ВойтиSimon sentiu a gota de suor escorrer pela nuca. Os socos na barreira eram contínuos, e as marcas dos punhos se formavam no metal. O celular vibrou em cima da mesa, e ele deu uma rápida olhada, observando o nome do seu alfa. Meu Deus! Adrien não pode vir aqui. Não agora! Ele vai ser ferido assim. — Sin, é o senhor Vince. Ele pode… — A voz de Julie saiu trêmula. Ela deu um pulo quando um soco na barreira foi ainda mais forte. — Não! — tentou controlar o pânico que tomava conta dele. Afinal, pelo vínculo, tudo o que sentia, Adrien também sentiria. — Ele não pode vir aqui. São muitos alfas, e eu o conheço… O Adrien vai querer vir sem se importar com nada. — Mas, Sin… — Não! — foi mais firme. — Eu quero proteger o meu alfa desta vez. Vou resolver isso. Você precisa sair daqui. — Simon foi até as essências, observando todos os frascos. — Se eu criei aquela bomba, sou capaz de fazer um neutralizador. Algo como cheiro de mofo. Até em alfas absurdamente descontrolados, isso deve servir. A
O dia seguinte foi superagitado na empresa; o estoque dos perfumes havia esgotado em minutos, e a produção estava a todo vapor. Adrien lançou uma nota respondendo a todas as acusações feitas até o momento, dizendo que tudo aquilo era para ser uma surpresa, mas que todo o vazamento acabou dando origem a boatos infundados. E a última parte da nota fez o coração de Simon disparar. “Meu ômega e eu iremos nos casar em breve. Simon Fox é o mesmo cara que estava comigo na boate antes e sempre foi ele. Nunca haveria espaço para ninguém mais na minha vida.” Ele passou o resto do dia suspirando. As fofocas pareceram ter cessado, porém, surgiram novas munições… “O noivado deles.” Mas aquilo o acalmava um pouco. Adrien também abriu as inscrições para novos estagiários no laboratório, e ele seria o professor. Até o momento, nada estava tão estranho, até chegar ao laboratório e cheirar a nova composição de Julie. Quando o aroma preencheu suas narinas, flores de laranjeira e um toque de mel, Simo
Dias depois de gravarem o novo comercial, o tempo passou como um borrão, e a ansiedade estava batendo a mil em Simon naquele momento. Finalmente, o comercial seria lançado naquela noite. Eles voltaram a trabalhar após o cio, e os rumores sobre a traição ainda rolavam bastante entre a internet e a empresa. Muitos funcionários chegaram a perguntar a Simon se era verdade, se ele estava bem em dividir o “patrão”. A resposta maravilhosa foi um rosnado furioso e nada amigável. — Não há traição nenhuma, e vocês verão em breve — disse, soltando outro barulho ameaçador, com suas presas pontiagudas. Um segundo depois, Adrien estava atrás dele no refeitório. Às vezes, ele esquecia que seu alfa sentia as mesmas emoções que ele e vice-versa. As mãos grandes e quentes passaram ao redor da sua cintura, relaxando-o, e, automaticamente, todos os curiosos se afastaram, já que Adrien ainda tinha aquele ar de autoridade máxima que ninguém ousava rebater. Só ele. — Calma, meu amor. — A voz dele em seu
Simon acordou sentindo seu corpo inteiro vibrar, as ondas de cólicas ainda estavam ali presentes. Mas as ondas fortes haviam dado uma trégua. Ele procurou o corpo quente do seu alfa, encontrando o cantinho dele vazio. O abajur estava ligado, o ar-condicionado ligado, deixando o clima mais friozinho. Adrien? Alfa? Quando ia se erguer da cama para procurá-lo, a porta do quarto foi aberta, iluminando um pouco o cômodo com a luz lá de fora. Ele soltou um barulhinho angustiado. — Por que saiu do ninho? — Adrien perguntou, fechando a porta e ligando a luz do quarto. Simon apertou os olhos, ainda se acostumando. Depois de tanto tempo assim no escuro, a claridade incomodava um pouco. — Quer que eu apague? — Não, está tudo bem. Onde você foi? — fez um biquinho. — Só fui na cozinha fazer uma comida para nós. Não está com fome? A barriga dele roncou, e ele assentiu sem parar. Adrien colocou a bandeja na cama e a abriu. Tinha uma refeição de café da manhã completa: ovos mexidos com bacon
Adrien estava acabando uma reunião importante com o setor de administração. O bom humor das últimas semanas se fora novamente, sendo substituído pela preocupação constante. Mas hoje… Hoje era diferente… Ele havia acordado mais irritado do que o comum, e com a urgência de ter seu ômega só para si. Sem falar na dolorosa ereção. Péssima hora para ter um pré-rut. Mas, pelo limite dos últimos dias, não era de se espantar. Entretanto, ele ainda tinha o controle do corpo. A única coisa que não podia era entrar em uma briga corporal — alfas no rut costumavam ficar muito mais perigosos — ou ver Simon com outro alfa. Todos na empresa sabiam o quanto ele estava tenso pela reportagem recente. Aquela reunião era para esclarecer os fatos. Ele não iria expor Simon, só estava tentando manter tudo como sempre foi, na mais perfeita ordem, e deixando claro que ele era íntegro e que amava o seu ômega. Desde que aquele filho da puta do George Finan começou com aquelas calúnias, parecia que todos os jor
Simon disse a si mesmo que aquelas notícias iriam passar, mas não foi o que aconteceu. A notícia se tornou viral, estava em todo lugar, na TV, nos sites de fofoca. Eles dois estavam em tudo quanto era lugar do país… e o pior: seu alfa estava sendo massacrado injustamente. Tudo por culpa dele. Para sair da empresa depois do trabalho, foi um sacrifício. Jornalistas cercavam o prédio inteiro. Parecia que boatos de traição de um alfa a um ômega eram piores que um crime. Adrien conseguiu deixá-lo em casa, mas não ficou por muito tempo. E, por mais que ele tentasse parecer tranquilo, Simon conseguia sentir tudo o que se passava dentro de seu alfa. Já em seu quarto, uma lágrima escorreu quando leu um comentário que detonava Adrien no site da empresa: “Esse cara parecia tão apaixonado? Quem diria que seria um safado.” “Alfas assim nem merecem viver.” “Coitado do ômega dele, como deve estar?” “Adrien Vince é um mentiroso manipulador, que ilude os ômegas e depois acaba com eles.” “Parec







