INICIAR SESIÓNDamon Thorn
Deixei a humana dormindo com a certeza de que nunca mais a veria,e recolhi minhas coisas o mais rápido possível para que ela não me visse saindo.
Isso evitaria perguntas.
Eu não costumava cometer esse tipo de erro. Minha alcateia era o que era porque eu não me permitia ser fraco.
Talvez tenha sido o cheiro. Ou a ousadia de me encarar.
E era extremamente atraente.
Entrei na sala da casa e a governanta me olhou desconcertada.
"Preciso tomar café da manhã, Daiana. Tenho muitas coisas a resolver hoje."
"Senhor… eu mesma preparei o seu café. A cozinheira não chegou, eu já verifiquei no chalé, na cozinha, ela não está em lugar algum."
Minha mandíbula travou.
"Maldição."
É isso que dá contratar humanos. São frágeis, atrasados, e nunca fazem o que se espera.
A última cozinheira havia pedido demissão porque era inútil. Eu estava sem paciência. Por isso aceitei a indicação da agência.
"Chame essa estúpida para minha sala. AGORA."
Ela correu para obedecer.
O retrato da prateleira ainda estava ali. A moldura caiu da minha mão antes que eu pudesse impedi-lo.
Estilhaços. Vidro no chão. Pedaços do passado.
Raiva.
Ela me traiu.
Eu estava completamente com raiva de todas as fêmeas existentes.
Como se companheirismo de Alfa fosse descartável.
Por isso, a exilei.
E então... ela entrou.
O ar mudou no instante em que Caroline Hart passou pela porta.
Mas me mantive imóvel.
A garota da noite passada... era a minha nova funcionária.
A surpresa em seus olhos era quase engraçada, se eu não estivesse tão fodido de raiva.
"Feche a porta."
Ela hesitou, depois obedeceu.
Me apoiei na mesa, os músculos tensos. Aquilo era um teste do destino.
"Então, você é a irresponsável que chegou atrasada."
"Eu tive um contratempo. Mas estou aqui agora."
Avaliei-a como se avaliasse uma ameaça.
"Engraçado. Você não parecia tão responsável algumas horas atrás."
O rosto dela corou. Mas ela não desviou.
"Tem tudo a ver. Agora você trabalha pra mim. E eu não tolero incompetência."
Ela engoliu em seco. Mas não recuou.
Inferno.
Meu lobo... rosnou.
Mas não de raiva.
Ele não queria que eu a mandasse embora.
Quis matá-la na noite anterior, quando ela viu demais.
Eu estava em plena transição. Um momento perigoso.
E quando ela apareceu, naquele momento... eu quis matá-la para guardar o segredo.
Mas o lobo... gostou dela. Recusou-se a atacá-la.
Agora, dentro de mim, o conflito era constante.
"Ótimo. Então me diga..." Me aproximei, sentindo seu cheiro. "Vai conseguir manter o profissionalismo ou já está arrependida de ter aceitado esse emprego?"
"Se tem alguém que deveria estar arrependido, esse alguém é você."
Ela cruzou os braços. O olhar firme, irritado.
E eu me vi dividido entre o Alfa e a fera.
Ela então tirou algo do bolso.
"Da próxima vez que for dormir com uma estranha, verifique se não esqueceu nada que custe o preço de um apartamento, senhor Thorn."
Sorri, apesar de tudo.
Ela saiu rápido, tentando manter a pose.
Assim como o meu.
Mais tarde, no escritório, liguei para meu beta.
"Victor, descubra tudo sobre Caroline Hart."
"Algum problema com ela?"
"Talvez. E convoque o conselho. Os investidores voltaram a pressionar pelas nossas terras."
"Condomínios de luxo. Florestas devastadas. Sabemos o roteiro."
"Não enquanto eu estiver vivo."
Quando desliguei, Victor deixou o relatório.
Caroline Hart.
Puta que pariu.
Sorri.
Ela tinha algo a esconder.
Mas a diferença é...
Ninguém esconde nada do Alfa.
Fechei o envelope.
Horas depois, Daiana bateu à porta.
"Senhor, a cozinheira está na cozinha."
"O que ela está fazendo?"
"Ela… está preparando um bife. Disse que seria do seu gosto."
"Leve para mim..., na verdade, deixe, eu mesmo busco."
Entrei na cozinha, sem grandes expectativas.
Quando coloquei a carne na boca, a frase que ia sair morreu na minha garganta.
O sabor.
O ponto exato.
O sangue.
Minha respiração falhou por um segundo. E por um instante, o lobo dentro de mim… sorriu.
Caroline Hart Corto caminho pelos arbustos da floresta enquanto Elizabeth e Gael correm como loucos a minha frente. Eles estavam brincando de se esconder, e Gael fingia ser o Alfa de toda aquela matilha."Calma crianças não vão muito longe." gritei tentando me aproximar mais deles."Nossa vida mudou um pouco. Eu havia aberto uma franquia de reestaurantes, com o lucro dos outros, Damon continuava liderando a matilha e sua construtora com o mesmo fervor de sempre.Três anos se passaram... longos três anos onde eu era completamente feliz com o amor da minha vida. "Meu Deus." Magie sussurrou respirando fundo." Só em pensar que daqui há alguns anos serei eu correndo atrás de crianças.""Você vai dar conta." eu sorri acariciando a enorme barriga de grávida dela.""Será? As vezes acho que nasci somente para os negócios,filhos não são o meu forte.""Quando viramos mães, apenas... Viramos. Não sei explicar.""Eu nem pari e Victor quer mais filhotes." revirou os olhos."Eu me sentei em frente
Caroline Hart Os flashes das câmeras estouravam diante de mim, mas tudo o que eu conseguia ouvir era o som abafado do próprio coração batendo rápido no peito.“E o prêmio de Chef Revelação do Ano vai para... Caroline Hart!”Por um segundo, fiquei paralisada. O nome ecoou pelo salão luxuoso e elegante, arrancando aplausos e assobios. Senti mãos empurrando gentilmente minhas costas, era Magie, sorrindo com os olhos brilhando de emoção.“Vai, mulher! Esse prêmio é seu!” ela sussurrou.Subi no palco com passos rápidos, o vestido vermelho deslizando como fogo pelas minhas pernas. As luzes me cegavam um pouco, mas quando segurei o troféu, tudo pareceu parar. Não era apenas uma conquista profissional. Era a prova viva de que, apesar de tudo, eu tinha recomeçado. Sobrevivido. Florescido.“O que você gostaria de dizer, Caroline Hart?” o apresentador perguntou, sorrindo.Segurei o microfone com firmeza,com o troféu na outra mão.“Quero agradecer à minha equipe, aos clientes que acreditaram em
Damon ThornGael dormia tranquilo nos meus braços, com a respiração leve e o rostinho sereno. Parecia alheio ao peso do mundo, às responsabilidades que um dia cairiam sobre seus ombros. Acariciei sua bochecha com carinho, admirando cada traço tão pequeno, tão perfeito.“Você vai ser o próximo Alfa da nossa matilha”, murmurei, como uma promessa que só ele e eu precisávamos ouvir. “Mas eu juro que vou te guiar para ser melhor do que fui um dia. Mais justo. Mais forte.”No andar de cima, Elizabeth ainda dormia em seu berço, cercada pelos brinquedos que Hart havia escolhido com tanto cuidado. Minha filha, tão doce e determinada, mesmo ainda sendo só uma bebê. Só de pensar nela, meu peito se enchia de algo que mal cabia no corpo, amor, orgulho, medo. Tudo junto.Entrei no quarto devagar. Hart ainda dormia, com o lençol bagunçado cobrindo parte do corpo e os cabelos soltos espalhados pelo travesseiro. A expressão dela era tranquila, e por um momento, fiquei só a observando. Era quase surrea
Caroline Hart.Os próximos minutos foram um borrão entre juntar tudo que eu precisaria para levar até a maternidade e entre o desespero evidente de Damon.Tento respirar e sinto uma dor repentina novamente,era provavelmente uma contração.As mãos de Damon seguram as minhas e ele me olha aparentemente nervoso."O que fazemos agora?"Damon era um grande macho Alfa, para todos nessa alcateia, mas naquele momento ele era somente um pai desesperado esperando o filhote nascer.Durante todo o momento ele franzia a testa, coçava a cabeça, e eu me segurava para não rir daquilo.Sinto mais uma contração, minutos depois, dessa vez mais forte ainda, eu me apoio na beirada da cama tentando sufocar aquela dor. "Precisamos ir. Avise a Magie e Ava. E a Daiana também." sussurro."Observo ele pegar as bolsas e as colocar no carro. Em seguida, ele se aproxima e segura a minha mão.Ele observa minha barriga e a acaricia com as pontas dos dedos."Você está linda Hart."ele sussurrou com a voz vacilando."
Caroline Hart Magie teve a brilhante ideia de irmos fazer compras. A bebê estava crescendo tão rápido e faltava pouco tempo para o parto.Eu já podia sentir a ansiedade de ter minha filha nos braços, mas, ao mesmo tempo, a alegria de vê-la se desenvolvendo dentro de mim trazia um consolo que eu nunca imaginei experimentar. Esta gravidez estava sendo completamente diferente da de Gael, um turbilhão de medo, dor e incertezas. Mas agora... havia paz.Eu já estava com sete meses. Daqui a algum tempo, iria ver o rosto da minha pequena bebê.Entramos na loja, e eu me vi cercada por roupas pequenas, sapatinhos fofos e cobertores macios, tudo em tons suaves de rosa e branco.Eu nunca pensei que ficaria tão emocionada com coisas tão simples, mas ali estava eu, com o coração disparado, tocando cada peça de roupa como se fosse a primeira vez. A ideia de preparar o enxoval da nossa filha me trouxe uma paz que eu não sabia que precisava."Olha esses sapatinhos, Hart! São tão fofos!" Magie disse,
Damon ThornA taça de vinho tremia em meus dedos quando senti o cheiro dele antes mesmo de vê-lo. Damon. Era como um trovão cruzando meu corpo, cada célula respondendo com urgência, calor, e fome.Meus olhos se ergueram devagar quando a porta do restaurante se abriu e ele passou, com a postura dominante que sempre carregava.Os funcionários se curvaram discretamente, mas ele apenas caminhou direto até mim, ignorando todos."Como está minha chefe favorita?" ele perguntou com um meio sorriso, os olhos cravados nos meus como se soubesse exatamente o que o meu corpo gritava. Eu estava no cio. Não o físico, humano. Era a loba em mim, despertando com fúria e desejo desde que ele apareceu naquela floresta.Engoli seco, tentando manter o controle, mas meu corpo já tremia. As palavras sumiram da minha boca."Você está pálida..." ele disse, curvando-se um pouco, seus dedos tocando meu queixo. "Ou será que está tentando me provocar com esse vestido e esse perfume?"Eu ri, nervosa. "Você chegou a







