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CAPÍTULO QUINZE

作者: Gabi Nunes
last update 公開日: 2026-07-31 16:00:25

POV: MATTEO VOLKOV

No dia seguinte, aproveitei as primeiras horas da manhã para organizar algumas pendências burocráticas e logísticas da Bratva com Sergei, que revisava os relatórios de exportação na mesa de centro da sala de estar da mansão de Massimo. O ambiente estava calmo, mas a calmaria no nosso mundo nunca durava muito tempo. Estávamos no meio de uma análise de rotas quando o meu celular criptografado vibrou sobre a mesa, exibindo o número privado de Moscou. Era Viktor.
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  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E NOVENTA E NOVE

    POV: Matteo Volkov Deixar aquele francês arrogante sozinho no meio do jardim foi uma demonstração de autocontrole que custou cada gota da minha paciência. O sangue ainda pulsava quente nas minhas têmporas enquanto eu empurrava as portas de vidro e voltava para o interior iluminado da mansão. O calor da sala de estar parecia abafado, carregado com o cheiro dos arranjos de flores e a tensão invisível que pairava sobre todos nós. Assim que dei alguns passos pelo saguão, avistei Adrian se aproximando. Ele vinha devagar, movimentando as rodas de sua cadeira com aquela precisão calculada, enquanto varria o ambiente com o olhar analítico de quem não perdia um único detalhe. Assim que me viu chegar da área externa, Adrian mudou ligeiramente a trajetória, vindo direto ao meu encontro em um canto mais reservado, perto de uma das colunas de mármore do corredor. — Você precisa se controlar, Matteo — disse Adrian em um tom de voz baixo

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E NOVENTA E OITO

    POV: Matteo Volkov O jantar tinha sido uma verdadeira sessão de tortura. Cada palavra, cada sorriso cínico e cada vez que aquele francês maldito, Jean-Luc, ousava tocar no braço ou na mão de Sofia, eu sentia o meu sangue ferver a ponto de entrar em ebulição. O ar na sala de jantar parecia rarefeito, pesado demais para quem respirava ódio e contensão. Quando finalmente os pratos foram retirados e a conversa fiada sobre a alta sociedade de Paris recomeçou, não suportei ficar mais um segundo naquele ambiente. Levantei-me da mesa sem dar satisfações a ninguém, ignorando o olhar de aviso que Massimo me lançou do outro lado, e caminhei a passos largos em direção às portas de vidro que davam para a área externa da mansão. O vento frio da noite bateu contra o meu rosto assim que pisei no gramado amplo do jardim principal. A umidade da noite italiana trazia o cheiro da terra molhada e das rosas brancas que decoravam os canteiros ao redor. Afastei-

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E NOVENTA E SETE

    Bati duas vezes na porta de madeira pesada e, após ouvir a voz autorizada de Massimo de dentro, empurrei a porta com força e entrei. Massimo e Adrian estavam conversando perto da mesa de centro, analisando mapas de Milão. Assim que cruzei a porta, já fui despejando a raiva acumulada: — Que história é essa que eu acabei de saber da boca daquele moleque do Jean-Luc? — esbravejei, a voz ecoando grave e alterada pelas paredes do escritório. Massimo franziu a testa, levantando a cabeça com irritação pela minha audácia em entrar daquele jeito. — Calma aí, Matteo! Baixa esse tom. Do que diabos você está falando? — questionou Massimo, cruzando os braços. — Do casamento! Que história é essa de que a Sofia vai casar daqui a um mês com aquele francês nojento?! — perguntei, sentindo a mandíbula estalando de raiva. Do outro lado da sala, Adrian me olhava fixamente, balanç

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E NOVENTA E SEIS

    POV: Matteo Volkov Depois de deixar a Giulia em segurança na sua casa e trocar aquele último beijo que ainda deixava o meu corpo em estado de alerta, entrei novamente no SUV blindado e fiz Sergei tomar o caminho de volta para a mansão Capone. O trajeto foi tomado por um silêncio denso, quebrado apenas pelo ronco abafado do motor cortando as ruas úmidas de Nápoles. — Como estão as coisas por lá, Sergei? — perguntei, olhando pela janela lateral, enquanto os faróis iluminavam as fachadas antigas da cidade. — A Bratva em São Petersburgo continua cobrando a minha presença? Sergei manteve os olhos fixos na estrada, as mãos firmes no volante do veículo. — O conselho na Rússia está impaciente, Pakhan — respondeu ele sério. — Os negócios exigem o senhor lá. Há ramificações em Moscou que precisam da sua aprovação direta, e os veteranos começam a murmurar sobre a sua ausência prolongada na matriz. Soltei um suspiro pes

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    Massimo fechou a pasta de documentos e recostou-se na cadeira, mudando discretamente o rumo da conversa para os interesses corporativos que nos uniam. — Já que resolvemos a parte burocrática do matrimônio, vamos falar sobre a expansão dos negócios entre a família Capone e a holding Laurent — disse Massimo, puxando outro bloco de anotações. — Os carregamentos de importação que chegam pelo porto de Gênova precisam de novas rotas seguras, considerando que os Moretti tentaram sabotar nossos armazéns na semana passada. A sua parte na França consegue absorver o aumento de volume para o próximo trimestre? Pelos vinte minutos seguintes, o escritório transformou-se em uma verdadeira sala de guerra financeira. Discutimos porcentagens, rotas de escoamento de mercadorias, esquemas de lavagem de dinheiro através dos cassinos e a ampliação das redes de distribuição na Europa. Massimo era um estrategista frio e implacável; ele entendia de números e de poder tão bem qu

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    POV: Jean-Luc Deixei Sofia plantada na sala de visitas com aquela expressão de quem parecia estar engolindo vidro mastigado. A arrogância e rebeldia dela ainda me divertiam um pouco; ela achava que podia brincar de ser durona, mas no fim das contas, pertencia à linhagem dos acordos, e o destino dela estava traçado e assinado pelo próprio pai. Ajustei os punhos do meu terno cinza claro, passei a mão pelos cabelos perfeitamente penteados para trás e caminhei com passos firmes pelo corredor da mansão Capone, seguindo em direção ao escritório de Massimo. Assim que cheguei à porta de madeira escura, dei duas batidas secas e, sem esperar por um convite formal, girei a maçaneta e entrei. O escritório de Massimo era a tradução exata do poder que a família Capone tentava manter. Massimo estava de pé perto da janela, com as mãos nos bolsos da calça social preta, observando os jardins do lado de fora. Assim que me ouviu entrar, ele virou-se lentamen

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