INICIAR SESIÓNPov's Olivia.
Interior. 07:30 AM. Me movimentava de um canto pro outro, estava preocupada. Desde muito cedo, havia levantado. — O pai está trancado desde ontem naquele quarto. Será que aconteceu alguma coisa de ruim? Entreolhei numa pilha de nervos para Hope, que ao contrário de mim, parecia super calma. — Que nada, o pai deve tá é de ressaca e dormiu demais. — Não acha melhor eu ir checar?— questionei. — Você sabe que o pai não gosta de ser incomodado, Olivia, você vai levar é uns gritos.— Hope me relembrou. E fiquei encostada no canto da parede, doida para ir bater na porta do quarto. Quando tomei a iniciativa, esbarrei com ele vindo. — Tão com essa cara, por quê?— o mais velho perguntou, ignorante.— Perderam alguma coisa? Hope suspirou, e abaixei a cabeça. — Pai eu fiquei preocupada com senhor, o senhor nem foi trabalhar hoje.— soei. — Já tô de saída.— ele disse, segurando o chapéu. — O senhor não vai tomar café?— minha voz indagou, e o próprio interrompeu os passos, olhando autoritário em minha direção. — Não se mete na minha vida, Olivia. Vai arrumar bagunça daquele quarto, ou procurar alguma coisa de útil pra fazer. Encolhi os ombros, engolindo em seco. O pai se retirou, batendo a porta, de mau humor. — Tá vendo, eu te avisei.— Hope murmurou. — Ele deve tá assim, por conta da mãe.—falei.— Ela sai hoje da prisão, eu queria tanto poder vê-la. — Vai, ué.— a outra incentivou. — Se o pai souber, é capaz de me matar. Eu não quero arrumar confusão. — Você é muito certinha Olivia, e submissa aos caprichos do nosso pai. Se você quer ir ver a mãe, VAI! Ela deu ênfase nas palavras, e fiquei pensativa, e ao mesmo tempo, desejando muito reencontrá-la. (....) Casinha . Pov's Laura Entrei, a minha mãe abriu a porta. A casinha onde ela morava era simples, mas bem aconchegante. — Continuam os mesmos móveis.— reparei sorrindo. Meu olhar encantado fitava cada detalhe. Havia ficado tantos anos presa, que eu havia esquecido até como era sentir o cheirinho de uma casa. — Fique a vontade, Laura, essa casa também é sua. Ela declarou, e comecei a andar pela sala de estar. Meus olhos focalizaram na máquina de costura. — Você ainda costura, mãe?— perguntei, indo para perto do móvel. — Tudo que eu ganho é das minhas costuras, Laura, eu não sou aposentada. Olhei em sentido à ela, mexida. — Gostaria de poder arrumar um emprego, mãe. Pode ser de faxina, ou de qualquer outra coisa. Não quero dar despesas. — Laura, não se preocupe com isso. Só em você está livre, e aqui, é o que importa.— dona Helena segurou em meus ombros, lançando-me um olhar de carinho.– Você vai recomeçar do zero minha filha. Me emocionei, balançando a cabeça. Nos abraçamos. E fomos interrompidas com algumas batidas na porta. Sequei as lágrimas que desciam. — Vó, sou eu a Olivia. Quando ouvi a voz da minha filha, meu coração acelerou-se. Sorri tão emocionada, indo às pressas, abrindo a porta. Eu e Olivia quando nos vimos, eu a abracei tão forte. Há anos, senti falta desse abraço. Senti falta de poder dizer a minha filha o quanto a amava. Nós duas choravamos, em meio ao reencontro. — Mãe, me perdoa!— aos prantos, ela proferia.— Foi tudo culpa minha. — Ei, não foi culpa sua.— limpava as lágrimas que derramavam suas bochechas. — Não se culpe, tá? — O pai te odeia, mãe.— Olivia disse. — Vou buscar um copo de água com açúcar pra essa menina, ela tá muito nervosa, Laura. Minha mãe soou no fundo, nos deixando a sós. — Senta aqui.— a levei, para o sofá.— Hope não veio? — Ela ficou em casa para tentar enganar o pai, caso ele perguntesse de mim. — Como é que o Jack está?— fiz a menção, bem mexida. Olivia ergueu o olhar choroso. – Péssimo, mãe. Ele não superou o que aconteceu. — Ninguém supera.— disparei baixinho.— Até hoje eu guardo lembranças daquele dia. Permaneci cabisbaixa, enquanto enxergava o sofrimento da minha filha. Segurei em sua mão, apertando e lhe dando forças.  — Hope já deve está enorme, né?— pronunciei curiosamente.– A última vez que a vi, ela era só uma bebê recém-nascida. E como Jack a trata? — Ele sente que Hope não é filha dele, mãe. O pai a trata mal. Ele espalha por aí, que ela é filha do tio Sebastin.— Olivia contou. — Deixa ele continuar achando. – Mas eu não gosto de ver ele maltratando a Hope.— minha filha disse. — Não gosto de vê-la sofrendo. Às vezes eu sinto vontade de revelar tudo....— sua fala foi cortada, quando: — Tá aqui a agua.— minha mãe a entregou. — Beba, filha.— pedi. — Por que sua irmã não veio, Olivia? — Ela vai vim uma outra hora, vó. Eu preciso ir agora.— a mesma levantou-se do sofá.— Tchau, mãe! Outra vez nos abraçamos e levei Olivia até a porta. — Filha.— a parei.— Eu sei o quanto dói o que aconteceu, e o que nós duas fizemos foi errado, mas... poderia ser Jack preso no meu lugar. Não há como voltar atrás, e nem revelar o que há por trás. Você só tinha 14 anos, e aquele monstro se aproveitou de você. Seu pai mal vinha em casa, foi um período onde as coisas ficaram difíceis. Você não pode contar para Hope, que é mãe dela, essa garota vai te odiar pra sempre Olivia.Pov's Claire. O choro agonizante soava no fundo.Tio Benjamin berrava, alterado, nervoso, gesticulando os braços enquanto se movimentava desesperado. Tia Rachel estava sendo repreendida, por não ter ido checar o quarto antes.Eu estava sentada nesta cadeira, em estado de choque.Ruby estava desaparecida, há horas.Alguns gritavam pelo nome dela pelo matagal escuro. Outros vasculhavam, fazendo o mesmo caminho que ela havia feito.Annabelly estava apanhando de cinto pela tia Selena, e seu choro era ouvido aqui do lado de fora. Mas nada daquilo me acalmava. O medo estava deixando o meu coração num buraco. A culpa me consumia por completo.— Toma água com açúcar, irmã.— Alice me estendeu.Olhei pro copo, e as minhas mãos trêmulas não conseguiaram alcançar. Virei o rosto, sentindo uma lágrima solitária escorrer pela minha bochecha. — A culpa é minha.— aos soluços, lamentei. – Não deveria ter permitido que ela saísse. A nossa irmãzinha está em algum lugar por aí perdida. Eu e Alice
Pov's Claire. Horário.Ruby e Annabelly haviam pulado a janela e foram a discoteca às escondidas. Meu primo também havia saído, levado Sofia e Lizzie para farra. O bar do Dantes que ele frequentava, geralmente os peãos iam para jogar sinuca. Esse tal James que ele iria apresentar as irmãs, era caminonheiro, levava a vida viajando. Era um homem de condição, possuía até um caminhão. Acho que Ravi estava mais interessado no que iria ganhar do casamento das irmãs, ele vivia dizendo que cobraria um "dote".Sobressai dos pensamentos, distraída, limpando à mesa da janta. Já era tarde da noite, por volta das onze horas.Não ia conseguir pregar os olhos, até Ruby voltar, ela havia me prometido que voltaria cedo.O barulho da porta se abrindo ecoou. E os passos arrastados soaram pelo pequeno corredor. Às pressas, fui correndo, e avistei tia Rachel já no posto para puxar maçaneta do quarto para checar. Ela agia como a nossa mãe, e ficava de olho bem aberto.Com uma cara de sono e já de cam
Pov's Claire.Interior. 18:00 PM.Ainda estava com aquelas palavras da tia Rachel grudadas ma minha mente, ela havia pedido para eu tomar cuidado.Não acreditava nesse negócio de prevê o futuro, mas às vezes, algumas coisas que ela dizia acontecia real.Abri a porta do quarto de repente, a minha chegada inesperada fizera com o que as outras que sentadas na cama, esconderem algo.— O que está escondendo aí, Ruby? — indaguei, com os meus olhos intrigados circulando para a minha irmã caçula. — Nada, Claire.— ela enfiou mais o papel pequeno debaixo do vestido.Seu jeito desconfiado me fizera suspeitar. Franzi a sobrancelha, encarando-a de relance. — E você, Annabelly?— levei atenção, para minha prima, que tinha uma personalidade vulgar—O que estavam cochichando? — Claire você não é a minha mãe, eu não te devo satisfação.— num tom atrevido, a garota de cabelo castanho claro se levantou da cama.— Pergunta para sua irmã, ora.A minha prima se retirou, dando de ombros, ultrapassando por m
LAPSO TEMPORAL.....POVs Claire. Tio Benjamin era muito rígido, ele havia assumido a responsabilidade de cuidar das minhas irmãs e dos outros sobrinhos.Nossos pais foram morrendo, conforme a velhice chegava. Eles viveram muitos anos, felizes naquela fazenda, todos unidos e juntos.Com o tempo, tio Benjamin e nós abandonamos as terras que eram dos nossos pais, fomos ameaçados de morte inúmeras vezes e tivemos que ir embora como fugitivos.Ravi era muito esquentado e tinha um temperamento forte. Como tio se sentiu com medo que acontecesse alguma coisa de ruim, resolvemos partir deixando tudo para trás.Morávamos em outro interior, numa casinha humilde e pequena. Eu era a mais velha de todas as minhas primas, eu tomava conta da casa e ajudava a tia Rachel e a tia Selena com os afazeres domésticos.Meu tio possuía duas esposas. Elas eram mulheres gentis, acolhedoras, nenhuma delas tinham filhos. Éramos tratados com amor, pelos três. Embora o tio tivesse alguns traços autoritário semelh
Jantar na fazenda.Pov's Laura. Jack estava descontrolado, berrando feito um louco. Levantei-me da cadeira às pressas, para tirá-lo daquele lugar. Os olhares circulavam ao redor, a maiora estavam horrorizados e perplexos. — Tira o seu marido daqui agora.— minha mãe cochichou.— Que vexame! Mas antes que eu pudesse puxá-lo, Jack tacou a garrafa de cachaça no chão. O caco de vidro acabou acertando o seu próprio pé.Noah levantou-se às pressas, para checa-ló, pois o sangue começou respingar por toda parte do piso.— Olha o que você fez, homem.— briguei nervosa— Chega de confusão, Jackson!— Não fala comigo, Laura.— ele murmurou, enquanto o marido da Hope que era médico, agachava-se para estancar o ferimento.— Você traiu a minha confiança. — Senhor Jack, vou levantar sua calça por um segundo.— Noah avisou, para poder colocar um pano para pressionar.— Sente aqui.Os convidados daquele jantar observavam aquela cena. E quem olhava fixamente, era o velho Bruce.— Espere!— o fazendeiro leva
Consultório. Pov's Hope— Não amorzinho, como pode pensar uma coisa dessas de mim?— ele negou, fazendo-me relaxar os ombros. Noah se abaixou, começando a recolher cacos de vidros quebrados.—Tenho receio.—admiti nervosa.— Me perdoa.– Amorzinho, te dei alguma vez motivo de você duvidar de mim? De duvidar do nosso casamento?Seu olhar buscou os meus. E balancei a cabeça negando. Estava emotiva, deveria ser por causa dos hormônios da gravidez.— Pois então, por quê cogitou isso? — meu marido soou chateado, e seu semblante me fizera sentir culpada.— Sempre fui transparente com você em relação a Aurora. Tivemos um lance no passado sim, mas foi algo passageiro, não significou nada para mim. — Eu sei... me desculpa.– sussurrei, sentindo-me pequena diante da sua "honestidade ".Ele se levantou, colocando-se minha frente. Seus dedos, quentes e delicados, acariciaram a minha bochecha. — Eu só tenho olhos para você, Hope. Sou completamente apaixonado pelo meu "amorzinho". — um sorriso lar







