Compartilhar

A Aposta

last update Data de publicação: 2022-09-16 10:25:04

- Mas havíamos combinado...

- Virgínia precisa de mim agora. Amanhã eu falo com você.

- Francis, se eu for embora nunca mais vou falar com você. – ela ameaçou.

- Sinto muito. Não posso fazer nada se esta é a sua decisão.

Ela virou as costas furiosa e saiu.

- Francis, não precisa brigar com ela por minha causa. Estou bem, juro. – sorri, forçadamente.

- Sim, está bem, só decidiu colocar um quimono sobre o pijama e vir chorar na praça. Ou seja, não podia chorar em casa.

Eu não disse nada. Abaixei a cabeça.

- Contou para ela?

- Sim.

- E ela fez um escândalo.

- Sim.

- E você desistiu.

- Não foi só isso. Eu não tenho nem dinheiro para pagar a faculdade.

- Eu posso ajudar você.

- Francis, você é meu melhor amigo. Eu amo você. Mas jamais poderia aceitar isso.

- Ela fará qualquer coisa pra impedir você.

- Ela passou mal.

- E você acreditou, Vi?

Assenti, com a cabeça.

- Eu não acredito! – ele passou as mãos nos cabelos e começou a andar pelo pergolado, nervosamente.

- Francis, não foi invenção dela. Ela chegou a empalidecer.

- Na hora que você foi contra o que ela queria, não é mesmo?

- Francis, cada um com seus problemas. Eu estava chorando porque fiquei chateada. Mas eu aceito minha vida e a forma como ela é.

- Você não pode aceitar. Seu maior sonho sempre foi ir embora daqui, desta cidadezinha que você não gosta, só aceita. E acha que vai conseguir fazer isso como? Quando achar o multimilionário que sua mãe idealizou para você?

Suspirei, resignada.

- Eu sei tudo que você pensa sobre isso, Francis. Não precisa repetir.

- Me vejo daqui há dez anos, neste mesmo local, falando da sua mãe.

- Me vejo daqui há dez anos, neste mesmo local, chorando pela minha triste vida enquanto você estará casado. – eu ri. – Com Dorothy Falco. – fiz careta.

- Não vou casar com Dothy. Não decida o meu futuro por mim.

- Nunca vi você ficar tanto tempo com uma mulher, Francis.

- Eu curto ela...

- E ela curte o sexo entre vocês, pelo jeito. – observei. – Deixou bem claro o quanto você é bom... E que nunca se interessou por mim. – eu ri. – Seu gostosão. – bati no peito dele, tentando parecer engraçada.

- Queria que eu dissesse que sim? – ele perguntou.

- Claro que não. Mas por que falaram sobre mim?

- Porque ela tem ciúme de você.

- Ela tem ciúme de mim, eu tenho ciúme de você com ela... Enfim... Talvez seja hora de nos afastarmos, Francis. Não quero foder seu relacionamento. E como eu disse, não aceito ela, mas aceito você com ela.

- E ela tem que me aceitar com você. Por isso mesmo eu disse a verdade. Que jamais houve nada entre nós. E que nunca aconteceria... Porque somos só amigos e sempre seremos.

Eu o abracei:

- Foi importante para mim você ter ficado comigo e não com ela. Porque eu conheço você há 21 anos.

- Confesso que foi uma decisão difícil.

Olhei para ele e percebi que estava sério.

- Francis, ela vai perdoar você.

Virei as costas e comecei a andar.

- Onde você vai?

- Para casa.

- Já está melhor?

- Sim. – garanti. – Acho que eu só precisava desabafar com você. Me sinto bem agora.

- E não para a faculdade?

- Não. – garanti ainda andando, sem olhar para ele.

- Boa noite. Se precisar, me liga.

Olhei no relógio e parei:

- Tomei exatamente 15 minutos do seu tempo. Liga para ela que ainda dá tempo de tomar o sorvete... Ou chupar até sair o leite. – ironizei, rindo. – Acho que foi isso que ela quis me dizer. Nestas horas agradeço por ser alérgica. – fiz o sinal da cruz.

- Você não tem jeito, Vi.

Entrei em casa e estava tudo escuro. Todos já estavam dormindo. Passei pelo quarto de hóspedes e vi que meu pai estava dormindo ali. Então ele e minha mãe haviam brigado sério... Mais uma vez.

Joguei o quimono no chão e fui para o banheiro. Escovei os dentes e decidi tomar um banho morno, para tirar a cara de choro. Ou amanheceria com olheiras no dia seguinte. Lavei meus cabelos sem pressa, esfreguei meu corpo e coloquei o pijama novamente.

Quando abri a porta, Francis estava deitado na minha cama, sem camisa, usando só uma bermuda e com os braços cruzados debaixo da cabeça.

- O que você está fazendo aqui? Não devia estar transando com Dorothy Falco neste momento?

- Você já está aceitando bem a minha namorada. – ele sorriu.

- Já é oficial?

- Ainda não...

- E por que não foi atrás dela? Por que não deu tempo?

- Porque sou seu amigo e você precisa de mim. E amigo é para isso: estar ao lado quando precisa.

- Ah, Francis... Não me faça chorar novamente.

Deitei ao lado dele e o abracei.

- Agora deite e descanse. Sua cara está péssima e seus olhos vermelhos e inchados. Se acordar assim amanhã, sua mãe vai mandar fazerem uma cirurgia nos seus olhos.

Começamos a rir. Continuei abraçada a ele:

- Promete que vai ir embora só quando eu dormir?

- Prometo. – ele disse. – Não quer mesmo conversar mais sobre o que houve?

- Não... Meu pai está dormindo no quarto de hóspedes. Então imagine a intensidade que foi tudo...

- Conversamos amanhã, quando você estiver melhor. Mas ainda assim eu vou insistir para você fazer a matrícula.

Eu não disse nada. Sabia que não faria. Eu conhecia muito bem minha mãe... E a mim mesma. Eu não conseguia ir contra ela. Muito menos sabendo que ela poderia não estar bem.

Senti frio e me encolhi. Braços me envolveram. Abri meus olhos e dei de cara com Francis. Estávamos completamente grudados um no outro. E nossas bocas a centímetros de distância. Se eu me mexesse e ele acordasse, corria o risco de tocarmos nossos lábios. Então fechei meus olhos e fiquei completamente imóvel, morrendo de medo de ele se mover.

- Eu sei que você está acordada. – ele disse.

Abri meus olhos e nos encaramos por um tempo, sem dizer nada. Estávamos tão próximo que eu sentia a respiração dele na minha e as batidas de seu coração. Nos abraçamos e nos tocamos uma vida inteira. Mas naquele momento não era como das outras vezes. E eu nem sei o motivo. Ele se moveu na minha direção e eu me afastei rapidamente, levantando e quase caindo da cama.

- Você está bem? – ele perguntou ao me ver saindo de um pé só, pulando.

- Sim... Você acabou pegando no sono?

- Acho que sim. – ele disse sem sair da cama.

- E deixou a porta aberta e eu fiquei com frio. – reclamei, indo até o armário escolher uma roupa.

Olhei o vestido preto justo e fiquei na dúvida de usar ou não.

- Você vai sair? – ele perguntou.

- Tenho médico logo mais.

- Isso não é roupa de ir ao médico.

Olhei o vestido no cabide e disse:

- Mas é um pretinho básico, Francis.

- Justo e decotado. Eu não me excito com você, mas o médico pode ficar.

- Como assim você não se excita comigo, Francis? Que porra eu tenho de ruim pra você falar isso até para Dothy?

- Eu disse a verdade, porra. – ele continuou tranquilo, deitado como se a minha cama fosse a casa dele.

Retirei a blusa do meu pijama e depois a parte de baixo, ficando só de lingerie. Me olhei no espelho, esperando a reação dele.

- Você está muito magra. – ele observou.

- O vestido não entrou em mim, Francis. Eu estou gorda.

- Não está gorda. Está magra demais. – ele insistiu.

- Você não excita comigo, nem de lingerie?

- Sua lingerie não é nada sensual.

- E se fosse?

- Eu não me excitaria. Seria como ver Liam nu.

Joguei o quimono que estava no chão sobre ele, que começou a rir.

- Acho que o que me impede de ter tesão por você é que ainda lembro de você sem dentes, puxando meus cabelos.

- Isso faz décadas.

- Quer que eu sinta tesão por você, Vi? – ele riu, sentando na cama.

- Não... É que minha mãe me montou para ser perfeita de corpo... De rosto... E você é um homem bonito, atraente, embora meu melhor amigo. E não sente nada por mim. Então... É estranho, entende?

Fui até ele e me ajoelhei sobre a cama, de lingerie.

- O que você vai fazer? – ele me olhou preocupado.

Me aproximei e fiz menção de beijá-lo. Ele ficou imóvel, confuso, mas aceitaria o beijo. Eu comecei a rir, me jogando na cama.

- O que você fez? Tentou me beijar?

- Não... Não tenho vontade de beijar você. Seria como beijar Liam. – ironizei.

- Eu não sou seu irmão.

- É mais meu irmão que meu próprio irmão, Francis.

Ele abriu as pernas e ficou sobre mim, descendo a boca lentamente na minha direção. Senti meu coração bater forte e fiquei imóvel, completamente aturdida, sem desviar os olhos dos dele. Ele tocou o nariz no meu e fechou os olhos.

- O que... Você está fazendo? – perguntei, num fio de voz.

- Quero que você sinta que me beijar não é como beijar Liam. Você nunca provou um beijo como o meu. Eu posso apostar.

- Eu não tenho vontade de beijá-lo, Francis. – o empurrei, com força, sentindo meu corpo trêmulo.

Ele começou a rir:

- Ok, realmente não rola tesão entre nós.

- Tentamos, não é mesmo? – comecei a rir, ainda na cama, vendo ele ir ao banheiro tomar banho.

Coloquei o vestido e uma sandália e estava me maquiando quando vi ele pegando uma camiseta no meu armário.

- O que está fazendo?

- Não posso descer sem camisa para o café da manhã.

- Você não vai descer para o café da manhã. Se minha mãe souber que você dormiu no meu quarto, ela me mata e mata você também.

- Não tenho medo de Michelle Miller.

- Deveria ter.

- Vou descer e tomar café da manhã com os Miller Hernandez. E vou dizer para sua mãe que você decidiu fazer a faculdade. – ele ficou atrás de mim, me olhando pelo espelho.

Neguei com a cabeça, amedrontada com o que ele disse.

- Então nós vamos fazer uma aposta. – ele disse, dando um beijo no meu pescoço.

- Que aposta?

- Se você não resistir e me beijar, vai para a faculdade. Eu vou pagar e você irá escondida da sua mãe e só dirá a ela depois que estiver no meio do curso, com um emprego encaminhado.

- Então isso nunca vai acontecer. – suspirei. – Porque eu não vou beijar você, Francis.

- Vou tentar até você implorar pelo meu beijo.

- Nunca vou fazer isso. – garanti. – Mas tenho uma contraproposta.

- Sou todo ouvidos. – ele cruzou os braços.

Me virei para ele:

- Se eu conseguir fazer você ficar de pau duro comigo, nunca mais falaremos sobre um dia eu ter me inscrito para a faculdade. E você não vai me obrigar a ficar na sua casa quando estiver namorando com Dothy. Você virá na minha.

- Isso é aposta de adolescentes. – ele arqueou a sobrancelha.

- Não foi você que começou?

- Porque eu sei que você quer saber como é o meu beijo, Vi.

- Você só pode estar brincando! Nunca vi alguém tão convencido.

- Preciso que você me beije antes de eu pedir Dothy oficialmente em namoro.

- Como assim?

- Porque depois eu não vou mais poder fazer isso.

- E desde quando você se importou com fidelidade?

- Desde agora. – ele falou seriamente.

- Eu não vou beijar você, seu idiota. – joguei meus braços na direção dele, que pegou-os no ar, me puxando para junto dele, aproximando a boca da minha.

- Não acredito que está mascando chiclete sem tomar café da manhã. – arqueei minha sobrancelha.

- Não posso beijar você sem meu tradicional gosto de menta, que você tanto conhece.

- Você é ridículo... – falei, tocando no membro dele, que se afastou rapidamente.

- Isso é... Jogo sujo.

- Vale tudo neste jogo, não é mesmo?

- Não assim, tão descaradamente.

Virei de costas e levantei meu vestido, mostrando a calcinha de renda preta e empinei minha bunda na direção dele:

- Acha que o médico vai gostar da lingerie combinando com o vestido?

- Não...

 Ele virou de costas. Comecei a rir:

- Ei, você não se excita comigo, esqueceu? É como ver Liam de calcinha.

- Liam não usa calcinha de renda preta... Num vestido justo e curto. Aliás, está muito curto.

Coloquei o vestido no lugar e abri completamente a porta de vidro da sacada:

- Vai, Francis. – apontei para a rua.

Ele me deu um beijo no rosto, bem próximo da boca e desceu pela escada.

Quando ele chegou no chão, disse:

- Esta escada não vai me aguentar muito tempo, Vi. Acho que posso morrer na queda.

- Não vai morrer com esta queda, Francis. – comecei a rir.

- Você será culpada pela tragédia.

- Vai para casa, seu idiota.

- Bom dia para você também, Vi. E se comporte com o médico.

- Claro que não.

- Sua mãe adoraria você com um médico.

- Ainda mais com o médico das minhas alergias. Ele é um gato.

- Jura? Você nunca havia me dito isso.

- Achei que fosse irrelevante.

- Nada sobre você é irrelevante, Vi.

Ele virou as costas e saiu.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Segredos de Primavera   EPÍLOGO

    Entre uma troca de fralda no banheiro feminino e uma foda rápida no masculino, nossa música começou. Já estávamos completamente esgotados quando nossos corpos se encontraram na pista de dança.- Acho que ano que vem não vou dançar Your Love. – falei.- Por quê? – ele riu.- Porque não aguento mais esta música dia e noite. – comecei a rir também.- Quem diria que a nossa música seria a preferida dos nossos filhos?- Eu posso apostar que tudo isso é obra de Irina.- Ah, eu não tenho dúvidas. – ele me puxou, deixando a barriga entre nós.Olhei nos seus olhos e senti o mesmo amor de quando dançamos a mesma música dez anos atrás, obrigados por um testamento completamente absurdo. Alisei a nunca dele e disse:- Eu amo você, Francis gostosão.- Amo você, Vi gostosa... E mãe dos meus três meninos.Eu ri:- Você imaginava que um dia isso tudo aconteceria?- Que eu faria amor com você sim... Porque eu já fazia com as suas fotos.- Seu depravado... Tarado.- Mas confesso que fiquei com medo de

  • Segredos de Primavera   Décimo baile de Primavera

    - Marcelus... Por favor, deixe meu menino ir. – pedi, num fio de voz.- Por que eu faria isso, bela Virgínia? – ele riu. – Mas me mate uma curiosidade: ele é alérgico?Eu não disse nada. Ele pegou a arma e apontou para o chão:- Quer que eu mostre para o Francisco? Ou devo chamá-lo de Francis? Ei, Francis, este é seu apelido?- Não. – ele deu de ombros enquanto imitava a voz do boneco, fazendo-o voar em seus braços. – Francis é o meu pai. – fez voz de super herói.- Onde está Francis? - Marcelus perguntou. – Não acredito que ele vai perder o melhor da festa.- O que você quer, seu idiota? – Michelle perguntou.- Ela. – ele apontou a arma para mim. – Só isso. Poderia ver você... Afinal, quem fez a propaganda da boa moça foi a mamãe, não é mesmo?- Acha que vai sair impune desta vez? – ela perguntou.- Não... Não sou como você, Michelle. Você saiu impune. Eu paguei pelo que fiz. Perdi o direito de clinicar. Então... Adivinhem? Me mudei de país, para poder exercer minha profissão... Por

  • Segredos de Primavera   Olá, família

    Francis estava atendendo alguns clientes na cidade vizinha naquele dia. E eu estava com projetos atrasados, o que já era comum. Estava disposta a termina-los de vez, mas Francisco estava muito agitado. Se não bastasse ele correndo pela casa, tinha os cachorros acompanhando com latidos. Na verdade, essa era a brincadeira favorita dele: corria enquanto as bolinhas de pelo tentavam pegá-lo.Certa de que não conseguiria fazer mais nada, convidei:- Francisco, o que acha de brincarmos na praça?- Sim, sim, sim... – ele foi pulando até o quarto, já separando algumas bonecas, carrinhos e vestindo sua roupa de super herói favorita.Ajudei-o a se vestir corretamente, já que havia colocado a parte das pernas nos braços e já estava ficando irritado. Logo entramos no carro, com as mãos cheias de sacolas com brinquedos.- Mamãe, coloca a nossa música. – ele pediu, assim que liguei o carro.Coloquei Your Love a tocar. Ele começou a cantar imediatamente. Logo me ouvi acompanhando-o. Sorri, ao vê-lo

  • Segredos de Primavera   Malmequer

    - Eu... Trouxe isso. – Michelle me mostrou uma margarida na mão.- Eu... Não estava louca. Vi você... O que quer?- Vim lhe trazer uma flor. – ela disse, sem se aproximar.- Você quer me dar uma flor? – perguntei confusa. – Tem... Veneno nela? Leite?- Acha que eu faria isso?- Acho... Quer dizer, tenho certeza.Michelle olhou para os presentes que estavam em todos os lugares no quarto. Foi até a janela e abriu o vidro, jogando fora a flor.Fiquei olhando para ela, que disse com ar de deboche:- Por que quereria uma simples margarida, não é mesmo?Ela estava tão próxima que eu senti seu perfume. Um leve tremor tomou conta do meu corpo:- O que você quer aqui? Vá embora... Ou vou chamar a polícia.- O que eu fiz? Vai dizer o que para a Polícia?- Que... Você entrou sem permissão.- Eu sou sua mãe, Virgínia, quer você queira, quer não.- Nunca foi... Por que isso agora? Fale de uma vez o que quer de mim e suma daqui.- Quero ver a criança. – falou em tom autoritário.- Está louca? Você.

  • Segredos de Primavera   O meu primeiro e único amor

    A pediatra disse:- Papai vem comigo. Vou pesá-lo, medi-lo enquanto você e os familiares poderão assistir a tudo. A mamãe agora vai se recuperar um pouco e logo estarão os três no quarto, juntinhos. – falou carinhosamente.Então vi meu filho sendo levado no colo de um papai completamente bobo, que não desgrudava o olhar dele um segundo. Sorri, imensamente feliz. Apesar do cansaço físico, eu não sentia mais dor. Porque a felicidade era tão intensa dentro de mim que não tinha espaço para nada ruim.Antes de sair na porta, Francis disse:- Amo você, Vi... Fica bem. Estaremos esperando-a... Nós dois.- Amo vocês. – falei emocionada ao adicionar um “s”.Ele saiu na porta e voltou:- Dom... Vem conosco?Dom riu:- Isto é ciúme?- Não acha que vou sair e deixá-lo com minha mulher, não é mesmo?Dom balançou a cabeça e foi com ele.Assim que não vi mais Francis e Francisco comecei a sentir dor.- Preciso de algo para dor. Sem eles ao meu lado eu não sou tão forte. – confessei.A doutora riu:-

  • Segredos de Primavera   Meu Deus... Francis morreu.

    Sim, aquela era a nossa música. E não poderia ser nenhuma outra a não ser ela. Uma música antiga, que quase ninguém escutava a não ser nos bailes de Primavera, mas que só nós dois sabíamos o quanto ela era importante para nós. E não só pela letra... Simplesmente porque um dia ela tocou em algum momento importante que estávamos juntos e quando percebemos, fazia parte do nosso mundinho de algodão doces, visitas noturnas entrando pela janela, baladas...Nossos corpos se encontram, afastados pela minha enorme barriga, que trazia nosso filho.- Me diga que está tudo bem... E que ela não lhe fez nada de ruim.- Ela não pode mais me fazer mal, Francis.- “Eu só quero usar seu amor esta noiteEu não quero perder seu amor esta noite.” – ele falou, me puxando o máximo que conseguiu para perto de si, cantando no meu ouvido.- Amo quando você canta para mim, Francis. – confessei.- Amo você, Vi.- É tão bom ouvir Your Love e não ser obrigada a dança-la porque é o baile de Primavera. – comecei a r

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status