Ah, aqueles olhos trocavam mensagens silenciosas, segredos indecifráveis que pairavam no ar como uma ameaça. Pegaram minha mala, e seguimos sob os aplausos vazios dos convidados, como se eu fosse uma peça de um teatro macabro. Salvatore entrou no carro, aguardando-me com uma impaciência silenciosa.

Hesitei, sentindo-me como um cordeiro sendo levado para o sacrifício. Abracei minha mãe uma última vez, buscando em seu rosto um consolo que ela não podia me dar.

___"Vai ficar tudo bem", sussurrou ela, mas suas palavras soavam como uma súplica, não uma promessa. "Só não resista."

Entrei no carro, e ele arrancou em alta velocidade, rasgando a noite como uma faca. O silêncio no interior era opressor, quebrado apenas pelo ronco do motor e pelo turbilhão de pensamentos que me assaltavam. Finalmente, quebrei o silêncio.

___ "Para onde estamos indo?"

A resposta demorou uma eternidade para vir, cada segundo esticando a corda da minha ansiedade.

__"Para a casa de campo. Minha casa de campo."

E assim, seguimos em silêncio, engolidos pela escuridão da estrada, até que a imponente mansão surgiu no horizonte, um castelo sombrio que se erguia como um prenúncio do meu destino.

O carro parou na garagem. Salvatore saiu, deixando-me com as malas. Semicerrei os olhos, peguei minhas malas e adentrei a casa. Lá dentro, ele apontou vagamente para a escadaria e o quarto, e assim, subi com a mala pesada, sentindo cada degrau como um fardo.

Eu sabia que a lua de mel no exterior era uma fantasia distante. Salvatore tinha negócios urgentes a resolver, por isso tínhamos vindo para casa de campo. Suspirei e entrei numa suíte enorme, decorada com flores sobre a cama. Olhei para aquela cama como se fosse o meu próprio cadafalso.

Coloquei a mala no chão, peguei uma toalha e fui tomar um banho. O banheiro era tão grande que parecia um quarto. Havia uma banheira convidativa, mas optei pelo chuveiro. Vesti uma das camisolas que minha mãe havia comprado, cada uma mais ousada que a outra. Escolhi uma rosa de seda, um pouco mais recatada, escovei meus cabelos, perfumei-me e sentei na cama, aguardando o inevitável.

As horas se arrastaram, e a ansiedade crescia. Não sabia se deveria me sentir aliviada pela ausência de Salvatore ou temer o que estava por vir. Exausta, acabei deitando e adormecendo.

A madrugada me despertou, e a solidão era uma presença constante. Envolvi-me no robe e desci as escadas em silêncio, apenas para encontrar Salvatore, prostrado no sofá, um mar de garrafas vazias ao seu redor. O choque me impulsionou de volta ao quarto, onde a insônia me manteve refém.

A manhã invadiu o quarto com o som de passos decididos. Salvatore surgiu, envolto em nada além de uma toalha, um espetáculo de músculos esculpidos e pele adornada com um bestiário de tatuagens sombrias. Caveiras, símbolos de morte... Sua pele contava histórias que eu ainda não estava pronta para ouvir. Um grito involuntário escapou dos meus lábios, e me encolhi sob as cobertas.

__"Que gritaria é essa a essa hora?", resmungou, a voz rouca de sono e... desapontamento?

__"O que você está fazendo no meu quarto desse jeito?", a pergunta soou mais defensiva do que eu pretendia.

___"Nosso quarto", corrigiu, vestindo uma camiseta branca que se moldava ao seu corpo como uma segunda pele.

Salvatore desapareceu no banheiro, emergindo minutos depois, vestido e com os cabelos presos em um coque displicente. Observei, quase hipnotizada, a coreografia de seus movimentos, a forma como alinhava a barba, a maneira como a luz dançava sobre seus músculos.

__"Vou sair. Desça para tomar café", disse, e então, simplesmente se foi.

Após me recompor, encontrei Amanda na cozinha, um rosto gentil em meio àquele turbilhão de emoções. "

__Olá, senhora. Sou Amanda, e cuidarei da casa enquanto estiverem por aqui."

__"Pode me chamar de Helena."

__"Aceita café?

Aceitei, mas o silêncio à mesa era ensurdecedor, pontuado apenas pelo tilintar dos talheres. Meus pensamentos giravam em torno da noite anterior, da ausência de Salvatore, do mistério que ele representava. Deveria me sentir aliviada por ter sido evitada? Ou desapontada por não ter sido desejada?

O dia se esvaiu, levando consigo a breve companhia de Amanda. Sozinha, fitava a escuridão da noite, desejando e temendo que o homem voltasse.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • A prometida do mafioso    vivo em nós ( FINAL)

    Já faz cinco anos. Cinco anos que ele não está mais aqui, mas às vezes sinto como se fosse ontem , como se ainda ouvisse sua voz ecoando pelo corredor de casa, como se ainda sentisse o seu braço ao redor dos meus ombros, o sabor de seu beijo seu cheiro. Eu nunca consegui superar. Continuo vestindo preto todos os dias, como se o luto fosse uma segunda pele que não consigo tirar. As pessoas dizem que o tempo cura todas as feridas, mas eu acho que só aprendi a viver com a dor que bate em meu peito todas as manhãs quando acordo e não vejo o seu rosto ao meu lado. Meu filho ,Salvatore, nome dado em homenagem ao pai completa cinco anos neste mês. Ele é esperto, brincalhão, e tem a cara do pai até nos mínimos detalhes: o mesmo sorriso malicioso quando quer alguma coisa, os mesmos olhos escuros que parecem enxergar fundo na alma das pessoas, até a forma como ronrona quando está com sono é igual. Ele é o único motivo pelo qual eu continuo em pé, pelo qual respiro todos os dias. Eu poderia

  • A prometida do mafioso    Último sacrifício ( Salvatore)

    De manhã cedo, saio de casa antes do sol nascer. Lorenzo e Dimitri já estão prontos , ele vai liderar a invasão pelo fundo do galpão, enquanto eu me apresentava como refém do acordo. Chego ao local às 9h55. Paro o carro e desço, sentindo a mão tremer na alça da jaqueta onde carrego minha arma. A porta do galpão está entreaberta; entro devagar, encontrando Lívia no centro do espaço, com quatro homens armados à sua frente. Helena está amarrada em uma cadeira no canto , vejo os hematomas no rosto dela e sinto a raiva subir, mas me controlo.— Você veio só, como pedi. Lívia sorri triunfalmente, mas vejo a desconfiança em seus olhos. Bom. Agora vamos conversar sobre o nosso futuro em Florença.— Primeiro deixe ela ir. Digo, aproximando-me devagar, mandando um sinal discreto para Dimitri e Lorenzo que devia estar ouvindo de trás. Depois conversamos de tudo.— Não é assim que funciona, meu amor. Ela segura uma arma na mão, apontando para Helena. Primeiro você promete que vai vir comigo

  • A prometida do mafioso    Entre a cruz e a espada ( Salvatore)

    Após aquela ligação de Lívia, não sabia como reagir diante disso. Jamais imaginei que ela chegasse a esse ponto – sempre soube que era teimosa, mas nunca pensei que faria algo assim.— Lívia está com Helena... digo, sentindo a voz falhar no final da frase.Lorenzo e Dimitri me olham espantados, também surpresos. Eles estavam ali ao meu lado desde que souberam que Helena tinha sumido.— Nossa, irmão... Achei que ela tinha te superado já... Lorenzo diz, passando a mão pela cabeça com ar preocupado.— Pelo jeito não, e está mais perigosa do que imaginei. Respondo, sentindo a raiva e o medo se misturando no meu peito.— Ela já fez pedidos para libertar Helena? Dimitri pergunta, se inclinando para frente na cadeira.— Ainda não, desligou na minha cara. Sinto a mão tremer ao pegar o copo de água da mesa.— Acha que é dinheiro? Lorenzo indaga, já pensando em soluções práticas.— Antes fosse, daria quanto quisesse... Mas temo que não seja isso. Lívia quer vingança. Digo, e consigo ver n

  • A prometida do mafioso    No cativeiro ( Helena)

    Não consigo sentir mais minhas mãos. Elas estão amarradas atrás da cadeira de madeira fria, e o cordão já faz marcas avermelhadas na pele. O galpão cheira a mofo e óleo diesel, e a luz só entra por uma fresta na porta de ferro ,.é quase impossível distinguir as horas, mas sinto que já passou o dia todo desde que fui trazida aqui.Lívia anda de um lado para o outro como uma leoa presa na jaula. Seus passos ressoam no chão de concreto, e a cada vez que ela passa em minha frente, vejo a ansiedade borbulhando em seus olhos . Eu tentei falar com ela, pedir para que pensasse duas vezes, mas ela não ouve mais nada que não seja o som de sua própria voz na cabeça.— Ele tem que atender ! sussurra ela, olhando para o celular na mão como se a tela fosse capaz de dar as respostas que ela quer. Hoje ele vai entender que somos feitos um para o outro.Ela finalmente acerta a chamada e coloca o aparelho no alto-falante. Eu ouço a voz dele ecoando pelo espaço vazio do galpão, e meu coração dá um sal

  • A prometida do mafioso    " recuperando o que é meu ? " ( Salvatore)

    Estava em uma reunião com os assessores, enquanto meu pai definia novas rotas de distribuição para a empresa. Já sentia a pulsação da ansiedade no peito só queria voltar para casa e encontrar minha doce Helena. Provavelmente, quando a reunião acabasse, ela já teria chegado do shopping com Sofia. Nesse exato instante, o celular tocou em volume máximo. Ignorei na primeira vez, mas o toque repetiu-se insistentemente, e o nome Sofia brilhava em azul na tela. — Com licença, senhores. Preciso atender esta ligação. Levantei-me e saí para o corredor, atrelando o telefone ao ouvido. — O que há, Sofia? Estou em meio a uma reunião crucial. A voz dela veio trêmula, cortada por soluços suprimidos: — Helena... ela desapareceu. A sensação foi de desmoronamento, como se o chão descesse por baixo dos meus pés. — Como assim? Vocês não estavam juntas no shopping? — Sim, mas ela foi ao banheiro e não voltou mais. Fui procurá-la lá e só encontrei sua bolsa jogada no chão, aberta. — Que

  • A prometida do mafioso    sequestrada ( Helena )

    Sofia me convenceu a ir para o shopping com ela. Salvatore permitiu, mas mandou dois seguranças ir conosco para nos proteger. Compramos produtos íntimos, roupas novas, assistimos a um filme de comédia que nos fez rir bastante e, por fim, fomos lanchar em um restaurante que eu adorava.— Preciso ir ao banheiro, Sofia... Ultimamente tenho feito xixi toda hora... murmurei, sentindo uma leve preocupação no peito, mas tentando não demonstrar.— Vai lá que eu pago aqui, amiga! — disse ela, sorrindo enquanto folheava o cardápio para escolher uma sobremesa.Entrei no banheiro, fiz minhas necessidades e, sem pensar duas vezes, aproveitei para retirar da bolsa o exame de gravidez que tinha comprado há semanas e não tinha testado por medo do resultado. Com mãos trêmulas, segurei o aparelho pequeno e branco, segui as instruções e esperei os segundos que pareceram horas. Quando olhei novamente, o resultado estava lá nítido: duas linhas vermelhas : grávida. Escorei na pia e fiquei ali de cabeça ba

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status