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113: Inconveniente

last update Fecha de publicación: 2025-06-04 06:10:43

Ao entrar na cozinha, Hector encontra Doris terminando de preparar o almoço.

— Só me faltava essa… — murmura para si, visivelmente incomodado.

— Tenha um pouco de paciência, Hector. Tenho certeza de que logo sua tia vai se entediar e voltar para aquele país gelado dela.

— Eu queria que fosse hoje — dispara, sem rodeios.

— Não diga isso — Doris aconselha, erguendo uma sobrancelha. — Se ela desconfiar que não é bem-vinda, vai fazer exatamente o oposto e se instalar de vez.

— É... nisso você tem r
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Último capítulo

  • Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo   219: Mark e Estelle [Final]

    — Pode me ajudar com aquelas caixas? — Estelle pergunta, ajeitando os cabelos presos de forma desajeitada enquanto segura a tampa de uma das caixas abertas no novo apartamento.— Claro, amor — responde Mark com um sorriso carinhoso, já se aproximando para ajudá-la.O novo lar dela ficava exatamente ao lado do dele, algo que parecia simples, na prática, mas que para Mark era quase simbólico: ela estava cada vez mais perto, não apenas fisicamente, mas da vida que ele sonhava dividir.Eles passam as próximas horas montando móveis, encaixando prateleiras, carregando sacolas e rindo entre tropeços e instruções mal interpretadas do manual. Quando finalmente colocam o último parafuso da mesa de jantar, já passava de onze e meia da noite.— Acho que já chega por hoje — Mark comenta, respirando fundo e limpando o suor da testa com a manga da camisa.— Concordo. Estou exausta — ela sorri, sentando-se no chão com as costas apoiadas na parede.— Vou pedir alguma coisa para a gente comer — ele diz,

  • Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo   218: Deve ser verdadeiro

    — Oh, David… você tem noção do que está fazendo? — ela pergunta, visivelmente nervosa, como se quisesse protegê-lo de si mesma.— Tenho sim.— Eu não acho que isso vá dar certo… olha para você! É um homem rico, importante, com uma vida completamente diferente da minha. E eu? Sou só uma mulher que precisa trabalhar dobrado para ajudar os pais e cuidar dos irmãos pequenos.— Você é uma mulher forte, determinada e... de alguma forma, conseguiu fazer algo que ninguém jamais fez: prender minha atenção. Pérsia, eu te acho incrível. E quero muito descobrir como é ter alguém como você na minha vida.Ela baixa o olhar, hesitante, apertando as próprias mãos com os dedos.— Mas… e se isso não der certo?— E se der? — ele rebate, com um sorriso confiante. — Vamos pensar positivo, tudo bem? Eu nunca estive em um relacionamento antes, nunca me abri assim para ninguém, mas com você, eu quero tentar. E quero fazer tudo do jeito certo.Ela o encara com os olhos brilhando, dividida entre o medo e a espe

  • Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo   217: Apenas me aceite

    Após ouvir o conselho do pai, David percebe que não podia mais esperar que as coisas se resolvessem sozinhas. E, no fundo, também não queria. Algo dentro dele havia mudado, uma urgência, uma coragem que há meses estava adormecida.Ele pega o notebook que costuma usar para trabalhar em casa, acessa o sistema da empresa e localiza o endereço residencial de Pérsia. Sabe que aparecer de surpresa, ainda mais à noite, pode assustá-la. Talvez ela diga coisas que ele preferia não ouvir. Mas, ainda assim, estava disposto a arriscar. Depois de tantos meses de silêncio e autocontrole, a tortura emocional que se impôs só lhe prova uma coisa: ele não pode mais adiar o inevitável.Assim que encontra o endereço e o número da casa, anota num pedaço de papel e o guarda no bolso. Depois, se veste depressa e sai de casa com passos apressados.— Filho, aonde vai a essa hora? — a voz de Rafaela o surpreende no jardim, fazendo-o parar por um instante.David se vira com um brilho diferente nos olhos.— Vou

  • Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo   216: E se...?

    E assim os dias passaram… dias que viraram semanas, e semanas que se transformaram em meses.Todo e qualquer contato com Pérsia passou a ser estritamente profissional. Ela entrava em sua sala com relatórios em mãos, entregava análises detalhadas sobre os clientes, sentava-se ao seu lado para revisar contratos e mesmo assim, entre eles, não havia uma única palavra além do necessário.Nenhum desvio. Nenhuma lembrança. Nenhuma brecha.Era como se nada tivesse acontecido.Mas havia acontecido e aquilo o corroía em silêncio, apesar do tempo.O que mais doía em tudo aquilo era a maneira como ela conseguia ser fria. Como se ele fosse apenas mais um rosto entre tantos com quem ela precisava lidar. E, por mais que a vontade dele fosse atravessar aquela muralha que ela construiu entre os dois, o seu senso de respeito e talvez o medo de afastá-la de vez o mantinha imóvel.Em mais uma noite, ao chegar em casa após um dia exaustivo, David tomou um banho demorado, na tentativa inútil de lavar da pel

  • Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo   215: Um idiota

    Sem entender que tipo de brincadeira David estava tentando fazer, Pérsia puxa o braço de uma vez, rompendo o toque bruscamente.— O que você faz com as suas lembranças, não é problema meu! — rebate, com a voz trêmula.— Você está me provocando de propósito, não está? — ele retruca, com um sorriso torto que mais parece uma tentativa de esconder o nervosismo que sente.— Estou tentando sobreviver, David — responde, e pela primeira vez, o chama pelo nome, fazendo-o engolir seco. — Você pode voltar ao seu mundo milionário e confortável, mas eu… bem, eu não tenho esse privilégio.O silêncio que se instala é pesado, como se o ar tivesse engrossado ao redor deles. David observa sua expressão rígida, quase impassível, mas ele já viu mais. Por trás daquele autocontrole, ainda reconhece a mulher que tremeu em seus braços.— Pérsia… — ele sussurra, agora com a voz mais baixa, quebrada. — Se você está arrependida, me diz.— Não estou arrependida — ela responde depressa demais, e na mesma hora des

  • Caminho traçado: Resgatada pelo inimigo   214: Não me ignore

    Pela manhã, David chega ao escritório com os nervos à flor da pele. Não dormiu direito e, por mais que tentasse, não conseguia tirar Pérsia da cabeça. Aquela estagiária, com seus cabelos cacheados e olhos desafiadores, estava atrapalhando sua paz.— A Pérsia já chegou? — É a primeira coisa que pergunta, assim que se depara com sua secretária.— Bom dia, senhor Smith. Sim, a senhorita Pérsia chegou há alguns minutos — responde com um sorriso profissional.Ele lança um olhar rápido para a mesa onde ela deveria estar, mas o lugar está vazio.— E onde ela está agora?— No almoxarifado, organizando alguns documentos.Ele respira fundo, já impaciente.— Mande-a vir à minha sala. Imediatamente.Sem esperar resposta, entra em sua sala, fecha a porta com mais força do que o necessário e caminha até a janela, tentando conter o sentimento que o dominava. Afrouxa a gravata e tira o paletó, sentindo o suor escorrer pela nuca, um contraste incômodo com o frio daquela manhã nublada.Era ridículo est

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