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Frio na barriga

Penulis: Kari
last update Tanggal publikasi: 2025-06-21 07:11:05

NARRAÇÃO DE MIGUEL BAZZO...

Minha cabeça ainda está confusa, é muita informação para poucas horas.

Como havia mencionado, minha vida era uma merda, não tinha expectativas de nada. Sou casado com uma mulher que nunca amei, nem mesmo sinto ciúmes quando ela fica com seus amantes em nossa casa. Como sentiria ciúmes de alguém que nem mesmo me deito? Tão pouco beijo, é apenas um casamento de fachada, nem ela e tão pouco eu queria isso, mas aconteceu e agora depois de tantos anos, continuamos como n
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  • MEU VIZINHO ASSASSINO   Fim

    NARRAÇÃO DE LARA GASPAR...Eu posso dizer com toda a certeza: comecei a viver depois dos vinte anos de idade. Tive tantas experiências maravilhosas...É sério! Já experimentaram sorvete de pistache? Eu jurava que era bom… não gostei. Mas, segundo Matias, devemos apreciar lentamente, como um vinho. O problema é que até o vinho não me desce bem — só bebo pra ficar um pouco tonta e rir à toa.Nesses meses de lua de mel, aprendi algumas coisas… Matias mostrou que, após uma garrafa de vinho, a gente fica mais safado, mais selvagem. Também tive uma experiência catastrófica com sexo* anal. Ele pediu, né? Eu tentei relaxar, seguir tudo o que ele aconselhou. Mas na hora da penetração, quase fugi engatinhando. Foi, literalmente, a pior experiência da lua de mel.Mas calma, não estou aqui pra falar só do lado negativo!Agora eu sou praticamente profissional do sexo*, e só aprendi a fazer sexo* anal depois da quarta tentativa.Pra quem ainda não conseguiu, aqui vai um segredo: quando houver a pen

  • MEU VIZINHO ASSASSINO   Contando os minutos

    NARRAÇÃO DE PETRINA...Acordar nos braços de Miguel ainda parece um sonho. Um daqueles que vivi incontáveis vezes em minha imaginação — mas, na realidade, cada despertar ao lado dele traz uma sensação nova, diferente.Quando eu não estava com ele, quando ainda vivia sob os domínios de Emma, sequer podia mencionar seu nome. Era um pecado. Um tabu. Ela tratava o nome dele como se fosse o maior erro da minha vida. Só ela ousava pronunciá-lo — sempre com nojo, com um ódio profundo. O que ela nunca soube, é que isso me alimentava. Cada vez que eu ouvia o nome dele, mesmo que em tom de rancor, algo em mim renascia. Era como voltar ao passado — aos nossos dias. Às nossas noites.Eu sonhava com ele. Com seus olhos. Com sua boca. Com a nossa primeira vez. Uma noite, sonhei que fazíamos amor sob um céu tomado por fogos de artifício, como naquela lembrança mágica que ainda me embriaga. Estava há tantos anos sem sentir o toque de um homem... Acordei suada, trêmula, as pernas bambas, o corpo latej

  • MEU VIZINHO ASSASSINO   Primeiro dia de mulher casada

    NARRAÇÃO DE LARQ GASPAR...Acordei cedo. Bem cedo. Só para admirar a luz suave da manhã refletindo na minha aliança. A pedra era linda — tão brilhante, exuberante — que me faltou o ar. Mas o que de fato me fez errar as batidas do coração foi a visão de Matias, nu, estendido sobre a cama. Totalmente nu. Meus olhos deslizaram por cada centímetro do seu corpo, fixando-se, por fim, nas nádegas firmes. Mordi os lábios. A intimidade ainda dolorida me fazia recordar, com calor, tudo o que ele foi capaz de fazer comigo na noite passada. A cama molhada falava por si só...Levantei na ponta dos pés e vesti a blusa dele, tentando não fazer barulho. Eu amava aquele apartamento. Tinha algo que me remetia ao antigo lugar onde o conheci — um sopro de nostalgia com cheiro de café fresco.Fui até a cozinha. Fiz questão de preparar um café da manhã maravilhoso. Ah, eu preciso contar! A experiência de estar com ele na cama, agora com os cabelos cortados e a barba feita, foi completamente diferente. Melh

  • MEU VIZINHO ASSASSINO   Queda

    NARRAÇÃO DE MIGUEL BAZZO...Fechei a porta atrás de mim, sentindo o silêncio se adensar ao redor como uma névoa espessa.Emma estava sentada no canto, os pulsos amarrados, os tornozelos marcados pelas tentativas frustradas de fuga. O ar cheirava a ferro, suor e medo. Mas o que me atingia com mais força era o olhar. Ainda havia fogo ali — um último fiapo miserável de soberba. Tão típico dela.Aproximei-me devagar, saboreando cada passo, como um predador que já não tem pressa.— Sozinha, enfim. Sem plateia. — arrastei uma cadeira para o centro do cômodo e me sentei diante dela. — Agora podemos conversar… com calma.Ela não respondeu. Apenas me encarava — olhos fundos, exaustos, mas ainda perigosos. Como um animal ferido que não aprendeu a morrer.— Sabe o que é curioso, Emma? — falei baixo, quase confidencial. — Eu deveria estar com raiva. Gritar, cuspir na sua cara, quebrar cada osso do seu corpo. Mas não. Estou... calmo. Em paz, até.Inclinei o tronco, apoiando os cotovelos nos joelho

  • MEU VIZINHO ASSASSINO   Dia seguinte

    NARRAÇÃO DE MIGUEL BAZZO...A luz da manhã filtrava-se pelas frestas da cortina, dourando o quarto com uma claridade suave, quase sagrada. O lençol estava morno sobre minha pele, o cheiro dela ainda impregnado nos travesseiros, em mim, em tudo. Abri os olhos devagar, com o corpo leve, embora exausto — uma exaustão boa. Daquelas que só vêm depois de noites intensas, feitas de amor, suor e redenção.Petrina dormia ao meu lado, nua, com a perna entrelaçada à minha. O lençol cobria parcialmente seu corpo; a curva do quadril exposta, os cabelos soltos sobre o travesseiro. Linda. Intocável, e ao mesmo tempo, tão minha.A noite anterior havia sido mais que entrega. Foi reconexão. Depois do que aconteceu no carro, chegamos ao quarto e fizemos de novo — com mais fúria, mais ternura, mais fome. Como se nossa pele precisasse confirmar que ainda éramos nós. E fomos. Muitas vezes. A madrugada inteira.Toquei com delicadeza a linha da sua cintura, sentindo a pele arrepiar sob meus dedos. Ela suspir

  • MEU VIZINHO ASSASSINO   Dentro do carro

    NARRAÇÃO DE MIGUEL BAZZO...Luna desapareceu na noite como um sopro amargo, e a paz começou, lentamente, a se reorganizar dentro de mim — lenta, mas firme. Voltei meus olhos para Petrina. Ela ainda segurava os papéis da separação em uma das mãos, mas o olhar… o olhar era todo meu.— Não se sinta insegura — disse, antecipando o que vi cintilar por um segundo em seus olhos.Petrina soltou o ar com força. Irritada. Furiosa.— Eu ainda estou tentando entender se ouvi isso mesmo! Ela quer que você assuma um filho que não é seu?!Sorri, me aproximando devagar, como quem acalma uma fera — a minha fera, linda e indomável.— Isso não vai acontecer. Só quero vocês. E, sinceramente… gostei da sua resposta, Petrina. Foi firme. Foi o basta que a gente precisava. Chega de mentira.Enquanto eu falava, ela pareceu se acalmar. Os ombros relaxaram, e os olhos, antes faiscantes, se suavizaram com meu toque.— Não quero mais ver essa mulher — resmungou.— Eu vou garantir que ela fique longe. Agora, mudan

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