INICIAR SESIÓNEndividada, órfã e sem mais opções, Selena aceita qualquer trabalho que pague bem. O que ela não espera era que a vaga que pode salvar sua vida a leve direto para a casa de Philip Caldwell — um advogado de elite que era frio, arrogante e o mesmo homem que a fez perder o emprego por um erro imperdoável. Philip precisava de alguém que cuidasse de seus sobrinhos. – O que impedia eram os dois pestinhas que nunca aceitava serem comandados por ninguém. Philip não confia em babás. Muito menos em mulheres. Para ele, Selena é apenas mais uma mulher qualquer, prestes a falhar. Selena não confia em Homens e jurou nunca mais se apaixonar. Para ela, Philip é só mais um chefe arrogante que esperava sua queda. Mas, à medida que os dias passam, as provocações dão lugar a algo inesperado. Uma única noite muda tudo — e nada volta a ser como antes. Segredos vêm à tona, sentimentos proibidos despertam e um vínculo impossível começa a se formar, capaz de mudar para sempre o destino de dois inimigos que jamais planejaram se amar.
Ver másSelena Foster - Narrando.
—Um café gelado com leite de aveia, por favor!
A voz era firme, controlada e sem nenhuma pressa. E eu, acabei demorando um segundo a mais do que deveria para reagir.
Minha mente ainda estava longe dali.
Eu havia terminado um relacionamento de dois anos ainda naquela manhã.
Eu tinha planos, mas depois de encontrar meu ex-namorado na cama com uma colega de trabalho, aquilo me devastou.
A dor ainda estava crua, aberta — a maior que eu já tinha sentido desde a morte da minha mãe. E eu, simplesmente virei e dei as costas, engolindo o choro mais uma vez para sobreviver.
Afinal, eu não tinha escolha; as contas não esperavam e eu não podia parar a minha vida para me dar ao luxo de chorar.
Respirei fundo, tentando me concentrar, e peguei o canhoto de pedidos e a caneta.
— Um americano com leite. Só um inst... — Antes que eu terminasse de falar, ele levantou a mão levemente e bateu os dedos duas vezes no balcão.
O gesto foi discreto, mas firme o suficiente para me interromper.
— Senhorita, eu pedi um café gelado, com leite de aveia! – Disse ele com um tom baixo, porém, firme.
Levantei os olhos até ele, saindo dos meus devaneios.
Era um homem alto, bem-vestido, postura impecável. Seu olhar era avaliador do tipo que reconhecia um erro de longe.
— Claro. Um instante, por favor! — Respondi rápido, já me virando para preparar o pedido.
Assim que terminei, tampei o copo e o estendi sobre o balcão.
— Aqui está, senhor. Obrigada e volte sempre!
Ele pegou o copo, lançou um olhar breve para a bebida e seguiu em direção à porta.
Eu estava me virando, quando de repente ouvi um ruído seco atrás de mim.
Ele caminhou até a mesa para pegar um papel e se limpar, voltando os olhos para mim. E naquele instante, eu vi seu semblante se fechar.
— Isso aqui...é leite integral? — perguntou ele com a voz saindo mais firme.
— S-sim, senhor. O americano é servido com leite integral.
Ele levantou os olhos lentamente até mim, me lançando um olhar frio, congelante.
— Eu sei como o Americano é servido. – Disse ele, contraindo o maxilar. — Por isso pedi café gelado, com leite de aveia.
Sua voz continuava baixa, mas agora havia firmeza suficiente para gelar o ambiente.
Ele se aproximou do balcão com os passos calculados, fazendo o eco de seus sapatos ilustrados perfeitamente, ecoar pelo piso do chão.
Ele parou bem na minha frente e mesmo com sua postura impecável, era difícil não sentir o ar congelar.
— Senhorita, eu sou alérgico a leite integral e um erro assim não é apenas um inconveniente. É um risco bem sério.
Assim que ele falou, meu corpo se enrijeceu. E antes que eu pudesse falar, ele continuou:
— Isso é uma negligência grave, sabia? A vida de uma pessoa poderia estar em risco. – Disse ele, com os músculos do maxilar enrijecendo.
Senti um suor frio escorrer pela lateral do meu rosto.
—Senhor, me desculpa... – Ele me interrompeu:
— Desculpas? – Disse ele, colocando o copo em cima do balcão. — Você ao menos sabe o tamanho do erro que cometeu?
Assim que ele perguntou, senti meu corpo gelar.
Antes que eu pudesse responder, meu chefe apareceu e empurrou meu corpo para o lado.
—Senhorita Foster, como ousa irritar o senhor Caldwell? Você sabe com quem está falando? – Perguntou ele, me olhando com raiva. —Esse é o maior advogado de toda a cidade.
—Senhor Silva... – Tentei falar, vendo a minha voz sair trêmula, mas antes que eu pudesse me explicar, fui interrompida.
—Senhorita, graças a sua incompetência, vou ter que cancelar todos os meus compromissos e ir ao hospital. – Disse ele com a voz contida, mas dava para ver a irritação em seus olhos.
Ele ajeitou o paletó, limpando um pó imaginário e voltou a me encarar, mantendo a frieza nos olhos.
— Espero que resolvam isso. Até o fim do dia, minha assistente entrará em contato com vocês. – Disse ele se virando e caminhando até a saída sem olhar para trás.
Me virei lentamente, sentindo o ar da cafeteria congelar antes mesmo de encarar o meu chefe.
Abaixei os olhos me lamentando:
—Senhor Silva, me desculpa. Eu não fiz de propósito...- Antes que eu pudesse me explicar, a voz dele cortou todo o ambiente.
—Olha o que a sua irresponsabilidade nos causou! Pegue as suas coisas e não volte mais aqui. VOCÊ ESTÁ DEMITIDA!
Selena - Narrando. Dois dias havia se passado desde aquele parto.Foi um dos momentos mais incríveis e preocupantes da minha vida.Alice havia desmaiado devido sua pressão arterial que havia subido mais do que o normal. Graças aos céus, a ambulância chegou a tempo, fazendo o resgate.Nós a acompanhamos e só no dia seguinte, depois que eles foram para o quarto, viemos para casa, deixando minha madrasta os acompanhando no hospital.Essa era a primeira vez que eu pude dormir sossegada, sem medo do que viria a seguir.Tudo parecia estar em paz.Me movi sobre a cama, sentindo o meu lado vazio. – Acho que comemorei cedo demais!Me sentei, encontrando o quarto vazio.Senti meu coração falhar por um instante, com medo de que algo acontecesse, mas ao tocar os pés no chão, a porta do quarto foi aberta.Philip sorriu enquanto passava por ela, segurando uma bandeja com o café da manhã.—Já acordou? Pensei que ficaria mais um pouco na cama. Até trouxe café para você. – Assim que ele falou, se apr
Selena – NarrandoO disparo ecoou por todo salão, fazendo com que todos gritassem e se abaixassem.Philip havia se colocado na minha frente e tudo foi rápido demais.De repente, o mundo ficou em câmera lenta.—Philip! Philip! – Gritei, vendo-o se virar para me olhar.—Você se machucou? – Ele perguntou, me olhando espantado.Passei os olhos pelo meu corpo, depois para o dele e balancei a cabeça em negação.E ao olhar para frente, vi Verônica caída no chão.—Deem espaço!—Chamem a ambulância! – As pessoas gritavam desesperadas.—Saiam do caminho! – Alguns policiais pediram, indo até ela.A cena me deixou em choque.Steven se aproximou, guardando a arma dentro da roupa.—Caldwell. Selena. Vocês estão bem? – Ele perguntou, fazendo Philip assentir e o dar alguns tapas no ombro.—Obrigado Stev! – Disse Philip, o olhando nos olhos.Steven assentiu e foi até Verônica e os outros policiais, resolverem o resto enquanto Philip me tirava dali.Entramos no carro dele e ele não disse nada.O clima
Philip Caldwell – Narrando.Meu grito ecoou por todo o salão, mas já era tarde.Verônica já tinha a agarrado pelo braço, puxando-a contra si.—SE AFASTEM! – Verônica gritou, puxando a faca de dentro do sobretudo, encostando a lâmina contra o pescoço de Selena.Naquele momento, engoli seco, sentindo meu corpo estremecer.Não. Minha mulher, não!—Ninguém se aproxima, ou eu acabo com ela! – Verônica falou, apertando a lâmina contra o pescoço de Selena, fazendo um fio de sangue escorrer. —Se alguém der um passo, eu acabo com ela!O salão inteiro congelou.As câmeras agora tinham outro foco. – Verônica e Selena.Eu não consegui me mexer.Meu corpo estava paralisado, meu coração estava batia tão forte, que eu podia ouvir o sangue pulsando no meu ouvido.Estendi a mão, olhando nos olhos de Verônica.—Verônica, se acalme. Vamos conversar! – Pedi, tentando dar um passo. —Solte ela!—FIQUE AÍ, DOUTOR! -Gritou ela, com histeria. —Você não sabe o que eu passei. Não sabe o que vocês dois fizeram c
Philip Caldwell – Narrando.O salão da coletiva estava lotado.Havia jornalistas por todas as partes, de todas as emissoras de tv.Eles se aglomeraram, apontando suas câmeras para o palco onde eu estava, apontando microfones, prontos para me atacar.Eles cochichavam entre si, julgando o meu caráter, mas eu permanecia firme, com os olhos percorrendo a multidão.Steven estava ao meu lado, fazendo o mesmo.—Já providenciaram tudo? – Perguntei para ele sem me virar, vendo-o se aproximar.—Sim, senhor. Os seguranças já estão todos a postos.—Então vamos começar! – Falei, vendo-o ligar o telão.Olhei para os jornalistas, fazendo um sinal com as mãos para que todos se sentassem.—Boa noite a todos. – Falei, vendo o lugar ser tomado por um silêncio agoniante. —Eu, Philip Caldwell, estou aqui para responder todas as perguntas e esclarecer o ocorrido.Uma jornalista levantou a mão e eu apontei para ela, dando um sinal para que falasse.—Senhor Caldwell, o senhor confirma as acusações de assédio






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