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last update Fecha de publicación: 2023-12-05 04:22:57

Jenny

Doze horas. Doze malditas horas seguidas de trabalho árduo e confesso que estou um caco. Portanto, assim que tudo fica mais calmo respiro fundo e me sento em um dos sofás brancos do corredor.

— Oi, eu sou o Adam! — Um rapaz usando um jaleco azul diz sentando-se do meu lado. Provavelmente ele é um residente como eu.

— Ah oi, Adam! Eu sou a Jenny... quer dizer, eu sou a Jeniffer — falo um tanto desanimada.

— Cansada? — indaga com curiosidade.

— Morta, praticamente. Eu preciso ir para casa. Ah, que saudades da minha cama quentinha e macia! — resmungo fechando os meus olhos à medida que encosto a minha cabeça na parede atrás de mim e escuto o som do seu riso baixo em seguida.

— Devia ir dormir um pouco, Jenny Jennifer. — Ele ralha com humor.

— Acredite, esse é o meu plano — rebato fazendo menção de me levantar. Contudo, ele segura no meu antebraço.

— Não, eu quero dizer antes de ir para sua casa.

— Ah, sério? Eu não posso dormir aqui nesse sofá! — protesto, mas ele volta a rir do meu comentário.

— Você está brincando comigo, não é? — questiona com diversão.

— Por que acha que eu estou brincando?

— Porque temos um dormitório aqui para os médicos e para os residentes do hospital. — Arqueio as sobrancelhas.

— Está falando sério? — Adam meneia a cabeça. — Ok! Ah, olha só eu vim de um hospital bem diferente desse aqui. Lá não tínhamos que trabalhar feito doidos e não tinha dormitórios também, então... — Tento explicar para não parecer uma lunática.

— Entendi. É o seu primeiro dia aqui, certo? — Ele me interrompe.

— Pois é.

— Tudo bem, vem que eu te mostro onde fica.

O homem segura na minha mão e sai praticamente me rebocando pelo corredor que parece não ter fim. Não tem como não observar. Esse hospital é realmente muito grande. Imenso na verdade e eu ainda não sei onde fica tudo para aqui ainda.

— Tenha bons sonhos, bela dama! — Adam fala abrindo uma porta larga para mim e um dormitório bem esquisito surge no meu capo de visão.

— Obrigada, Adam!

— Não há de que! — Ele retruca antes de fechar a porta e imediatamente os meus olhos percorrem o cômodo semiescuro com alguns beliches. E como se fosse atraída por um daqueles colchões estreitos me arrasto em sua direção e praticamente desmaio em cima dele.  um sonho, um paraíso no descanso.

                           💗

Horas depois...

Abro os meus olhos no exato momento que a porta do dormitório se abre lentamente e vejo o doutor gostosão passar por ela. Os nossos olhos se encontraram por uma fração de segundos e o meu pobre coração dispara quando Ávila começa a se desfazer do seu jaleco, colocando-o com cuidado em um gancho na parede. Depois ele se senta do meu lado na cama.

Droga, não consigo me mexer!

E quando penso em respirar fundo apenas para dissipar qualquer sombra de nervosismo, o seu cheiro invade as minhas narinas. O calor do seu corpo parece querer incendiar o meu e a droga desse sorriso? Por que ele insiste em sorrir para mim?

A pergunta certa não é essa, Jenny. Meu subconsciente ralha. Que porra de sorriso é esse? Seria a mais acertada. Bufo mentalmente.

— Senhorita Reinhold? — balbucio.

Fala alguma coisa pelo amor de Deus!

— Doutor Ávila!

— Gosto quando me chama de doutor Ávila, mas eu adoraria que me chamasse apenas de Chris! — Ele sussurra e eu começo a respirar com dificuldade.

— Ah, é... verdade! Me desculpe... Chris! — gaguejo com um pouco de dificuldade e não sei se vi direito, mas ele parece experimentar o som do seu nome saindo da minha boca.

— Não foi tão difícil, foi? — Doutor Ávila sussurra e chega ainda mais perto, inclinando-se na minha direção e eu paro de respirar outra vez.

Por Deus, ele não vai fazer o que eu penso que vai, não é?

Me pergunto tentando controlar as batidas desenfreadas do meu coração, que parece querer fugir pela minha boca.

Sim, ele vai!

Engulo em seco. Portanto, Chris roça a sua boca levemente na minha e o seu hálito de menta logo alcança o meu paladar.

— E se eu te beijar, linda? — Ele sussurra na minha boca, deixando-me ofegante e completamente desejosa.  

Céus, que diabos de pergunta é essa?

Ai meu Deus, isso é assédio? Só se eu quiser que seja, certo?

Ai minha virgem santinha! Rogo quando sinto a sua língua deslizar preguiçosamente pelo meu lábio inferior, queimando a minha pele sensível e automaticamente a minha calcinha fica inundada. Solto um gemido involuntário quando sinto a sua mão deslizar pelo meu abdômen, por cima da minha roupa e vai descendo descaradamente na direção a minha...

Intimidade?

 Sinto-me resfolegar e no ato e me espanto ao descobrir que estou ansiosa pelo seu toque bem ali. O meu coração dá saltos acrobáticos dentro do meu peito no exato momento que ele toma a minha boca em um beijo estupidamente erótico e um som estridente ecoa dentro do dormitório no mesmo. Então eu abro os olhos e...

Put's!

Tudo isso foi apenas um sonho?

Não acredito que tive um sonho erótico com o meu instrutor! Frustrada, enfio a cara no travesseiro e resmungo algumas coisas sem sentido para alivia a droga dessa tensão sexual, que está explodindo em cada terminação nervosa do meu corpo.

— Definitivamente você é louca, Jennifer Reinhold! — rosno, saindo da cama e exasperada pego o meu jaleco que está no gancho da parede. — Você nem o conhece direito e não sabe quem ele é de verdade.

Ah, merda, a coisa é bem pior que isso! Resmungo mentalmente.

O doutor Christopher Ávila nem se liga na sua existência. Com esse pensamento saio do dormitório com passos largos e através dos vidros transparentes da recepção percebo que já escureceu. Contudo, antes de sair realmente, passo no banheiro e abro o meu armário. Pego minha bolsa e as chaves.

Está na hora de ir para casa, Jen. Penso e sigo apressada para os elevadores. Aperto o botão do térreo e enquanto aguardo, me lembro do sonho maldito erótico. Bom, pelo menos eu ia perder a minha virgindade, mesmo que fosse através de um sonho. Retruco mentalmente, mas balanço a cabeça, tentando jogar esse maldito pensamento para o esquecimento.

 Meu Deus, eu mal acabei de conhecer o meu instrutor e já cheguei no nível de sonhar com ele.

Fala sério!

— Falando sozinha, Reinhold? — Uma voz masculina soa bem atrás de mim, fazendo-me dar um pulo de susto e no ato, levo uma mão para o meu peito, puxando uma respiração exasperada em seguida.

— Nossa que susto! — Praticamente berro. Contudo, Ávila arqueia as sobrancelhas grossas e perfeitas para mim.

Oh, Deus será que ele pode parar de fazer isso?

— Isso o quê? — Ele inquire me fazendo sobressaltar.

— O... quê? — gaguejo.

— Você pediu para eu parar de fazer isso.

— Por Deus, doutor Christopher, o Senhor consegue ler mentes também? — Arregalo os olhos em espanto, mas o homem sorri lindamente e eu... droga!

Respira, Jenny!

— Eu ainda não tenho esse poder, Reinhold, mas você perguntou em voz alta e eu respondi com outra pergunta. — Ele explica.

As portas do elevador se abrem e entramos praticamente ao mesmo tempo. A parte pior? É que só tem nós dois aqui dentro.

 Droga!

Me forço a não pensar mais em nada enquanto estiver perto dele. Contudo, o silêncio é quase palpável dentro dessa caixa de aço. Ele encara os números vermelhos e eu encaro a parede a minha frente, e quando as portas voltam a se abrir eu praticamente saio quase correndo de dentro dele e sem olhar para trás.

Preciso respirar!

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Último capítulo

  • E Se Eu Te Beijar?   Epílogo

    Cris É 21 de março e o dia está perfeito lá fora. Nicole está na casa dos meus pais e hoje é aniversário da minha Tempestade. Ela está dormindo serenamente, perdida entre os lençóis brancos. A sua barriga imensa está disposta e sua mão descansa sobre o ventre. Em breve teremos mais um bebê em casa. Fico aqui quieto e parado, apenas a admirando por longos minutos. É algo que não me canso de fazer nesses quatro anos de casamento. Sorrio quando vejo o quarto repleto de flores, balas de chocolates, Noka as suas preferidas, sem falar no exagero de presentes que com certeza ela já espera por isso. É algo que eu simplesmente não consigo evitar e repito todos os anos. A diferença, é que hoje estamos apenas nós dois aqui e será um dia só nosso. Solto um suspiro baixo e caminho lentamente até a cama, e com calma, sem agitá-la aproximo-me da minha esposa dorminhoca e a beijo calmamente. Ela geme manhosa e se espreguiça igual uma gatinha. Por fim, abre uma brecha de olho e sorrio. — Bom dia!

  • E Se Eu Te Beijar?   185

    Cris— Pai outra vez, isso é digno de um brinde! — Não seguro um sorriso satisfeito. Portanto, ergo o meu copo no mesmo instante que o meu pai ergue o seu e os copos tilintam em seguida. — E não se esqueça que você será avô outra vez! — resmungo após beber um gole da bebida. Do outro lado do jardim da casa dos meus pais fito o meu avô Dam curtindo os seus bisnetos e contando-lhes histórias que prendem a atenção da garotada. Confesso que eu amava ouvir as suas histórias, era o que me fazia viver enquanto o meu pai morria aos poucos.— E a Alice? — Procuro saber. Ele suspira alto.— Está no quarto de castigo. — Reviro os olhos.— Qual é pai, a Alice já tem vinte anos, ela não é mais uma criança! — reclamo.— Ela ainda é a minha criança, Cris! — rosna. — Não admito que a minha bebê namore um cara de quase quarenta anos! — retruca irritado. Rolo os olhos outra vez.Daniel Ávila é um grande homem, mas esse preconceito dele me irrita.— Lucca Fassini só tem 37, pai e ele é um homem admi

  • E Se Eu Te Beijar?   184

    Dois anos depois...Olho para o céu azul, sem nenhuma nuvem aparente. Alguns pássaros cantam nas árvores, outros estão voando. Sorrio. O lugar é calmo... Transmite muita paz. Eu olho ao meu redor... Estou sozinha... Onde está o Cris e por que não vejo Nicole em lugar nenhum?Ando pelos campos de flores campestres... Há muitas delas por aqui...Onde estou realmente? Não sei o porquê, mas não sinto medo. Não me sinto só, me sinto segura e amada. Continuo andando e andando, não sei por quanto tempo... Mas me parece que não estou chegando a lugar algum. Logo a minha frente há uma árvore frondosa, de uma copa verdejante.Respiro fundo, mas não é o cheiro das flores campestres que invade as minhas narinas, é um cheiro familiar, um perfume conhecido. Contudo, me sento debaixo da árvore e me encostando no tronco grosso e olho os caminhos das flores por onde eu passei. O fim de tarde está chegando, mas a impressão que eu tenho é que a luz e sombra l está tão radiante quanto o sol do meio-dia.

  • E Se Eu Te Beijar?   183

    Jenny— As malas já estão todas no carro. — O Cris avisa quando seguro a Nicole no meu colo e vou na direção da garagem. Ele a pega nos seus braços e a coloca na sua cadeirinha no banco de trás do carro. Assim que me acomodo no banco do carona, ligo o DVD para deixar a Nick mais à vontade durante o trajeto até o aeroporto. — Pronta para um novo recomeço? — Meu marido indaga, se sentando no banco no motorista.— Ansiosa, na verdade. — Ele liga o motor e logo pegamos o asfalto.Finalmente chegou o dia de irmos morar no Brasil. Nesse meio tempo conseguimos vender nossos apartamentos, carros e moto, e com o dinheiro conseguimos comprar uma casa ampla, arejada e bem iluminada em um bairro nobre, e tranquilo no Rio de Janeiro. O hospital já está pronto desde a metade desse ano, mas não podíamos ir até a Amber, o Adam e eu concluirmos o curso.Estou exausta. Depois de um dia corrido seguido de uma extensa formatura e depois de horas de comemoração, estamos finalmente indo para o aeroporto. O

  • E Se Eu Te Beijar?   182

    JennyThe Pussycat Dolls de Snoopy Dogs se espalha pelo ambiente a meia luz e eu surjo dentro do quarto está iluminado apenas pela luz amarelada do abajur, vestindo um conjunto de minissaia preta, fina e rendada, com uma calcinha minúscula, um sutiã meia taça da mesma cor que ressalta os meus seios, além de um salto alto. E Cris está. bem, ele está sentado no centro da nossa cama e algemado a barra de aço da cabeceira.Sim, por essa travessura ele não esperava.Que graça teria repetir uma dança, sem um atrativo novo? Seus olhos gulosos passeiam pelo meu corpo enquanto rebolo sensualmente pra ele, seguindo o ritmo da música agitada. Deixo as minhas mãos deslizarem por meu corpo, enquanto vou me agachando, lentamente, até quicar três vezes, a dez centímetros do chão. Volto a subir, rebolando e fazendo ondinhas, deixando as minhas mãos deslizarem sem pressa, por minhas pernas, parando propositalmente na minha bunda, me viro de costas pra ele e mexo a bunda provocativa.— Cacete! — Ele ro

  • E Se Eu Te Beijar?   181

    CrisDo lado de fora encontro o Adam encostado em a parede do corredor e de braços cruzados. Ele os descruza assim que me vir e me estende uma mão, abrindo um largo sorriso.— Parabéns, papai!Sorrio e então me dou conta de que oficialmente eu sou pai. Sou pai de uma menina forte, valente e determinada.— Caramba, eu sou pai! — digo o óbvio.— Você é. — O sorriso de Adam se alarga.— Eu sou pai, porra! — falo mais alto e recebo o seu abraço forte. — Valeu, cara!Minutos depois Alex sai do quarto e me encara séria, me fazendo prender a respiração, mas logo ela sorrir me puxando para os seus braços.— Você fez um excelente trabalho lá dentro, meu amigo! — ralha.É claro que eu fiz!— Como elas estão?— Dormindo. Nicole mamou e logo adormeceu. Amber pôs uma roupinha quentinha nela. Não se preocupe, a sua filha está bem agasalhada.— Eu perdi a primeira mamada da minha filha e a culpa foi sua. — A acuso baixo, porém, com um tom sério. A Doutora arqueia as sobrancelhas bem-feitas e rir ain

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