Início / Fantasia / Amor Selvagem / 2. Jair, um lobo rebelde

Compartilhar

2. Jair, um lobo rebelde

last update Data de publicação: 2024-09-16 00:35:26

Não aceitava aquele relacionamento, para ele, aquela loba não era digna de ser a parceira de seu filho.E muito menos uma aventura em que seu filho se aventurasse de cabeça, Jair ao ouvir a rejeição dele em relação a Carri, o incomodava, era um incômodo para ele que seu pai decidisse quem deveria ser sua parceira. A verdade é que a atração que Jair sentia era apenas de querer tê-la em sua cama, era uma obsessão que ele tinha por ela desde o momento em que ela o salvou de se afogar nas águas do inferno.Ainda não havia aparecido aquela mulher que o levaria a sentir aquela sensação sobre a qual seu pai tanto falava, para ele não existia aquele amor, destino que, segundo seu pai, a deusa lua, mãe de todas as criaturas mutantes, era protetora.

— Não, não a aceito para que a reivindiques... Ela não é adequada para ti — Jair continuava ouvindo a voz irritante de seu pai, apertando suas enormes mãos para reprimir a raiva que estava sentindo.

Arcelia, por outro lado, estava atenta às advertências de seu pai em relação à jovem. Por outro lado, ela sentia uma profunda pena por seu irmão, não compreendia o que ele ganhava irritando seu pai daquela maneira.

— Pai, reconheço que és meu Alpha, mas o que eu sinto por ela ou não é problema meu. Não renunciarei a ela! — refuta de maneira seca. Os olhos de Garren estavam fixos em seu filho. Ambos naquele momento destilavam uma raiva que podia ser sentida no próprio ar. Arcelia pigarreia para se juntar à conversa que seu pai estava tendo com Jair.

— Alpha!... Compreendo que ela é apenas uma ômega, fraca, sem atitude alguma. Mas ambos sabemos que Jair não a deixaria. Proponho que fales com o líder da matilha Rair e convenças o mesmo a entregar a garota como uma escrava para ti? — destaca ela. Jair, ao ouvir as palavras dela, não estava de acordo com suas ideias estúpidas.

— Arcelia, que merda estás dizendo?... Para que nosso pai quereria uma escrava? Não estou de acordo — resmunga com clara irritação. Garren e Arcelia estavam olhando para ele de maneira expectante. Por um lado, era absurdo pensar que aquela simples ômega seria uma escrava de seu pai. Mas, por outro lado, era a única maneira que tinham para que Jair parasse de provocar a paciência daquele líder que não hesitaria em acabar com eles, declarando uma batalha, o que não seria benéfico para eles nem para nenhum clã vizinho.

— Sim, acho que tens razão... Vou pensar nisso. Enquanto isso, Jair, estarás encarregado de administrar as casas de visita da cidade — Era claro que Jair seria enviado para onde não poderia incomodar a jovem ômega.

— Mas pai... — Garren levanta a mão, fazendo com que seu filho não dissesse mais uma palavra. Eles sabiam o quão rigoroso era seu pai quando alguém ousava contradizê-lo.

— Não devo repetir, não é assim, Jair? — Resmungou com seriedade enquanto bebia a bebida que tinha em seu copo de cristal. Jair odiava aquela postura de seu pai. Desde que tinha memória, ele sempre o tratou de maneira indiferente. Por quê? Ninguém sabia, nem o próprio Jair tinha ideia daquele comportamento estranho em relação a ele.

Depois de ouvir seu pai, Jair se retira dali para ir ao seu quarto. Ele pega a maçaneta da porta para abri-la e entrar. Fecha a porta com uma força descomunal para que ressoe no corredor. J**a sobre sua cama sua jaqueta de couro preta, para tirar sua camiseta e entrar no banheiro para tomar um banho. Por um tempo prolongado, aquela cascata de água que caía sobre ele, de certa forma, o estava relaxando. Uma e outra vez, ele pensava em Carri. Sua expressão de raiva e rejeição na taberna doía muito. Admitir aquela dor não era digno de um futuro Alpha.

A verdade é que ele tinha que se encarregar daquelas casas de hospedagem para turistas, mas, mesmo assim, não renunciaria a ela. Encontraria uma maneira de reivindicá-la, tê-la a sós e marcá-la. Um vínculo como esse era quase impossível para ela resistir a obedecê-lo.

Já era quase meia-noite quando Jair Rime se encontrava observando a entrada de muitas pessoas que chegavam no último cruzeiro que partia daquela cidade.

Antón e Jerry estavam parados a uma certa distância de seu líder; precisavam se comportar de maneira discreta, pois muitos humanos estavam chegando nos últimos dias. Isso não era algo agradável para Jair.

Atrás daquela recepção, Jair estava controlando a quantidade de hóspedes que se encontravam naquela casa de hospedagem. Como de costume, Jair não tinha interesse em ser amigável e conversador com os hóspedes. Por aquela porta estava entrando uma velha amiga, alguém que ele não via há muitos anos.

— Jair, és tu? — Pergunta uma jovem mulher. Antón e Jerry estavam atentos à bela mulher que estava a uma certa distância de seu líder. Com um corpo atlético, pele suave como seda e cabelos lisos até a cintura, ela estava nos olhos daquele jovem leal ao seu líder.

O aroma que ele estava aspirando o atraía poderosamente. Jerry, ao perceber isso, detém os passos de Antón.

— Não podes fazer isso, não no meio de tanta gente... Controla teu impulso lobo, meu amigo — Os olhos de Antón pouco a pouco mudavam de cor, o que o fez se afastar de onde estava. Jair, que estava olhando fixamente para a mulher à sua frente, parecia não se lembrar da bela e exuberante mulher que tinha diante de si.

— O que foi? Não te lembras de mim?... As colinas... As árvores e as águas do diabo — Explicava enquanto continuava observando Jair. Ele, por sua vez, tinha uma expressão séria e os olhos distantes por alguns momentos.

— Claris Winter!... És tu? — Claris, ao ver que ele parecia lembrar-se dela por um instante, sorri abertamente.

— Não é que os homens-lobo têm uma boa memória?... Ouve, és um desastre em relação às lembranças que tínhamos juntos — Repreendeu ela. Jair estava um pouco envergonhado por não se lembrar dela. A verdade é que haviam passado tantos anos desde que ela não voltara à matilha. Apesar de ser uma simples humana, ela entendia perfeitamente as regras, as tradições e que a amizade era o mais importante, assim como a traição.

— Venha, deixa-me abraçar-te, nossa, estás completamente linda... Mudaste, já não és aquela garotinha magra, maltrapilha, que passeava pelos bosques comigo e com Arcelia — Longe estava da mente de Jair que aquela mulher havia despertado o repentino interesse de Antón.

A reunião seguia seu curso, sem importar quem ou o que se apresentasse naquela hospedagem. Ambos amigos se reencontraram depois de tantos anos. Era claro que a visita daquela mulher mudaria o destino de um membro da matilha, um jovem corpulento, com cabelos lisos cheios de tatuagens e piercings, estava conhecendo sua parceira destinada. Depois de pensar que aquele momento nunca chegaria, após esperar tantos anos, ele finalmente teve sorte em encontrá-la.

Hoje, sem esperar, um calor estava atravessando cada centímetro do seu corpo. Aquele coração que parecia nunca contemplar o amor por alguém estava derretendo uma barreira de gelo que, por anos, se encarregara de desprezar os outros.

— O que diabos aconteceu comigo?... Quem?... Quem é ela? — perguntava Antón, enquanto estendia a mão pelas paredes da hospedagem, sentindo como sua respiração estava completamente agitada. Como se tivesse corrido centenas e centenas de quilômetros.

— Bem, isso se chama Amor!... Parece que o temível e desprezível Antón encontrou seu calcanhar de Aquiles — O jovem lobo não podia continuar ouvindo aquelas palavras. Ele agarra Jerry e o empurra contra as paredes frias. — Isso é impossível!... Como você pode pensar isso?... Como você pode pensar que uma humana será minha parceira? Isso eu não permitirei, vou rejeitá-la, você vai ver — bufou agressivamente Antón. Jerry, que via seus olhos de perto, estava certo do que acabara de dizer. Uma leve sorriso apareceu em seu rosto, o que perturbou ainda mais Antón, que o encarou seriamente.

— Mas que diabos você está rindo?... Jerry, você... — Antón não terminou de falar ao ouvir as palavras de seu líder.

— Ei, vocês... O que pensam que estão fazendo? Antón... Jerry... — Antón afrouxou o braço para deixar Jerry se acomodar melhor.

— Não é nada, chefe... Aqui estávamos apenas conversando sobre algo... bem, algo sem importância — menciona Jerry, levando seus braços ao redor do pescoço de Antón.

— Como quiser... Jerry, você levará minha convidada para a residência. Quanto a você, Antón, venha, devemos continuar verificando a zona — termina dizendo Jair para que Jerry apenas obedeça às ordens de seu líder.

Antón caminha em direção à mulher para seguir seu chefe. Naquele momento, mais uma vez ele estava aspirando o aroma daquela mulher. Enquanto fazia isso, ele fechava os olhos, pois precisava reprimir aquela necessidade de reivindicá-la como sua.

Claris estava longe de pensar que o jovem que estava passando ao seu lado não era nada mais do que o homem que a deusa lua havia predestinado para ser seu companheiro.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Amor Selvagem   23. Encruzilhada de Confiança

    —Com licença... Um lado, por favor —disse Alannis com determinação, enquanto se dirigia a Daniel, que estava inconsciente. A preocupação e o alívio refletiam-se em seus olhos enquanto se aproximava de seu amado.À distância, Zuke observou enquanto levavam o jovem para o interior de uma sala. De repente, Casius apareceu atrás de Zuke e disse:—Você ainda está viva.Ela abriu os olhos, assombrada, sem esperar vê-lo novamente depois de tudo o que aconteceu em seu forte. Zuke se virou para olhar o responsável por aquela voz. Com sinceridade, a jovem humana respondeu:—Sim, ainda estou viva. Sinto muito por ter fugido de você... Mas eu precisava fazer isso.Enquanto falava, Darién se aproximou alegremente da mulher que estava conversando com seu Alpha, dando uma calorosa recepção a Zuke.Com uma voz seca e pouco amigável, Casius respondeu:—Sim, suponho que você teve que fazer isso.Zuke sentiu como se estivesse diante de seu pior inimigo mais uma vez, ciente de que explicar o que acontece

  • Amor Selvagem   22. Resgate No Forte

    Suki deixou a espada cair, deu um chute para longe de Jonás e então lançou-se para atacar Sai. Seus movimentos eram ferozes; Sai recebeu alguns golpes antes de ser derrubada a certa distância de Claus. Arcelia fez um sinal com a cabeça, indicando a ele e aos outros que não intervissem.—¡Sai!... Solte-me, Claus. Eu preciso ir ajudá-la ou vão matá-la —suplicou Sereia. Mas Claus não a deixou ir.—Você não pode interferir. Ela escolheu seu destino —disse Claus com seriedade, enquanto as amigas de Sereia direcionavam os olhares para ele.—O que você quer dizer com que ela escolheu seu destino? O que acontecerá com ela agora? —perguntou Alannis, consternada.—Se ela não morrer sob o ataque de Suki, pertencerá a Jonás. Ela será sua parceira e, portanto, fará parte da matilha Rime. Sua vida como humana desaparecerá completamente —explicou Claus. Tanto Alannis quanto Sereia não compreendiam exatamente o que Claus queria dizer com que a vida humana de Sai desapareceria.Sai sentia dores intens

  • Amor Selvagem   21. Reclamada Pelo Lobo

    —Sinto muito, meu Alpha. Mas não deixarei Claris sozinha neste momento —disse Antón de forma contundente, decidido a infringir qualquer regulamento de um lobo em relação ao seu Alpha.Sorien fez um sinal para um de seus homens avançar em direção a Antón e o dominar com um golpe seco e limpo, que o deixou inconsciente.Alannis viu o mesmo jovem que havia intervenido na batalha contra os demônios vermelhos para salvar suas vidas. A humana se perguntava se os jovens que estavam com eles ainda estavam vivos.Jonás, aquele jovem lobo que corajosamente se encarregou de proteger a vida das humanas, viu Sai de onde estava. As humanas não perceberam que Claus, o lobo que liderava o grupo de Sorien, avançava em direção ao grupo de seu líder. Seus olhos se fixaram no lobo que vigiava ao redor. Sai viu que Claus se aproximava dela para passar ao seu lado.Alannis também notou o comportamento estranho daquele lobo, por isso não tirou os olhos dele. Jonás, ao ver Claus, seu amigo de toda a vida, se

  • Amor Selvagem   20. Entre Lobos e Humanos

    Fang, sem perder tempo, correu em direção às escadas que levavam ao topo, onde estavam os sentinelas; ele queria ver por si mesmo de quem se tratava.—Senhor, não sabemos quem eram, mas pareciam humanos e alguns lobos —informou um dos sentinelas enquanto preparava sua flecha, por precaução.—Eram meu povo, eram os que haviam escapado antes da minha partida —interrompeu Casius. De sua posição, ele podia reconhecê-los; além disso, o vento soprava a seu favor e o distinto aroma do calafate confirmava.—Abram os portões, deixem-nos entrar. ¡Jordán! —gritou Fang com uma voz potente. Um jovem lobo se aproximou, inclinando-se, demonstrando respeito.—Sim, meu senhor —respondeu Jordán.—Assegure-se de que não falte comida e tudo o que precisarem para que fiquem seguros —ordenou Fang. Casius observava a bondade daquela matilha em relação ao seu povo.As pessoas que entravam pela enorme porta do forte dos Hunters estavam exaustas. Algumas apresentavam feridas, enquanto outras, que não conseguir

  • Amor Selvagem   19. Entre Feridas e Segredos Sombríos

    Lentamente, Hans se aproximou da pessoa, mas os reflexos do lobo eram mais ágeis que o ataque da pessoa que se atreveu a tentar feri-lo. Aquele ato de coragem por parte do humano conseguiu cortar um pouco do longo cabelo do lobo.— Quem é você?... Não se aproxime, juro que vou te matar — disse o humano, mantendo-se em posição de ataque. Para Hans, ver pela primeira vez alguém que era simplesmente humano cortando um pedaço de seu cabelo o surpreendia.— Você está ferida... Pelo seu tom de voz, suponho que você seja uma mulher. Deixe-se ver, assim conhecerei a pessoa que me cortou o cabelo e se aproximou de mim — disse Hans.Apesar de sentir um pouco de dor, a pessoa decidiu sair lentamente da escuridão, revelando sua verdadeira identidade. A luz da lua filtrava-se entre as árvores, iluminando a escuridão e pousando no rosto da jovem que ainda mantinha uma postura de ataque.— Como você se chama? — perguntou Hans.— Isso importa?... Se eu fosse você, não estaria tão interessado em saber

  • Amor Selvagem   18. O Sacrifício do Jovem Lobo

    Ambos avançaram com cautela, esperando pelo responsável que representava uma ameaça para eles. A luz da tocha refletiu a figura de uma pessoa se aproximando acompanhada de mais indivíduos. Claus se apoiou mais na parede daquele subterrâneo para sacar uma adaga, assim como Jonas, que estavam prontos para atacar os que se aproximavam deles. Sai e suas amigas estavam encostadas na parede, temerosas ao ver a atitude de ambos os jovens.Jonas avançou para atacar a pessoa que segurava a tocha, enquanto Claus prensava outra pessoa contra a parede do subterrâneo.—Senhorita Claris, o que faz aqui?— perguntou Jonas surpreso, enquanto Claus segurava firmemente a adaga contra o pescoço de uma humana, que estava completamente banhada com o sangue dos demônios.—Você é uma humana, por que está banhada com sangue de um demônio?— perguntou Claus com espanto. A humana a quem Claus tinha a adaga na garganta não se atrevia a responder suas perguntas; ela continuava levantando as mãos em um claro sinal

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status