INICIAR SESIÓN— A Bianca passou a manhã inteira esfregando na minha cara que você não resistiu aos encantos dela — desabafei, sentindo o sangue subir para o rosto de pura vergonha e raiva. — Ela disse que você usou a minha segurança como desculpa só para colocar ela morando debaixo do mesmo teto que você!Eduardo
Fiquei paralisada na cadeira de rodas, com a boca entreaberta, olhando de lado para o Eduardo sem conseguir disfarçar o meu espanto e a confusão completa que tomava conta da minha cabeça.Eduardo não deu a menor importância para a cara de enterro da minha tia ou para a fúria engasgada da Bianca. El
(Joyce)A casa era imensa, clara, arejada e completamente plana, com piso liso e portas incrivelmente largas por onde a minha cadeira passava com facilidade absurda.Duas mulheres estavam terminando de passar pano no chão da sala de estar e pararam com os baldes na mão ao nos verem entrar.— Boa tar
— Não calo, priminha. Você precisa cair na real de uma vez por todas — continuou a víbora, aproximando o rosto do meu para destilar todo o seu veneno. — O Eduardo é homem. E homem de verdade não resiste a uma mulher bonita, cheia de vida e com curvas no lugar certo quando ela sabe jogar. Ele não res
Tia Odete arregalou os olhos, confusa.— Malas, Doutor Eduardo? O senhor vai mandar a gente de volta para a rodoviária no meio dessa guerra de bandidos?!— Não — respondi, fitando as duas com calma fria. — Esta casa não é mais segura para ninguém. Eu estou transferindo a Joyce para morar na minha re
(Eduardo)Mais tarde cruzei o corredor a passos largos, ainda sentindo a adrenalina do quase atentado pulsar nas minhas têmporas. A casa do Rafael estava cercada por viaturas lá fora, mas dentro daquelas quatro paredes o perigo continuava real, sufocante e pesado demais para ser ignorado.Parei dia







