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Autor: CANLI
last update Fecha de publicación: 2025-12-07 00:05:25

TARYN

As palavras dele ainda ecoam quando sinto meu corpo reagir.

— Quem? — sussurro, embora a resposta já esteja ali, flutuando na minha cabeça.

Eu não quero ouvir. Não quero que minha suspeita vire fato.

Conviver com a ideia é uma coisa…

Mas a certeza?

A certeza vai me quebrar de um jeito que talvez eu não consiga remendar.

O ruivo abre a boca, pronto para me dar o nome, qu

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Último capítulo

  • RENDIDA PELO ALFA DA MINHA IRMà  112

    TARYNO último elo das correntes cedeu com um estrondo.Caius caiu de joelhos por um instante, respirando com dificuldade.Livre.Mas não havia tempo para comemorar.Ele levantou o rosto para mim.— Fuja.Eu fiquei sem entender.— O quê?Minha atenção estava presa ao vermelho espalhado pelo corpo dele.As marcas das correntes.As queimaduras.O sangue.— Caius...Minha voz tremeu.— Você está ferido.Ele se aproximou antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa.Suas mãos seguraram meu rosto com cuidado, como se precisasse ter certeza de que eu estava realmente ali.Os olhos dele percorreram meu rosto.Como se estivesse tentando guardar cada detalhe.— Taryn, escute.Mas eu mal conseguia ouvir.Ele estava livre.Ele estava

  • RENDIDA PELO ALFA DA MINHA IRMà  111

    TARYNEu não sabia quanto tempo havia passado.Minutos.Uma hora.Talvez apenas alguns segundos presos naquele desespero.O grimório permanecia aberto em minhas mãos, suas páginas antigas espalhadas diante de mim.Eu lia.Relia.Voltava para as mesmas palavras, procurando algo que eu tivesse deixado passar.Alguma resposta.Alguma brecha.Alguma forma de entregar a Ekran aquilo que ele exigia.O controle.Não apenas a transformação.Não apenas a capacidade de assumir a forma animal.Mas o domínio completo sobre ela.A parte mais profunda.A força que separava um Alfa de sua natureza perdida.Meus dedos tremeram sobre as páginas.Eu entendia agora.A forma animal não era uma maldição.Era parte da natureza deles.O equilíbrio entre instinto e consci&ecir

  • RENDIDA PELO ALFA DA MINHA IRMà  110

    TARYNO salão mergulhou em um silêncio sufocante.Ninguém parecia capaz de respirar.Foi meu pai quem rompeu aquele vazio.— Isso é impossível! — sua voz ecoou pelo salão. — Exijo uma explicação!Gerald Fenwick deu um passo à frente, sem desviar os olhos da jaula.— Se pretende nos fazer acreditar em tamanha insanidade, Lorde Velmont, apresente uma prova. Como essa criatura poderia ser o Alfa Caius Lockhart?Os murmúrios cresceram ao redor.— É uma ilusão...— Bruxaria...— Isso não pode ser real...Meu olhar encontrou o de Kalinda.Ela estava completamente imóvel.Os olhos arregalados, presos em Caius.Se havia fingimento naquela expressão, eu não consegui enxergar.Ela parecia tão perdida quanto todos os outros.Não con

  • RENDIDA PELO ALFA DA MINHA IRMà  109

    TARYNEu era a atração principal.Pelo menos foi o que imaginei nos primeiros minutos, enquanto encarava a multidão de rostos conhecidos.Até que as portas do salão se abriram novamente.O som de correntes arrastando sobre o mármore fez as conversas cessarem uma a uma.Virei a cabeça.Uma enorme jaula de ferro atravessava o salão, empurrada por vários homens.Ela estava coberta por um pesado tecido negro.Meu coração acelerou.Algo dentro de mim sussurrava que aquilo não fazia parte de um baile.Fazia parte de um espetáculo.A jaula parou bem no centro do salão.Ekran caminhou até ela.Sem dizer uma única palavra, segurou a ponta do tecido.E puxou.Meu fôlego desapareceu.Não.Meu coração simplesmente parou.Dentro da jaula...Estava Caius.Não o homem que eu conhecia.Mas sua verdadeira natureza.A Fera.Seu enorme corpo permanecia imóvel, preso pelas correntes de ferro-frio. O pelo negro parecia absorver a luz das velas, e seus olhos... aqueles olhos...Eles encontraram os meus no

  • RENDIDA PELO ALFA DA MINHA IRMà  108

    TarynEu não sabia por que Ekran havia me dado aquele tempo.No começo, achei que fosse apenas crueldade.Uma forma de prolongar minha agonia.Uma maneira de assistir enquanto eu falhava.Mas depois de todos aqueles dias dentro daquela torre, eu aprendi uma coisa sobre ele.Ekran nunca fazia nada sem um propósito.Cada palavra.Cada ameaça.Cada silêncio.Tudo fazia parte de algum plano.E isso era o que mais me assustava.Porque eu sabia que, quando aquele prazo acabasse, ele não hesitaria.Ele não era um homem que fazia ameaças vazias.Se eu falhasse...Lydia morreria.Caius morreria.E a culpa seria minha.Os dias passaram lentamente.Ekran estava diferente.Mais impaciente.Mais irritado.Ele entrava na biblioteca várias vezes ao dia.Perguntava se eu havia descoberto algo.Se a magia havia respondido.Se eu havia conseguido despertar aquilo que ele tanto desejava.E todas as vezes eu precisava dizer a mesma coisa:— Ainda não.Eu via a frustração crescendo nele.Como uma chama pr

  • RENDIDA PELO ALFA DA MINHA IRMà  107

    TARYNA torre biblioteca parecia pior agora.Antes, aquele lugar parecia ainda esconder respostas.Agora, parecia uma prisão por completo.Ekran abriu uma porta que eu nunca tinha visto. Atrás dela havia uma sala enorme, com paredes inteiras cobertas por conhecimento esquecido.Livros antigos.Pergaminhos amarelados pelo tempo.Grimórios com capas de couro desgastadas.Runas gravadas em pequenas pedras.Era como se séculos de magia tivessem sido enterrados naquele lugar, esperando alguém capaz de encontrá-los.Ekran entrou primeiro.Passou os dedos sobre uma pilha de livros como se tocasse algo precioso.— Tudo que você precisa está aqui.Permaneci em silêncio.Ele pegou um dos grimórios e colocou diante de mim.— Aprenda.Meu olhar encontrou o dele.— O quê?

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