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Primeiro dia de aula

last update Data de publicação: 2026-03-23 11:55:55

Parte 105...

Camila

O sinal tocou e, pela primeira vez em muito tempo, eu não senti vontade de sair correndo de um lugar. Até me recordei do internato, mas agora estou tão longe que nem vale a pena relembrar o passado.

A sala começou a se esvaziar aos poucos, cadeiras arrastando, vozes misturadas, gente reclamando de exercícios e professores como se aquilo fosse o maior problema do mundo.

Guardei os cadernos devagar dentro da mochila enquanto Jocelyn ainda discutia com Guerd sobre a prova diag
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Último capítulo

  • Casamento Forçado com Um Mafioso   Família

    Parte 151...CamilaA casa finalmente começava a parecer nossa. Ainda tinha coisa fora do lugar, caixa encostada em canto, detalhe pra terminar, mas já tinha vida. Tinha barulho, rotina. E, principalmente, dois berços ocupados. Sem falar de todos os presentes que ainda chegavam, como no dia anterior, que Javier ligou para avisar dos presentes e minutos depois, um carro de entrega veio deixar tudo aqui.Eu estava sentada no sofá com o Rafael, o álbum da formatura aberto no colo. Ele tinha chegado fazia uma semana, mas a gente só conseguiu parar agora pra ver. Antes disso era hospital, bebê, obra, sono picado… viver no automático.— Minha nossa — ele murmurou, virando uma página. — Isso aqui parece outra vida.— Porque é — respondi, encostando mais nele.Ele parou numa foto minha.— Você estava enorme.Antes que eu respondesse, Pietro apareceu na sala, já olhando por cima.— Enorme é pouco — ele riu. — Você estava gigante, Camila.Virei o rosto pra ele na hora.— Eu estava grávida de d

  • Casamento Forçado com Um Mafioso   Grande dia

    Parte 150...RafaelAqui estou. Hospital de novo, mas dessa vez o peso era outro.Eu estava de pé no corredor, andando de um lado pro outro, sem conseguir ficar parado. O relógio na parede parecia andar devagar de propósito.Guerd estava encostado na parede, tentando parecer tranquilo. Não estava tanto, ele é bem ansiso. Jocelyn sentada, estava mexendo no celular sem olhar pra tela. Pietro mais afastado, em silêncio, observando tudo como sempre.É interessante como você perde alguém e outras chegam para substituir o espaço que ficou vazio. Não é tanto substituir realmente, já que são pessoas novas, mas eles tapam um buraco que fica no peito e preenchem com outras coisas e sentimentos novos.Foi assim com esses dois, que vieram de tiracolo junto com Camila. E daqui a pouco Javier vai entrar também. Ele mandou mensagem avisando que o avião está perto do pouso.— Você vai abrir um buraco no chão — Guerd falou.— Fica quieto.Ele levantou as mãos.— Só estou dizendo. Está me dando tontura

  • Casamento Forçado com Um Mafioso   Difícil e necessário

    Parte 149...CamilaSair do hospital naquele dia foi mais difícil do que nos outros.Eu cheguei um pouco antes do horário, como sempre, mas dessa vez fiquei alguns minutos parada no corredor, olhando a porta da sala de quimioterapia como se precisasse me preparar antes de entrar. Já tinha visto ele sair dali outras vezes, mas nunca era igual. Sempre levava alguma coisa junto. Respirei fundo e entrei.Rafael estava sentado, encostado na cadeira, mais quieto do que o normal. O olhar veio na minha direção assim que me viu, e ele tentou aquele meio sorriso que usava quando queria dizer que estava tudo bem sem precisar falar.Mas eu vi. A pele mais pálida. O cansaço mais pesado. E o detalhe que ele ainda não tinha comentado comigo… mas que eu já tinha notado de longe.O cabelo dele. Não era uma mudança grande ainda. Mas era o começo. Cheguei perto, sem falar nada primeiro. Só encostei a mão no ombro dele.— Vamos?Ele assentiu, levantando devagar. O movimento foi controlado demais pra que

  • Casamento Forçado com Um Mafioso   Novidade boa

    Parte 148...RafaelUm mês depois, aquele quarto de hospital já tinha virado rotina demais pro meu gosto. Eu estava encostado na cabeceira, olhando um relatório no celular sem realmente ler nada, só passando o tempo e fingindo que ainda controlava alguma coisa ali dentro. Quando a porta abriu, eu nem dei muita atenção de imediato, mas bastou olhar pra Camila pra perceber que tinha algo diferente. Ela não entrou falando, não veio direto até mim, não tinha aquele jeito meio leve de sempre. Parou alguns passos depois da porta, séria, segurando alguma coisa na mão. Eu larguei o celular na hora.— O que foi?Ela não respondeu de imediato. Fechou a porta com calma, veio até mim e parou perto da cama.— Você precisa ficar bom. — segurou um envelope branco apertando contra o peito.Franzi a testa, já sem paciência pra esse tipo de frase solta.— Eu já estou melhor.— Não o suficiente.— Camila… — respirei fundo — Fala logo o que aconteceu. Não gosto de enrolação.Ela estendeu o envelope na

  • Casamento Forçado com Um Mafioso   Vamos pra casa

    Parte 147...RafaelSeis dias depois, sair daquele hospital já parecia uma vitória. O ar do lado de fora era diferente. Mais leve. Ou talvez fosse só a sensação de não estar preso numa cama.A casa ainda estava com cheiro de tinta, madeira nova, coisa sendo arrumada. Mas agora era nossa de verdade. Sem interrupção. Sem ninguém batendo na porta sem avisar, sem família traiçoeira.Eu entrei direto, olhando ao redor rápido, como se precisasse confirmar que estava tudo no lugar.— Melhor do que o hospital — falei, mais pra mim do que pra alguém.Pietro estava encostado perto da entrada da biblioteca pequena, me observando.— Difícil ser pior. Vamos falar.Entrei no cômodo com ele. A biblioteca ainda estava pela metade. Estantes montadas, mas nem todas preenchidas. Uma mesa no centro, duas cadeiras, luz mais baixa. Já dava pra trabalhar ali.— Senta — ele disse, puxando uma pasta.Ignorei o tom e fui direto pra cadeira.— O que você tem aí?Ele abriu a pasta e colocou os papéis na minha fr

  • Casamento Forçado com Um Mafioso   O tempo passa

    Parte 146...RafaelTrês dias internado já são suficientes pra me deixar no limite. Eu odeio esse lugar. A dor não era constante, mas também não ia embora. Ficava ali, latente, esperando um descuido. O pior não era nem isso. Era a sensação de não ter controle. As coisas aconteciam lá fora e eu preso aqui dentro.Bati os dedos de leve na lateral da cama, impaciente. A porta abriu sem muito barulho e Pietro entrou. Ele não perguntou como eu estava. Nunca perguntava quando já sabia a resposta.— O médico falou comigo — ele disse, direto.— Falou o que eu já sei.— Que você vai ficar mais alguns dias.Assenti, olhando pra frente.— É, vou.Ele ficou em silêncio por um segundo, me analisando.— Você não gosta disso.— Eu não gosto de não mandar no meu próprio tempo.Ele soltou um ar leve.— Ninguém gosta. Mas vai ser bom pra você. É melhor resolver logo tudo.Ficamos alguns segundos em silêncio. Eu já sabia o que tinha que fazer. Só não tinha dito ainda.— Senta. Vamos acertar os pontos.

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