Andrea:A ascensão do Mafioso Zombeteiro e da Órfã Sonhadora

Andrea:A ascensão do Mafioso Zombeteiro e da Órfã Sonhadora

last updateÚltima actualización : 2026-07-30
Por:  Sol CostaEn curso
Idioma: Portuguese
goodnovel18goodnovel
10
2 calificaciones. 2 reseñas
6Capítulos
785vistas
Leer
Agregar a biblioteca

Compartir:  

Reportar
Resumen
Catálogo
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP

Andrea Rossi nasceu para ser livre, não preso. Filho do meio de uma das máfias mais temidas da Sicília, ele escolheu a liberdade. Conhecido por ser: zombador, mulherengo, letal e intocável. Até conhecer a Anna. Uma órfã prestes a fazer 18 anos. Olhos cor de avelã que destruíram todas as suas defesas e boca que o conquistou com um beijo. Ele prometeu que ficariam juntos quando ela saísse do orfanato. A máfia prometeu guerra se ele ousar amar uma mulher que não seja da família. Entre o trono que nunca quis e a única mulher que o fez sentir, Andrea vai ter que escolher. E quando um Rossi escolhe, a Sicília queima. Para ter Anna, ele vai quebrar cada lei que jurou proteger.

Ver más

Capítulo 1

Andrea Rossi - Seda e Sangue.

O cheiro de sêmen, uísque caro e perfume feminino importado costumam ser o meu ponto de partida a cada novo amanhecer, e hoje não está sendo diferente. Abro os olhos devagar, sentindo o peso suave de um braço feminino cruzado sobre o meu peito nu. Cabelos loiros, longos e bagunçados cobrem parte do lençol de seda preta. Corpo escultural, perfeitamente moldado ao meu. Se bem me lembro, o nome dela é Chiara. Ou talvez Elena. Sinceramente, detalhes nominais nunca são o meu forte às seis da manhã. Mas uma coisa é certa: todas elas se lembram de mim.

Sorrio sozinho, estico os braços e aprecio o teto alto do meu loft no centro de Palermo. Um lugarzinho singelo que mantenho para as minhas atividades preferidas: pegar mulher. Às vezes, várias ao mesmo tempo. Uma coisinha maravilhosa que aprendi cedo e nunca mais larguei.

Aos vinte e cinco anos, tenho a assinatura exata do homem que venceu na loteria genética e social. Sou um Rossi. Mais especificamente, o filho do meio de uma das dinastias da máfia que governa a Sicília com punho de ferro. Nicolas, meu irmão mais velho, acabou de assumir em seus ombros o peso sufocante de ser o Don da nossa família. Beatrice, nossa irmã caçula, vive sob a redoma de vidro das tradições arcaicas da máfia, mesmo sendo insolente demais para uma mulher.

E eu? Eu sou o filho do meio, o homem livre. Sem a coroa para esmagar minha cabeça, sem as amarras de um casamento arranjado. Sou o zombador da família, o solteiro invicto, o irmão que pega os bônus do poder sem pagar o preço do trono. Privilegiado pelos céus e temido pelo inferno.

Livre-me dos lençóis com cuidado para não acordar a loira e caminho até a varanda. O sol da Sicília começa a lamber os telhados antigos da cidade. Uma cena que adoro ver pela manhã antes de me reunir com a família na mansão Rossi.

Respiro fundo o ar salgado do Mediterrâneo. Eu amo essa vida. Amo a leveza das madrugadas, o sabor do perigo controlado, o rodízio de corpos quentes na minha cama. Para as mulheres de Palermo, sou Andrea: o sedutor de sorriso fácil, olhar atento e lábios pecaminosos. O homem que as faz esquecer o próprio nome entre lençóis e que desaparece antes do café da manhã. O que eu particularmente adoro.

(...)

O aroma de maresia dá lugar ao cheiro de mofo, ferro e sangue pisado nos porões de Catania. O terno cinza sob medida, perfeitamente alinhado, contrasta com a sujeira do ambiente. Estou sentado em uma cadeira de metal virada ao contrário, os braços apoiados no encosto, observando o homem amarrado à minha frente. Ele é um dos nossos soldados. Ou melhor, ex-soldado.

Nicolas está de pé perto da porta, com os braços cruzados e a mandíbula travada. Meu irmão mais velho parece carregar o peso do mundo nas costas. Ele precisa ser um monstro terrível. Eu só preciso ser eu mesmo.

— Sabe, Vittorio.. — começo, minha voz ecoando pelas paredes de concreto com uma calmaria quase irritante. Brinco com um isqueiro de ouro, abrindo e fechando a tampa. Clack. Clack. — Eu realmente admiro a sua coragem. Desviar duzentos mil euros dos carregamentos de tabaco do meu irmão requer uma dessas duas coisas: culhões de aço ou uma burrice monumental. Olhando para a sua cara agora, estou apostando na segunda opção.

— Andrea, por favor... — o homem soluça, o sangue escorrendo do nariz quebrado por um dos nossos capangas. — Eu tenho família. Eu fui pressionado!

— Ah, a clássica desculpa da família — solto uma risada curta, genuinamente divertido. Olho de relance para Nicolas, piscando o olho. Nicolas continua com a expressão de pedra. Ele odeia quando faço piada em serviço. — Todo mundo tem família, Vittorio. Eu tenho uma. Meu irmão ali… tem uma. A diferença é que a nossa família mata pessoas que roubam a nossa família. É uma lógica bem simples, matemática básica, na verdade.

Levanto-me sem pressa. Meu calcanhar ecoa no chão úmido. A descontração que exibo nas baladas não some quando entro no modo máfia; ela apenas se transforma em uma arma cortante. Sou o braço direito de Nicolas por um motivo. Não preciso gritar para causar medo. Minha maior habilidade sempre é ser eficiente. Eu observo. Noto o tremor milimétrico na pálpebra esquerda de Vittorio, o suor frio descendo pela têmpora, a forma como ele desvia o olhar para o canto esquerdo da sala.

— Você está mentindo — declaro, o tom de voz mudando de zombeteiro para gélido em uma fração de segundo. O sorriso permanece nos meus lábios, mas meus olhos estão vazios. — Você não usa esse dinheiro para pagar dívidas de jogo. Suas pupilas dilatam quando você fala que foi pressionado. Quem comprou você, Vittorio? Foi a família Camorra?

— Não! Eu juro por Deus!

Aproximo-me, segurando o queixo dele com uma força que faz seus dentes estalarem. Forçando-o a olhar bem no fundo dos meus olhos.

— Não jure por Deus em um porão da Cosa Nostra, meu amigo. Ele não tem jurisdição aqui embaixo — sussurro perto do seu ouvido. Pego uma lâmina fina que está sobre a mesa de ferramentas ao lado. Não hesito. Com um movimento rápido e calculado, passo a ponta pelo tendão do seu ombro. Um corte limpo. Profundo o suficiente para doer como o inferno, mas sem atingir nenhuma artéria vital. Adoro essa técnica. Traz grande sofrimento e dor, mas não acelera a morte.

O grito do soldado ecoa, agudo e desesperado.

— O próximo vai ser na sua orelha. E eu gosto de colecionar recordações — aviso, limpando a lâmina no lenço de bolso do terno com total tranquilidade. — Quem pagou você?

— Os... os homens do clã Romano! — ele cospe as palavras junto com o sangue. — Eles queriam as rotas do porto! Queriam saber os horários!

Olho para Nicolas. Meu irmão assente levemente com a cabeça. Conseguimos o que queríamos em menos de dez minutos. O contraste da minha vida opera exatamente aqui. Fora daqui, sou a leveza, o humor, a diversão. Aqui dentro, sou o executor implacável que sente prazer no trabalho bem feito. Eu adoro pertencer a esse mundo. Adoro o respeito, o medo que meu sobrenome impõe e o tabuleiro de xadrez humano que ajudo a controlar.

— Limpe isso — Nicolas ordena para os capangas antes de se virar para sair.

Caminho logo atrás dele, ajeitando o terno. Assim que saímos para a luz do sol do meio-dia, o ar pesado do porão é esquecido por mim. Bato no ombro do meu irmão, rindo.

— Viu só? Se você sorrisse um pouco mais, as rugas na sua testa sumiriam, Don Nicolas. As mulheres preferem os mafiosos que sabem contar uma piada.

— Você é um idiota, Andrea — Nicolas resmunga, mas percebo o leve relaxar de seus ombros. Ele nunca admite, mas adora o jeito que eu levo a vida e, no fundo, gostaria de poder ser como eu. — Vá para o escritório do centro. Preciso que você verifique as rotas que aquele infeliz entregou. E tente não levar nenhuma secretária para a mesa de reuniões hoje.

— Não prometo nada. A vida é curta demais para reuniões sem um pouco de entretenimento — pisco para ele, caminhando em direção ao meu carro esporte.

— E se prepare, amanhã você e o padre vão ao orfanato. Quero a ragazza sentada à mesa para o jantar.

Tenho o mundo nas mãos. A máfia é o meu parquinho de diversões, a Sicília é o meu quintal e nenhuma mulher jamais conseguiu prender meu coração por mais de uma noite. Sou incontrolável. Intocável, livre e perfeitamente adaptado ao caos.

O amor é uma fraqueza dos tolos que precisam de uma coleira, e eu nasci para ser o dono do canil. Mulheres são ótimas para o prazer de uma madrugada, mas não para governar a mente de um Rossi. Que os outros homens se ajoelhem por uma mulher; eu prefiro continuar ditando as minhas próprias regras, livre, implacável e completamente dono de mim.

Expandir
Siguiente capítulo
Descargar

Último capítulo

Más capítulos

A los lectores

Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.


reseñas

Claudia Souza
Claudia Souza
Por favor mais capítulos, estou recomendando a amigas
2026-08-08 09:20:08
1
1
Claudia Souza
Claudia Souza
Nossa comecei a ler esses primeiros capítulos e estão maravilhosos. Ansiosa por mais
2026-08-06 19:23:14
1
1
6 Capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status