INICIAR SESIÓN[ New York, Manhattan, Upper East Side — Visão de Aya Millenis]
— O que acha de sairmos para beber? — Leandro sugere — Não fazemos isso a mais de um ano — comenta enquanto arruma os papéis em sua mesa.
Já faz mais de um ano que não saímos todos juntos em um programa, Leandro vive chamando, mas tanto eu, quanto minha irmã vivemos ocupadas, ela por causa do trabalho, já eu...
— Irei no orfanato — respondo sorrindo.
— Entendo, não consegue ficar muito tempo longe dela.
— Eu gosto tanto dela... Hoje irei com minha irmã.
— Bem, então aproveitarei para levar minha gata em um passeio. Ah não... Ela também vai está no orfanato, parece que agora vocês me excluem dos programas. Me sinto sozinho! — oh drama, seguro a vontade de rir.
— Não seja tão melodramático, isso não é o seu forte.
— Está certa, irei esperar ela voltar, acho que um cinema às oito não é má ideia.
— É uma boa ideia, e faz muito bem, manter o romance no casamento é muito saudável.
— Sim, é verdade. Então, até amanhã Aya.
— Até — aceno e volto a organizar os papéis.
Depois de guardar tudo em seu devido lugar pego minha bolsa e saio da sala, caminho para o estacionamento da empresa, o tempo realmente passou voando, estou trabalhando aqui há três anos. Leandro tem um ano e meio, mas já ocupa o cargo de diretor do setor de desenvolvimento de economia, agora sou a secretária dele.
A dois anos venho visitando o orfanato Zion, Luana é a diretora de lá, mas para a infelicidade de todos, quando ela entrou o orfanato começou a passar por muitos apertos, o governo virou as costas e as sociais para doação não estavam mais dando certo, ninguém queria ajudar um orfanato que não tem nenhum prestígio positivo, a antiga diretora desviava dinheiro e maltratava as crianças. Há dois anos, uma bebê foi abandonada no orfanato, ela hoje vai completar dois aninhos de idade, queria muito poder adotá-la, mas não posso por está solteira.
Saio de dentro da caixa de metal e sigo para o estacionamento da empresa, entro no meu Audi A4 prata e sigo para a casa da minha irmã, o percurso leva cerca de dez minutos.
— Pensei que não ia mais sair da empresa — fala enquanto entra no carro e j**a uma enorme sacola no banco de trás.
— E perder o aniversário da minha pequena? Nunca! — assim que ela fecha a porta dou partida no carro.
Não levarei nada como bolo ou coisas para festa, tem muitas crianças lá e não seria justo fazer apenas para uma, então irei levar apenas uma lembrancinha. Minha irmã ontem levou lembrancinha para todos, só para me dar a desculpa de hoje dá lembrancinha apenas para ela.
— Amanhã iremos na balada, você precisa arrumar logo um marido, Luana falou que tinha alguns casais de olho na pequena — ela dá uma pausa e nós duas suspiramos — Um pena os amigos do Leandro terem desistido de última hora.
Nesse momento eu me encolho, eles desistiram porque depois de um mês eu não quis passar para a próxima fase. A um ano e meio venho tentando conseguir um marido para poder adotar Heloysie, mas a cada homem que encontro, o fracasso sempre vem dentro de um mês. Eu não contei a ninguém o porquê deles desistirem, e fico grata por eles também não terem contado, eu não suportava nem quando eles tocavam em meus braços. Sentia que o lugar daquelas mãos não eram em mim, não sei explicar, não tenho trauma, mas não entendo o porquê de não conseguir, não tenho o ideal de me casar virgem como meus pais sempre quiseram, mas acho que no fundo sinto que não encontrei a pessoa certa e deve ser isso que me trava.
Lembro de como foi a conversa com o primeiro pretendente:
“— Quer ir pra minha casa ou para a sua? — Luan me pergunta já dentro do carro, estávamos no restaurante conversando sobre a visita dele à criança na segunda-feira.
— Para minha casa — respondo cansada, tudo o que eu quero nesse momento é colocar os pés para cima e dormir de forma bem confortável.
Sinto a mão dele pegar minha coxa, meu corpo todo fica tenso na mesma hora.
— Relaxa amor, quando chegarmos em sua casa irei te fazer ver estrelas!
— O que quer dizer? — pergunto me segurando para não gritar.
— Você irá gozar muito no meu p.a.u — fala sorrindo e sinto meu estômago revirando.
— Nã-Não... Não iremos transar!
— Por que não? — retira a mão da minha coxa, respiro aliviada.
— Porque eu não quero — respondo firme.
— Então eu tenho que aceitar uma criança que nem é minha, me casar com você em duas semanas e nem a piriquitá quer me dar? Ou melhor, já temos um mês saindo e nem um beijo de língua você me deu, acha que sou gay pra ficar de selinho? — me olha incrédulo.
— O seu sonho não é ter uma família?
— Eu quero é te comer!
Agora quem tem o olhar incrédulo sou eu, as palavras de minha mãe retornam em minha mente, “você é só uma vadia que vão comer e jogar fora!”— a raiva me sobre a mente.
— Pare o carro — ordeno.
— Como é?
— Mandei você parar a droga do carro, pare agora! — falo alto e ele freia bruscamente.
Abro a porta e saio, mas antes de fechar:
— Você é um homem nojento, nem deveria se considerar um homem! — bato a porta com força.”
Sacudo minha cabeça para afastar da mente essas lembranças, estou me sentindo sem esperança.
— Não se preocupe mana, vamos encontrar — fala confiante.
Apenas aceno com a cabeça, é como dizem, a esperança é a última que morre. Depois de quinze minutos estaciono na frente do orfanato e respiro fundo, vou matar a saudade do fim de semana longe dela.
[ Visão de Leandro Silva]
— Leandro — ouço a voz do senhor Gustam e paro de andar, me viro para ele, não é comum encontrá-lo aqui.
— Algum problema, senhor? — pergunto preocupado, será que houve algum erro nos relatórios do meu setor? Impossível, Aya sempre revisa tudo.
— Não, não, você e Aya sempre fazem um ótimo trabalho — me sinto aliviado, então ele continua: — É outra coisa.
— O que?
— Meu filho está chegando de viagem, ele finalmente terminou os estudos e agora irá assumir o meu lugar como o presitende desta empressa.
Suas palavras pesam em minha mente, sinto a culpa pesar em minha consciência, nunca me desculpei com Iuri pelas coisas que dizia e fazia a ele, mas quem imaginaria que eu acabaria trabalhando para o pai dele e, consequentemente, para ele. Não sei com que cara irei encará-lo, mas espero que ele não me demita, em apenas um único ano consegui um cargo bem alto, agora vivo bem e tenho minha própria casa e família. Luana está grávida de quatro meses.
A maioria das lembranças que eu tenho não são boas, eu lembro que a mais de vinte e cinco anos minha mãe se casou com Carlos quando eu tinha cinco anos de idade, meu pai havia falecido em um acidente de carro, ele estava bêbado e bateu em um poste, o carro explodiu e ele morreu na hora, se quer lembro de seu rosto, tudo o que lembro é das surras que ele dava em mim e em minha mãe. Ele não deixou nada, e em apenas seis meses, minha mãe conheceu seu "marido", no início ele era gente boa, ele era uns quarenta anos mais velho que minha mãe, ele a tratava bem, mas depois que fiz doze anos de idade, ele se aposentou e se tornou um velho nojento, eu não suportava nem ficar na mesma presença que ele.
Depois da morte de meu pai, eu me tornei uma criança complicada que só se metia em problemas e fazia chacota com a cara dos outros, a pessoa que eu mais peguei no pé foi justamente com Iuri Stevens, o filho do meu patão. Com o passar do tempo, práticar issas coisas foram me cansando, não vou mentir dizendo que me tornei um exemplo de pessoa, eu fiz uma coisa com Aya que eu sei que jamais terá perdão, mesmo ela me dizendo para deixar o passado onde ele está, no passado.
— Fi-fico feliz senhor Stevens — acabo gaguejando, que droga!
— Bem, quero que chegue bem cedo amanhã e junto dos os outros diretores, irei anunciar a chegada do meu filho — fala com um sorriso gigante, apesar de tudo eu fico realmente feliz, sei o quanto o senhor Gustam aguardou ansioso pelo retorno do filho.
— Pode deixar — sorriu amarelo, estou com medo. Mas se ele me demitir, será bem feito pra mim, ninguém mandou eu ser idiota daquele jeito.
Ah aquele maldito baile, ainda lembro de ver pela primeira vez o ódio nos olhos do Iuri:
"Sem dizer uma palavra sequer, Iuri vem em minha direção, ergue a mão fechada em punho e acerta um soco de direita na minha boca. Ele é muito mais baixo que eu, mas eu mereço então não desconto e nem me defendo, apenas aceito o soco.
— Você é um lixo, um canalha, o que você fez na vida daquela menina não tem perdão, você é pior que merda! — a verdade dói, o que diz não tem perdão.
— Eu sei.
É tudo o que consigo dizer" — a voz do senhor Gustam me tira de meus pensamentos.
— Bem, agora pode ir — ele vira de costas e caminha retornando o caminho que andou.
Sigo para meu carro, respiro fundo, não irei conseguir levar minha esposa para passear, ficarei me corroendo de ansiedade e medo até a hora de encontrar com Iuri.
05/04/2057 - 30 anos depois. [ Visão de Aya Stevens ] Estou muito feliz, estamos comemorando trinta anos de casados. Meus netos, sobrinhos e afilhados veem passar as férias comigo. Tenho seis netos, dois sobrinhos e quatro afilhados. Luanie, Luciana e Luan são filhos de Maike com Felipa, eles são trigêmeos e eles tem sete anos de idade, são um amor de crianças, as meninas são idênticas a única diferença é que uma é loira igual a mãe e a outra é morena como o pai, as duas tens os olhos azuis herdados da mãe. Luan de diferentes das meninas têm apenas os cabelos que são bem mais curto que os delas e são bem negros herdados de mim e seus olhos são escuros também herdados da sua querida vozinha, que no caso, sou eu, ou seja ele arrasa corações femininos ( também masculinos mas ele não gosta desse tipo de coração) com sua beleza. André e Katherine são os mais quietos de todos, filhos de Heloysie e Henry. Katherine é a mais velha tem nove anos de idade e é a cara do pai Henry na versã
— Senhor, vai ter que esperar um pouco aqui, vamos preparar a paciente para a sala de parto — a enfermeira não me deixa entrar.— Quero ir com a mamãe — Ysie fala, eu beijo sua testa.— Vamos ter calma meu amor — tento tranquilizá-la, mas eu mesmo por dentro estou muito apreensivo.*** Dez minutos depois***— Senhor Iuri, a sala já está pronta e neste momento estamos transferindo sua esposa.— Eu quero ver o parto...— O senhor não pode — me corta.— Por que não? Sou o pai dos bebês! &m
[ Visão de Aya Stevens] — Aya, acorda — escuto Iuri me chamar enquanto distribui beijos pelo meu pescoço. — Bom dia, marido -— falo ainda de olhos fechados — Não quero acordar. — Precisa acordar, hoje vai ser um dia cheio — ele acaricia minha barriga — Bom dia bebê — fala e beija minha barriga. Após uma sessão de beijos e carinhos matinais, Iuri se levanta, me estende a mão e seguimos para tomar banho juntos. Nos arrumamos e sentamos na mesa para tomar café. Cada dia que passa eu fico mais ansiosa para saber o sexo de meu bebêzinho, Iuri não deixou eu voltar ao trabalho, disse que é p
[ Visão de Aya Stevens] — Bom dia, meu amor — acordo com beijos sendo distribuídos por todo meu rosto. Sorrio. É tão gostoso acordar todos os dias assim, sou casada com o melhor homem do mundo! — Bom dia — me espreguiço — Ai! — Hum, parece que alguém está sentindo dificuldade para sentar — fala cínico sorrindo de lado. — Você me pagar, vou rebolar tanto no seu pau que você vai sentir ele em carne viva — prometo e me sento da forma mais confortável possível. — Deixe essas ameaças bobas para lá. Vamos comer, deve está faminta. Ele coloca a bandeja no meu colo, está tão linda, cheia de pães, frutas, sucos, tortas, e ainda tem flores enfeitando. Tenho o marido mais romântico do
[ Visão de Iuri Stevens]A viro de costa e começo a beijar seu pescoço, amo vê-la arrepiar a cada toque meu. Com habilidade solto o gancho de seu sutiã e ele vai ao chão, a viro de frente, tomo seus lábios em um beijo calmo e carinhoso, sem pressa, apenas apreciando o gosto doce que ela tem na boca. Bem devagar vamos parando o beijo e sorrimos enquanto nos olhamos, é palpável o amor que sentimos um pelo outro.Admiro o rosto dela corado, é incrível como ela ainda cora após darmos um beijo nesses momentos íntimos, desço meus olhos para seus fartos seios, minha boca saliva, sem rodeios me entrego a tentação e caio de boca no seio direito, o chupo com avidez, com desejo e luxúria. Enquanto faço massagem no outro com uma mão, col
Um ano depois: 05/06/2027 - New York, Manhattan, East Village.[ Visão de Iuri Stevens]Quando a música instrumental começa a tocar, levo um pequeno susto ao ver Aya pisar na ponta do tapete vermelho, relaxo com a bela visão da minha diaba violeta, vindo em minha direção vestida de noiva. O vestido dela é muito grande, parece uma enorme montanha de neve, mas realça ainda mais a sua beleza, o contraste dos cabelos escuros com o branco a deixa hipnotizante. O vestido é um modelo tomara que caia, justo na barriga e com uma saia enorme, rodada e coberta por uma renda de flores. Tento me controlar o máximo que consigo para não descer do altar e ir buscá-la.Meu coração d&







