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🍀 CAPÍTULO 05 🍀

last update Fecha de publicaciĂłn: 2026-05-11 04:38:11

Logan permanecia parado diante da janela observando a rua com os braços cruzados.

Seu olhar estava carregado de irritação.

— Ainda não consigo entender como aquele idiota do Max conseguiu se aproximar do Morgan
 — murmurou entre os dentes. — Nem eu consegui isso.

Alan apareceu atrås dele segurando outro pedaço de bolo.

— Acho que foi quando o Max foi limpar a piscina da casa do Morgan.

Logan virou o rosto rapidamente.

— Piscina?

Alan assentiu enquanto comia despreocupado.

— Parece que o Max caiu na água e o Morgan salvou ele.

Logan soltou uma risada debochada.

— E só por isso ficaram próximos assim?

Seus dedos apertaram o parapeito da janela.

— Francamente
 isso nĂŁo Ă© justo.

Alan arqueou a sobrancelha.

— Justo?

Logan virou o rosto irritado.

— Eu sou melhor que ele em tudo.

Alan deu de ombros.

— Ah, qual foi
 sei que o Max anda parecendo um maltrapilho, mas se ele resolvesse se cuidar um pouco, ia ficar elegante fácil.

Logan começou a rir alto.

— Isso nunca vai acontecer.

EntĂŁo seu olhar escureceu lentamente.

— E tambĂ©m nĂŁo vou deixar ele continuar prĂłximo do Morgan.

Sem dizer mais nada, saiu andando.

Alan ficou olhando para as costas do irmĂŁo enquanto colocava mais bolo na boca.

— Ei, idiota
 o que vocĂȘ vai aprontar dessa vez?

Logan apenas levantou a mĂŁo mostrando o dedo do meio antes de desaparecer pelo corredor.

Pouco depois, Maira apareceu segurando uma vassoura.

— Onde o Logan foi?

Alan suspirou cansado.

— Às vezes eu realmente não entendo aquele cara.

Maira começou a limpar os restos da bagunça espalhados pela sala.

— Nem eu.

Ela abaixou os olhos.

— O Logan Ă© muito injusto com o Max


Horas depois


Max voltava no carro dos homens do chefe.

Seu corpo inteiro doĂ­a.

Os serviços daquela noite haviam sido ainda mais pesados que o normal, mas ele permanecia quieto no banco de trås olhando pela janela.

Então algo chamou sua atenção.

Seu coração travou imediatamente.

Dois homens arrastavam sua mĂŁe violentamente pela rua.

Ela parecia desesperada.

O rosto estava machucado.

— Mãe
?

Max se levantou assustado no banco.

— PARA O CARRO!

O motorista soltou fumaça do cigarro diretamente no rosto dele antes de rir.

— Calma, moleque.

Max começou a tossir.

— Aquela vadia está indo exatamente para o mesmo lugar que nós.

Max olhou novamente pela janela.

As mãos começaram a tremer sobre suas pernas.

Seu peito apertava tanto que mal conseguia respirar direito.

O homem sentado ao lado ficou observando Max em silĂȘncio.

Seu olhar nojento deslizava lentamente pelo garoto antes dele voltar a fumar como se nada estivesse acontecendo.

Ao mesmo tempo


Outros homens invadiam violentamente a casa de Max.

A porta foi derrubada.

Os mĂłveis destruĂ­dos.

May, Maira e Alan mal tiveram tempo de entender o que estava acontecendo antes de serem puxados à força para fora da casa.

No ferro-velho


Max saiu do carro correndo assim que chegaram.

Entrou no galpĂŁo desesperado.

E encontrou a mĂŁe caĂ­da no chĂŁo.

O rosto dela estava cheio de hematomas.

— O que aconteceu?!

Ele correu até ela imediatamente.

— Por que trouxeram ela para cá?!

O chefe apareceu calmamente fumando.

— Parece que alĂ©m do seu pai me dever dinheiro


Ele puxou violentamente o cabelo da mulher.

— Sua mĂŁe tambĂ©m tentou me passar a perna.

A mulher soltou um gemido de dor.

Os olhos de Max se encheram de lĂĄgrimas imediatamente.

— Por favor
 não machuca ela


Sua voz tremia.

— Seja lá o que ela fez
 eu posso ajudar.

O homem sorriu lentamente.

— EntĂŁo agora vocĂȘ quer assumir as dĂ­vidas da mamĂŁe tambĂ©m?

Max olhou para a mĂŁe caĂ­da no chĂŁo.

Mesmo machucada


Mesmo ausente durante tanto tempo


Ela ainda era sua mĂŁe.

Os olhos dele começaram a lacrimejar.

Mas ainda assim respondeu:

— Eu assumo.

Naquele instante, outro carro parou no galpĂŁo.

Max virou rapidamente.

Ao ver os irmĂŁos sendo empurrados brutalmente para fora do veĂ­culo, o desespero tomou conta dele.

— NÃO!

Ele correu imediatamente até eles.

— Por favor! Eles nĂŁo tĂȘm nada a ver com isso!

O chefe caminhou devagar até Max e se abaixou diante dele.

O sorriso em seu rosto fez o sangue do garoto gelar.

— Talvez eu aceite sua oferta novamente


A voz saiu calma.

Assustadoramente calma.

— Mas dessa vez vocĂȘ vai ter que me dar algo mais.

Max ficou imĂłvel.

Os olhos foram automaticamente para May e Maira.

As duas choravam desesperadas.

Alan também parecia assustado.

Max sentiu o peito apertar.

EntĂŁo perguntou em voz baixa:

— Depois
 vocĂȘ vai deixar eles irem embora?

O homem sorriu satisfeito.

— Se vocĂȘ for um bom garoto
 sim.

O silĂȘncio caiu sobre o galpĂŁo.

May começou a balançar a cabeça desesperadamente.

— Não
 por favor


Mas Max nĂŁo olhou para ela.

Porque sabia que nĂŁo teria coragem de continuar se a encarasse.

EntĂŁo apenas respondeu:

— Tudo bem.

O chefe segurou sua mĂŁo.

— Trancem os outros trĂȘs. E ninguĂ©m toca neles.

Os irmãos foram levados à força.

A mĂŁe de Max caiu de joelhos no chĂŁo chorando.

— Por favor! Não faz isso com ele!

Ela segurou a barra da roupa do homem desesperadamente.

— Eu posso ir no lugar dele! Por favor!

O homem apenas riu.

— Trocar uma carne nova por algo como vocĂȘ?

Seu olhar ficou cruel.

— Nem morto.

EntĂŁo puxou Max escada acima.

A mulher desabou no chĂŁo chorando.

— Deus
 o que foi que eu fiz


Horas mais tarde


JĂĄ era noite quando Max desceu lentamente as escadas.

O chefe jogava cartas enquanto bebia com alguns homens.

Max parou diante dele tentando controlar o tremor das mĂŁos.

Parecia vazio.

Sem expressĂŁo.

Mas seus olhos estavam completamente destruĂ­dos.

— Senhor


Sua voz saiu baixa.

Quase falhando.

— Posso levar meus irmãos agora?

O homem levantou os olhos lentamente antes de sorrir.

— Claro.

EntĂŁo apontou para ele.

— Mas nunca esqueça


Seu sorriso aumentou.

— VocĂȘ Ă© meu agora.

Max abaixou os olhos imediatamente.

As lågrimas ameaçavam cair novamente.

— Sim
 senhor.

Ao passar pelos homens ouviu algumas risadas atrĂĄs dele.

— Então, chefe? Como foi?

O homem apenas riu satisfeito.

Max fingiu nĂŁo ouvir.

Quando abriu a porta do cÎmodo onde os irmãos estavam, May correu imediatamente até ele.

— MAX!

A mãe dele também se levantou rapidamente.

— Filho


Mas Max deu um passo para trĂĄs instintivamente.

Como se nĂŁo suportasse ser tocado naquele momento.

— Vamos embora.

Alan saiu correndo primeiro sem olhar para trĂĄs.

May tentou tocar o braço do irmão novamente.

Mas Max se afastou mais uma vez.

— Só
 vamos.

O caminho até em casa foi silencioso.

Pesado.

Parecia que algo dentro do Max havia morrido naquela noite.

Quando chegaram, Logan estava parado do lado de fora olhando assustado para a casa destruĂ­da.

— O que aconteceu aqui?!

EntĂŁo percebeu a mĂŁe deles.

— E por que ela está aqui?!

Max passou direto por ele.

— Não faz perguntas agora.

Assim que entrou em casa, pegou roupas limpas e foi para o banheiro.

Trancou a porta.

Ligou o chuveiro.

E ficou parado debaixo da ĂĄgua.

As mĂŁos tremiam.

Seus olhos estavam perdidos.

Então começou a esfregar a própria pele com força.

Uma vez.

Depois outra.

E outra.

Como se estivesse tentando arrancar algo invisĂ­vel do prĂłprio corpo.

Mas não importava quanto tentasse


A sensação sufocante continuava ali.

Então as lågrimas começaram a cair.

Silenciosas.

Dolorosas.

Do lado de fora, sua mĂŁe bateu na porta desesperada.

— Filho
 por favor
 me deixa entrar


Max encarou a maçaneta girando lentamente.

Seu corpo inteiro estremeceu.

A respiração ficou irregular.

Então ele levou as mãos até a cabeça e se abaixou no chão do banheiro.

— Para


Sua voz saiu quebrada.

— Por favor
 para


Os irmĂŁos ouviram os gritos abafados vindo do andar de cima.

May imediatamente subiu correndo.

Enquanto isso, Logan recolhia algumas roupas espalhadas pela sala.

— Agora enlouqueceu de vez.

Ele soltou uma risada fria.

— Daqui a pouco fica igual ao pai drogado
 e àquela vadia.

— CALA A BOCA! — May gritou furiosa.

A mĂŁe deles abaixou a cabeça em silĂȘncio.

May entĂŁo se aproximou da porta do banheiro.

— IrmĂŁo
 vocĂȘ estĂĄ bem?

LĂĄ dentro, Max tentou controlar o choro.

— Estou


A voz falhou novamente.

— Só quero ficar sozinho um pouco.

May encostou a testa na porta.

Os olhos cheios de lĂĄgrimas.

— Por favor
 deixa eu te ajudar


Max fechou os olhos com força.

A ĂĄgua continuava escorrendo sobre ele.

Fria.

Pesada.

Como se estivesse tentando afogar tudo o que havia acontecido naquela noite.

— Não precisa se preocupar comigo


Depois respirou fundo antes de continuar:

— E não saiam de casa hoje.

May percebeu imediatamente o medo escondido na voz dele.

— Tá bom


Ela limpou as lĂĄgrimas.

— Vou ficar lá embaixo
 me chama se precisar.

Os passos dela se afastaram lentamente.

E Max continuou sozinho debaixo do chuveiro.

Enquanto a água caía sem parar



e levava embora o pouco que ainda restava dele.

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