INICIAR SESIÓNQuando chegaram ao luau, Adrian foi conversar com alguns dos lobos, dando espaço para que as meninas pudessem rever e cumprimentar os amigos.
Mesmo assim, seus olhos voltavam para Mia o tempo todo, como se ela fosse um ímã. Mia estava feliz e animada. Era bom estar em casa e rever os amigos. Kiara contava, empolgada, para algumas amigas do clã sobre os últimos dias de férias na praia. Pouco tempo depois que eles chegaram, Ian apareceu acompanhado de Ravena, enquanto Lucca vinha com Seraphine. Nenhum dos dois parecia muito animado. Já Ravena e Seraphine caminhavam de braços dados com eles como se exibissem um troféu. Alguns dos mais puxa-sacos da alcateia quase faziam reverência a Ravena, como se ela já fosse a futura Luna. Ao ver aquilo, Mia revirou os olhos. Ela não queria ter que lidar com Ravena naquela noite. Se pudesse evitá-la para sempre, faria sem pensar duas vezes. Ravena era desagradável e dissimulada. Desde muito cedo, Mia conhecia bem suas falas cruéis e seus pequenos truques para prejudicá-la. Ravena, por sua vez, não estava disposta a perder a chance de esfregar na cara de Mia que seria a próxima Luna. Ela travou quando viu Mia no meio dos amigos, sorrindo naturalmente. Feliz. E… bonita. Como aquela cadela estava bonita. Ravena estufou o peito, ajeitou os longos cabelos e começou a caminhar em direção a Mia, puxando Ian pela mão. Quando estavam a cerca de dois metros de Mia, ela soltou Ian discretamente, mas deixando claro que haviam chegado juntos. — Prima — disse Ravena. — Não imaginei te ver aqui hoje. — Olá, Ravena — respondeu Mia. — E então? Como foi no mundo dos humanos? Achei que você fosse ficar por lá de uma vez… bem, você sabe. Com o seu probleminha, você se encaixa melhor lá. Mia sentiu sua loba querer saltar sobre Ravena. Antes que respondesse, Adrian apareceu ao seu lado, trazendo um copo com um drink colorido. — Ei. Trouxe isso para você experimentar. Ele encostou levemente no braço dela. Ravena percebeu o gesto e se incomodou imediatamente. Instintivamente, Ian diminuiu a distância entre eles. Ravena inflou o peito, achando que aquilo era por ela. Mas a realidade era outra. O lobo de Ian quase saltou ao ver outro macho tão próximo de Mia. E ao ver o sorriso que ela deu para Adrian. Ele poderia socar Adrian ali mesmo. Mas por que se sentia assim? — Ian. Ravena — disse Adrian, cumprimentando-os. Eles responderam com um aceno. — Se nos dão licença — continuou Adrian —, vou apresentar Mia a um amigo que está tocando hoje à noite. Ele pegou o copo novamente e indicou o caminho. — Adrian e Mia parecem próximos — comentou Ravena, observando os dois se afastarem. — Um filho de Alpha tão importante… será que ele não se importa de ser visto assim com uma sem-lua? Ian respondeu em tom seco: — Adrian já se importou alguma vez com o que os outros pensam? Mas seus olhos continuavam observando a proximidade dos dois enquanto caminhavam. Mia suspirou aliviada. — Obrigada por me tirar dali. — Achei que você não merecia perder tempo da sua primeira noite de volta com as bobagens da Ravena. Ela sorriu. — Vocês da Matilha dos Olhos realmente são muito observadores. Quando chegaram perto da mesa do DJ, Adrian fez as apresentações. — Mia, esse é o amigo de quem eu falei. Ele se virou. — Sebastian Vespera. — Prazer, Mia — disse Sebastian com um sorriso. — Adrian falou muito de você. Mia olhou para Adrian, que pareceu um pouco sem graça. — Espero que bem. Sebastian riu. — Sempre. Mia observou os discos espalhados sobre a mesa de som. — Nossa… eu e Kiara dançamos muito essas músicas no mundo humano. Onde você conseguiu isso? Sebastian piscou. — Eu tenho minhas fontes. Mia procurou Kiara no meio da multidão. Quando seus olhares se encontraram, ela gesticulou para que a amiga viesse. Kiara chegou sorrindo. — Sebastian, essa é Kiara. Kiara, Sebastian. — Amiga, olha esses discos! Kiara se animou imediatamente com as opções musicais. Enquanto ela falava empolgada sobre as músicas, Sebastian parecia completamente encantado por ela. Cada palavra que Kiara dizia fazia os olhos dele brilharem. E foi exatamente isso que Lucca viu à distância. O rosto dele se fechou. — Está tudo bem? — perguntou Seraphine, claramente incomodada com a quantidade de vezes que Lucca olhava para Kiara. — Nossa, eu amo essa música! — disse Mia de repente. — Vem, Ki, vamos dançar! Ela puxou a amiga pelo braço. Enquanto isso, Adrian e Sebastian continuaram conversando. As duas caminharam em direção à pista improvisada na areia da praia. Mia não sabia se era pelo drink delicioso, pela alegria de estar em casa, pela música ou por tudo isso junto… Mas sentia o coração pulsando forte. Ela se deixou levar pelo ritmo da música. Kiara a acompanhava com naturalidade. Cada uma com sua própria vibração. Mas ambas aproveitando o momento. Quando Ian olhou em direção a Mia, ele ficou petrificado. Ela movia os braços pelo ar em círculos suaves, como ondas. Aquilo parecia quase um ritual. Era como se, naquele momento, ela controlasse o vento e o ritmo da música. E aqueles malditos olhos âmbar… …agora pareciam mais amarelos. Ian soltou o ar que nem sabia que estava prendendo. Merda. O que estava acontecendo com ele? Então ele viu Adrian se aproximar para dançar com Mia. Perto demais.Oi, queridas! 💙 (Não me matem! 😂) Antes de qualquer coisa, preciso dizer uma coisa muito importante: esse não é o final da história da Mia. Esse foi apenas o fim do Livro I – Forjada pelo Amor: A Descoberta do Segredo. E, convenhamos… acho que depois desse final vocês já imaginavam que ainda tinha muita coisa para acontecer. 👀 A história continua em Forjada pelo Amor II – O Despertar da Luna, com uma nova capa, uma nova fase da história e muitos desafios pela frente. Agora que o maior segredo das alcateias foi revelado, chegou a hora de descobrir o que realmente significa ser a Loba Branca. Como Mia vai despertar todo o seu poder? Quem estava atrás dela desde o início? Como Ian e Mia vão lidar com tudo o que aconteceu entre eles? Os primeiros capítulos do Livro II já estão praticamente prontos e não deve demorar muito para ele entrar na plataforma. Se tudo der certo, ainda esta semana vocês já poderão continuar essa jornada comigo. Assim que ele estiver disponível, eu avis
Mia respirou profundamente. Não havia mais escolha. Ela ergueu os olhos para o céu. A lua rompeu as nuvens naquele exato instante. Seu corpo foi envolvido por uma intensa luz branca. O vento explodiu pela floresta. As árvores se curvaram. A terra tremeu. Todos pararam. Aliados. Rebeldes. Até as bruxas interromperam seus feitiços. Quando a claridade desapareceu… A enorme Loba Branca estava diante deles. Sua pelagem parecia refletir a própria luz da lua. Os olhos prateados percorriam o campo de batalha. Majestosa. Imponente. Sagrada. Por um instante… Ninguém ousou respirar. Então ela avançou. Seu primeiro salto lançou vários rebeldes contra as árvores. Um único golpe de suas garras derrubou outro grupo inteiro. Os inimigos começaram a recuar. Ela atravessava o campo de batalha como um raio branco. Cada movimento era preciso. Cada ataque fazia os rebeldes recuarem ainda mais. Ian conseguiu finalmente alcançar Theron. Ajoelhou-se ao lado do pai. O Rei Alfa pe
O cortejo avançava lentamente pela antiga Estrada dos Ancestrais. À frente, a Guarda Real abria caminho em absoluto silêncio. Logo atrás vinham as carruagens cobertas pelos estandartes negros do luto. Na primeira delas repousava o corpo de Danayla. Ao seu lado, os membros do Conselho de Coluna que haviam tombado durante a rebelião. O destino de todos era a Alcateia Coração. A terra sagrada. Desde a fundação da Ordem das Alcateias, aquele território era considerado inviolável. Nenhuma guerra podia ser travada ali. Nenhuma arma podia ser erguida. Era o lugar onde os grandes líderes encontravam seu descanso. Theron seguia à frente da comitiva. Ao seu lado cavalgava Ian. Darian permanecia logo atrás, acompanhado de Elara e Mia. Aurelin fechava a formação ao lado dos guerreiros da Guarda Real. Ninguém dizia uma palavra. O luto era pesado demais. O início da guerra tornava o silêncio ainda mais sufocante. A floresta permanecia imóvel. Nem mesmo os pássaros c
O silêncio nunca parecera tão pesado.A sala de reuniões da mansão Alfa permanecia mergulhada em um luto que nenhum deles tivera tempo de viver.A guerra havia começado.E, pela primeira vez em quinhentos anos, uma alcateia caía nas mãos de um usurpador.Theron permaneceu de pé diante da grande mesa de carvalho. O olhar percorria cada rosto presente.Darian.Alguns dos principais Alfas aliados.Betas.Generais.Ninguém ousava quebrar o silêncio.Foi Darian quem respirou fundo.— Quantos?Um dos soldados abaixou a cabeça antes de responder.— Ainda estamos contabilizando… mas já confirmamos mais de cento e cinquenta mortos.O número pareceu sufocar a sala.Theron fechou os olhos por um instante.Danayla não fora apenas uma Luna.Sua morte era o símbolo de algo muito maior.Davi havia declarado guerra a todas as alcateias.— E Coluna? — perguntou Theron.— Totalmente ocupada.— Sobreviventes?— Alguns conseguiram fugir antes que os portões fossem fechados. Estão sendo procurados pelas t
Ian não soube como conseguiu deixar os jardins da mansão Alfa.Cada passo parecia mais pesado que o anterior.Durante poucas horas, depois que Mia o marcara, ele finalmente compreendera o que significava encontrar sua companheira. O vazio que sempre carregara desaparecera, substituído por uma paz que jamais conhecera. O vínculo era inteiro, forte, vivo. Ele conseguia senti-la além das palavras, além da distância. Era como se uma parte de sua alma, incompleta desde o nascimento, enfim tivesse encontrado seu lugar.Agora, tudo havia mudado.A ligação continuava existindo, mas estava fraturada. Fraca. Instável. Ele ainda conseguia sentir Mia, porém como um eco distante, abafado por uma dor constante que apertava seu peito a cada passo que dava para longe dela.Os guardas abriram caminho assim que o viram.Ninguém ousou dirigir-lhe a palavra.Seu semblante bastava para deixar claro que algo terrível havia acontecido.Ian atravessou a mansão em silêncio, subiu as escadas e entrou em seu qu
Quando voltou a falar, sua voz estava quase irreconhecível. — Sua mãe… Respirou fundo. — Ela nunca tentou proteger você do mundo. Levantou os olhos lentamente. — Ela tentou proteger você… de mim. Mia balançou a cabeça imediatamente. — Não. — Ela queria proteger nós dois. — Ela acreditava que, quando chegasse a hora, nós precisaríamos fazer nossas próprias escolhas. Ian sorriu sem humor. — E você escolheu esconder a verdade. Ela fechou os olhos. — Escolhi esperar. — Esperar para saber quem você realmente era. Ele respirou profundamente. — Então eu estava certo. Os olhos dela voltaram aos dele. — Você nunca confiou em mim. — Ian… Ele deu mais um passo para trás. A dor em seus olhos era ainda pior que a raiva. — Desde o primeiro momento… Sua voz falhou. — Eu protegi você. Respirou fundo. — Eu estive ao seu lado. — Eu enfrentei qualquer um por você. As lágrimas começaram a escorrer por seu rosto. — Como… Ele balançou a cabeça, in







