INICIAR SESIÓN— Era seu destino. — respondeu ela puxando suas mãos das dele e tentou se levantar quando James puxou suas mãos novamente e a fez ficar onde estava. Ela quase paralisou com aquela ousadia dele, estava machucado e ainda assim havia saltado da cama.
Ela tentou puxar suas mãos das deles, James segurou firme e disse:— Sinto muito por partir. O que ele estava fazendo se desculpando por aquilo? James havia cumprido seu destino como Oriedreh, seu pai havia sido presenteado pelo próprio Supremo com a honra de que seu primeiro filho teria um lugar na Alcateia do próximo Supremo, ele era jovem de mais e não tinha nenhum poder para decidir ficar. Ainda assim ele segurava suas mãos agora e a encarava com seus olhos verdes se desculpando. Anos haviam se passado...De repente sua mente foi transportada para o passado...Ela viu ambos ainda apenas duas crianças, Alice olhava para a árvore e suas mãos tremiam, o vento rugia e a lua subia alta no céu, ela acreditou estar sozinha. Deixou que toda a dor fluísse para fora, deixando que as lágrimas se libertassem, seu coração doía e as vozes a chamando de Nask queimavam em seu peito. Ela se perguntou qual seria a razão de uma mãe e um pai abandonar um bebê? Ela era uma loba e a família era a força dos lobos. Mesmo sendo apenas uma criança Alice já compreendia isso, e a tristeza começou a consumi-la rapidamente até que ouviu uma voz. — Vai chorar até morrer?Alice se virou rapidamente e se deparou com aqueles olhos verdes reluzindo na luz da lua, James trazia em seus braços uma manta que colocou em seus ombros, em seguida se sentou ao seu lado olhando para a árvore majestosa a sua frente. Delicadamente ele lhe passou um lenço que ela usou para limpar o sangramento do nariz... Vários minutos se passaram até que aquele garoto pronunciou segurando sua mão e encarando Enah.— Não me importa o que o futuro me reserva, se tornar um Alfa e liderar minha alcateia, ter uma companheira... Eu juro a você que sempre a protegerei como se fosse minha irmã, pequena Nask. — Eu não me esqueci da promessa que fizemos. — A afirmação de James a trouxe de volta ao presente, ela se viu refém de suas palavras, completamente presa ao toque de suas mãos. Quando ele partiu ambos eram apenas crianças, agora que retornou mesmo ainda sendo apenas um adolescente James continha em seu olhar uma maturidade e profundidade que não eram típicas para sua idade. Seus olhos sempre foram leais. Ainda eram.Ela meneou a cabeça.— Eu não me lembro disso.— mentiu.Alice puxou suas mãos e voltou a organizar os tecidos que colocaria nas costas dele, isso a possibilitou ficar de costas para James, infelizmente não a protegia de sua voz nem de suas palavras.— Segurei sua mão com a árvore Enah como testemunha, algumas crianças da vila jogaram pedras em você a chamando de Nask e dizendo que seus olhos eram estranhos, seu nariz estava sangrando e eu — Ele se ergueu do chão e caminhou até ela, puxou-a pelo braço, não como Vlad fizera. Puxou-a com firmeza, mas sem machuca-la a virando para ele, seus olhares se encontraram novamente e ela reconheceu neles o menino que brincou em sua infância, que por diversas vezes brigou por ela, o menino que também compartilhou sorrisos, e ela se lembrou da dor de sua partida. — Alice, segurei suas mãos e jurei que mesmo quando me tornasse Alfa e tivesse uma companheira eu protegeria você. A protegeria como se fosse minha irmã.Ela suspirou e percebeu que mesmo que anos houvessem se passado o coração de James ainda era o mesmo.— Não devia ter deixado se punir, eu lido com Vlad há anos, James, não caia nas suas provocações, as palavras dele são vazias. — pronunciou ela.A tensão não abandonou o rosto dele, nem tampouco seu coração.Quando ele falou ela não pôde negar, o que era uma lástima.— Não são palavras vazias.Ela suspirou e pensou no que ele dizia, em algum momento ele cumpriria o que tanto dizia, esse pensamento a aterrorizava.James deve ter percebido para onde seus pensamentos a levaram porque logo murmurou:— Estou aqui agora.Ela assentiu.Alice o levou de volta para a cama e com delicadeza cuidou de seus ferimentos que devido à maldição de lobo já começava a se curar, quando seus dedos com remédio tocaram as feridas James estremeceu.— Vou mais devagar. — prometeu ela.— Não é isso. — respondeu ele e sua voz estava sombria.Alice continuou passando o remédio, quando terminou James se virou para ela e a certeza de que não apenas a sua voz estava sombria, mas sua expressão também estava. James parecia querer dizer algo, porém a coragem o abandonara.— Alice...— James?Ele respirou fundo e a encarou.— As palavras dele eram vazias?Ela piscou diversas vezes tentando processar exatamente o que James tentava saber, até que percebeu o que ele perguntava e se levantou ruborizando terrivelmente. James não parou de encara-la.— Já tenho minha resposta. — anunciou ele.Aquilo era para acabar ali, Alice poderia simplesmente ter se calado e seguido para seu próprio quarto, no entanto, ela sentiu um orgulho crescer dentro dela, um sentimento de indignação que transbordava.— Julga-me uma fêmea sem honra?James se levantou de imediato, se sentindo momentaneamente confuso. Ele avaliou a expressão da fêmea a sua frente, percebeu a tensão em seu rosto e seus olhos violetas ardiam.— Se fosse não seria culpa sua. E eu me vingaria por você.Alice desferiu um tapa contra ele e rebateu:— Pare de tentar me proteger, não sou sua irmã!James não a olhou, lentamente ele caminhou até a janela e de costas para ela perguntou:— Ao menos você o amava? Aquela pergunta a atingiu como uma flecha. Lembranças do que havia acontecido há um ano invadiram sua mente, o gosto amargo que sentiu na época voltou de repente se derramando nela, como poderia falar daquilo sem parecer sem valor? Como poderia descrever o que aquele macho a fez? Como olharia nos olhos de James e diria que Vlad sabe por isso a quer?Ela respirou fundo e murmurou sentindo um nó se formar em sua garganta:— Acreditei que sim.Não esqueça de avaliar por favor
A loba observou Lucien correr pelo jardim, suas mãos pequenas tentando pegar todos os insetos ao redor. Alice sorriu ao ver a determinação do menino, lembrando-se de como ele tinha os mesmos olhos verdes cativantes de seu pai, James. Era incrível como as características familiares podiam ser tão marcantes em gerações subsequentes. Enquanto Alice se encantava com as travessuras de Lucien, seus sentidos aguçados perceberam passos se aproximando por trás dela. Ao se virar, viu a majestosa rainha Banshee da ilha do corvo, Helena. Os olhos cinzentos da rainha reluziam na suave luz da manhã, e um sorriso se formou em seus lábios ao observar o menino correndo livremente pelo jardim. —Sinto falta de quando Ayla era desse tamanho...— murmurou a rainha, deixando escapar um leve suspiro. Alice compreendeu o sentimento de Helena instantaneamente. Ayla, sua filha, havia crescido e se tornado uma jovem corajosa e independente. Lembrar-se dos momentos em que Ayla era tão pequena trazia uma mistura
A amargura na voz de Asher reverberou no âmago de Alice, deixando-a aturdida. Com passos incertos, ela tentou avançar pela escuridão, desejando se aproximar dele, mas a falta de visão a envolvia como um véu opaco. Cada passo se tornava um desafio, a incerteza pairando em cada movimento. No entanto, a escuridão implacável parecia crescer, tornando-se uma barreira intransponível. Alice, frustrada e desorientada, parou em seu caminho. Ela podia sentir a presença de Asher próximo, mas sem a visão que lhe era necessária, sentiu-se impotente e desamparada. A voz de Alice ecoou no vazio, repleta de resignação e decepção: — Você se tornou o meu pai, Asher. No instante que me abraçou daquela forma quando nos conhecemos mesmo não compreendendo, eu sabia que havia algo entre nós. Algo profundo e inquebrável. Sua voz pareceu se perder no silêncio da caverna, incapaz de penetrar o véu intransponível que a separava de Asher. As lágrimas se misturaram ao sentimento de impotência, enquanto a
Ao amanhecer, a luz do sol derramava-se através das janelas do quarto majestoso do castelo, iluminando a figura cansada e pensativa de Alice. Ela permanecia ali, vestida em suas roupas de batalha, testemunhando a grandiosidade da paisagem que se estendia além das muralhas. O castelo estava vivo com a agitação daqueles que haviam encontrado refúgio ali. Lobos rebeldes encontravam abrigo, compartilhando refeições e histórias de suas lutas e vitórias. O som de vozes e risos preenchia o ar, criando uma atmosfera de camaradagem e ressurgimento. Enquanto Alice observava aquele cenário de renovação, seu coração estava dividido. A alegria da conquista se misturava com a dor e a saudade que a lembrança de seu tio, Asher, evocava. Seus olhos azuis gelados permaneciam gravados em sua mente, um lembrete constante de sua tristeza e raiva. Ela se permitiu respirar fundo, buscando forças para enfrentar aqueles sentimentos conflitantes. A verdadeira paz finalmente estava se manifestando, mas o pes
Alice fixou seu olhar nos olhos azuis de Asher, seu tio e aliado fiel, e percebeu que suas ações teriam um impacto profundo em todos os lobos ao seu redor. O peso da responsabilidade se assentou sobre seus ombros, enquanto ela buscava uma solução que evitasse mais derramamento de sangue. O clamor pela vingança ressoava em ambos os lados, ecoando em uma cacofonia ensurdecedora. Os lobos leais ao Alfa rosnavam ameaçadoramente, prontos para avançar contra os rebeldes, incitando uma nova onda de violência. A atmosfera eletrizada pendia no ar, prestes a explodir em caos e destruição. Em um instante de pura bravura, James posicionou-se à frente dos lobos do castelo, assumindo a tarefa de conter a fúria que ameaçava consumir a todos. Seu corpo tenso e postura firme eram um escudo humano, uma barreira protetora entre os dois grupos rivais. Seus olhos refletiam uma mistura de determinação e preocupação, enquanto ele usava sua presença para acalmar os ânimos. O momento era crítico, o destino
Enquanto a fêmea gritava aquelas palavras desafiadoras, o ar ao redor dela parecia congelar gradualmente, envolvendo-a em um manto gélido. O vento uivava em uma sinfonia aterradora, ecoando sua determinação. Seu coração batia acelerado no peito, uma resposta visceral ao perigo iminente. A poucos metros atrás, James Turner parecia, compartilhar da mesma tensão, seus olhos fixos nela, refletindo preocupação e coragem. À sua frente, seus fiéis aliados, o tio Asher e Henrique, posicionavam-se em uma barreira sólida. Seus olhares repletos de surpresa, ainda assim, a loba sentia o calor ardente do vínculo que compartilhava com eles, uma chama que jamais se apagaria. Determinada e impulsionada por sua coragem inabalável, a loba deu um passo à frente, ela sentia cada vibração daquele lugar. No momento seguinte, a voz de James cortou o ar, interrompendo o silêncio tenso. Ela girou rapidamente, surpresa, seus olhos encontrando a visão da espada de James voando em sua direção. No momento que
Antes. A atmosfera eletrizante tomava conta do campo de batalha enquanto Asher, com os sentidos aguçados, mergulhava na iminência do confronto. Seu corpo estava tenso e cada fibra de seu ser parecia vibrar em sintonia com a tensão do momento. Ele sabia que ali, naquele instante, se encontrava a encruzilhada que moldaria seu destino e o destino de sua alcateia. Enquanto se aproximava do majestoso castelo do Alfa Turner, a grandiosidade da edificação parecia se mesclar com a magnitude de seu desafio. Asher podia sentir o peso do passado sobre seus ombros, a memória de todos os lobos que haviam sofrido nas mãos cruéis do Alfa Turner. As paredes de pedra pareciam testemunhas silenciosas de décadas de tirania, e Asher estava determinado a ser a voz da mudança. Com sua espada empunhada com firmeza, Asher não apenas via o cabo de metal reluzente em suas mãos, mas sentia a presença de todos aqueles que haviam caído antes dele. Ele pensou em seu pai... Morto de forma covarde pelo clã C







