INICIAR SESIÓNJenny havia ficado observando escondida no corredor, aguardando que Alice terminasse o que fora fazer.
Ela bufou, ao perceber que vários minutos haviam se passado, e quando ouviu vozes altas no quarto, ficou indignada. Ela fora para discutir com ele? Ela que devia ter ido em seu lugar, seria mais discreta e rápida. De repente ela ouviu vozes masculinas se aproximando, e ela não pensou duas vezes. Fugiu. [...] Quando a fêmea gritou aquilo, ele paralisou olhando para ela. E mesmo a situação sendo séria e perigosa ele não conseguiu deixar de reparar como ela estava diferente. Como um idiota, voltou a ficar excitado com sua presença. Ela acreditava que ele a via como uma irmã?Não poderia estar mais enganada.Ele teve que se conter para não lhe dizer o quanto a desejava, muito mais do que já desejou alguma fêmea, e como se sentia ligado a ela. — Não posso ver você ser machucada.. — disse cada palavra devagar, e olhando em seus olhos. Alice arregalou um pouco os olhos, e pareceu confusa.— Por que me vê como sua irmã?— perguntou ela.James nunca saberia o que aconteceria se não tivessem sido interrompidos, ele teria dito a verdade?A porta do quarto foi aberta de repente. — Alice? — Era o alfa Turner parado na porta, ao seu lado estava alguns guardas. Ele olhou para Alice, e seu olhar percorreu o quarto até recair sobre a mesinha com os remédios para a dor. Lentamente seu olhar endureceu e voltou para eles. — Ela não cuidou de mim. Pode olhar minhas costas, estão se curando sozinhas, dolorosamente como o senhor queria. — Disparou James para o Alfa. Natanael o encarou, e seu olhar gélido. Era como estar diante das Montanhas de gelo, e James temeu novamente por Alice. — Não significa que não pretendia, e a prova está naquela mesa, e no fato dela estar aqui. James sentiu que tudo estava dando errado novamente. Ele sentiu seus ferimentos se curando, mas a dor que tinha que suportar durante o processo que, por conta da prata no chicote tornava tudo mais lento e doloroso. Essa dor não era nada, comparada a angústia e impotência que sentia naquele momento. Se a tivesse colocado para fora minutos antes, ou tivesse apenas trancado a porta... Se tivesse qualquer uma dessas coisas ela não estaria naquela situação agora. E ele se sentiu tonto, enjoado e fraco ao perceber que não sabia o que fazer. Quando seu pai deu ordens para seus guardas que a levassem, sua reação foi completamente instintiva. Ele se colocou na frente da fêmea, usando seu próprio corpo para bloquear o acesso dos guardas a ela. — O que está fazendo? Não tente lutar seu tolo... — exclamou ela atrás dele. Ele se recusou a sair da frente, não deixaria que a levassem. — Saia da frente James, ela virá comigo. — — Para puni-la? Ela não fez nada. — insistiu ele. [...] Alice recuou alguns passos, e quando olhou para frente viu as costas de James pela primeira vez desde que o trouxeram. Ele estava com uma camisa de linho branca, e havia marcas do sangue de suas feridas. A fêmea sentiu seu coração se comprimindo no peito, e quando ergueu seu olhar foi como se o tempo tivesse parado. Diante deles estava o alfa, e seu olhar era frio como aço, sua postura era como uma fortaleza inexpugnável. Nada poderia chegar ao seu coração, e quando ela olhou para os guardas que tentavam avançar para pegá-la, passar por James, ela percebeu que nem mesmo a saúde de seu filho penetraria em sua fortaleza. Foi nesse instante que ela saiu da proteção do lobo herdeiro e se colocou nas mãos dos guardas. Ela ouviu James gritar enquanto ela era levada.Olá queridos leitores, por favor avalie para mais capítulos. Desde já agradeço. bjs
A loba observou Lucien correr pelo jardim, suas mãos pequenas tentando pegar todos os insetos ao redor. Alice sorriu ao ver a determinação do menino, lembrando-se de como ele tinha os mesmos olhos verdes cativantes de seu pai, James. Era incrível como as características familiares podiam ser tão marcantes em gerações subsequentes. Enquanto Alice se encantava com as travessuras de Lucien, seus sentidos aguçados perceberam passos se aproximando por trás dela. Ao se virar, viu a majestosa rainha Banshee da ilha do corvo, Helena. Os olhos cinzentos da rainha reluziam na suave luz da manhã, e um sorriso se formou em seus lábios ao observar o menino correndo livremente pelo jardim. —Sinto falta de quando Ayla era desse tamanho...— murmurou a rainha, deixando escapar um leve suspiro. Alice compreendeu o sentimento de Helena instantaneamente. Ayla, sua filha, havia crescido e se tornado uma jovem corajosa e independente. Lembrar-se dos momentos em que Ayla era tão pequena trazia uma mistura
A amargura na voz de Asher reverberou no âmago de Alice, deixando-a aturdida. Com passos incertos, ela tentou avançar pela escuridão, desejando se aproximar dele, mas a falta de visão a envolvia como um véu opaco. Cada passo se tornava um desafio, a incerteza pairando em cada movimento. No entanto, a escuridão implacável parecia crescer, tornando-se uma barreira intransponível. Alice, frustrada e desorientada, parou em seu caminho. Ela podia sentir a presença de Asher próximo, mas sem a visão que lhe era necessária, sentiu-se impotente e desamparada. A voz de Alice ecoou no vazio, repleta de resignação e decepção: — Você se tornou o meu pai, Asher. No instante que me abraçou daquela forma quando nos conhecemos mesmo não compreendendo, eu sabia que havia algo entre nós. Algo profundo e inquebrável. Sua voz pareceu se perder no silêncio da caverna, incapaz de penetrar o véu intransponível que a separava de Asher. As lágrimas se misturaram ao sentimento de impotência, enquanto a
Ao amanhecer, a luz do sol derramava-se através das janelas do quarto majestoso do castelo, iluminando a figura cansada e pensativa de Alice. Ela permanecia ali, vestida em suas roupas de batalha, testemunhando a grandiosidade da paisagem que se estendia além das muralhas. O castelo estava vivo com a agitação daqueles que haviam encontrado refúgio ali. Lobos rebeldes encontravam abrigo, compartilhando refeições e histórias de suas lutas e vitórias. O som de vozes e risos preenchia o ar, criando uma atmosfera de camaradagem e ressurgimento. Enquanto Alice observava aquele cenário de renovação, seu coração estava dividido. A alegria da conquista se misturava com a dor e a saudade que a lembrança de seu tio, Asher, evocava. Seus olhos azuis gelados permaneciam gravados em sua mente, um lembrete constante de sua tristeza e raiva. Ela se permitiu respirar fundo, buscando forças para enfrentar aqueles sentimentos conflitantes. A verdadeira paz finalmente estava se manifestando, mas o pes
Alice fixou seu olhar nos olhos azuis de Asher, seu tio e aliado fiel, e percebeu que suas ações teriam um impacto profundo em todos os lobos ao seu redor. O peso da responsabilidade se assentou sobre seus ombros, enquanto ela buscava uma solução que evitasse mais derramamento de sangue. O clamor pela vingança ressoava em ambos os lados, ecoando em uma cacofonia ensurdecedora. Os lobos leais ao Alfa rosnavam ameaçadoramente, prontos para avançar contra os rebeldes, incitando uma nova onda de violência. A atmosfera eletrizada pendia no ar, prestes a explodir em caos e destruição. Em um instante de pura bravura, James posicionou-se à frente dos lobos do castelo, assumindo a tarefa de conter a fúria que ameaçava consumir a todos. Seu corpo tenso e postura firme eram um escudo humano, uma barreira protetora entre os dois grupos rivais. Seus olhos refletiam uma mistura de determinação e preocupação, enquanto ele usava sua presença para acalmar os ânimos. O momento era crítico, o destino
Enquanto a fêmea gritava aquelas palavras desafiadoras, o ar ao redor dela parecia congelar gradualmente, envolvendo-a em um manto gélido. O vento uivava em uma sinfonia aterradora, ecoando sua determinação. Seu coração batia acelerado no peito, uma resposta visceral ao perigo iminente. A poucos metros atrás, James Turner parecia, compartilhar da mesma tensão, seus olhos fixos nela, refletindo preocupação e coragem. À sua frente, seus fiéis aliados, o tio Asher e Henrique, posicionavam-se em uma barreira sólida. Seus olhares repletos de surpresa, ainda assim, a loba sentia o calor ardente do vínculo que compartilhava com eles, uma chama que jamais se apagaria. Determinada e impulsionada por sua coragem inabalável, a loba deu um passo à frente, ela sentia cada vibração daquele lugar. No momento seguinte, a voz de James cortou o ar, interrompendo o silêncio tenso. Ela girou rapidamente, surpresa, seus olhos encontrando a visão da espada de James voando em sua direção. No momento que
Antes. A atmosfera eletrizante tomava conta do campo de batalha enquanto Asher, com os sentidos aguçados, mergulhava na iminência do confronto. Seu corpo estava tenso e cada fibra de seu ser parecia vibrar em sintonia com a tensão do momento. Ele sabia que ali, naquele instante, se encontrava a encruzilhada que moldaria seu destino e o destino de sua alcateia. Enquanto se aproximava do majestoso castelo do Alfa Turner, a grandiosidade da edificação parecia se mesclar com a magnitude de seu desafio. Asher podia sentir o peso do passado sobre seus ombros, a memória de todos os lobos que haviam sofrido nas mãos cruéis do Alfa Turner. As paredes de pedra pareciam testemunhas silenciosas de décadas de tirania, e Asher estava determinado a ser a voz da mudança. Com sua espada empunhada com firmeza, Asher não apenas via o cabo de metal reluzente em suas mãos, mas sentia a presença de todos aqueles que haviam caído antes dele. Ele pensou em seu pai... Morto de forma covarde pelo clã C







