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Essa mulher

Autor: Edi Beckert
last update Data de publicação: 2025-09-01 21:52:24

Capítulo 90

Luca Black

O metal da arma queimava na minha mão, tão quente quanto o sangue que pulsava nas têmporas. Subíamos em passos firmes, quando o barulho metálico de portas de elevador se abrindo ecoou no hall.

Vi a cena como um soco no estômago: Jackson, correndo, arrastando Emma pelos cabelos até dentro do elevador.

— Droga! — rosnei. — Ele viu meu carro.

A porta se fechou com um estalo antes que eu pudesse disparar. Puxei o rádio no mesmo movimento.

— Estacionamento! — minh
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Capítulo bloqueado

Último capítulo

  • Roubada no altar pelo chefe da Máfia    Final

    Capítulo 197 — Epílogo Um mês e meio depois O sol da tarde banhava os jardins da mansão Black com aquele brilho calmo de dias que não têm pressa. O gramado estava coberto por balões azuis e brancos, as mesas repletas de flores e o cheiro doce de bolo se misturava ao perfume do jasmim que vinha da cerca viva. Era o primeiro aniversário de Andrew. Rúbia circulava entre os convidados, ajudando a servir doces, o vestido leve se movendo ao sabor do vento. Perto da mesa principal, Derrick segurava o filho no colo — o menino ria alto, encantado com o brilho das velas — enquanto Mia, com dois anos e meio e uma desenvoltura que deixava todos sorrindo, dava ordens como se fosse a verdadeira anfitriã. — Papai! — ela chamou, correndo de pés descalços pelo gramado. — O bolo é azul de céu! Eu escolhi! — Azul de céu? — Derrick perguntou, fingindo surpresa. — É! Porque o Andrew é meu irmão de céu. — respondeu, convencida, com os olhos brilhando. Rúbia se aproximou rindo,

  • Roubada no altar pelo chefe da Máfia    O cheiro

    Capítulo 196 Derrick Rúbia ergueu os olhos pelo espelho — e eu soube que ela entendeu o que viria antes mesmo de eu dar um passo. — Trancou a porta, Derrick? — provocou, a voz mansa, mas os olhos... cheios de faísca. — Tranquei. — respondi, encostando o corpo no dela. — Pra ninguém interromper o que vai acontecer. Ela ainda segurava a escova de dentes, fingindo normalidade. — E o que vai acontecer? — perguntou, sem desviar o olhar. Encostei a boca no pescoço dela. — Quero você. — murmurei contra a pele. — Daquele tipo que só a gente entende. O riso escapou dela, suave. — Você não sabe ficar um minuto sem transformar a paz em bagunça. — Eu sei, sim. — respondi, a voz rouca. — Só não quero. A escova caiu na pia. Ela virou devagar, e os olhos encontraram os meus com aquele brilho que sempre me desmonta. — Você devia me deixar terminar. Talvez pentear o cabelo... — Eu devia fazer muita coisa. — retruquei. — Mas, no momento, só quero sentir você res

  • Roubada no altar pelo chefe da Máfia    Tranquilidade

    Capítulo 195 Derrick O ar da noite tinha aquele gosto de trégua que a gente quase não acredita de primeira. O jardim estava calmo, o vento batia de leve nas folhas e o som da risada da Mia cortava o fim de tarde como uma benção. Eu estava sentado no banco de madeira, Andrew dormindo pesado no meu colo, o pequeno peito subindo e descendo num ritmo que lembrava o mar. Rúbia vinha vindo devagar, com aquele jeito sereno que só ela tem quando o mundo finalmente para de gritar. — Dormiu? — perguntou, baixinho. — Tá num sono que nem granada acorda. — respondi, e ela riu. Por um instante, o som da risada dela bastou pra me lembrar o porquê de tudo. Toda a guerra, toda a poeira, toda a merda que a gente teve que engolir. Olhei pra ela. — Agora vai voltar tudo ao normal, Rúbia. — disse, firme. — Os Mendez acabaram. A Amercana tá limpa. Ninguém mais encosta em você, nas crianças, em nada do que é nosso. Ela assentiu, os olhos marejando sem precisar de palavra. — Eu só que

  • Roubada no altar pelo chefe da Máfia    Apagados

    Capítulo 194 Luca Black (Dois dias depois) O vento soprava do mar, carregando o cheiro de ferrugem e óleo do porto, e lá embaixo, entre os contêineres empilhados, a base dos Mendez se escondia como um tumor esperando ser extirpado. Dois dias de rastreio. Dois dias de preparação. E agora era hora de fechar a conta. — Conferiu se Francesco Mendez está aí dentro agora? — perguntei, a voz baixa, mas cortante. Derrick ajeitou o fone no ouvido e respondeu sem hesitar: — Com toda a certeza. Ele chegou há vinte minutos. Não sai mais vivo daqui. O mapa da operação estava projetado sobre o capô do carro. Os pontos vermelhos indicavam nossas posições — atiradores nos telhados, franco-atiradores nas gruas, e uma linha principal de ataque pela lateral leste. A equipe de Francis cobriria a retaguarda; a de Rubens, os contêineres do corredor dois. — Posição de entrada? — perguntei, passando os olhos pelo perímetro. — Portão dos fundos. Blindado, mas já sabotado. — responde

  • Roubada no altar pelo chefe da Máfia    Pra casa

    Capítulo 193 Derrick Corri para dentro da casa assim que fui liberado. Rúbia estava no sofá com a Mia enroscada no colo, o mordomo empurrando o carrinho de Andrew aos poucos pelo corredor, como quem insiste em deixar tudo igual. A visão delas me desmontou um pouco: a menina com os adesivos multicoloridos no braço, a mãe com o rosto pálido mas firme, e aquele bebê que, mesmo acordado, tinha a calma de quem acabou de chegar num mundo que ainda precisa aprender a ser justo. — Como estão? O médico já examinou? Rúbia levantou o olhar devagar, tentou sorrir. — Sim, ele veio. Está tudo bem com essa moça. — fez um gesto com a cabeça para Mia. — Disse que ela é muito corajosa. — Claro que é. Eu concordo com ele. Mia me mostrou o braço com orgulho infantil, como se tivesse conquistado uma medalha. — Papai! Eu ganhei adesivos. — falou, e a vozinha quebrou minha armadura. Peguei o braço dela na minha mão e senti o roxo começando a surgir, um mapa de contusões que me que

  • Roubada no altar pelo chefe da Máfia    Rastrear

    Capítulo 192 Luca Black Foram perguntas e respostas arrancadas pelos ossos. Falou desse Frederico que até imagino quem seja. Um depósito no porto. Um homem de olhos frios que pagava por afazeres sujos. Cada palavra acendeu um ponto da investigação que eu já começava a montar na cabeça — lista de nomes, endereços, vínculos. Mas antes de ir à caça, tínhamos que esvaziar a raiva. Mostrar o preço do que ele fez. — Não me matem! Por favor! — A morte é pouco, filho da puta! — Derrick gritou e o chutou. Chutou muito. Percorremos as lições que aquele mundo entende: humilhação, medo, dor. Eu forcei-o a rastejar — queria que sentisse o chão sob as mãos, que aprendesse o cheiro da derrota. Rastejou, gemendo, e nós o empurramos até o portão, para que a humilhação ficasse cravada na pele. — Rasteja! Quero ver você rastejar! — berrei, e o som foi aceito pela terra como promessa. Ele tentou levantar, mas as pernas não obedeciam pelos tiros que levou. — Vai Porra! Rasteja

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