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Capítulo 31

Autor: Dona Morena
last update Fecha de publicación: 2026-07-28 03:48:11

A Cozinha à Meia-Noite

Khalid não dormiu aquela noite. O quarto real ficava na ala mais afastada do palácio, um verdadeiro forte de mármore, portas blindadas, segurança reforçada vinte e quatro horas. Era o lugar mais seguro da mansão. Mas naquela noite ele não queria segurança. Queria proximidade. Queria ouvir a respiração dela, mesmo que de longe.

Por isso passou a madrugada no escritório particular, que ficava exatamente na ala leste, a mesma ala da suíte azul. A apenas dois corredores e
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Último capítulo

  • Meu sogro é o Sheik    Capítulo 55

    O Fim e o Começo Meses se passaram como um sonho lento e quente, daqueles que a gente não quer acordar. O casamento de Khalid e Melina não foi apenas uma cerimônia, foi o início de uma vida que nenhum dos dois imaginava possível. O palácio Al-Mansour, antes um lugar de tradições rígidas e silêncios pesados, ganhou risadas, música suave nos corredores, o tilintar de moedas de dança vindo da sala espelhada onde Melina ensinava Laila e, aos poucos, outras mulheres da família e amigas próximas. Melina não parou de dançar. Ela apenas mudou o palco. Em vez de shows públicos, ela dava aulas particulares para mulheres, esposas, filhas, primas de famílias influentes. Ensinava a dança do ventre como arte, como expressão, como forma de se reconectar com o próprio corpo. E, secretamente, em sessões mais íntimas, ensinava variações sensuais e eloquentes, movimentos que as alunas poderiam usar exclusivamente para os maridos. “A dança é poder”, dizia ela às mulheres, sorrindo. “Use-o onde quiser

  • Meu sogro é o Sheik    Capítulo 54

    O Amanhecer na Ilha Amanheceu na ilha como se o próprio sol tivesse sido feito para eles. A luz dourada entrava pelas frestas das cortinas de linho branco, riscando o quarto em faixas quentes que dançavam sobre a cama king-size. Melina dormia de lado, completamente nua, lençol embolado nos pés, cabelos pretos espalhados como tinta sobre o travesseiro. A pele clara brilhava com o suor leve da noite anterior, marcas rosadas ainda visíveis na curva da bunda e no pescoço, lembranças do chicote, das algemas, dos dentes dele. Khalid acordara horas antes. Não conseguia dormir. Não queria. Estava deitado de lado, apoiado no cotovelo, olhando para ela como se fosse a primeira vez. O pau duro feito pedra, latejando contra a barriga, tesão de touro, quase doloroso de tão intenso. Ele nunca se sentira tão vivo. Aos 55 anos, depois de décadas de poder, de casamentos por obrigação, de noites frias mesmo em camas quentes, ele finalmente entendia o que era desejo puro, sem máscaras, sem controle.

  • Meu sogro é o Sheik    Capítulo 53

    A Ilha e a Noite de Núpcias O avião pousou suavemente na pista privada da ilha. O céu estava tingido de laranja e rosa, o mar calmo refletindo as cores como um espelho vivo. A ilha era pequena, deserta exceto pela equipe mínima que Khalid mantinha: cozinheiros, governanta e seguranças invisíveis posicionados em pontos estratégicos. Nenhum sinal de presença humana à vista. Bangalôs sobre a água, palmeiras balançando ao vento, areia branca que parecia brilhar sob o sol poente. Privacidade absoluta. Khalid segurou a mão de Melina enquanto desciam a escada do avião. Ele a levou direto para o bangalô principal, o quarto de núpcias. Quando abriram a porta, o ar estava perfumado com jasmim e sândalo. Velas flutuantes em bacias de água, pétalas de rosa vermelhas espalhadas pelo chão e na cama king-size coberta por lençóis de seda branca, uma garrafa de champanhe gelada ao lado de duas taças, frutas frescas cortadas em bandejas de prata. Tudo perfeito. Tudo preparado para eles. — É lindo —

  • Meu sogro é o Sheik    Capítulo 52

    A Festa e a Partida para a Lua de Mel O salão principal do castelo antigo estava transformado em um sonho acordado. Lustres de cristal pendiam como constelações, refletindo luz dourada sobre milhares de velas flutuantes em fontes de água perfumada. Mesas longas cobertas de linho branco, arranjos de rosas brancas e orquídeas douradas, pratos de prata com cordeiro assado, tâmaras recheadas, baklava crocante e champanhe francês servido em taças de cristal. A música era uma fusão perfeita: orquestra árabe tocando melodias clássicas, misturada com toques de violinos russos e percussão que convidava ao movimento. Khalid estava no centro de tudo, e ao mesmo tempo distante. Vestia thobe branco com bordados dourados pesados, o anel de casamento simples de platina brilhando no dedo. Ele recebia cumprimentos com a postura de sempre: cabeça erguida, sorriso contido, voz grave e educada. Líderes árabes, embaixadores europeus, filantropos internacionais, artistas famosos, todos passavam por ele,

  • Meu sogro é o Sheik    Capítulo 51

    O Grande Dia Três dias. Três dias inteiros sem ver Melina. Para Khalid Al-Mansour, que comandava reuniões de cúpula com líderes mundiais sem piscar, que assinava contratos de bilhões sem hesitar, que enfrentava crises diplomáticas com frieza de aço, três dias sem tocar nela foram uma eternidade. Ele não dormia direito. Mal comia. Andava pelos corredores do palácio como um leão enjaulado, olhando para o relógio a cada cinco minutos. Melina havia imposto a tradição russa que ela queria: “Não me veja antes da cerimônia. Três dias sem contato. É importante para mim.” E ele aceitara. Porque a amava. Porque ela pedira. Mas agora, na manhã do casamento, a ansiedade o consumia. Os pais e familiares de Melina haviam chegado dois dias antes em um jato particular, o pai Viktor ainda desconfiado, mas orgulhoso; a mãe Irina chorando de emoção ao ver o palácio; tios e primos boquiabertos com o luxo. Eles foram hospedados na ala de convidados, tratados como realeza, mas Khalid mal teve tempo de

  • Meu sogro é o Sheik    Capítulo 50

    A Paz Antes do Casamento Meses se passaram como areia fina entre os dedos, rápidos, dourados, cheios de alegria e preparação. O palácio Al-Mansour transformou-se em um formigueiro de costureiras, floristas, joalheiros e conselheiros. Melina vivia entre provas de vestido, aulas de etiqueta árabe refinada (que ela aceitava com bom humor, mas sem perder o brilho desafiador nos olhos verdes), reuniões com estilistas internacionais e noites longas ao lado de Khalid quando ele estava presente. Khalid, porém, ficou muito tempo longe. Compromissos diplomáticos se acumulavam: cúpulas em Riad, negociações em Genebra, visitas de Estado em Pequim e Washington. Ele prometeu, e cumpriu, passar metade das tarefas administrativas e representativas para Ferith. O filho, que antes carregava o peso do ressentimento, agora parecia renascer. Jasmine estava grávida de quatro meses, barriga discreta mas visível, e Ferith andava radiante: segurava a mão da esposa em público, sorria mais, falava com orgulho

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