INICIAR SESIÓNO silêncio depois da saída de Marco parecia pior que os tiros.
Mais pesado.
Mais cruel.
Porque agora havia prazo.
Três dias.
Três dias para Matteo entregar tudo.
Ou Sofia caminharia
O silêncio dentro do esconderijo subterrâneo era absoluto.Até mesmo o barulho dos tiros parecia distante.Matteo permanecia imóvel, segurando a folha retirada do diário de Marco.Ninguém dizia uma palavra.Sofia não estava ali.Lorenzo observava atentamente a expressão de Matteo.E Isabella...Ela tremia.Não de medo.Mas de reconhecimento.— O que está escrito? — perguntou Lorenzo.
A trilha era estreita.Escorregadia.As chuvas dos últimos dias haviam transformado o caminho em lama, obrigando todos a avançarem com cuidado.Mesmo assim, os disparos continuavam ecoando atrás deles.Enzo e parte da equipe permaneciam na retaguarda, respondendo ao fogo dos homens de Marco.Cada minuto conquistado significava alguns metros a mais de vantagem.— Continuem! — gritou Enzo. — Nós seguramos eles!Matteo olhou para trás apenas uma vez.Confiava em Enzo havia mais de quinze anos.
O eco da última frase de Marco permaneceu suspenso sobre o vale."A guerra sempre foi uma questão de família."Matteo permaneceu abaixado atrás da caminhonete, mantendo Isabella protegida enquanto observava as encostas.Os disparos haviam cessado.O silêncio repentino era mais perigoso do que o tiroteio.Marco nunca desperdiçava munição.Se tinha parado de atirar...Era porque queria que todos o ouvissem.— Não saiam da cobertura — ordenou Matteo aos seus homens
A chuva havia parado.Mas o céu permanecia coberto por nuvens escuras.Como se até a natureza soubesse que algo irreversível estava prestes a acontecer.A caminhonete seguia por uma estrada estreita entre as montanhas.Lorenzo mantinha as duas mãos firmes no volante.O ferimento ainda doía.Cada movimento lembrava a bala que atravessara seu peito.Ao seu lado, Isabella observava o retrovisor pela terceira vez em menos de um minuto.— Ainda acha que estamos sozinhos? — perguntou Lorenzo.E
A chuva começou antes do amanhecer.Gotas pesadas batiam contra os vidros da mansão, abafando o silêncio que dominava a casa.Matteo permanecia no escritório.A fotografia da mulher misteriosa estava sobre a mesa, ao lado da imagem de Lorenzo.Desde a noite anterior, ele havia observado aquelas duas fotos dezenas de vezes.Cada detalhe.Cada sombra.Cada reflexo.Havia aprendido, ainda jovem, que uma guerra raramente era vencida pela força.Ela era vencida pela informação.
A fotografia permanecia sobre a mesa.Lorenzo.Vivo.Ferido.Mas vivo.E isso já seria suficiente para transformar a noite.Mas não foi.Porque agora havia algo muito maior.Uma mulher desconhecida.Uma aliada misteriosa.E uma frase impossível de ignorar:"Os fantasmas sempre voltam."Matteo observava a imagem em silêncio.Enquanto S







