Home / Romance / Renasci para te Amar / Capítulo 2°— Reflexões Dolorosas

Share

Capítulo 2°— Reflexões Dolorosas

Author: Ieda Lemos
last update Petsa ng paglalathala: 2025-03-25 11:53:01

Enquanto as águas me arrastavam, eu refletia sobre tudo o que estava me acontecendo.

Cath ainda ia fazer dezenove anos, enquanto eu já tinha quase vinte e seis. Desde criança, ela estava sempre entre nós. Já nesse tempo, Diogo não a suportava! Queria pegar na minha mão, mas ela dizia que iria contar para os meus pais.

Quando eu tinha só treze aninhos ele me beijou, escondido no jardim, e ela fez um escândalo! Saiu correndo e contou aos gritos.

— Que criança insuportável!— Diogo exclamou e saiu correndo para a sua casa, que ficava no mesmo quarteirão.

Eu até achei graça da situação, pois Cath tinha só seis anos e eu achava que se tratava de ciúmes da irmã, apesar que me deu muito trabalho aquela atitude infantil.

Meus pais me achavam nova demais para namorar e eu quase levei uma surra!

Demorou mais de três anos para os meus pais aceitarem o nosso namoro! Eles davam ordens para que Cath ficasse sempre por perto. Ela não desgrudava de mim, parecia não suportar o Diogo.

Aquilo começou a ficar cansativo e até por um tempo eles se suportaram, parecia que iriam se entender finalmente, mas quando ele anunciou que ficaríamos noivos, ela voltou a tratá-lo mal, com deboches e sarcasmo! Nessa época, eu tinha vinte e dois anos e Cath quinze.

Ficou tão difícil a convivência que resolvemos nos casar rapidamente, em menos de um ano depois do noivado. Antes que eu saísse de casa para a igreja, ela implorou que eu não me casasse, soluçava abraçada a mim.

Me afastei depois que ela acalmou o choro.

— Cath, nada vai me impedir de casar com o Diogo!

— Você vai se arrepender!— ela gritou, antes de subir as escadas correndo e chorando.

Eu suspirei, talvez aquilo não passasse de ciúmes da irmã. Cath era uma adolescente rebelde não passava disso! Diogo apressou o casamento, devido a pressão dela e dos meus pais para que eu me separasse dele. O pior, é que ninguém me apresentava um motivo lógico para aquilo.

A pior lembrança, em meio às águas que me arrastavam lentamente, era a cena que vi ao entrar naquele lugar e flagrar os dois aos beijos, eu nunca iria esquecer, nunca os perdoaria!

Enquanto isso, o garçom voltou ao local onde me deixou, trazendo um copo com água. Ele ficou desesperado ao constatar que eu não estava mais lá. Ele virou-se na direção da mesa onde estava Diogo e Cath e se dirigiu para lá.

— Com licença, desculpe incomodar, mas vocês esperam por uma moça de cabelos loiros e presos? Ela usa óculos escuros e um vestido branco e preto.

Diogo franziu a testa surpreso.

— Não, não esperamos ninguém, por quê?

Cath continuava abraçada ao pescoço de Diogo e achava graça da situação.

— Você acha que convidamos mais alguém para nos atrapalhar?

O rapaz ficou sem jeito e explicou, gesticulando nervosamente com uma das mãos, enquanto a outra segurava ainda o copo d'água:

— Ela viu vocês e começou a chorar, achei estranho, tive a impressão de que ela ia pular no mar!

Diogo percebeu que o rapaz olhava para a aliança na sua mão e a escondeu debaixo da mesa.

— Não sei do que está falando!— disse ríspido.

O rapaz ficou confuso e voltou ao lugar de onde eu pulei. Para sua surpresa, Diogo chegou logo em seguida. Ele virou-se assustado.

— Por que acha que essa tal moça misteriosa pode ser alguém que eu conheço?—Diogo intimou.

— É sua esposa, não é?— O rapaz rebateu incrédulo.

Diogo ia dizer algo, mas seus olhos se depararam com um objeto caído no chão. Era a chave do meu carro, ele logo reconheceu o chaveiro extravagante, sempre gostei muito!

Ele acariciou a bola peluda cor-de-rosa, com expressão de pavor.

— Devo chamar a polícia, senhor?— o garçom quis saber, angustiado.

Diogo deu um longo suspiro e respondeu:

— Não se preocupe, ela sabe nadar muito bem!

O rapaz ficou boquiaberto, enquanto Diogo voltava para a mesa. Pouco depois ,ele pagou a conta e saiu arrastando Cath dali.

Os dois entraram no carro discutindo.

— Por que não deixa que ela suma de uma vez? Assim ficaremos livres para viver o nosso amor!— ela falava, enquanto colocava o cinto.

Diogo olhou pelo retrovisor, estava tenso.

— O carro dela está por aqui, deixei a chave na recepção, precisamos sumir daqui, o mais rápido possível!

Cath cruzou os braços nervosa.

— Devia assumir de uma vez, sempre disse que me ama!

— Não é hora para isso, Cath!— Diogo ligou o carro.

— E quando será? Meus pais já sabem de tudo, sempre souberam. Eu devia contar-lhe que me entreguei para você no ano passado!

Diogo ficou nervoso.

— Ficou louca, quer dar mais motivos para eles me odiarem?

Cath deu de ombros rindo zombeteira.

— Que diferença isso faz, somos apaixonados desde que éramos crianças!

— Nunca gostei de você quando era pequena, garota! Sempre foi uma criança mimada, e sua irmã não merecia sua traição!

— E a sua?— Cath rebateu.

Seguiram discutindo, Diogo tinha uma reunião importante no final do expediente, talvez saísse a tão sonhada promoção.

Enquanto isso, eu já tomada pelo desespero e cansaço, entrei em pânico, ao perceber que não conseguia mais nadar.

Patuloy na basahin ang aklat na ito nang libre
I-scan ang code upang i-download ang App

Pinakabagong kabanata

  • Renasci para te Amar    Capítulo 117°— Grande Final

    Wagner Santos, um homem elegante, sessenta e quatro anos, foi recebido por ela no dia da entrevista com Matteo. Foi amor à primeira vista. Depois da entrevista, ficamos eu e o Matteo falando a esse respeito. — Ele não é casado, ela também não, qual o problema Matteo? Eu vi o flerte dos dois lá fora! Matteo achava graça do jeito com que eu já fantasiava. — Ela acabou de conhecer ele, você já está pensando lá na frente amor! Você não existe! Mas eu não estava errada. Não deu nem um mês e eles já estavam namorando lá no quartinho destinado ao novo chefe da segurança. Eu mesma cheguei a ver, da sacada do meu quarto, ela passando para lá, no meio da noite. *** E Diogo, que não falava mais em voltar! Silva estava dando conta do serviço sozinho! — Eu acredito que Diogo não volta mais, amor— Matteo comentou. Eu estava no escritório. Vivia lá provocando meu marido. Andava num fogo nos últimos dias! — Por que diz isso?— eu quis saber. — Parece que Emma está grávida,

  • Renasci para te Amar    Capítulo 116°— Tudo no seu Lugar

    — Por isso queria tanto comprar uma casa?— ele balbuciou. — Era uma surpresa. Ainda não fiz o exame, amor!— Silla sorriu emocionada. Antonieta adorou a novidade e até brincou, assustando Silla. — Compraremos o seu apartamento, então amiga. Eu concordo que os meus sobrinhos precisam mesmo de espaço! — Vocês são bruxas, pelo amor de Deus! Gêmeos não! Silva abraçou a futura esposa, estavam de casamento marcado para dali a um mês. Seria uma cerimônia simples entre amigos apenas. — Devo lhe adiantar que na minha família tem muitos casos de gêmeos, você viu, quando te levei lá. Silla já conhecia os parentes de Silva que moravam no interior, mas não tinha se atentado para esse fato. — Meu Deus, não quero nem pensar nisso! Já foi um descuido essa gravidez! Preciso continuar firme na faculdade! Silla trabalhava no setor administrativo do grupo Spinelli e cursava economia. Seu marido, que era assessor da mesma empresa, estava indo muito bem. Quase podia

  • Renasci para te Amar    Capítulo 115°— De Volta ao Lar

    — O quê… assim!— ela ficou confusa e feliz. Ele sorriu, com uma carinha de apaixonado. — Eu quero ter uma casa, uma família, como todo mundo. Quero ter folgas, ter uma mulher me esperando todos os dias, essas coisas! — Eu também!— Antonietta tinha um jeito infantil, mas extravagante! Mas Giglio queria mais. — Hoje, quando ouvi o choro do herdeiro, eu desejei ser pai. — Pai! Assim… pai de verdade? Ele achou graça do embaraço da namorada. — É… eu quero ter um filho, Antonieta! Eu quero ouvir esse choro e saber que é fruta do nosso amor! Antonieta ficou emocionada, e pulou no pescoço de Giglio. Ele foi pego de surpresa e começou a rir. Depois a suspendeu e a carregou nos seus braços pelo caminho de pedras que levava até a casa. Gina, que chegava no terraço, naquele momento, foi a primeira a receber a notícia. — Eu fico feliz por vocês — ela disse serena, com as mãos à frente do corpo. Giglio colocou Antonietta no chão, sem perceb

  • Renasci para te Amar    Capítulo 114°— Força Tarefa

    Gina ainda falou que ela e Antonieta eram uma dupla, e que particularmente nessa situação, a colega estava mais tranquila do que ela. Caterina olhou para Antonieta, pela primeira vez, com admiração. — Fico feliz em saber que o meu filho está cercado de pessoas como vocês! Elas ficaram se olhando orgulhosas, até que eu comecei a ofegar. As contrações aumentaram muito! — Eu não vou aguentar!— eu disse quase gritando. Caterina apertava mais a minha mão e a sacudia, enquanto falava com firmeza. — Você é forte, Cinthia! Vamos! Meu filho vai ficar orgulhoso de você! Gina e Antonieta já estavam abraçadas, assustadas, nos olhando com cara de choro. — Mais gazes, Gina!— Vincenzo disse impaciente. As criadas saíram correndo novamente. De repente, no meio daquela correria, eu senti um impulso e apertei a mão de Caterina. Meu grito ecoou pela casa. — Nasceu!—Antonietta disse fazendo o caminho de volta. Gina foi buscar os rolos de g

  • Renasci para te Amar    Capítulo 113°— Momentos de Stresse

    Vincenzo estava suando, enquanto me olhava atento. — O que está sentindo agora?— ele quis saber. Gina e Antonieta pareciam baratas tontas. Sumiram da minha frente e foram providenciar o que Vincenzo pediu. As duas pararam assustadas num pequeno corredor, onde ficavam os mantimentos. — Precisamos avisar o senhor Matteo!— Antonietta disse assustada, olhando para trás, com receio de que os Spinelli viessem atrás delas. Gina ficou inquieta e pensativa. — Eu sei o que estão querendo fazer. Melhor chamar uma ambulância! Antonieta tirou o celular do bolso do avental. — Vou deixar tudo nas mãos do patrão. Ele saberá o que fazer. Matteo estava em reunião com Silva e Diogo, mas atendeu a chamada ao primeiro toque. Depois de saber o que estava acontecendo, saiu correndo, seguido pelos seus assessores. — Patrão! Aconteceu alguma coisa? É com a Cinthia, não é?— Diogo estava desesperado. Matteo não dizia nada, parecia louco. Não q

  • Renasci para te Amar    Capítulo 112°— Mistério no Ar

    — Vai parar agora? Chegou até aqui!— ela falou me surpreendendo. Eu pensei mesmo que ia cair. Olhei para baixo e vi Vincenzo parado ao pé da escada. — Está tudo bem aí, Caterina?— ele também não confiava na bondade da esposa. Ela riu gentilmente, sem perceber o que pensávamos à seu respeito. — Pois é Vincenzo. Ela subiu até aqui e travou, acredita? Não consigo mais fazê-la andar! — Eu vou ajudar — ele disse avançando pela escada. — Não, não precisa!— eu falei desesperada. Imaginava tanta coisa! E se ela me empurrasse dali, depois falasse que foi um acidente! Vincenzo segurou o meu outro braço e me impulsionou para cima. Eu procurei por Matteo, ou Gina. Por que ninguém aparecia para me ajudar? Os dois me conduziram para o quarto. Depois me fizeram sentar à beira da cama. Eu os olhava assustada. — Podem ir. Estou bem agora!— eu disse com as mãos espalhadas na cama. Caterina foi até a sacada do meu quarto e ficou olhando para baixo. Vi

Higit pang Kabanata
Galugarin at basahin ang magagandang nobela
Libreng basahin ang magagandang nobela sa GoodNovel app. I-download ang mga librong gusto mo at basahin kahit saan at anumang oras.
Libreng basahin ang mga aklat sa app
I-scan ang code para mabasa sa App
DMCA.com Protection Status