FAZER LOGINPássaros cantam, me despertando em mais uma manhã, me espreguiço na cama e em um pulo de coragem levanto, caminho a passos preguiçosos e me aproximo da janela onde toda manhã observo o nascer do sol. Amo observar a cor alaranjada que reflete nas nuvens nesse horário, junto com o verde das grandes árvores que arrodeia minha casa e o cheirinho de terra molhada por causa do orvalho. Para mim, essa é uma das cenas mais lindas de se ver pela manhã e o cheirinho mais gostoso de se sentir, me sinto inspirada ao acordar e ver isso, uma motivação, mais um recomeço.
O som dos pássaros cantando é tão bom que por breves momentos me deixo levar para um lugar chamado paz, paz que sinto toda manha ao acorda assim. Sem me preocupar com meus afazeres, apesar de não serem muitos dentro de casa, fazer todo dia, as mesmas coisas, é repetitivo e cansativo, não tenho celular e nenhum meio tecnológico, minha mãe tem um celular, ele tem vários botões e bastantes joguinhos que na minha infância eu achava o máximo, o que eu mais gostava era o da cobrinha vermelha que ficava comendo uns pontinhos pretos que apareciam na tela e com isso ela ia crescendo.
Bom, hoje é meu aniversário de quinze anos de idade, me sinto insegura, um pouco ansiosa e com medo... "Será que vou me sair bem? Será que eu deixarei minha mãe orgulhosa? E se eu falhar?" - São perguntas que me atormentam cada vez mais, a cada dia que se passa, e hoje elas estão a todo vapor em minha cabeça.
"Não! Eu prometi que ajudaria minha mãe e não irei falhar com minha promessa, nunca fui uma pessoa de quebrar promessas e não vai ser agora, depois de tantos anos de preparo, que serei" - digo firme em meus pensamentos, não permitirei que minha mãe deixe de sorrir.
- Onde está a aniversariante mais linda desse mundo? - minha mãe entra no meu quarto me tirando de meus devaneios - Olha! Ai está ela! - diz com um sorriso enorme em seu rosto.
Ela segura uma bandeja com bolo de chocolate e morango, um de meus sabores preferidos.
- Aqui estou eu! - digo sorrindo para minha mãe — Hum, o cheirinho está ótimo - afirmo me aproximando dela e a abraçando com cuidado para não encostar e acabar estragando o bolo.
- Feliz aniversário minha filha! - sussurra em meu ouvido - Eu te amo muito minha princesinha, que seu caminho seja claro como as águas mais cristalinas, que você tenha sempre sucesso em sua vida, e que essa data repita por muitas e muitas décadas a fio.
Desfazemos o abraço e ela me da um beijo na testa, tenho uma mãe tão carinhosa, minha melhor amiga! Bem... Única também... Infelizmente nunca conheci ninguém.
- Vamos, faça o seu pedido antes que a vela se apague! - diz com um grande sorriso no rosto. Ah! Como eu amo minha mãe sou capaz de tudo por ela, ela a única que faz de tudo por mim.
Sorrio em resposta para ela e fecho meus olhos e enquanto assopro a vela penso: "Quero conseguir ser tudo o que minha mãe espera de mim!" - Ao finalizar abro meus olhos.
- O que desejou querida? - dona Scarllet pergunta curiosa, não tem um ano que ela não me pergunte o que eu desejei, eu nunca revelo.
- Se eu contar não irá se torna realidade - digo sorrindo de lado e mamãe faz uma careta, mas logo volta a sorri também - Quero que vire realidade! - digo simples e convicta.
- Você está certa, se fosse para os demais saber, o pedido não teria que ser feito por pensamentos. Vamos corte logo esse bolo! - diz colocando a bandeja em cima da cama e me dá uma faca, pego de sua mão e corto o primeiro pedaço, dou para ela, nenhuma novidade, pois sempre foi eu e ela, as vezes sinto vontade de conhecer mais do mundo, contudo minha mãe fala que é muito perigoso a vida além da floresta em que vivemos.
{Nicolas}
Hoje faz exatamente quinze anos que eu perdi minha filha e não tive capacidade de encontra-la. Todas as noites eu choro pensando nela: Será que ela está bem? Será que está sendo maltratada? Onde ela está?
Meu coração dói por não ter as resposta e por ver minha fêmea triste tanto quanto eu ou até mesmo mais, por onde anda nossa Renata? Ainda esperamos por sua volta, mesmo tendo se passado quinze anos, sei que ela não vai voltar se não a encontrarmos, aquela vampira aprendiz de bruxo dos infernos deve ter feito algum feitiço para impossibilitar a nossa busca pela minha filha, se ela ficou com a Renata, com certeza não deve ter dito a ela quem são seus pais. Só espero que aquela vadia não esteja tomando o lugar que era para ser nosso, ou pior, que não esteja torturando a Renata. Só de imaginar tais situações sinto meu sangue ferver.
Será que um dia voltaremos a vê-la? - acabo caindo mais uma vez na tristeza da saudade, e da incerteza que querendo ou não me ronda, se eu encontrar aquela mulher não sei do que sou capaz de fazer.
- Sim! Não sei o porquê mas tenho a impressão que logo iremos reencontra-la Nicolas. - diz Ryan, meu lobo, todo esperançoso, gostaria de ter a mesma esperança que ele.
- Assim eu espero, pois a cada dia que passa fica ainda mais difícil de acreditar nisso Ryan, sei que ela está viva e em algum lugar, mas eu não consigo encontra-la de jeito nenhum. Eu juro que eu fiz tudo que podia, eu tentei, tentei mais falhei não consegui proteger minha família eu sou um lixo, um nada... - falo tudo o que estava entalado por todos esses anos me sentindo um merda incapaz de proteger suas próprias crias.
- Pai? - ao ouvir a voz de Lucca tento secar rapidamente as lágrimas de meus olhos. - Sabia que o encontraria aqui! - diz entrando no escritório.
- Oi, meu filho! - me levanto da cadeira e vou até ele. - Venha dá um abraço em seu jovem pai - digo fazendo graça e ele sorri para mim vindo me abraçar - Feliz aniversário meu filho.
- Obrigado pai.
Desfazemos o abraço e eu olho para seu rosto, como ele se parece com a mãe, mas seus olhos são iguais aos meus, herdou apenas as partes bonitas de seus progenitores.
- Onde está seu irmão? - pergunto, ainda não vi Rapha hoje.
- Ele ainda está dormindo - diz e senta no sofá de couro que fica em frente a enorme janela de vidro do escritório dando visão para a alcateia.
- Nem no próprio aniversário Rapha levanta cedo, vamos temos que acorda-lo - digo sorrindo de lado e Lucca sorri também do meu comentário e noto a semelhança desse sorriso de lado, que orgulho dos meus dois filhos, eles tem alguns costumes que nem os meus, tipo: Sorrir de lado, e sabemos o charme que esse sorriso carrega, mas o costume de dormir muito com certeza Rapha herdou da mãe, que ela não me escute.
Eu os considero mais que meus simples filhos, os considero meus melhores amigos, onde contamos tudo uns aos outros e fazemos muitas traquinagens juntos, Lina fica bem brava e vive me perguntando se eu nunca vou crescer mas, como fazer isso? Eles são tudo o que eu tenho, são minha fonte de alegria, minha família e a minha vida.
Antes de irmos para o quarto de Luan Raphael seguimos para o banheiro e enchemos um balde com água fria, com passos cuidadosos para não deixar cair pela casa e Lina brigar com a gente vamos para o quarto do dorminhoco. Lucca abre a porta e enquanto eu me preparo pra jogar o balde de água que deveria molhar o Luan Raphael sinto a gélida água se chocando ao meu corpo me fazendo dá alguns passos para trás com o susto, deixo a balde em minha mão cair me molhando ainda mais e empossando o chão do quarto, esfrego meus olhos com as costas das mãos.
Não acredito! Mas uma vez no final quem sai molhado dessa história sou eu e ainda os dois caras de pau estão rindo descontroladamente de minha cara, não aguento e acabo rindo também, a final esses dois juntos não valem nada, mas para mim valem mais que qualquer tesouro nessa terra.
- Bom dia...- Lina aparece na entrada do quarto - De novo isso, Nicolas? Quando você vai sair seco dessas maluquices de vocês? - pergunta tirando uma mecha de meu cabelo molhado de meus olhos, dou um selinho em seus lábios, sei que ela briga, mas que no fundo ama ver a união de nossos filhos.
- Um dia quem sabe, eu ainda pego esses dois .- digo olhando para eles que sorriem debochados - E você irá me ajudar minha lobinha! - digo sorrindo a olhando dentro dos olhos. Sei que ela irá me ajudar, ela ama quando incluímos ela nas brincadeiras, eu tenho uma fêmea bem travessa! Eu amo isso nela, com ela nada é uma chatice.
- Ajudo sim querido - ela pega uma toalha branca no banheiro do nosso filho e me entrega - Feliz aniversário meus filhotes - diz indo abraçar os meninos que fazem caretas para a forma como ela os chamou.
- Obrigado mamãe, mas não fica bem chamar o sucessor do supremo alfa de filhote - ele beija a testa da mãe - Sou um homem - diz fazendo umas poses engraçadas.
- Luan Raphael você sempre será o meu filhote, mesmo depois que seu pai se aposentar e você tomar o seu lugar - ela puxa a orelha dele - Menino levado.
- Concordo com o Rapha mamãe - Lucca se pronuncia saindo do aperto do braço da mãe - As lobinhas vão rir da gente.
- Em primeiro lugar vocês não tem idade para pensar em lobinhas - ela diz subitamente brava com as mãos na cintura e os meninos me encaram pedindo ajuda.
- Não olhem para mim - digo levantando aos mãos.
- Abraço coletivo - Rapha pede tentando mudar de assunto, Lucca tenta correr mas puxo ele e caímos todos na cama do Rapha abraçados e rindo - Pai, você está molhado - ele lembra reclamando e eu me esfrego mais ainda neles.
- Vocês dois - Lina aponta os meninos - Limpem essa bagunça - se refere poça de água no chão.
- Ah não mamãe - Lucca reclama.
- Vocês não esperam que eu limpe ne? - se levanta e me estende a mão.
- Desertor - me acusam.
Apenas rio da cara de desgosto deles e sigo a minha fêmea para fora do quarto.
- Vamos para nosso quarto que vou te secar - ela pisca sensualmente e sai rebolando.
- Para a minha luna tudo - a sigo com meu membro já ganhando vida.
Após uma hora e meia de estrada, estaciono em frente a minha casa no topo da montanha, fiz o percurso o mais rapido que eu conseguir, mas claro, tomando todos os cuidados possiveis para não causar nenhum acidente. Saio da caminhonete e abro a porta do lado do carona, dou a mão para ajudar a minha noiva a sair e sem seguida a pego no colo, ela solta um gritinho de surpresa e lhe roubo um beijo. Com ela em meus braços, caminho até a porta de entrada, com uma certa dificuldade destranco a porta e entro. Quando acendo as luzes, vejo a sala toda enfeitada com flores e balões, no chão hà um corredor de petalas de rosas que levam diretamente para o meu antigo quarto. - Que lindo, Den - minha mulher fala admirando a decoração, gosto de ver sua admiração pelo trabalho que ela acha que eu tive, mas devo isso aos meus cunhados. - Tudo por você, lobinha - f
DOIS ANOS DEPOIS.(Deniel)Termino de vestir o meu palitó na cor cinza e encaro meu reflexo no espelho, passo a mão pelos meus cabelos e sinto meus olhos marejarem. Mal posso acreditar que estou me casando novamente e dessa vez com o amor da minha vida, a mulher que foi destinada para mim e isso é tão incrivel que sinto que vivi todos esses anos a espera desse dia.Aquela pequena garota me pegou de jeito mesmo e sou grato a deusa da dua, eu já havia desistido do amor a tanto tempo que jamais pensei viver ou sentir algo dessa magnetude.Finalmente vou ter a oportunidade de construir a minha própria familia, uma extensão do nucleo a qual a minha lobinha pertence. Nunca imaginei que nessa altura da minha vida eu teria sogros, sorrio, sogros bem presentes a proposito. Nãos os julgo, ficaram muitos anos sem ver a filha e agora eu vou leva-la, não literalmente, afinal iremos morar
( Lina )Observo meus filhos sairem do quarto alegres para buscar suas companheiras, olho para a minha filha emocionada.- Eu te esperei tanto - acaricio o rosto delicado - Eu te amo muito minha filha, desde que você chegou aqui, uma parte do meu coração te reconheceu, mas não tinha como ter certeza.- Você me pedoou mesmo? - questiona preocupada.- Não tem nada para perdoar - pego suas mãos e beijo cada um - Vamos apenas seguir em frente.- Sim - Nic concorda a abraçando de lado.- Eu estou tão feliz por ter uma família - ela fala alegre - Só sinto pela Scarllet, ela me criou com carinho.- Vamos deixar essa mulher descansar lá nos quintos dos infernos que é onde ela deve estar - falo revoltada só em lembrar dela, N
(Nicolas)Já faz uma semana desde que tudo aconteceu e a minha companheira ainda não acordou, isso me preocupa muito, sinto sua falta. Ainda não tive coragem de contar aos meninos que eles tem uma irmã e que ela está entre nós, quero dá essa notícia a eles junto com a Lina.Observo da janela do meu escritorio a minha filha e o Deniel conversarem no jardim, odeio admitir isso mas eles se olham com muito amor e não quero estar no meio da felicidade da minha garotinha, se foi ele que a deusa escolheu só posso ter certeza de que ele fará a minha lobinha muito feliz, mas o meu ciúme de pai ainda está muito evidente, o que me conforta é que ele ainda não tocou na minha menina, egoísta ou não, esse fato me deixa muito feliz.Respiro fundo e decido voltar para o lado da minha Lina, saio do escritório e sigo direto para o nosso quarto. Essa tem sido a minha rotina durante todos esses dias, ando um pouco pela casa, converso com os meus filhos
(Nicollas)Caminho calmamente até o jardim da mansão para encontrar o Luan, minhas pernas ainda doem um pouco e meu coração estar tão apertado, pois a minha companheira ainda esta desacordada e isso me procupa muito.Em baixo de uma árvore está Luan sentado em cima de uma manta azul e Lúcia está deitada em seu peito, por incrivel que pareça aquela cena não me incomoda. Ando em direção a eles e antes que eu me aproxime eles notam a minha presença e se levantam.- Pai - Luan corre e me abraça - Que bom que acordou.- Oi, filho - o abraço de volta.- Oi, senhor Nicollas - Lúcia cumprimenta e eu aceno com a cabeça.- Como você está meu filho? - o seguro pelos ombros e avalio todo o seu corpo - Se machucou?- Não, pai - ele sorri de lado - Estou bem, fique tranquilo.- É um alivio saber disso - falo aliviado - Onde está o Lucca? - Questiono olhando ao re
(Renata )Hoje fazem dois dias desde a batalha contra o exercito de Scarllet, Deniel fez com que todos que foram afetados por alguma porção dela se recuperarem e voltassem ao normal. O que ainda me preocupa é que nem Lina nem Nicollas acordaram ainda, parece que os efeitos neles foram mais severos.Ontem fui com Deniel na minha antiga casa e lá joguei as cinzas da minha mãe de criação, o único lugar que não foi manchado de sangue e onde eu fui feliz por um tempo, embora tenha sido um felicidade em cima da tristeza dos meus pais.Tenho certeza que meus irmãos não sabem que tem uma irmã e não tive coragem de contar isso para eles, acho melhor os nossos pais contarem e explicarem sobre toda essa confusão e espero que possam me perdoar por ter os colocado em risco, só de imaginar que eles poderiam estar mortos o meu coração sangra.Luan e Lucca não saem de perto das respectivas companheiras e estão muito bobos, não os j