Início / Máfia / Nas mãos do Mafioso / Capítulo 6 – Quanto vale a vida da sua mãe?

Compartilhar

Capítulo 6 – Quanto vale a vida da sua mãe?

Autor: M Souza
last update Data de publicação: 2025-06-19 11:37:59

Narrado por Violeta

O clube estava vazio.

As luzes já tinham sido abaixadas, as músicas cortadas, e as garotas seguiam pro vestiário com o olhar cansado de mais uma noite vendida.

Menos eu.

Não ganhei um centavo.

Não fui tocada.

Não fui escolhida.

Fui cercada.

Por ele.

Apolo Marino não falou mais nada durante as horas que se seguiram. Só ficou ali. Sentado. Me obs
Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App
Capítulo bloqueado

Último capítulo

  • Nas mãos do Mafioso   O Silêncio Depois da Tempestade

    Narrado por Ares MarinoA casa está viva de novo.Não com o som da guerra, mas com o barulho leve da vida — risadas ecoando pelos corredores, passos apressados no mármore, o tilintar de taças se encontrando num brinde sem medo. O sol atravessa as janelas abertas e banha o salão com um tom dourado que parece paz. Há muito tempo não víamos isso: luz sem ameaça, silêncio sem tensão.Zeus está sentado na poltrona de couro, o rosto relaxado, algo raro nele. Os ombros já não carregam o peso de decisões que valem vidas. Apolo está jogado no sofá, rindo alto de uma história qualquer, o mesmo sorriso de quando éramos moleques correndo pelo cais. Eu, de pé entre eles, com uma taça na mão, observo a cena e deixo o peito afrouxar. É estranho perceber que o mundo continua girando mesmo depois que a guerra termina. Mais estranho ainda é perceber que nós também continuamos — inteiros, mesmo com as cicatrizes.Há tempos juramos que não haveria descanso. Que o nome Marino era feito apenas de aço, sang

  • Nas mãos do Mafioso   A Conta Que Fecha

    Narrado por Zeus MarinoA ordem saiu curta e clara: fechar a casa. Não queria espetáculo nem vídeo. Queria fim limpo. Besa queimou nossas rotas, chamou guerra, ousou transformar meu nome em moeda — e houve um ponto em que a conta não cabia em papel. Quando se decide que a vida de um inimigo é o preço, o cálculo não é simples; é necessário precisão, porque a sombra de um erro vira cadeia, e a vida de inocentes vira ruína. Eu pesei. Pesei outra vez. E decidi que a resposta precisava ser definitiva.A noite em que fomos buscá-la começou com um céu sem lua, perfeito para quem trabalha com silêncio. Enzo fechou a logística: dois carros, apoio aéreo de comunicação, homens com cara de quem não pergunta e poucos sorrisos. Ares confirmou a blindagem nos portos; Apolo ficou com a segurança de Léa e Luc. Eu quis que a família ficasse intacta, que o quintal fosse lembrança de pão quente, não de sangue. Feito isso, só restou a execução.Besa tinha orgulho. Orgulho é sóbrio e perigoso; faz a pessoa

  • Nas mãos do Mafioso   Assinatura e Faca

    Narrado por Zeus MarinoAcordei com a casa ainda úmida do orvalho, aquele silêncio que sabe guardar pressa. Não tive cerimônia com o espelho; vesti o que era preciso e fui direto ao escritório. O cartório era um nó de horas a menos de carro — um lugar pequeno, com papeis e carimbos guardando destinos. Tudo medido, sem plateia. Só eu, Léa, duas testemunhas leais e um advogado com cara de quem entende que a lei também é território.Peguei a mão dela antes de entrarmos. Era um gesto raso, quase protocola­r — mas senti o impulso de fazê-lo. Ela sorriu, tensa, com os olhos ainda marcados pela noite mal dormida. Luc estava com a Elza, a governanta, dormindo num berço que eu havia mandado ajeitar no quarto que virou ninho. Deixamos a criança longe das formalidades; queria que a primeira memória pública de nosso nome não tivesse plástico de cerimônia.No cartório, a funcionária leu as cláusulas com a voz roteirizada. Assinamos. O papel registrou mais que um nome; registrou a decisão. Quando p

  • Nas mãos do Mafioso   O Fio Que Se Rompe

    Narrado por BesaA notícia chegou como faca sem aviso: não por telefone, não por mensagem, mas por um homem que apareceu na minha sala com as botas sujas e a cara de quem traz morte. Vi o suor no pescoço dele antes de ouvir as palavras. Senti o chão inclinar um pouco. O resto veio em câmera lenta — a frase massa, o silêncio dos criados lá fora, o chiado da chaleira que ninguém desligou.— O Don… foi morto — ele disse, como se as palavras ainda pudessem ser arrumadas para caber na minha garganta.Havia um segundo de espaço entre o mundo antigo e o que vinha depois. O copo que eu segurava escorregou e se espatifou no chão; os estilhaços fizeram um arco de prata. A xícara de café vazou como se alguém tivesse aberto a tampa de um lago. Eu senti um frio tão cortante que pensei, por um milésimo de segundo, que o coração também poderia rachar.— Onde? — perguntei, controlada, a voz um fio.— Armadilha. San Pietro. O homem caiu. Há provas, senhora.As palavras se empilharam e eu não deixei qu

  • Nas mãos do Mafioso   A Armadilha do Dono

    Narrado por Zeus MarinoPlanejar a morte de um homem não é como riscar um nome numa lista. É abrir uma maleira de linhas — políticas, financeiras, humanas — e deixar que o nó se feche sozinho. Eu não queria espetáculo. Queria fim certo, limpo e irreversible. E, acima de tudo, queria que o preço fosse exato: o Don da Kodra fora o responsável por transformar vidas em tabuleiros. Era hora de devolver a moeda.Eles acreditavam que controlavam tudo. Ares me ensinou cedo que arrogância é o primeiro sinal de derrota. O Don tinha orgulho. Tinha aliados que sorriam demais. Tinha filhos com fúria fácil e homens que gostavam de aplauso. A combinação era previsível. A previsibilidade vira falha.Marquei o ponto de encontro numa estrada secundária — não porque eu quisesse sangue à vista, mas porque ali ele se sentia seguro. O homem anda onde manda, e manda onde se acha dono. Enzo cuidou dos detalhes necessários para que ele acreditasse no movimento que o faria sair do abrigo: uma reunião de aliado

  • Nas mãos do Mafioso   Chuva de Chumbo

    Narrado por Zeus MarinoO dia já vinha engarrafado de tensão quando a informação chegou: um comboio nosso, com reforços e materiais que havia saído do porto sob escolta, seria interceptado numa curva estreita antes da ponte de San Marco. A fonte vinha com sinal verde — confiável — e a cara de quem traz notícia dessas costumava vir com furo no peito. Não era blefe. Era armadilha marcada por dedo de quem quer guerra aberta.Chamei Ares, Apolo e os homens que eu sabia estarem afiados; mandei Enzo preparar carros de escolta alternativos. Não deixei Léa saber. Não por desdém, mas por proteção: cada palavra dita abre avenida para quem escuta errado. Lacrei o escritório com o mapa — rotas, pontos cegos, posições de cobertura — e tracei a ordem. O objetivo era simples: chegar primeiro, neutralizar, prender quando desse. Mas sabia também a verdade crua: quando o inimigo quer sangue, nem sempre aceita rendição.Saímos antes do sol se firmar. O comboio estava perto; Avançamos em duas colunas: eu

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status