FAZER LOGINNARRAÇÃO DE BELA...
Eu consegui… Eu consegui!! A ficha custava a cair enquanto eu me encarava no espelho do meu quarto. Minha irmã, Julie, estava logo atrás; entre risos, comemorava batendo palminhas. E o motivo era claro: pela primeira vez, eu colocaria os pés dentro de uma escola. Seria até engraçado começar falando assim — certamente acreditariam se tratar de uma criança enfrentando o primeiro dia de aula. Mas não. Eu cresci protegida demais, escondida demais. E sem necessidade. Meu pai é extremamente protetivo, como se o mundo lá fora não fosse para mim e para minha irmã. A mansão se tornou nosso esconderijo. Muitos querem nos ver, principalmente a mim, pois sou a herdeira legítima da Máfia Americana. Julie se acostumou com esse ritmo de vida. Durante as aulas particulares na biblioteca da mansão, ela sempre se mantém atenta a cada explicação. Já eu…? Quase sempre me pego cochilando ou olhando pela janela, admirando as aves voando no céu azul… Ali, eu sentia que os pássaros tinham mais liberdade do que eu. Meu primo — e melhor amigo — mora na mesma mansão, e com facilidade alimentava o desejo que eu carregava pela liberdade. Pelo menos fazer o mínimo que jovens da minha idade fazem: estudar juntos, sair, ir a festas. Foi o suficiente. Confrontei meu pai e, com muito esforço e jejum, consegui a tão sonhada liberdade… Olhei para Julie, que comemorava comigo naquele quarto. — Irmã! Você também pode fazer isso! Faça faculdade fora dos portões dessa mansão. — Seu sorriso diminuiu; ela franziu os lábios e negou. — Eu prefiro ficar na mansão. Sou extremamente antissocial, Bela. Mas estou feliz por você! Quero, em detalhes, tudo o que vai acontecer na escola. — Julie falou pegando minha mochila. Um imenso frio na barriga surgiu ao ver meu primo, Lucas, parado diante da porta do meu quarto. — Vamos! Primeiro dia… Mas só peço que não fique grudada comigo. Eu estou encantado com a beleza da filha do Dom da Máfia Turca. Ela tem trocado olhares comigo no intervalo. Se ela perceber alguma garota andando ao meu lado, vai entender errado. — Segurei o riso; uma adrenalina tomou minhas veias. Eu estava louca pelo futuro, louca para viver! Peguei a mochila com empolgação. Despedi-me de Julie sem esperar resposta e agarrei o braço de Lucas, incentivando-o a andar rápido. Mas ele puxou o braço, deixando meus dedos escorregarem. — É sério, Bela. Na escola é outro mundo. Sem segurar meu braço ou andar colada comigo… — Ergui as mãos em gesto de promessa. — Você é só um estranho. — Segurei a risada, mas me engasguei quando ele riu junto. Lucas é bonito: forte, tatuado, gentil. E acho exagero vê-lo tão inseguro, dadas as circunstâncias da própria beleza. Íamos sair, mas ouvi a voz do meu pai descendo as escadas, sem pressa. — Filha, espere. — Meu sorriso sumiu; o medo de ele voltar atrás impedia até minha respiração. Apertei minha mochila com mais força. — Escola é para estudar. Novamente torno a dizer: fique longe do herdeiro da Máfia Yakusa. — Não vou me aproximar. Eu quero apenas estudar. — Segurei o sorriso, tentando esconder a mentira. Eu não queria apenas estudar; queria flertar, queria algo novo, queria viver como as jovens que via nos filmes. E, quem sabe… o primeiro beijo na boca. Meu pai sorriu, confiante. Aproximou-se e depositou um beijo em minha testa. — Juízo… Assenti, animada. — Sempre! Vamos, Lucas. — Agarrei o pulso do meu primo, fugindo daquele lugar antes que meu pai voltasse atrás. Só pude respirar aliviada quando o motorista saiu da mansão. Precisei conter a emoção. Lucas riu ao ver minha euforia — eu parecia ir para uma balada, e não para uma escola de elite. Ao chegarmos, o motorista parou diante de um cenário digno de filme: uma enorme escola, vários jovens bonitos; as meninas muito apresentáveis, os rapazes lindos, fortes, sorridentes, conversando entre seus grupos. Aguardei no carro até o portão se abrir. Lucas foi o primeiro a sair, mas me encarou sério. — Não fique andando ao meu lado. Fique logo atrás de mim. Você vai estudar na mesma sala que eu. — Meu sorriso sumiu; fiquei insegura. — Está com vergonha…? — Ele bufou, revirando os olhos e ajeitando a mochila nas costas. — Eu já disse, Bela… Você é muito bonita, e eu não quero estragar minhas chances com a herdeira da Máfia Turca. — Tornei a sorrir, animada. — Me mostre ela! — No intervalo eu mostro. Agora vamos logo. Eles são exigentes com o horário. — Saí animada. Fiz exatamente o que Lucas pediu: andei atrás dele. Mas os olhares me sufocavam; queria me encolher de vergonha. Era tudo novo. Segui Lucas até a sala, subi as escadas olhando para o chão, evitando olhares curiosos — pessoa nova no pedaço. E, por olhar tanto para o chão, antes de entrar na sala acabei esbarrando em um rapaz que também entrava. Alto, costas largas, bem definido mesmo sendo magro. Meu olhar subiu até sua nuca branca, os cabelos lisos e tão pretos que contrastavam… Mas prendi a respiração quando ele se virou para me olhar. Um oriental, Traços delicados, olhos puxados porém extremamente sedutores; havia até um piercing na orelha. Abaixei a cabeça, constrangida pela tamanha beleza. — Me desculpe. — Levantei o olhar novamente, firme, enquanto ele me analisava. Lábios tão vermelhos… Então ele sorriu de lado, fazendo meu coração errar as batidas, e simplesmente entrou na sala sem dizer uma única palavra. Ele carregava uma áurea leve, era cercado pelos amigos, provando ser popular. Para mim, tudo era tão intenso… e aquele rapaz havia conseguido chamar minha atenção. Não precisou dizer nada; por ser tão discreto, fez nascer ainda mais curiosidade sobre quem ele era. Sedutor até no andar, silencioso mesmo com todos ao redor. Era como se o mundo dele tivesse se tornado o meu também.NARRAÇÃO DE JULIE...Dentro do jatinho particular, eu olhava pela pequena janela. Acima das nuvens, a noite era bonita… mas meu coração se apertava após a despedida da minha família. Não seria apenas uma lua de mel. William e eu chegamos a um consenso: morar em outra cidade, aprender a viver uma nova história.Will tocou minha mão e sorriu sereno.— Você está bem, meu amor…?Acariciei sua barba com carinho, esboçando um sorriso melancólico.— Vou sentir saudades dos meus pais… da minha irmã…Ele franziu levemente os lábios e tocou minha barriga.— Podemos visitá-los sempre que quiser.— No inverno… vou querer passar um tempo lá com você.— Como quiser… — sussurrou, depositando um selinho em meus lábios.Olhei para ele, ansiosa.— Não vejo a hora de chegar em Dubai.— Você vai amar a vista. Seu pai me ajudou a escolher o melhor lugar… um dos pontos mais altos.Sorri e me aninhei em seus braços.O restante da viagem foi tranquilo. Chegamos em Dubai quando o céu começava a clarear — e, d
NARRAÇÃO DE JULIE...Parecia tudo tão… irreal. Era tão bom que eu sentia medo de ser apenas um sonho.Meu pai estava calmo. Chamou William para conversar em particular, e meus olhos, é claro, seguiram cada passo deles até saírem do quarto. Minha mãe sorria emocionada, Bela também estava ali, em choque… mas eu só estava preocupada com Will.— Julie, está tudo bem. — Minha mãe falou, chamando minha atenção.Suspirei fundo. Ainda estava nervosa. Por mais que meu pai demonstrasse calma, eu temia que ele mudasse ao ficar a sós com Will. Olhei para minha mãe quase em súplica.— Pode ficar com eles? Só…— Seu pai não está bravo, Julie.— Só por garantia… — implorei.Ela riu, mas acabou cedendo e foi atrás deles.Ficamos apenas eu e minha irmã no quarto. Ela parecia assustada, me analisando com insegurança.— C-como assim, Julie? A última vez que te vi… v-você era a Julie calada, que queria voltar pra casa, ficar no seu canto, no seu quarto, silenciosa… e agora…Ela piscou lentamente, visivel
NARRAÇÃO DE JULIE...Péssimo dia pra virose… Muito péssimo. Meu Deus!William me observava, ainda muito preocupado.— Meu amor, não quer dar um pulo no hospital? Às vezes você comeu algo que não te fez bem. — falou, enquanto eu lavava meu rosto na pia.— Não… — respirei fundo, apoiando minhas mãos trêmulas na pia. — Bela já avisou que estão chegando. — Fechei os olhos, tentando me acalmar. — Eles estão chegando e eu preciso estar aqui, junto com você.— Então tenta comer alguma coisa, talvez… — Meu estômago embrulhou ainda mais.— Agora não. É a tensão que está me deixando assim… Depois disso eu vou ficar bem.William acariciou meu rosto, ainda preocupado. Ninguém da minha família imagina o quanto somos íntimos, como um casal de verdade — quase comparado aos meus pais — trocando conselhos, entendendo um ao outro, nos amando todos os dias. Eu sabia que seria um impacto para todos.Melhorei depois de escovar os dentes. William, é claro, não saiu do meu lado, sempre com seu olhar atento
NARRAÇÃO DE JULIE...William suspirou ao segurar aquela carta, mas não hesitou quando estendeu sua mão, entregando-me.Sentamos naquele sofá. Limpei a poeira que estava na carta e finalmente a abri."Julie, eu queria ter me despedido… como queria… O que me restou foi criar uma pequena esperança pra você encontrar essa carta. Não chore, isso não é um adeus, e sim um até logo. Viva intensamente, se entregue à arte. Eu prometo que vou fazer de tudo pra voltar. Agora você é nova demais, mas no futuro teremos maturidade. Vou me esforçar para conquistar a confiança do seu pai, irei estudar, irei ser um homem digno para pedir sua mão. Eu quero você, mas é necessário fazer tudo certo. Estou escrevendo essa carta com o coração em ruínas, eu não queria ficar longe, mas não tenho escolhas. Mas uma coisa me consola… uma frase que sempre escutei… ‘Quando andamos no caminho certo, a recompensa é a felicidade.’Te amo, apenas… Me espere.Com amor, WLL."Meus olhos inundaram. Segurei aquela carta mai
NARRAÇÃO DE JULIE...Meu coração ainda estava disparado, mesmo depois de ver meus pais saindo. Era um misto de sentimentos… e um deles parecia que iria explodir a qualquer momento. Adrenalina, amor… Mordi os lábios ao olhar as escadas. Subi ansiosa, sedenta por ele.Ao entrar no quarto, escutei o barulho do chuveiro. Aproveitei para trocar os lençóis da cama. Respirei fundo, ajeitei meus cabelos antes de entrar no banheiro.Quando abri a porta, prendi a respiração. William estava de costas, a água escorria por suas costas largas. Então ele se virou, sorriu.— Esperei seus pais saírem primeiro, pra depois tomar um banho… — falou.Respirei fundo, admirei seu corpo nu. Seu membro já começava a ficar duro, bastou meus olhos repousarem ali. Então puxei a alça do meu vestido. Ele estendeu a mão, entrei no box e finalmente o beijei naquela manhã. Um beijo gostoso… mesmo depois de toda entrega pela madrugada, meu corpo se arrepiava em seus braços.Acabamos fazendo mais uma vez. Foi o melhor b
NARRAÇÃO DE JULIE...Sem sombra de dúvidas, foi a melhor noite da minha vida...A dor que senti foi pequena, quase nula, comparada ao prazer que experimentei naquela noite. Meu corpo se arrepiava — fui apresentada ao melhor prazer da minha vida!Foi intenso, com beijos molhados e respirações descompassadas... Quando terminou, ah... parecia um sonho. William dormiu em meus braços. Acariciei seus cabelos, ainda sentindo meu corpo sensível, reagindo ao que havíamos vivido.Era tudo novo… mas delicioso.Dormi leve, mas acordei apavorada com meu pai batendo na porta.— Julie, filha, cheguei! Abre a porta, estou com saudades.Olhei para William em desespero. Ele estava completamente nu. Pedi que se escondesse no banheiro. Ele pegou a calça no chão e se trancou.Me vesti rapidamente com o primeiro vestido que encontrei. Coloquei a calcinha às pressas. A cama bagunçada denunciava a noite, com uma pequena mancha de sangue. Puxei o edredom para esconder.Respirei fundo.E então abri a porta.So







