FAZER LOGINQuase dois meses depois...
Marcos observava a quietude do lago ao lado de sua amada, ele tentava parar de pensar nos titãs e que suas filhas seriam suas predestinadas...__ Ahr!__ ele solta o ar em seus pulmões frustado, comportamento que não passa despercebido aos olhos de Kalyska.Kalyska estava no último mês de sua gestação, a barriga redonda e esplendorosa exposta em um vestido com abertura frontal, na vertical. Marcos sempre a acompanhava em passeios, até a margem do lago. Na pérgola, sobre lençóis macios e almofadas aconchegantes, em meio a natureza bruta, os dois encontravam o repouso nescessário.__ Essa situação com os Titãs lhe incomoda de mais meu Supremo. Mas precisa pensar que, assim como nós somos destinados, eles também são. Ainda lembro e sempre vou me lembrar, de como me senti ao te ver pela primeira vez. Mesmo nos encontrando em uma situação tensa, foi inesquecível acordar e contemplar sua face. Só eu sei que aquele momento, estará gravado como uma preciosa relíquia em minhas memórias__ A mão máscula, pousa sobre o ventre dilatado, o bebê se mexe parecendo acariciar a mão que lhe transmitia calor. Reconhecendo ser seu pai.Marcos lhe sorrir, aquela loba tinha o dom de lhe acalmar a mente e a sua aura primordial.__ Eu sei das nossas leis e tento me adaptar aos costumes da alcatéia, vivi muito tempo sendo andarilho. Quando meus pais faleceram, ainda era muito novo, com a responsabilidade de cuidar da minha irmã sozinho. Tive que tomar minhas próprias decisões, trilhar meu propósito de manter minha única irmã em segurança. Fazer as minhas próprias regras e agora, estou tentando me adaptar em uma alcatéia novamente__ Kalyska se mexe desconfortável.___ Jasmine e Rarisha são minha vida, um pedaço de mim e você meu amor...__ ele acaricia o rosto de sua amada, ela aceita a carícia ronronando com as pálpebras fechada__ são minha família agora, a família que eu sempre quis ter, novamente. Uma dor aguda em seu ventre, faz Kalyska se encolher, sua barriga endurece lhe causando calafrios. Marcos fica estatelado em seu lugar, imóvel. A bolsa de Kalyska se rompe, a fazendo se remexer em dor.__ Meu amor! Marcos! Rarisha vai nascer!__ Marcos finalmente sai de seu estado petrificado, perguntando o que ele deveria fazer__ pegue água no lago e coloque a aqui no fogareiro, irei acender o fogo, enquanto ainda consigo. Ah! Ah!As contrações de Kalyska aumentavam rapido, enquanto Marcos pegava a água no lago. Ele volta rapidamente, depositando o caldeirão que sempre permanecia na pérgola, para caso alguém precisasse, o colocando sobre o fogareiro.Kalyska acendeu o fogo, com muita dificuldade entre suas dores. Pedindo que seu companheiro pegasse, tesoura e panos limpos que ela sempre levava consigo, dentro da sua bolsa. Sua lobinha iria nascer e seria somente ela, na companhia de Marcos, no lugar que ela mais amava.__ Pronto meu amor, tudo organizado pra chegada da nossa princesa. Agora deita, relaxa, pra poder traze-la ao mundo.__ Relaxar! Impossível! Mas não será por eu não relaxar, que ela não virá. Pode ter certeza que a terei em meus braços__ Marcos a olha impressionado, sua companheira era realmente incrível. Outras lobas, estariam proferindo palavras de baixo escalão para seus companheiros lhes culpando por sentir aquela dor. Esquecendo que elas, também participaram da felicidade do acasalamento.Outra contração acobertou Kalyska, seu corpo já estava todo suado por causa do trabalho de parto. Ainda assim, Marcos a achava atraente, tudo em sua mulher lhe atraia, seu cheiro, sua garra por passar por aquela dor. A dor de trazer um filho ao mundo, a dor que mesmo sendo dilacerante não a amedrontava. Pois sabia que sua recompensa seria maior, ao tê-la em seus braços, sua lobinha.No mundo dos Titãs... Na floresta da escuridão.Depois de ter perdido várias batalhas para o rei de Kritos, Mikla, mãe das Feiticeiras da escuridão, comemorava o nascimento da última criança da profecia. Assim, sua maldição, lançada a mais de três milênios, finalmente teria início e suas filhas iriam acordar de um longo sono. Para enfim ocupar, o trono de rainha que lhes fora negando.__ Vamos minhas crianças, acordem!__ uma aura perversa se manifesta no castelo de Mikla, as princesas despertam de seu sono profundo. Dark, Brisaz e Creta.As três princesas da escuridão, aquelas cuja missão é destruir e aniquilar as três princesas do mundo humano. Impedindo as de subirem ao trono, tornando se rainhas. Elas se levantam de seus leitos, impecáveis e belas, nem pareciam que dormiram durante séculos.__ Brisaz!__ uma bela mulher de pele perolada e cabelos brancos se aproximou de sua mãe.__ Estou aqui mamãe. Diga. O que deseja?__ Mikla admira a beleza de sua filha, seus cabelos ondulados e platinado, terrivelmente branco, entram em contraste com a sala do castelo frio, de pedras negras. O nariz levemente afilado, acompanha a sintonia de seu rosto fino perolado, que chegava a ser um pecado entre toda aquela escuridão.__ Acorde sua serpente e façam uma visita de aviso a princesa dos humanos recém nascida. Tenha cuidado! Blezzard estará lá, hoje ele lançará sua proteção sobre ela.__ Sim, mamãe__ Aparti desse momento a maldição estará completa e a sina de morte das futuras rainhas se iniciará. A linhagem dos Titãs, será extinta em breve. E eu terei a minha vingança, pela humilhação de minhas filhas, terem sido rejeitadas pelo rei__ Mikla sorri levitando no ar, sua aura se espalha deixando o ambiente ainda mas pesado, ela rodopia ao redor de si mesma, com uma gargalhada sinistra, seu vestido preto de seda, flutua esvoaçantes __ Vá, minha criança é chegada a hora.Brisaz sai da sala de repouso voando, usando sua magia, deixando as partes sombrias da floresta, adentrando em suas terras esbranquiçadas pela neve. Ali sempre era frio e congelante, apenas o lago de cristal, permanecia límpido, com suas águas quentes e aconchegantes. Brisaz mergulha nas águas transparentes, sua pele perolada irradia luz, atravéz dos símbolos em formato de flocos de neve pelo seu corpo. Ela nada se mantendo no mesmo lugar, esperando. Uma serpente gigantesca aparece no fundo do lago, brilhando. A serpente acorda de sua hibernação, atendendo o chamado de sua princesa. Se ergue majestosa em sua cauda, contornando o corpo da princesa, se encaixando a sua pele. Sua cabeça para a frente da de Brisaz, esfregando o lado do seu rosto no da princesa, demostrando seu carinho e saudade. Era o único amor que Brisaz conhecia, o de sua serpente e seu cuidado, juntos eles eram um só. Fortes e temidos, por sua mãe, ela obedeceria e mataria a princesa.Kalyska se contorcia em sua dor, as contrações estavam cada vez mais frequentes, Marcos aguardava a chegada de Rarisha, pois ele já conseguia ver ela coroando, tentando nascer.__ Vamos meu amor, ela está bem aqui, nossa pequena está chegando__ Kalyska o olha com determinação em seus olhos, a contração surge, fazendo sua coragem se esvair, ela grita empurrando a pequena lobinha para as mãos de seu pai. Seu choro foi doce e tranquilo, pra uma recém nascida.O terceiro Titã abre seus olhos, a maldição está concluída, Blezzard sai de seu território gelado, sendo atraído por sua predestinada, indo conhecer sua companheira.Amister durmiu de mais, as termais do palacio de Cronos eram realmente magníficas. Vedovosk foi o único a não ir a caçada de acasalamento, então iriam treinar magia de ressuscitação. Apesar de Amister conhecer muito bem essa técnica.O castelo estava mergulhado em um silêncio assustador, depois dos uivos possecivos de acasalamento do Soberano Cronos se tornou ainda mais fantasmagórico.Após muitas curvas e corredores infindos, Amister chegou a câmara usada para a preparação das porções. __ Bom dia mestre__ ela saúda Vedovosk assim que atravessa pela imensa porta. __ Bom dia, dormiu bem, nenhum formigamento ou incomodo intimo__ Amister o encara com as sobrancelhas franzidas. __ E porque havia de sentir essas coisas?__ Vedovosk apenas encolhe os ombros. __ A lua dos três Soberanos em Kritos, são verdadeiramentes poderosas. Cronos é o nosso Soberano mais forte, apesar de quê a sua lua, ser a mais fraca. __ Como assim__ a curiosidade, acoberta Amister. __ As luas de Kritos são dividi
Cronos Morfheu disperta, a lua o chama, ele uiva, sendo a fera que é, incontrolável, o odor da nossa fêmea infesta o ar, farejamos, sentindo o ar penetrar em nossos pulmões. A desejo em meu consciente, faço de tudo para fazer Morfheu regressar pra dentro de mim mas infelizmente não consigo. Não se pode usar magia na caverna, por causa de seu encantamento mágico. A muito tempo sua mãe e seu pai a selaram com um feitiço poderoso, sendo assim só se poderia sair de dentro das selas usando uma força extraordinária. Morfheu sabia, então fez a semi transformação pra poder arrancar as grades da cela onde estavamos. Nada ficava entre um Titã e sua fêmea, difícilmente algo os iria separá-los. As grades da cela não suportou muito, foi removida como se fossem gravetos apodrecidos. Corremos passando como raios cortando o céu, nos degraus da escada de pedra bruta, as passadas rápidas das patas firmes, ficavam gravadas no chão avermelhado. Os batimentos do coração, cada vez mais acelerados, se alt
Cronos Corro veloz por entre a terra vermelha de Kritos, quase o dia todo. Quero alcançar a caverna dos lamentos, muito usada nos tempos de glória do meu pai.Chego a caverna ao cair da noite, Morfheu senta a frente da caverna sobre a grama crescida. A muitos milênios, aquele lugar havia sido desativado. Nós os Titãs detestavamos prisioneiros, matavamos os inimigos ou os deixávamos livres. O que era raro acontecer. Volto a minha forma humana, descendo as escadas da caverna. O vento sussurrava por entre os corredores, causando ecos pelas celas. Assim surgiu o nome da caverna, Caverna dos lamentos. Pois pareciam ter pessoas se lamentando, dentro das selas. Esse era o principal motivo dos laycans, ficarem afastados de lá.Aguardaria até a noite da lua cheia, me trancando em uma das selas. Assim, não seria atraido por minha fêmea, deixando ela pensar em tudo o que aconteceu. E se me perdoaria ou não? Por tê-la descepicionado, sendo profundamente vingativo. Jasmine Olho pela janela do
Os passos são incertos, sendo ordenados por um cérebro que só processava dor, ao ver o quanto era frágil uma relação combinada. Seu soberano ali parado a sua frente, tentando se aproximar. Enquanto seus saltos brilhantes davam passos vacilantes para trás. As gemas vermelha, penduradas pelas correntes de ouro em seu vestido, se chocavam com os movimentos. Enquanto o sangue descia do corte em seu pescoço, misturando se ao tecido nobre vermelho. O coração de Jasmine estava em pedaços, Cronos havia conseguido mostrar pra ela, todo o sofeimento que sentiu. Sem pronunciar uma palavra sequer. Jasmine sabia que merecia o sofrimento mas vê-lo inerte, com seus olhos frios, fixos em sua direção, acabou com ela.O mais destruidor, foi compreender que seu prazer estava tão bom! Que seu rei nem percebeu que sua rainha estava em perigo. Até Creta se apresentar recolhendo sua invisibilidade. __ Deixa eu explicar__ a voz estava fria, porém baixa. __ Meu Supremo não precisa explicar, lhe trai, você
__ Boa noite Raican__ o servo devolve a saudação, testemunhando a felicidade estampada no rosto da amante real. Ele não se agradava daquela situação, o rei repudiando sua rainha, toda a terra de Kritos sofreria, principalmente a rainha laycan. Mas seu papel não era opinar e sim obedecer. __ O Soberano está lhe convocando se apresente imediatamente aos seus aposentos. Com sua licença.__ após passar o recado Raican se retira. __ Senhora, precisa que a ajude em algo? __ Não Malisca. Sabe que tenho que ir imediatamente. E preciso agradá-lo, afinal... o casamento deve ser de fachada... mas só não entendo... __ O que minha senhora? __ Eles são companheiros escolhidos pela deusa lua... a atração é certa. Aconteceu algo entre eles e foi muito sério. __ Talvez a rainha, não se redeu aos encantos do Soberano minha senhora. __ Impossível, nenhuma laycan consegue resistir ao Soberano Malisca. Mas preciso ir, já que mandou me chamar, não posso desperdiçar essa oportunidade. __ Sim minha sen
As festividades acabaram e Cronos se encontra encostado na parede do quarto de Jasmine. Ele a fitava, sua rainha estava arredia, imóvel desde que a trouxe para seu quarto. Alguns dias se passaram desde que ele trouxe, sua companheira pra Kritos. Não era do feitio dos Titãs perdoar, mais uma rainha, predestinada pela deusa, não poderia ser morta por suas mãos. Estaria arruinando sua vida, e sua vida era muito longínqua pra se carregar uma maldição.Cronos examina o vestido bem ajustado aos seios fartos, afunilando a cintura, caindo com babados, volumoso, cheio de pontas irregualares. Não passava dos joelhos, mas tiras de ouro se estendiam brilhantes com gotas de gemas em suas pontas, dando charme as pernas longas e tentadoras. Seus olhos adiquirem um brilho quente e intenso, atraindo totalmente Jasmine. Como uma vespa direto pra luz.As tatuagens de Cronos se acendem, iluminando o rosto facinado a sua frente. Ele finalmente desgruda da parede, caminhando na direção de sua companheira







