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Capítulo 4

Autor: Paula Tekila
last update Fecha de publicación: 2022-11-17 10:21:28

Benício

Eu tremi de vergonha e ódio das palavras de Valentina, mas a puxei para junto de mim. Ela suspirava de raiva, eu pude sentir toda a energia que emanava do seu corpo para o meu. Ainda assim vale a pena tocá-la ainda que seja despertando o seu ódio, nos separamos de corpo e ela limpava a boca enquanto as lágrimas rolavam de seu olhar, tão lindo e penetrante.

– Minha esposa está certa. Seja por uma mentira ou por justiça, estamos casados!

Salazar quis dar uma lição nele, mas Carmem o impediu antes que uma briga terrível pudesse começar entre eles. Valentina corre para casa seguida por Carmem.

Adriana e a família de Benício logo o puxam para casa antes que aquela noite terminasse em mais confusão.

– O que pensa que está fazendo Benício? Prometeu essa vingança ao seu pai e conseguiu o que queria, mas fazia parte do seu plano se envolver com essa m*****a, para isso me trouxe para cá? – Grita Adriana cheia de ciúmes.

– Essa vingança é minha, não tem o direito de cobrar eu sempre disse a você que me casaria com ela.

– Se casar para ter poder sim, mas não arrastar asa para o lado dela. Esse maldito beijo doi desnecessário e me machucou ver a sua cara de felicidade ao fazer isso. –  Completa Adriana.

– Não me diga que caiu na própria armadilha meu irmão. Não seria tão imbecil, não é? –  Pergunta Karen, ela não queria nem pensar na hipótese do irmão ter se encantado com Valentina.

– Chega dessa confusão! Filho, já estamos aqui como sempre sonhamos e amanhã irei visitar seu pai na cadeia, ele ficará feliz em saber que cumpriu sua promessa de nos colocar aqui dentro de novo.

– Diga a ele, que tiveram que nos aceitar de volta!

Benício

Eu me sinto orgulhoso por ter conseguido o que todos nós sonhamos juntos por anos, meu pai não é culpado pela morte da mãe dela, não da forma que todos imaginam. Minha mãe, minha imrã e eu não merecíamos ter sido banidos como se tivéssemos uma doença contagiosa ou como se fôssemos demônios sobre a terra.

– Mas quero que me prometa que vai ficar longe dessa mulher! –  Domênica conhecia bem seu filho e até onde a fraqueza de um homem podia levá-lo.

Benício não podia prometer isso, apenas saiu deixando as três sem resposta.

– Viram só? aquela mulher já está na mente dele. Não devia ter permitido que ele se casasse com ela, eu apostei alto demais ao aceitar que ele a tocasse e ficasse perto. –  Diz Adriana suspirando de raiva.

– Seja inteligente, não fale mais dela. Tente envolver ele ainda mais na cama, Benício é homem e se tiver saciado até a exaustão, não terá por que ir atrás dela! –  Domênica aconselha a jovem.

Adriana corre para o quarto o abraça por trás alisando seu peito másculo. Ele se vira para ela, se beijam e vão para a cama. Benício a agarra forte, parecia desesperado para estar com ela, tira a roupa apressado e ela faz o mesmo.

Transam alucinados de desejo, ela monta sobre o corpo dele e sorri enquanto o cavalga. Benício fecha os olhos e alisa seus seios. Ela repousa o corpo sobre ele ainda se mexendo forte, ele suspirava no ouvido dela.

– Você me enlouquece Valentina!

Benício

Naquele instante era com ela que eu estava, meu corpo pede, grita por isso e cedo ou tarde eu terei que ceder a ele.

Adriana paralisou um segundo, ele havia chamado por ela, devia estar pensando nela. Mas Domênica havia pedido a ela que não falasse na moça e tudo poderia piorar ao interroper o ato para pedir explicações. Ela continuou se mexendo até ele ejacular, Adriana se deitou e ele permaneceu de costas para ela.

Adriana queria matar ele ou Valentina, nunca havia se sentido tão diminuída como mulher. Não sabia como, mas ia dar um jeito de fazer ele retirar essa mulher de seus pensamentos.

Adriana

Se Benício teve a audácia de me comer chamando por ela, é por que essa desgraçada entrou forte na mente dele, tenho que fazer algo e logo.

Benício só conseguia pensar em Valentina era ódio, desejo e uma vontade enorme de dominar aquela mulher. Apesar de saber que mentir para se casar com ela havia sido uma sacanagem enorme, ele devia deixar ela em paz.

Benício

Eu devia me afastar e te deixar em paz, Valentina. Eu deveria, mas eu não posso e se eu não te fizer minha sou capaz de enlouquecer!

Valentina estava deitada em sua cama, olhando para cima e apenas se deixando levar pelos acontecimentos daquele dia.

Valentina

Eu preciso me manter firme e afastada, tentar manter o foco em outras coisas que são importantes para mim. Minha vida não acabou e não me darei por vencida.

– Valentina já está dormindo?

– Não vó, entre!

Carmem entra e senta na beirada da cama.

– A senhora está chateada comigo por eu ter dito a verdade sobre ele, não é? –  Pergunta Valentina.

– Não, acho que naquele momento era necessário!

– Ele me tira do sério, veio até aqui atrás de mim pedindo que eu o apresentasse a todos.Como se fosse meu marido de verdade e como se nos amássemos como um casal, ele é falso dissimulado e a cada dia eu tenho mais ódio.

– Eu vi quando ele te seguiu, percebi como ele te olha e o desejo que ele tem por você é assustador!

– Vou me manter longe, eu prometo!

– Mas ele não vai...seja forte Valentina. As mulheres de nossa família são vítimas de uma maldição!

– Maldição? –  Valentina questiona.

– Sim, por quatro gerações morremos pelas mãos de um homem obsessivo.

– Mas e a senhora vó, como conseguiu fugir desse destino?

– Por que abri mão do amor. Quando engravidei de seu avô eu fugi para bem longe, fui aceita nesse clã e aqui estamos até hoje.

– Então nossa origem não é daqui?

– Não filha, eu vim de Cuba com sua mãe ainda no ventre para fugir desse fim. –  Responde ela.

– Minha mãe sabia desse carma, desse destino tão triste?

– Sim, mas ainda assim ela julgou que valia a pena viver um amor! Ela sabia que ia morrer por isso, mas se entregou de corpo e alma a seu pai e pagou com a vida. Morreu pelas mãos de Kayon que tinha um amor doente por ela. –  Carmem chorou ao lembrar.

– A história não vai se repetir, estou casada e em nossa cultura não existe separação... só a morte. Não terei o mesmo destino de minha bisavó e minha mãe...como a senhora, eu escolho não amar e continuar seguindo meu caminho! –  Valentina sente uma lágrima percorrer seu rosto, agora ela sabia que se ela se atrevesse a viver um amor isso poderia e iria custar sua vida.

– Eu daria a minha alma para que você fosse plenamente feliz minha pequena!

– Não diga isso, vamos esquecer tanto sofrimento e nos apegarmos a outras coisas nessa vida. Eu preciso da senhora, mais do que nunca!

As duas se abraçam.

Valentina

Eu nunca imaginei que amar pudesse ter um preço tão alto, a vida! Mas Benício e eu não sentimos amor um pelo outro, ele só me usou para ter poder e o que eu sentia por ele deu lugar a desprezo. A profecia não se cumpriu e nem vai se cumprir, nunca vou permitir que ele me toque...nasci e morrerei casta.

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Último capítulo

  • Fogo no sangue   Capítulo 41 - Final

    A algumas portas dali, Valentina lutava pela vida, ela despertou naquela cama de hospital levantou-se e estava sozinha. Seu ventre estava vazio e ela foi até a porta e a abriu, fechou parcialmente os olhos por causa da forte luz estava descalça e sentiu grama embaixo de seus pés, ela estava em um lindo lugar cheio de flores de todas as cores e sentia uma imensa paz.– Filha?Ela ouviu uma voz doce chamar por ela e ao virar-se, era sua mãe que por tantas vezes só havia visto em fotos. Ela chorou e as duas se abraçaram e ela podia sentir o que sempre tinha sonhado...o aconchego de sua mãe.– Eu preciso te mostrar muitas coisas filha!– Minha vó tem tentado falar com a senhora, mas não consegue.– Eu não tive forças o suficiente para entrar nos sonhos dela, mas agora que está aqui quero que saiba de tudo! – Eulália diz pegando as duas mãos de Valentina levando-a até mais de vinte anos atrás, onde ela observava tudo o que aconteceu.– Mãe a senhora sabe que eu amo Donato, mas ele insiste

  • Fogo no sangue   Capítulo 40

    Dois dias depois, Adriana estava internada em uma clínica para tratar sua depressão e mais problemas psicológicos e ainda não se conformava com aquilo pois para ela haviam roubado seu filho no hospital. Benício não aguentava mais esperar, os dias passavam e ele sentia muito a falta de Valentina.– Papai eu já não posso mais esperar. Não temos plano algum para trazê-la de volta daquele lugar. Eu a quero!– Eu sei Benício, mas temos que agir com inteligência ou colocaremos tudo a perder.– Não, estive pensando. Não somos irmãos, então isso não anulou nosso casamento e ela ainda é minha pelas leis ciganas. Tudo o que tenho que fazer é toma-la de volta de Salazar!– Sim filho isso é verdade, mas acha que ele vai te entrega-la assim? Ele é capaz de matar Valentina só para que não seja sua!– E por isso mesmo irei armado.– Filho, não faça uma loucura!– Ela está sofrendo e eu posso sentir, como pode dormir em paz, sabendo que sua filha está infeliz?Kayon sentiu doer as palavras do filho,

  • Fogo no sangue   Capítulo 39

    Chegando lá, Carmem e Sandra tratam de fazer parecer real a motivação de irem lá. Késia ficou na sala e elas foram para outro cômodo, onde puderam falar mais tranquilas.– Vó preciso que saiba, Kayon me escreveu e deixou um recado que só eu pude ler. Ele disse que Benício e eu não somos irmãos e que eles compraram a fazenda aqui ao lado!– É sério filha? no fundo do meu coração eu senti, Eulália nunca iria te induzir a cometer um pecado assim, minha filha sempre nos disse a verdade!Sandra observava as duas se abraçarem.– E tem mais, sonhei com ela ontem à noite.– Com minha mãe?– Sim, e com Sara também! – Respondeu Carmem e ela teria que dizer a neta enfim tudo o que haviam descoberto com aquele colar e a consulta que tiveram tempos atrás.– Chegou a hora Carmem, diga tudo a Valentina. – Sandra pediu.– Como assim? Tem me escondido alguma coisa?– Sim. Quando Benício estava possuído, ele me revelou que havia um colar dentro de um tronco e lá estava ele, trouxe para Sandra e tentam

  • Fogo no sangue   Capítulo 38

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  • Fogo no sangue   Capítulo 37

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  • Fogo no sangue   Capítulo 36

    ValentinaKayon os levou para longe, graças a Deus...agora preciso dar um jeito de fugir com minha vó. Deixar esse clã e fugir feito covarde nunca foi uma opção para mim, mas não posso condenar o filho que carrego a levar uma vida miserável como a que eu estou tendo.Salazar soube da ida deles, ficou feliz e ao mesmo tempo mais receoso.– Mãe a partir de agora quero que fique na cola de Valentina, deixarei e buscarei ela todos os dias na faculdade.– Por que isso agora, filho?– Sabe que Kayon levou a família daqui.– É acha que ela pode ir atrás deles?– Talvez mãe, ela não sai mais dessa casa sozinha e muito menos com Carmem.– Impossível, se ela realmente quiser fugir não poderemos evitar.– Não só posso, como vou. – Salazar respondeu.Kayon e a família estavam bem longe, em uma cidade a mais de 500 km dali. Benício e ele logo conseguiram um trabalho e alugaram uma casa simples, porém aconchegante.Josélia a cúmplice de Domênica naquela maldição que quase levou Benício a fazer mal

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