Mag-log inLarissaParte 3 — Café da Manhã e PromessasAcordei com o sol entrando forte pela janela, o som das ondas quebrando lá fora criando a trilha sonora mais gostosa que eu já tinha ouvido em uma manhã.— Bom dia, esposa. — Sussurrou Gustavo, a voz ainda rouca de sono, os lábios beijando meu ombro nu.— Bom dia. — Respondi, virando-me nos braços dele, o sorriso brotando automático ao ver o rosto dele tão perto do meu, o cabelo bagunçado de um jeito que eu achava irresistível. —— Dormiu bem? — Perguntou, afastando uma mecha de cabelo do meu rosto com carinho.— Melhor que nunca. — Confirmei, esticando-me preguiçosa sob os lençóis. — Acho que nunca me senti tão descansada e tão cansada ao mesmo tempo.Ele riu, um som baixo e satisfeito, puxando-me para mais perto até nossos corpos se encaixarem completamente.— Eu te amo, sabia? — Disse, sério de repente, os olhos carregados de uma sinceridade que eu sentia até os ossos. — Cada dia mais.— Eu também te amo. — Respondi, tocando o rosto dele.
LarissaParte 2 - Cuidados e PromessasA água quente batendo na minha pele absurdamente sensível foi como um choque elétrico de vida. Aos poucos, a dormência pesada ia descendo pelo ralo.Eu tava totalmente encostada no peito do Gustavo, sentindo o compasso do coração dele bater forte e constante nas minhas costas nuas.O contraste era uma loucura. O mesmo cara que há pouco me levava ao limite da dor, do choro e do gozo, agora era o meu porto seguro absoluto.Ele pegou o sabonete líquido que tinha trazido do Brasil. O cheiro amadeirado, forte e limpo que eu amava preencheu o vapor do banheiro na hora.As mãos imensas dele, que antes me apertavam com força bruta até deixar marca, começaram a ensaboar os meus ombros com movimentos lentos e circulares.Cada toque carregava um cuidado visceral. Uma devoção calada que contrastava violentamente com a agressividade animalesca de horas atrás.Ele esfregava a espuma grossa nas marcas vermelhas dos meus braços com a ponta dos dedos, limpando
GustavoParte 1 — Trazendo Você de VoltaO silêncio do quarto gigantesco só era quebrado pelo barulho do mar Egeu chocando contra as pedras lá embaixo.Faz mais de uma hora que a respiração dela estabilizou. Pesada, rítmica e profunda, o peito subindo devagar contra o meu braço dormente.Eu não dormi nem por um segundo. Era impossível apagar o cérebro depois da descarga de adrenalina bruta que a gente dividiu naquela cama.Fiquei só vigiando o sono pesado dela, sentindo o cheiro de suor, de sexo e daquela porra da cera de baunilha que ainda marcava a pele dela.Ver a Larissa assim, completamente desmontada e entregue, era um privilégio que ela não dava pra ninguém nesse mundo.A mulher delicada e mãe zelosa, tava ali. Nua, marcada e pequena no meu abraço.O corpo dela deu um sobressalto pequeno nos lençóis, um espasmo muscular involuntário de quem tava finalmente voltando pra superfície.Os cílios longos tremeram antes dos olhos escuros abrirem devagar, piscando contra a meia-luz d
LarissaParte 5 — O Pouso SeguroO mundo ao meu redor derreteu e virou uma massa cinzenta de som abafado, peso e calor espesso. Eu já não sentia o meu próprio corpo.A dor ardida nas coxas, o calor esquisito da cera no peito, a pressão fria e implacável da faixa que prendia meus pulsos. Tudo isso se fundiu num formigamento anestesiado e absurdamente distante.Era como boiar no meio de um oceano escuro e morno, sem saber onde ficava a superfície. E a melhor parte, a parte mais intensa: eu não queria descobrir onde era a saída.Não tinha mais caos mental. Não existia ali a mãe, não tinha família, não tinha a obrigação a obrigação de ser a mulher perfeita.Só tinha a escuridão confortável, o eco das batidas aceleradas do meu próprio coração, e a sensação de estar completamente vazia. Oca.Eu flutuava no que o Gustavo chamava de subspace. O colapso sensorial absoluto. O lugar pra onde eu fugia quando entregava o controle da minha vida pra ele.O impacto daquele orgasmo duplo ainda rev
GustavoParte 4 - Empurrando Para O LimiteEu tava empurrando a Larissa pro limite. Pro lugar onde a mãe cuidadosa, a mulher atenciosa morria e sobrava só a fêmea entregue, aberta e desesperada por mim.- Gustavo, por favor, eu preciso de você, eu não aguento - ela soluçava, não de tristeza, mas daquele colapso sensorial absoluto.Joguei o flogger no chão de qualquer jeito. O som surdo da madeira batendo na pedra foi a única resposta que eu dei antes de subir nela.- Eu avisei que o tempo era meu - rosnei, me posicionando entre as pernas dela de novo, segurando os quadris dela com uma força que ia deixar marca.Não teve aviso dessa vez. Eu não tava mais testando as águas. Eu entrei de uma vez só, rasgando o caminho pra dentro dela com brutalidade pura.O grito que saiu da garganta da Larissa me arrepiou dos pés à cabeça. Foi agudo, quebrado, o som de alguém que tava sendo partida ao meio e adorando cada segundo.O choque da penetração depois da tortura sensorial foi avassalador. As
Gustavo(Música - "Outta My Head (feat. Rick Jansen & Ordell)" - OMIDO)Parte 3 — A Queda LivreA expressão no rosto da Larissa valia cada segundo daquela espera. O choque, o medo misturado com o tesão absoluto, a respiração presa na garganta seca.Ela tava ali, amarrada na cama da nossa lua de mel, tremendo enquanto me via abrir o zíper daquela maleta preta.Eu não trouxe muita coisa. A gente ia passar a maior parte do tempo turistando pelas pedras de Santorini, e eu conhecia a mulher que tinha.Mas eu sabia que a nossa primeira noite oficial precisava de uma âncora. Algo que puxasse ela da realidade pesada que ela carregava o dia todo nas costas.Puxei a vela de baixa temperatura, a cera negra contrastando com a luz amarela do abajur. O cheiro de baunilha e couro tomou o quarto no segundo que acendi o pavio.O barulho do clique do isqueiro de metal ecoou alto pra caralho no quarto silencioso.— Gustavo... — Ela chamou, a voz falhando, os olhos arregalados acompanhando a chama peq







