INICIAR SESIÓNMAJU
Por mais que Maju estivesse aproveitando a vida, saindo mais do que o costume, fingindo está sempre feliz, Gabi sabia que algo estava errado, algo tinha acontecido com a sua irmã.
— Amor, o que está acontecendo? Você não é assim! — Gabi diz séria, mas com tom de carinho.
— O quê? Não tem nada acontecendo. — Maju dá uma de desentendida.
— Dá para ver de longe que está sofrendo, você não me engana. — Gabi insiste. — Maju se rende e fala seca.
— Eu, eu acho que fui enganada Gabi. — Diz Maju sem emoção nenhuma em sua voz ou olhos. — Mas antes que eu possa responder à enxurrada de perguntas, tem notícias do JC?
— Humm, não, mas posso tentar descobrir algo com o PJ. — Maju nega com a cabeça, não quer trazer problemas para a irmã.
— Deixa pra lá. Já escolhi, eu quero pizza de lombo com ricota. — Maju desconversa com o sabor da pizza, mas Gabi não é boba, sabe o que sua irmã está tentando fazer, mas o que Maju não sabe, é o quanto Gabi está empenhada em descobrir, o que deixou sua irmã tão triste.
— Ok, vou pedir, mas não vai escapar, o que aconteceu? — Gabi insiste.
— Ok, eu me apaixonei, fiz planos e de repente ele puff, sumiu do mapa, o celular está sempre na caixa postal. — Maju diz irritada.
— Está falando do JC?
— Está tão na cara assim? — Gabi confirma com um movimento leve de cabeça.
— Sim, mana, mas ele me usou e depois jogou fora. — Maju diz com os olhos marejados, mas ela é orgulhosa e engole o choro.
— Não sei não Maju, ele não tem esse perfil, eu nunca vi ele com nenhuma dessas marmitas aqui do morro.
— Vamos trocar de assunto? — Por mais que queira desabafar, cada vez que pensa ou fala no JC seu coração aperta, o humor dela oscila, ela não quer ser rude com a irmã, então decide pedir para trocar o assunto.
— Sim, vamos nos entupir de pizza, sorvete, chocolate e coca cola.
— Já te falei que é a melhor irmã do mundo? — Gabi dá uma gargalhada e depois diz.
— Interesseira. — As duas se divertem até que Gabi foi dormir em seu quarto, deixando Maju sozinha no quarto de hóspedes, e como todas os dias ela começa a lembrar do JC, em específico de quando ele a pediu em namoro, com os olhos fechados, as lembranças vinham, como imagens vivas do momento, igual quando se assiste um filme, com todos os detalhes e a bomba de sentimentos.
"Ao entrar no quarto do hotel, a cama estava repleta de pétalas de rosas, aquilo era novo, ele nunca foi romântico, eu também nunca cobrei isso dele, mas estou surpresa e feliz com sua atitude, depois de olhar cada detalhe do quarto, olhei para ele que passou a mão na nuca com vergonha, eu sorri com o gesto tímido daquele homem lindo, negro de quase dois metros de altura, com um corpo repleto de músculos.
Ele olha nos meus olhos, caminha até mim, abraça minha cintura e diz.
— Maju, nós estamos há um tempo junto. — Ele está todo sem jeito, mas muito fofo.
— O que foi amor?
— Você me ama? Mesmo eu sendo um bandido todo fodido? — Ele pergunta com receio.
— Amor não tem classe, não tem cor, não tem rótulo, amor se sente, aqui — coloquei a mão em seu coração, ele segura em minha mão e dá um beijo casto, depois ajoelha em minha frente, abre uma caixinha com um anel lindo, com uma pedra solitária na cor âmbar, eu não aguentei e comecei a chorar, ele coloca o anel no meu dedo, levanta, beija minha mão, seca minhas lágrimas com um carinho, e depois me dá um beijo longo e apaixonado.
— Eu não sei falar essas palavras bonitas, nem poemas, mas uma coisa eu posso garantir, eu te amo muito, minha morena marrenta, você se tornou meu mundo, o ar que eu respiro!
— E depois diz que não sabe falar palavras bonitas! — Digo fungando, pois meus olhos pareciam duas cachoeiras — Eu te amo meu bandido ciumento, você também se tornou tudo para mim, eu só peço que tenha um pouco de paciência, pois meu pai está fazendo um inferno psicológico na Gabi, e não quero isso para nós.
— Estando com você, eu aceito tudo, minha linda.
Iniciamos outro beijo, começou lento, com muito sentimento envolvido, mas aos poucos foi se tornando quente, então JC começou a tirar minhas roupas e a cada peça retirada ele me cobria com beijos e carícias, quando estou nua, ele me deita na cama, tira toda a sua roupa, deita sobre mim, começa beija minha boca, descendo pelo pescoço, enquanto acariciava cada pedacinho do meu corpo, ele foi descendo os beijos até que abocanhou cada um dos meus seios, ele revezava entre beijos e mordidas, eu arqueava as costas de desejo, gemia como nunca havia gemido antes, ele beijou e chupou cada centímetro do meu corpo, quando estava a ponto de gozar, ele percebeu e com sua língua maravilhosa, foi até minha intimidade, a chupou como se fosse o doce mais gostoso da face da terra, em compensação, fiquei fraca, me derreti em sua boca, ele não parou, minhas pernas ainda tremiam, com pequenos espasmos, ele continuou a chupar, até que gozei novamente, só assim ele ficou satisfeito.
— Agora está prontinha para me receber. — Dito isso ele me penetrou, eu me senti preenchida de corpo e alma, o que estávamos prestes a fazer, não era apenas uma transa casual e sim, selando nosso amor, com o desejo puro e cru, mas foi impossível não gemer e implorar por socadas fortes e fundas, com a gente nunca foi leve, sempre foi intenso, o que começou com um beijo inocente, se tornou um amor louco de desejo, sem barreiras, com muitas socadas fundas, palavras sujas, com tesão absoluto, o único som que se ouvia era os gemidos de ambos e o som de nossos corpos suados se chocando um no outro, eu nem sei quantas vezes gozei chamando seu nome, essa, sim, foi a melhor noite da minha vida!"
...
Maju desperta de suas lembranças aos prantos, ela nem percebeu que estava chorando com a aliança em sua mão, ela olhava para aquela delicada joia, a lembrança de que foi real, que o coração está partido, porque aquela noite foi real.
— Porque está fazendo isso com a gente, JC, eu sei que aquela noite não foi uma mentira, eu sei que me ama assim como eu te amo.
Para se acalmar Maju vai até a cozinha, bebe um copo de água, fica olhando pela janela por um tempo, mas quem ela queria não estava ali, não estava no morro, e não queria ser encontrado, seu coração aperta, ela termina de beber a água e volta para o quarto de hóspedes da sua irmã, e por mais que ela não queira, ela acaba dormindo pensando em JC, no que ele poderia estar fazendo, se ele estaria pensando nela, no quanto ela odiava e amava ele ao mesmo tempo, no quanto sentia a falta dele ao mesmo tempo que nunca mais queria vê-lo, no quanto foi boba de fazer planos com ele, adormeceu mais uma noite chorando, e se xingando por está chorando.
Por mais que ela mostre que está feliz, isso não passa de uma máscara, no quarto sozinha, essa máscara caí, o seu coração apertava e ela se permitia chorar.
Tudo se acertou, finalmente se entregaram ao amor, e provaram que quando é de verdade, nem o tempo é capaz de separar.Maju e JC estavam sendo excelentes pais para Poliana, que crescia inteligente e muito bonita. Eles decidiram que não querem filhos por enquanto, pois querem se dedicar à Poliana.O morro do café foi assumido por um aliado dos meninos, e a paz está reinando, por enquanto.Janaína foi dura com Jhonny, e assim como ela, Gabi e Bernardo deram um sermão nele, e hoje ele se dá muito bem com JC.Bernardo está noivo, foi de repente, e já está com o casamento marcado, mas essa pressa toda, só será descoberta em outra história.VH e Jenny vivem em pé de guerra, mas não se largam, e não queria fofocar, mas… Ele vai pedir ela em casamento, no baile que vai ter no final de semana. Mas assim como Bernardo, é história para outro momento.PH investiu bonito em Isa, que finalmente aceitou namorar com ele, eles frequentam os churrasco da turma, mas Maju ainda não vai com a cara dela.M
Alguns meses depois…Maju estava tomando café com Poliana, antes dela ir para o colégio.— Maju, você conheceu a minha mãe?— Sim Poli, eu a vi uma vez.— Amanhã tem apresentação do dia das mães.— Sim meu amor, eu vi na agenda, eu e o seu pai estaremos lá — Por mais que JC não tenha feito o exame de DNA, ele considerava a Poli como sua filha, e nem quis mais fazer o teste, pois a menina já tinha entrado em seu coração.— Maju. — Poli para de comer e olha com os olhos cheios de lágrimas. — As vezes minha mãe era carinhosa, outras apenas me deixava trancada no quarto — JC e Maju se olham, mas não interrompem a pequena — Mas sabe, eu não sinto a falta dela, — Maju sente um aperto no coração — Você pode ser minha mamãe? — Maju a olha surpresa.— Amorzinho, seria uma honra ser a sua mãe, mas nós nunca podemos esquecer da sua mãe Maria, pois ela podia ter seu jeito tortinho de ser, mas ela era sua mãe e tenho certeza que te amava muito! Então pensa desta forma.— Que forma?— Que você é a
Já tem uma semana que eles estão em casa, JC vai para perto de Maju e diz.— Amor, precisamos conversar.— Aconteceu alguma coisa? — Ela pergunta preocupada.— Sim, lembra que te contei que Magrão e Lobão invadiram nosso morro? — Ela assente que sim com a cabeça — No processo a Maria morreu, e eu, Humm, eu decidi... — Decidiu ficar com a criança? — Ela completou.— Sim, desculpa eu não...— Maju o corta e diz.— Eu não esperaria uma atitude diferente vindo de você, é claro que aceito que a gente fique com ela, onde ela está?— Com a Mila, preferi deixar ela lá até que nós dois estejamos bem.— Eu quero conhecê-la, será que ela vai gostar de mim?— Não tenho dúvida, que sim! — Ele lhe dá um beijo carinhoso.Mila levou Poliana para a Maju conhecer, elas se deram muito bem, a linda meninas de olhos castanhos claros e Maria Chiquititas, se apaixonou por Maju e foi embora aos choros, Maju ficou com o coração partido, mas ela não tinha condição de cuidar nem de si, quem dirá de uma criança.
No posto desativado.Maju sorri com carinho para os meninos, feliz por ver seus amigos.— Quem vai me ajudar a ver aquele negro ciumento? — Eles riem e Magrin a pega no colo colocando-a em uma cadeira de rodas.— Ele é forte Maju, e sofreu muito longe de você, ele te ama muito. — Magrin diz com carinho.— Eu sei, eu também o amo muito! Acho que mais do que uma pessoa devia gostar de outra. — Magrin não diz nada, apenas sorri com a declaração da amiga.Quando Maju coloca o olho no grande homem negro, ela sorri e sente as lágrimas escorrerem por seus olhos, Oli baixa a maca o máximo que conseguiu, para que Maju pudesse vê-lo melhor.Ela faz um carinho no rosto dele, ele abre os olhos lentamente, pega as mãos dela bem devagar, e lhe dá um beijo.— Amor, por favor, não me deixe. — Maju diz com lágrimas nos olhos.— Nunca princesa! Você é minha vida. — Ele diz com dificuldades.— Shiuuuu, por favor não diga nada! Fique forte para nós! — Ele sorri e diz:— Me beije. — Com dificuldade, ela c
Na praça da cidadeUma grande tempestade começa, e a correria para encontrar a bomba continua, a equipe anti-bomba do estado chegou, o que fez Marco Moretti se acuar, ele deixou alguns de seus homens, mas o mesmo se retirou, desejando boa sorte.— Onde esse filho da puta escondeu essa bomba? — Rosna Junior.No controle diz que se passaram quarenta minutos, e faltam vinte minutos para ela explodir, Gael acorda e começa a rir como um louco.— Onde está a merda da bomba? — Magrin pergunta para Gael, que olha para ele e sorri dizendo.— Só revelo para Maju. Sei que a encontraram. — Vai se foder. — Magrin diz, após desferir um soco no rosto de Gael.— Se controle Magrin, aqui tem muitos agentes, que não gosta de você. — Nina diz ao se aproximar.— Quer saber, vocês não são os certinhos, os donos da lei, que se virem, então, bora VH, vamos ver o JC. — Magrin diz com raiva em sua voz.— Eu só quis ajudar.— Eu sei, obrigada pelo toque, mas do mesmo jeito que eles não gostam de mim, eu odeio
— Onde está o Gael?— Fica tranquilo chefia, ele logo aparece, com a gostosinha fujona! — PJ fecha as mãos em punho, tamanho o ódio que ele sentia. Cansado do teatro, PJ solta suas mãos amarras com facilidade, sem seu “sequestrador perceber”, agora era só esperar a primeira oportunidade para atacá-lo e fugir do cativeiro....Na sede da máfia, Noah anda de um lado para o outro, aguardando o hacker membro da máfia, dar a localização do cativeiro.— Tenho dois locais, mas não sei ao certo em qual ele está. — O hacker diz com receio.— Onde? — Noah pergunta.— Um é na casa abandonada, do antigo Prefeito. — Ele dá uma pausa e depois diz. — O outro, é em uma residência ao lado da farmácia da Maria Julia.— Porra, são lados completamente opostos. — Noah diz puxando seus cabelos em sinal de raiva e indecisão.— Eu vou para a casa perto da farmácia, vovô, você pode mandar uma equipe na casa do Prefeito?— Claro piccolo! — Noah revira os olhos para a forma que o avô o chamou, ele vai até a est