FAZER LOGIN༺ Oliver Mourett ༻
A noite não começou da melhor forma. Quando pensei que tudo sairia perfeito, o pai de Mia surgiu em nosso campo de visão, estragando tudo. Acredito que ela tenha pensado que eu estava querendo humilhá-la publicamente, mas na verdade estava revertendo a situação. Ela foi bem ríspida comigo dentro do meu escritório e isso acabou me enfurecendo de certa forma. Não tinha culpa do pai dela aparecer do nada no meu cassino.Depois de algumas horas, decidi mandá-la para casa, para que eu não me aborrecesse mais. Não suportava a cara emburrada que ela estava fazendo diante dos meus convidados.Sem dúvida, ela era a mulher mais bonita do cassino. Os homens não paravam de olhar para ela, e eu colocava a mão em sua cintura de maneira dominante para deixar claro que ela era minha mulher. Quando finalmente estava no meu escritório fumando um charuto, Derick se aproximou e comentou.— Senhor, com sua licença! Já cuidei daquele problema mais cedo.— E qual foi o resultado? Aquela cadela aprendeu a lição ou ainda continuará a me importunar? Eu não sou o tipo tolerante com quem me afronta dessa forma. — Derick me respondeu de maneira séria.— Acredite se quiser, ela ainda tentou nos agredir, mas acabamos dando o merecido castigo que ela merecia!— Ótimo! Espero que dessa vez ela entenda o meu recado de que não estou brincando com ela. Você avisou que se ela voltasse a me importunar, eu a mandaria para o harém do meu irmão, não foi? — ele concordou com as minhas palavras e respondeu.— Sim, avisei. Ela falou que não tornaria a atormentá-lo, mas, sei lá, eu não confio nas palavras dessa mulher. Por isso, decidi mandar uma equipe para ficar de olho em seus passos.— Isso é ótimo! Pelo menos eu não preciso me preocupar com o fato dela me incomodar por algum tempo. Não quero que ela acabe atrapalhando meu casamento. — notei que ele me olha surpreso quando revelo isso e pergunta curioso.— Desculpe, senhor, eu ouvi bem? Disse que vai se casar? Não me diga que é com aquela garota que esteve aqui mais cedo?— Sim, é ela mesma. Mia é muito bonita e dará uma excelente esposa. Espero que ela também seja bastante fértil e me dê pelo menos três herdeiros... — ele concorda com as minhas palavras e responde.— Nossa, me desculpe pela minha reação novamente. Pensei que nunca chegaria a ver esse dia chegar. Para mim, é uma novidade!— Eu imagino que sim, Derick! Mas acontece que também preciso pensar no futuro dos meus negócios. Não vou ser jovem para sempre... — o que estava dizendo era a pura verdade.Logo precisaria ter um herdeiro para assumir os meus negócios. Derick responde novamente.— Seja como for, senhor, um filho sempre é uma bênção. Eu tenho dois e são os amores da minha vida! Aqui dentro sou um cara mau, mas fora daqui sou outro tipo de homem.— Imagino! Você está fazendo o seu trabalho. Mais uma coisa, antes de você sair, está proibida a entrada de Afonso aqui dentro. Não quero o pai de Mia entrando no meu cassino. Não vou aceitar esse pé-rapado que não tem um tostão no bolso perambulando por um lugar chique como este. — ele concorda com as minhas ordens e responde antes de se retirar.— Perfeitamente, senhor. Vamos ficar de olho nele a partir de agora! Bom, preciso voltar para a sala de segurança. Qualquer coisa que precisar, me chame. Com licença!Apenas observei ele se afastar e continuei pensativo no meu escritório. O que uma hora dessas Mia está fazendo? Ela parecia tão aborrecida comigo. Será que realmente pensou que eu estava querendo humilhá-la na frente das pessoas? Espero que seja só impressão minha.Assim que acordei, fui direto para a cozinha tomar o meu café. Lupita colocava as últimas coisas que faltavam em cima da mesa. Passou-se exatamente meia hora e nada de Mia descer. Então perguntei a Lupita de maneira curiosa.— Nona, o que aconteceu com a Mia? Por que ela ainda não desceu para tomar café?— Olha, eu não sei se havia algo errado com ela, menino! Mas acontece que ela não está em casa. Resolveu ir para a faculdade hoje! Disse que tinha muito trabalho e uma prova para fazer. — quando Lupita me revela aquilo, respiro fundo, pois não havia gostado. Ela nem sequer me disse que retornaria às aulas.— Nossa, mas ela nem me falou nada! Você notou se ela estava diferente ou algo assim?— Para mim, ela estava normal! Só um pouco depressa mesmo. Sei bem como é a vida de estudante. Mas por que você está me perguntando isso? Por acaso aprontou com ela? — Lupita me observa de maneira curiosa.Ela realmente estava querendo saber o que foi que aconteceu. Porém, tentei disfarçar.— Não aconteceu nada, só estranhei ela não me dizer que retornaria às aulas. Saiu sem se despedir de mim...— Ah, menino, essas coisas acabam acontecendo! Mas não fique preocupado, ela logo estará de volta. — concordei com as palavras de Lupita e decidi tomar uma xícara de café e ler o meu jornal.Depois de algum tempo, decidi ir ao escritório e resolver alguns assuntos relacionados à minha empresa. Por volta do meio-dia, Mia ainda não havia chegado em casa. Aquilo já estava começando a me deixar bastante impaciente! Ela saiu sem me avisar, está agindo de uma forma que não estou gostando. Assim que chegar, teremos uma conversa.Alguns minutos se passaram e ela chegou com seus livros, subindo rapidamente até o quarto. Nem me cumprimentou direito. Respirei fundo e subi, indo até o seu quarto. Se ela pensa que vai ficar me tratando como bem quer, vou ensiná-la a aprender a me respeitar na minha casa.Assim que entrei no seu quarto, percebi que o seu material estava em cima da cômoda e ela se encontrava no banheiro. Decidi esperar por ela na cama. Quando a mesma sai, fechando o zíper da sua calça, estava provavelmente desesperada para fazer "xixi". Posso ver o alívio em seu rosto. Ao abrir os olhos, toma um susto e comenta.— Nossa, mas você não perde essa mania de ficar aí, feito um predador, me observando! O que foi que fiz dessa vez?— Você não fez nada! Apenas quero saber por que saiu sem falar comigo hoje de manhã? Por acaso ficou chateada com o que aconteceu ontem? — notei que ela desvia os olhos, provavelmente não quer falar sobre o assunto. Ela respira fundo e responde.— Não se preocupe, está tudo bem. Já esqueci o ocorrido. Só não desejo ir mais naquele lugar, não me sinto bem. Não quero estar ali parecendo que sou um troféu ganho em uma caçada. Parecia que você estava me exibindo ao seu lado...— Foi o que eu pensei! Você se sentiu ofendida pela maneira como falei na frente do seu pai. Mas não quero que pense algo ruim de mim. Eu não estava me exibindo com você, apenas apresentando minha futura esposa às pessoas do cassino. — ela continua me observando séria e responde.— Seja como for, eu agradeceria se não me fizesse passar por outra humilhação como essa! Olha, sei que meu pai me trocou para pagar parte da dívida, mas você não precisa ficar esfregando isso na minha cara e, principalmente, falando para as pessoas que fui comprada. Não me faça sentir ainda mais um lixo por já viver nessa situação...— Olha, você sabe que não costumo pedir desculpas, mas realmente não quis te ofender! Se foi isso que pensou. Mia, acha que vou tratar minha futura esposa como lixo? — ela responde desviando os olhos.— Tanto faz, Oliver! Aceitei viver aqui com você e ser sua esposa, então dá no mesmo. Acredito que já cheguei ao limite, nada mais me surpreende ou me afeta!Ela senta na cadeira me observando, então me levantei andando até ela e a puxei pela cintura. Mia não, tem qualquer reação e me aproximo mais fazendo ela não ter como recuar para trás e comentei com um sorriso malicioso.— Tem algo que estou querendo fazer com você, desde que chegou! Não posso mais evitar isso.Nem deixo que ela diga qualquer coisa e simplesmente a puxo pelo braço, a trazendo mais para perto do meu corpo. Sinto a sua respiração acelerada. Ela me olha de maneira atordoada, então sem que esperasse lhe dou um beijo. No começo ela tenta recusar, mas acaba aceitando e nossas línguas se misturando em uma sintonia perfeita. Estava ansioso para conduzir isso, assim que a soltei a mesma me observa ofegante e comenta.— Você pode me dizer o que significa isso? Não estou entendendo nada. Por que você me beijou?— Porque me deu vontade e você é a minha mulher! Aliás, futura mulher, né? Mas dá no mesmo. — Mia me observa com seus olhos castanhos claros, ainda mais confusa.Talvez não fosse fácil para ela conviver com essas sensações e me revela me deixando ainda mais surpreso.— Sei que vai parecer idiota da minha parte dizer isso, mas eu nunca tinha beijado alguém na minha vida.— Nossa, sério? Não acredito que você era até intacta na boca, não julgo que foi o primeiro a conduzir isso. Contudo, em todo caso, vou te ensinar a querer apenas a minha boca. Ela me observa sem entender, então a puxei de novo para mim, lhe dando outro beijo. — quem diria? Ela era seria. Bv.Depois de algum tempo me deitei na cama e Mia ficou em meus braços, parecia apreciar o carinho que eu fazia na sua cabeça, Nem eu mesmo acreditava que estava aparecendo um garoto de 14 anos com a namorada em cima da cama. Novamente lhe dou outro beijo de maneira carinhosa e ela aceita. Depois de um tempo me levantei coçando a cabeça e a observo comentando.— Preciso sair! Tenho que resolver umas coisas na rua. Você deveria descer para almoçar.— Ah, não se preocupe comigo! Já almocei no restaurante da faculdade. Eu tinha algum dinheiro guardado e aproveitei para gastar. — ela me revela isso com tranquilidade enquanto a encaro seriamente.Ainda preciso providenciar um cartão para ela usar pessoalmente. Pego minha carteira, retiro algumas notas de dólares e entrego a ela, que fica assustada com a quantidade.— Bom, isso deve resolver seu problema nos próximos dias! Considere como uma mesada para seu uso pessoal. Não quero que você se ofenda, apenas que se alimente bem e cuide de si mesma!— Não estou ofendida, é só que não estou acostumada a receber um valor assim. Acredito que aqui tem mais do que eu ganhava como garçonete. — concordo com suas palavras e me aproximo novamente da cama.— Bom, você precisa se acostumar. Sua vida mudou, Mia. Bem, preciso sair, mas antes de ir, quero mais um beijo? — ela sorri e se aproxima, então a puxo novamente para mais um beijo e depois me despeço, saindo do quarto.De repente, percebo que estou sorrindo. Não entendo por que estou assim. Eu não sou assim. Sou um homem completamente diferente. Mas por que me comporto dessa maneira quando estou ao lado dessa garota? Será que ela desperta um lado bom em mim que eu desconhecia? Ou talvez seja apenas a inocência dela que desperte em mim um homem carinhoso?Mas que besteira estou pensando. Deve ser apenas vontade de levá-la para a cama. Talvez depois que isso aconteça, meu carinho desapareça. Eu me conheço. Não sou um homem que sabe amar alguém. No entanto, por Mia, tentarei conviver bem. Mas que ela não espere amor da minha parte, pois acho que não seria recíproco. Não corresponderia da mesma forma.༺ Mia Carrozzini ༻ 4 meses depois... Havia se passado algum tempo desde toda essa perseguição na minha vida e na vida de Oliver. Por enquanto, tudo estava bem e seu irmão Esteves parece que sumiu do radar. Mas sinto que logo ele voltará para terminar o que os outros irmãos não conseguiram. Meu coração aperta com medo de sua volta para se vingar, mas tento esquecer isso por um momento. Agora, só quero aproveitar a viagem ao lado de Oliver na Grécia, este lugar tão lindo que se tornou um dos meus favoritos no mundo. Mourett insistiu bastante nessa viagem para que fizéssemos com nosso filho, e acabei aceitando. Nosso casamento seria daqui a dois meses. Estava ansiosa por tudo. Enquanto aprecio a tarde ensolarada na varanda, olhando para o mar, Oliver surge com nosso filho. Ele realmente está amando a paternidade. Ele se aproxima e me dá um beijo rápido, comentando: — Levei Nicolae para conhecer um pouco da cultura daqui. Mas acredito que ele não tenha gostado muito... — Oliver, amor
༺ Oliver Mourett ༻Ver todos comemorando a chegada do meu filho com Mia não tinha preço, mas no fundo eu sentia uma certa tristeza por Lupita não estar participando disso tudo. Minha nona com certeza ficaria eufórica e muito feliz ao ver meu filho ali, porém não era para ser. Infelizmente, ela deveria ter um momento de partir e seguir por outros planos.Eu percebia no olhar de Mia o quanto ela estava cansada. As noites ao lado de Nicolae no hospital não foram fáceis. Ela não dormia com medo dele ser sequestrado. Foi por isso que decidi contratar duas babás, mas fiz vista grossa, afirmando que se elas tentassem fazer qualquer coisa contra meu filho, elas morreriam e suas famílias também pagariam por isso. Algumas se assustaram, no entanto, duas passaram nesse teste. Eu me aproximei mais de minha cherry e comentei:— Realmente, Nicolae se tornou a atração do momento. O povo até esqueceu que existirmos na casa! Desde cedo já chama a atenção de todos.— Acho melhor você não reclamar muito
༺ Mia Carrozzini ༻Eu nunca pensei que pudesse sentir tanta dor na minha vida. Minha coluna parecia prestes a se deslocar do lugar, e eu respirava fundo na tentativa desesperada de controlar a agonia que me consumia. Mas era insuportável. Cada contração dilacerante era como um ferro em brasa sendo cravado no meu corpo.A mulher ao meu lado, chamada Cecília, tentava me tranquilizar com sua voz serena.— Isso, Mia. Continue respirando fundo e empurrando. Assim, será mais rápido para o seu filho nascer.Eu queria acreditar nela que esse momento de sofrimento seria recompensado com a chegada do meu tão esperado bebê. Mas, naquele momento, tudo o que eu conseguia sentir era a dor avassaladora que me inundava por completo.— Cecília, estou tentando, juro. Mas acontece que dói demais! Parece que vou morrer de tanta dor! — exclamo, deixando escapar um gemido involuntário.Meu corpo estava exausto. Eu já havia enfrentado tantas provações e agora o momento final chegara no lugar mais inusitado
༺ Oliver Mourett ༻Eu não esperava que tudo isso fosse acontecer, pois tinha reforçado bastante a segurança. No entanto, esse infeliz conseguiu encontrar um jeito de chegar até mim. Quando consegui tirar a arma das mãos de Mauro, ele dá uma risada, observando-me com a cara toda suja de sangue.— Você pode me matar, se quiser, mas acredite, não sairá vivo. Você acha mesmo que estou sozinho aqui dentro?— Desgraçado... Eu deveria ter te matado quando tive a chance. Essa guerra toda começou por sua causa, Mauro. Mas se eu tiver que morrer aqui, pode ter certeza de que vou levar você comigo para o quinto dos infernos. — ele continua rindo e, então, ouço uma voz vindo de fora.— Solte meu tio imediatamente ou você vai se arrepender, Mourett. Diferente do meu pai, que sabia dialogar, eu não tenho muita paciência. Você e essa vagabunda vão pagar pela morte dele. Agora saia bem devagar e não tente nenhuma gracinha, senão eu estouro os miolos dessa sua cadela.Não vejo muitas alternativas e d
༺ Mia Carrozzini ༻Era final de semana e Mourett me disse que me levaria para passear de iate. No entanto, eu não estava concordando muito com aquilo, achava muito arriscado e não sabia o que poderia acontecer. Ele me garantia que eu estava segura e, nesse momento, estou na frente do iate observando o mar. Então, Mourett chega por trás, me abraçando, e comenta:— Cherry, pare de se preocupar com isso. Curta o passeio, não vai acontecer nada. Eu mandei reforçar a segurança, Mauro ou qualquer um que venha até aqui tem que ser bastante louco para conduzir isso.— Eu sei que você pensa assim, mas sei lá, estou com um mau pressentimento. Só espero que seja coisa da minha cabeça, nada demais. Porém, você tem razão! — revelei isso com bastante preocupação, enquanto Mourett apenas me observava.— Só estou tentando fazer com que você fique mais relaxada, não fique se preocupando com o futuro. Apenas esqueça por um momento.— Eu vou tentar, afinal, tenho que esquecer isso. Vou até aquela mesa d
༺ Oliver Mourett ༻Ter a minha cherry em meus braços depois de toda essa turbulência que passamos nos últimos meses era algo maravilhoso. Demorei a perceber que não adianta ela estar longe de mim, sendo que o perigo continua a rondá-la. Eu não sei como será daqui pra frente, porém tentarei de tudo para protegê-la, assim como o meu filho. Ainda estou em êxtase em saber que vou ter um filho menino.Mia continua me observando enquanto acaricio sua enorme barriga, que havia crescido muito nos últimos meses. Eu queria ter acompanhado tudo de perto, mas isso foi tirado devido àqueles idiotas dos meus irmãos. De repente, o bebê acaba chutando. Eu não deixo de dar um sorriso e ela reclama.— Aí! Eu não vejo a hora de colocar esse menino para fora. Tem hora que ele dá cada chute que me toma o ar dos pulmões.— Para com isso, cherry. Você está fazendo drama demais. Não reclame dele estar aí dentro, porque na hora dele sair, você vai agradecer por ele continuar aí. — ela dá uma risada sarcástica







