FAZER LOGINNão sei como consegui dormir depois daquilo. Eu não sei se ele realmente me viu, eu peço aos céus que não.
Minha mãe já está na sala quando eu desço para tomar café da manhã. Ainda estou com meu pijama, um short preto curto e uma camiseta com estampas de joaninha.
Tá, eu sei que é infantil, mas foi um presente da minha mãe e eu acho fofo.
Uma campainha toca e ela me pede pra atender dizendo:
__Deve ser a Jenna, estou esperando ela.
Eu vou até a porta, mas quando abro, não é a Jenna que está lá e sim ele, nosso vizinho.
...
Sabe aquela sensação de que o mundo vai desmoronar na sua cabeça?
Bem, eu estou me sentindo assim agora. E se não fosse porque ele vai acabar comigo agora, eu até diria que ele é um dos caras mais gatos que eu já vi na vida.
Ele me olha enquanto eu estou encarando ele com meu medo estampado no rosto. Ele desce seus olhos pelo meu corpo e juro que vi um meio sorriso muito sexy no canto da sua boca.
Ele então pergunta:
__A sua mãe está?
Eu.Estou.Definitivamente. Ferrada.
Ele veio falar da minha indiscrição de ontem à noite. Eu fecho meus olhos e juro que já estou pensando em várias formas de impedir que ele converse com a minha mãe.
Então percebo que ela se aproxima e diz:
__ Por quê vocês estão demorando tan. .?
Ela não consegue terminar a pergunta, porque vê que não é a Jenna que está lá sorrindo de uma maneira que me dá calafrios no estômago, logo ali na porta da frente.
Ela olha pra ele e depois pra mim e assim que ele vai dizer alguma coisa, Jenna chega e diz:
__Stan?
Ela o cumprimenta com um abraço e um beijo no rosto e se desculpa pelo atraso.
Ela se vira pra minha mãe e diz:
__Este é o Stan.
Depois ela completa:
__Jeremy Stan.
Ele cumprimenta a minha mãe. Eu já encontrei um jeito de me afastar de perto deles enquanto Jenna diz que a empresa dele quer contratar o serviço delas.
Minha mãe abre um sorriso enorme ao ouvir isso e pede para que entrem.
Eu ainda estou parada lá detrás da porta quando eles passam por mim, ele ainda encontra uma forma de me olhar mais uma vez com aquele meio sorriso disfarçado. Ele e Jenna seguem e minha mãe finalmente me vê ali, olha pra mim que estou paralisada lá e diz:
__Vá se trocar, Samantha!
Então eu me dou conta de como estou me vestindo e subo os degraus o mais rápido que posso.
...
Me troco implorando aos céus que ele nem tenha se dado conta do que eu vi ontem, que só tenha mesmo vindo falar sobre negócios.
...
Eu não me importo que eles estejam no escritório da casa, eu preciso comer alguma coisa. Estou ansiosa demais para ficar aqui em meu quarto.
Se vou ganhar uma bronca enorme da minha mãe por ficar espionando os vizinhos,que eu receba de estômago cheio.
Eu desço fazendo o mínimo de barulho possível e vou para a cozinha.
Minutos depois eu já terminei meu café e eles estão saindo do escritório com alguns papéis em mãos.
Eles conversam sobre coisas que eu não estou interessada . Então eu me dou conta, de que talvez ele não tenha mesmo me visto ontem.
Minha mãe volta pro escritório, porque esqueceu alguma coisa e Jenna vai até a cozinha pegar um copo de água.
Ela passa por mim e se vira para o Stan e diz:
__Oh, essa é a Samantha, filha da Lauren.
Ele sorri e estende a mão que eu seguro sem muita firmeza.
Ele ainda olha pra mim e eu estou fazendo o mesmo. Mas acho em meus olhos não há nem sequer uma terça parte da tranquilidade que eu vejo em seus olhos.Minha mãe chama Jenna para ajudá-la procurar um papel que ela não sabe onde está. Jenna pede para que ele aguarde um segundo, que ela já volta.
Ele apenas sorri e eu tenho certeza que ele consegue muita coisa com esse sorriso.
Tipo,muita coisa mesmo.
Eu ainda estou parada de pé perto da ilha,enquanto ele apenas me olha daquele jeito de novo e eu só consigo pensar na imagem dele como ele estava ontem: nu e se movimentando.
Desvio meus olhos um instante porque acho que estou ficando vermelha e eu detesto estar deixando isso tão óbvio.
Volto a olhar pra ele para tentar disfarçar. Ele ainda me encara. E minha imaginação volta a àquela cena novamente.
Eu prendo minha respiração e ele ri.
É como se ele soubesse ler minha mente. Mas ele não diz nada.
Ele com certeza não me viu e eu começo a ficar menos apreensiva.
Ele olha em volta da casa e eu acompanho seu olhar, ele parece ter gostado da decoração.
Depois de um tempo ele me olha outra vez e diz:
__Seus olhos.
Eu me assusto com o comentário aleatório, então questiono:
__O que tem eles?
Ele se aproxima devagar ficando bem perto de mim. Ele dá a volta em meu corpo ficando, atrás de mim.
Posso dizer que estou prendendo minha respiração outra vez. Ele se aproxima ainda mais, ficando perto do meu ouvido e diz:
__Até parece que ficou acordada de madrugada.
Ele sabe!
Droga, ele realmente sabe que era eu!
Ele vai contar pra ela, ele vai contar pra minha mãe, eu estou nas mãos desse cara que eu nem conheço.
Ele se afasta devagar ainda me olhando nos olhos ,mordendo aquele sorriso de segundas intenções outra vez.
Ouço minha mãe e Jenna voltando pra sala e respiro aliviada outra vez. Mas ao mesmo tempo minha garganta fica seca ao perceber que pode ser agora o meu fim.
Jenna o chama para acompanhá-la e minha mãe vem até mim, me dá um beijo e diz que vai até a sede do novo escritório e já volta.
Eles estão saindo. Que ótimo.
Então eu finalmente respiro aliviada.
Mas o que foi isso?
É a única coisa que consigo pensar depois que eles saem.
Estamos à mesa depois de terminar de preparar o jantar. Eu queria não ter esse sorriso bobo no rosto, mas não dá para evitar. Terminamos o jantar e ficamos um tempo vendo TV sentados no sofá. Eu gosto de poder ficar perto dele assim, sem ninguém que possa chegar para nos atrapalhar ou dizer que é errado. Isso me lembra de que temos que contar para a minha mãe e isso me deixa apreensiva, mas eu não quero pensar nisso agora, só quero aproveitar para sentir o cheiro dele aqui tão pertinho de mim. ... Eu acordo no meio da noite e olho para o lado para ter certeza de que ele realmente está aqui e eu não estou sonhando. Então fico olhando ele dormir e me aproximo ainda mais dele. ... É domingo de manhã, eu acordo e não vejo Stan ao meu lado. Olho em volta do meu quarto, me levanto e vou ao banheiro, onde ele também não está. Escovo meus dentes e saio do meu quarto na esperança de que ele esteja na sala, mas não, eu chamo: __S
Eu demoro no banho por razões óbvias e eu também quero que ele sofra um pouquinho por estar me deixando tão necessitada por ele desde que resolveu aparecer novamente em minha vida. Apesar de que eu acho que já venho necessitando dele desde a última vez que nos vimos. Assim que termino meu banho, me sinto de certa forma mais aliviada mesmo. Mas quando abro a porta e dou de cara com Stan ainda sentado em minha cama me olhando com aqueles olhos suplicantes eu descubro que só há um jeito de eu me sentir realmente satisfeita. Pena que eu não vá conseguir isso agora percebo isso na forma meio irritada com que ele me olha. Ele então se levanta e se aproxima, fica bem perto de mim e vê meu corpo reagir ao seu no mesmo instante, ele parece satisfeito com isso e diz: __Você jamais facilita pra mim. Eu tento não sorrir. Mas ele continua: __Então já resolveu o seu problema? Apenas olho dentro dos seus olhos e digo:
Então eu sinto seus lábios nos meus e finalmente eu descubro que não haveria como eu encontrar uma outra boca que me beijasse dessa forma,por mais que eu tenha procurado. Ninguém nunca vai conseguir superar o beijo do Stan, o jeito que suas mãos passeiam em meu corpo, enquanto sua língua faz o mesmo em minha boca. E eu quero apagar de minha memória cada segundo que fiquei sem ele,porque eu não entendo como eu consegui sobreviver sem isso. Cada parte do meu corpo grita para tê-lo ainda mais perto como se, se eu me afastasse dele um centímetro que for ele vai escapar de minhas mãos outra vez e eu não suportaria isso,agora eu tenho certeza que não. Mas ele está se afastando,meio que a meu contragosto e ele ainda me olha nos meus olhos suplicantes para ele não fazer isso e eu digo: __Me desculpe. Ele apenas responde: __Nunca por isso. Então ele fica ao meu lado. Ele não está olhando para mim,ele está olhando par
O problema é que esqueci a porta aberta e Stan chega logo em seguida. Eu me viro rapidamente para ele e digo: __Por favor, não fique aqui. Mas quando eu me viro novamente para o vaso em minha frente, percebo que ele não saiu e digo novamente: __Por favor Stan,você é a última pessoa no mundo que eu quero que me veja assim. Mas ele se aproxima sob meus protestos,segura meu cabelo,em seguida me ajuda a ficar de pé e eu vou até a pia lavar meu rosto. ... Estou deitada no sofá agora e ele volta do meu quarto com um cobertor e cobre minhas pernas. Ele se senta no sofá e fica me olhando enquanto eu me sinto a pessoa mais constrangida do mundo. Meu estômago dói menos agora,deve ser porque boa parte do que estava aqui não está mais. Eu questiono: __Por que veio até aqui a essas horas? Ele diz: __Você me ligou. Estou envergonhada agora e nego: __Eu não. Mas ele replica:
Eu nunca achei que a primeira vez que eu voltasse a vê-lo de novo eu iria reagir da forma como fiz. Eu treinei tanto isso mentalmente diversas vezes,principalmente nas aulas chatas da professora Robinson. Eu tinha tudo em mente,mostrar para ele que eu havia superado,que ele fez em bem em seguir adiante e que eu também havia feito o mesmo. Eu até aceitei a ter uma amizade colorida com o Kyle que no começo era apenas meu amigo. Eu achava que tudo estava bem,mesmo que as vezes eu ainda deixava meus pensamentos viajarem para quando ainda estávamos juntos. Mas minha reação ao vê-lo saiu totalmente do meu controle,ele era a última pessoa que eu esperava encontrar aqui um dia e eu deixei tudo sair ainda mais dos meus planejamentos, quando deixei ele me ver com os olhos inchados de tanto chorar e ele sabe que o motivo era ele. Agora estou aqui sentada em minha cama segurando o cartão de visitas que ele me deu sem saber o que eu faço. Eu me sinto a velha Sam o
Eu queria não sentir tudo isso que está tomando conta de mim agora, mas fica cada vez mais difícil, principalmente quando ele diz alguma coisa e todos riem, inclusive ele. Então ele olha na minha direção e os olhos dele determinados os meus. Ele parece meio atordoado agora, não o culpo eu devo ter a mesma reação estampada em minha cara também. Ele fica me olhando por uns segundos e então começa a falar novamente para o restante da plateia. Quando finalmente passa a surpresa de encontrá-lo aqui eu tento me controlar para não querer dar o fora daqui o mais rápido que eu conseguir, porque é o que eu mais quero fazer agora. Enquanto ele responde uma questão que um garoto com traços asiáticos acabou de fazer, eu fico observando ele falar e meus pensamentos ficam me levando mesmo que eu não queira para cada vez que já nos encontramos, cada sorriso, cada beijo e eu quero muito chorar agora , mas eu não posso fazer isso, não aqui. Por que ele ti